Vislumbre

3 Voltando ao Normal


Notas iniciais
Capítulo novinho *-*

- Henderson!! – gritei pulando nele. (roupa de Jade:http://www.polyvore.com/jade_primeiro_dia_de_aula/set?id=60342768#stream_box)– Que saudade cara!

- Eu sei garota, meu Deus, quanto tempo. Você está diferente! – falou quando me afastei.

- Claro depois de tudo o que aconteceu.

Ficamos um tempo nos olhando. Lucas Henderson; meu melhor amigo. Nossa amizade era fruto de uma paixão estúpida que senti por ele no 5* ano, então um dia ele descobriu. Nos aproximamos então e tudo virou uma bela amizade.

- E ai? Quem que já chegou nessa porcaria de escola?

- Suas amigas...

- Amigas é? Que eu saiba é apenas eu e você contra o mundo, certo?

- Certo. Elas são apenas garotas que você tolera.

- Aprendeu? Parabéns!

- E Pietro? – aquilo me desanimou.

- O que tem ele?

- Como vocês ficam?

- Simples, não ficamos. – as lágrimas vinham aos meus olhos. – Vou terminar com ele.

- Como assim? Por quê? Jade, olha...

- Eu não posso. E se eu machuca-lo?

- Não vai.

- Não vou? Não vou mesmo? Eu te machuquei, lembra?

“Eu tropeçava a cada passo que eu dava. Eu estava chorando aos soluços e minha cabeça estava doendo muito.

A minha boca estava seca, e algo me dizia que não era agua que eu queria. O que aconteceu comigo? Ai meu Deus, eu não me lembro de nada!

Aah! Aaai, aaai, AAAAAAI! Minha gengiva! Tá doendo muito!

Lucas, eu precisava vê-lo! Comecei a correr e logo cheguei na casa dele. Assustei-me com a minha velocidade, assim como o fato de eu ter acordado totalmente suja em uma clareira.

A casa estava escura, sem nenhuma luz acesa. Dei a volta na casa e a janela do quarto do Lucas estava entreaberta. Pulei e me segurei no beiral, abri então o resto da janela. Henderson estava esparramado pela cama se casal, sem camisa. Senti um cheiro bom, quente; mas o ignorei.

— Lucas! Lucas! – chamei sacudindo-o.

— O QUE?!? O QUE?! – ele sentou-se rapidamente na cama. Não pude evitar de rir.

— Calma, sou eu, a Jade.

— Jade? – ele pareceu confuso, mas assim que entendeu acordou. – Ah meu Deus, Jade! Onde você estava você desapareceu por dois dias criatura, enlouqueceu?

— Talvez. Eu não sei, estou meio confusa agora.

— Espera o que você está fazendo no meu quarto? Co- como entrou aqui??

— Pela... Janela.

— Como? – perguntou perplexo.

— Me pendurei no beiral e... Abri o resto da janela.

— Meu quarto fica no terceiro andar, Jade. Como você subiu?

— Pulei.

— O QUE? Você mal consegue pular cinco centímetros e agora quer me dizer que pulou três andares?

— É por isso que estou confusa. Eu acordei e percebi que não preciso mais dos óculos, minha gengiva dói e minha cabeça também. Eu estou morrendo de sede!

— Eu já volto. Vou buscar água para você.

— Obrigado.

Ele desceu e logo voltou com um grande copo de água.

— Beba tudo. – falou. Peguei o copo e tomei um gole. Argh! Aquilo era horrível. Joguei o copo contra a parede e ele espatifou-se.

— Não é isso que eu preciso! – gritei.

— Calma, Jade. Meus pais estão dormindo e eu não quero pensar no que minha mãe faria se te visse no meu quarto ás ...– ele olhou para o relógio. – 3h da manhã. E o que você acha que você precisa?

De repente prestei atenção no cheiro. Era tão quente e suculento, me dava água na boca.

Henderson ligou a luz.

— Ah meu DEUS! – gritou quando olhou para mim.

— Que foi?

— Se olha no espelho.

Fui ao espelho e além do cabelo desgrenhado e cheio de terra, meus olhou cintilavam em um vermelho sangue e se destacavam em minha boca os caninos alongados.

— O que está acontecendo? — Perguntei-me afastando-me do espelho.

— Eu não sei. Mas isso me lembra de um...

— Vampiro. – completei. – Não pode ser.

— Ou pode? – ele me olhava atento.

Olhando para Lucas, comecei a prestar atenção nele. Era dele que exalava o cheiro! Fui me aproximando...

— Jade, o que está fazendo? – o puxei pela nuca e cheirei seu pescoço.

— Perfume novo? – sussurrei.

— Na verdade não.

— Você está cheirando tão... Bem! – eu estava com água na boca, desci o nariz até seu ombro. – Nossa!

— Jade... Isso aqui tá meio estranho, não é?

— Pode parecer estranho, mas eu juro que tem um cheiro suculento em sua pele... Ah meu Deus.

- Esse cheiro não seria o do meu sangue?

— Não seja ridículo. – eu ainda cheirava seu pescoço.

— Talvez não. Me morde.

— Não. – e dei um risinho.

— Qual é, — ele me segurou pela nuca. – Já estamos em toda essa tensão sexual mesmo. Me morde.

— Eu tenho namorado.

— Sim. Meu melhor amigo.

— Desculpe. – perdi o controle de mim e gravei os dentes em seu ombro. Furei com os dentes e depois chupei o seu sangue.

Sim, isso sim era bom. Era quente e doce, huuum! Era a melhor coisa do mundo. Afastei-me e fitei seus olhos.

— Seus olhos estão verdes de novo, Jade.

— Isso deve ser um bom sinal.

— Deve sim. Nos vemos na aula amanha?

— Não.

— Como assim? – ele ficou... Abalado. Meio exasperado talvez.

— Vou para Toronto. Sei lá.

— Por quê? Jade... Você não pode me deixar e nem o Pietro.

— Eu vou voltar. Prometo.

— Promete mesmo?

— Claro que sim. Eu e você contra o mundo, não se lembra?

— Aram. Eu vou sentir sua falta.

— Eu também Henderson. Eu também. – falei chorando. – Mas eu não quero voltar a fazer o que eu acabei de fazer.

— Você não fez nada demais.

— Eu te machuquei.

— Não seja ridícula.

— Mas essa é a minha especialidade. – falei rindo entre as lágrimas.

— Eu te amo, Jade. Você é minha melhor amiga e não importa quantas vezes você se vá, seu lugar no meu coração sempre vai estar guardado.

— O seu também. Sempre viu? Seu idiota.

— Quando vai voltar?

— Não sei.

— Em média quanto tempo? Eu preciso de uma estimativa Jade.

— Assim que eu conseguir me controlar. Você viu como fiquei quando senti seu cheiro.

— O meu não. O do meu sangue.

— E esse sangue está no corpo de quem? – perguntei irônica.

— Está bem. Mas juízo hein garota! Não traia seu namorado e não arranje um novo melhor amigo.

— Jamais. ”

- Eu que te mandei me morder. – disse Henderson.

- Você o que? – perguntou a voz que meu coração disparar.

- Pietro? – perguntei. Ele estava diferente, não muito, mas definitivamente diferente. Mas alto e encorpado talvez. Mais lindo do que nunca. A franja irritante e o cabelo preto continuavam os mesmos e seus olhos castanhos me encaravam.

- Porque ele mandou você o morder?

- Ele não mandou eu o morder!

- Ah é? E porque ele falou que o fez?

- Você entendeu errado.

- Então o que ele falou?


Notas finais
Gostaram? Desculpe qualquer erro mas eu não tive tempo de revisar *-*
Comentem demais demais demais
XOXO, Carolyn