Vivendo ao perigo
4 O Jogo
Notas iniciais
A vida é repleta de situações estranhas, complicadas. E hoje se tornou o dia mais medonho e sem sentido de todos os outros, infelizmente não podia dizer da vida pois notei que um psicopata não tem nem um pingo de sentimento.
– Alo? Policia? – Erick ligou.
– Atendimento vinte quatro horas, favor esperar dois minutinhos para que a responsável possa te atender ~musiquinha like atende logo desgraça vamos todos morrer ~~ – Alo? Alo? Galera ficou mudo o telefone. – Na realidade naquele momento já ficou tudo escuro, cortaram a luz. Pra piorar não tinha sinal no celular, ou seja graças a Deus não vou morrer virgem pelo menos. Um grito veio da rua, todos nos corremos pra varanda ( Jojo Chorando que nem uma menina quando vê uma espinha no rosto) Quatro homens encapuzados ficavam nos observando, quando tiraram o capuz ( Levei um susto, ficou mais assustador) Conhecia dois das quatro pessoas, Castellano e Dimmy. Eles ficavam rindo, apenas isso. De repente o pior acontece, meu coração disparou muito, minhas pernas começaram a tremer e eu simplesmente não acreditava, John chega junto com a Thay amarrada em uma corda nas mãos, e caminha ate os outros quatro um pouco mais a frente. Nisso eu só ouvi a Anna gritando desesperada.– Eae Ro, olha o presentinho que trouxe a você. Vem Pegar! – John falava meio alto, com uma voz irônica e totalmente fria.– Mata logo John – Castell falou friamente. – Cala a boca Castellano, quem manda aqui sou eu. O jogo é meu. Não se intrometa — Castellano abaixou a cabeça apenas.– Solta ela – Falei meio baixo, com a cabeça baixa. – SOLTA ELA AGORA! – Nessa eu dei um grito raivoso e tentei ir até ela, mas me seguraram.– Calma Ro, calma Ro. – Fe tremendo e meio que chorando me segurava.– Vamos fazer assim, desça Ro e leve um amigo contigo caso esteja com medinho, e pegue ela. – Deixou a Thay de Joelho olhando pra gente.– Eu vou com você Ro – Pietro Disse na mesma hora.– Ok, vamos. – E já fui descendo as escadas. Pietro foi falando comigo para manter a calma, antes peguei uma faca da cozinha e puis no bolso, naquele momento eu sabia que ia morrer mas não deixaria nada acontecer com o amor da minha vida. Antes de abrir a porta fechei os olhos, e pude sentir uma gota caindo entre eles, veio rapidamente todas as lembranças que tive com a Thay durante um ano de uma amizade incrível, e realmente a historia que tinha com ela é uma grande novela. Eu prometo Thay, eu morro por você ( pensei alto) e abri a porta. A cena era horrível, ver a pessoa que você ama amarrada e toda machucada na sua frente, não tava conseguindo suportar aquilo mas mantive a calma.– Pronto estou aqui. – Abri os braços como tivesse me entregando.– An... ? – John começou a rir loucamente, e mandava os capachos rirem também. Me senti um verdadeiro idiota na hora, minha cara devia estar pior que chupar limão e fazer uma piadinha sem graça e ninguém rir. – Estou aqui como pediu, apenas isso. Solte ela. – Fui sincero, não queria muito papo.– Ok, Ok... Vou solta –la! Mas antes,uma coisinha. – John deu mais uma risada de exu. Ele apontou para o Pietro que estava atrás de mim. – Oi Pietro.– Oi John – Parecia que ele queria rir.– Ajude seu amigo. – John ficou sério, e depois riu de novo.– Pode deixar – Pietro riu, e nisso eu senti uma cotovelada nas minhas costas.– Aaah – Thay começou a gritar desesperada – Ro? Ro? – Ela gritava meu nome e chorava.– Todos telespectadores da varanda, se tentarem interferir vão perder! Alias todos são suspeitos. – Ele começou a rir, quando Pietro me amarrava. Sentia uma dor desgraçada nas costas, mas a dor de ver a Thay na minha frente daquele jeito era pior.– Solte ela. – Falava meio baixo pois não conseguia respirar direito.– Por que eu soltaria ela? – John ajoelhou também e deu um leve sorriso.– Porque ela não merece passar por isso, porque ela é uma pessoa muito especial na vida de todos nos, e já foi da sua. Porque ela não tem aquela maldade que muitos tem. – Nesse momento já comecei meio que chorar – Porque ela merece uma vida linda pela frente, construir uma família linda, repleto de animaizinhos, poder viver as melhores coisas que um ser humano mereça viver. Deixe essa revolta toda de lado John, se quiser algo pode fazer tudo em mim. Mas eu te imploro, deixe a Thay livre. – Abaixei minha cabeça para não tentar chorar, mas era meio que impossível. Então olhei diretamente ao olho dela — O mundo tem 3 oceanos, 7 mares, 5 continentes, 510 milhões de km² de terra e ainda assim, consegui achar alguém tão especial como você Thayna... – Todos ficavam quietos, apenas esperando eu terminar a frase — Te amo. Com todas as letras, palavras e pronúncias. Em todas as línguas e sotaques. Em todos os sentidos e jeitos. Com todas as circunstâncias e motivos. Simplesmente, te amo. Me perdoe Thay, me perdoe... – Abaixei a cabeça.– Ro... Eu sinceramente não sei o que dizer sobre tudo isso, mas saiba que você é muito especial na minha vida.. – Thay deu um leve sorrisinho. E pude ver os olhos dela se enxerem de lagrimas.– Clap,Clap,Clap... Lindo. Bravo. Ate me emocionei aqui – John pois a mão no olho, e mais uma vez começou a rir. –Rodrigo, Thay. Vocês deviam ser liberados e fugirem daqui agora, mas infelizmente vocês não tiveram a sorte. Pois eu me chamo John, Johnatan Airgetlám, eu também podia matar os dois nesse exato momento... – John pegou sua faca enorme, e começou a olhar e rir apenas mostrando os dentes. – Mas eu estou no MEU jogo, VIVENDO AO PERIGO. E nesse jogo as pessoas sofrem vivas, e sei a maneira certa de te machucar caro Rodrigo. – Ele olhou para a Thay, e cochichou algo com ela. Ela apenas olhou pra mim e fechou os olhos. John enfiou a faca nas costas dela. Ela caiu em cima de mim.
– Nãão!! – Comecei a gritar, e chorar – Seu Desgraçado – Dei uma cotovelada no Pietro, peguei a faca do meu bolso e fui em direção ao John completamente cego pela raiva, tentei dar a facada nele a primeira vez mas ele segurou minha mão, e nisso me deu um soco na cara, assim mesmo tentei reagir porém levei mais um murro no estomago e outra na cara novamente, e cai no chão. Comecei a ser chutado por ele umas três vezes. – Me mate logo, me mate! Comecei a gritar, e tentei levantar mas tava levando mais chute que a bola da copa do mundo.– Sofra. – Começou a rir – Vocês dois segurem ele, Castell pegue o álcool e jogue nele. – Castellano começou a rir, ele estava adorando alias nunca gostou de mim. – Quer que eu mesmo jogue o fogo nele, John? – Castell começou a rir.– Não, saia daqui. – John pegou o isqueiro e deixou em chamas — Você ta menos de alguns palmos de ter a pior morte de todas, morrer queimado vivo. – Gargalhou.– Faça isso, não ligo. – Fui sincero. – Porem sei que a dor que esta sentindo por dentro é vezes pior – John Apagou as chamas e me empurrou ate a Thay, que ainda estava viva.– R.. Ro... – Ela colocou a mão em meu rosto. – Eu... Eu.. T.. Te Amei já. – Thay falava tentando achar um ar que restava. – Cuide da Anna, amo cada cada... — Thay paralisou com os olhos abertos, comecei a chorar que nem bebe. Pude ouvir vários choros,gritos na casa. O mundo tinha acabado pra mim nesse momento, fechei os olhos dela, e deitei ao lado. Fechei os olhos e por ali fiquei. – Levante seu estrume – Pietro rindo me puxou, pegou seu soco inglês e me socou. Fiquei meio inconsciente, porem senti sendo jogado na porta e pude ouvir o John falando para alguém me pegar lá. Mas meu olhar só ficava na Thay sendo arrastada pelo Dimmy, na hora lembrei da carta. ‘’ Tem pessoas que comem carne do Ser Humano’’ Tentei ir para cima de novo, mas não conseguia me mexer e logo desmaiei.
Notas finais
Como seria minha vida agora? Perdi uma parte do meu coração no momento que perdi a Thay. Continuávamos presos correndo risco de vida. Não desejo isso a ninguém.
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