Notas iniciais
Aproveitem :33

- Nada Pietro, ele não falou nada.

- Claro. – o sinal tocou e Pietro virou-se e seguiu para dentro da escola.

- Desculpe Jade, eu fui descuidado falando isso alto.

- Não tem problema. Qualquer um entenderia o que ele entendeu.

- Vamos para a aula?

- Vamos!

Seguimos para a sala, quando entrei atrai muitos olhares. Desapareci por meses e do nada estou de volta à escola. Pela visão periférica vi Pietro me fuzilar com os olhos. Sentei na primeira carteira vaga e logo me passaram um bilhete.

“Temos muito que conversar. Senti sua falta maluquinha. Quero uma recompensa no intervalo. Te amo, Pietro. ”

Ignorei o bilhete, ou pelo menos tentei aparentar isso. Eu não aguentaria ficar ali sem falar com ele, e tudo o que eu ouvia era corações batendo, bombeando sangue e mais sangue pelos corpos da sala. Minha boca começou a salivar e por um momento imaginei com seria a sensação de beber de cada um daquela sala. Se eu trancasse a porta eles não fugiriam... Mas os gritos seriam ouvidos. Isso seria um problema. Por que pessoas tem que gritar histericamente apenas por que estão sendo atacadas? Gente dramática.

Tentei expulsar da minha cabeça o pensamento tentador. Levantei e fui até a carteira do professor.

- Olá Sr* Fidesh. Eu posso ir ao banheiro?

- Claro que sim senhorita Grey.

- Obrigado.

- Não seja por isso.

Segui para a saída e fui caminhar por ai, eu precisava espairecer.

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Quando dei por mim já estava escuro. Mamãe devia estar preocupada. Isso era no mínimo irônico. Uma vampira preocupada com a mamãe. Meu Deus!

Num piscar de olhos, duas figuras vestidas elegantemente vestidas estavam na minha frente. Antes de me permitir sentir medo lembrei que eles deviam temer.

- Quem são vocês? Estupradores? Assaltantes? – perguntei sarcástica. – O que quer que sejam me deixe em paz. Será melhor para vocês, acreditem.

- Para uma novata você soa muito confiante, Jade. – disse o que tinha a aparência mais velha.

- Que diabos...

- Não use o nome do Diabo em vão, querida. – disse o outro. Aquilo estava esquisito. Tentei correr, mas logo estavam na minha frente outra vez.

- Vampiros. O que querem comigo?

- Ajudar.

- Vocês ao menos me conhecem.

- É verdade. Não a conhecemos. Mas sabemos o suficiente sobre você.

- Tipo?

- Onde estava indo? Para casa? Mamãe deve estar preocupada, não é mesmo?

- Cale-se.

- Olha a boca garota.

- Que seja.

- Bom, explico eu ou você Frankie?

- Deixe-me. Existe uma escola em Nova Orleans...

- Eu já estudo.

- Deixe-me terminar, sim? Não é uma escola normal. É uma escola apenas com vampiros.

- O que?

- Você ouviu. Lá você aprenderá todas as matérias normais e aprenderá a se portar frente aos humanos sem que eles desconfiem do que você é.

- Isso é ridículo.

- É mesmo? Tem certeza que pensa assim ou está apenas sendo teimosa? Lá temos um... Criadouro de humanos a nossa disposição. E também bolsas de sangue.

- Como assim?

- Conservamos humanos, exclusivamente para bebermos deles.

- Isso é...

- Doentio? Não irá pensar assim quando chegar lá.

- Eu não quero isso, por favor, me deixem em paz.

- Como quiser. Mas se puder pensar no assunto... – e desapareceram tão rápido quanto apareceram. Corri até a casa de Pietro. O nosso termino não iria passar de hoje.

Bati na porta e ouvi passos apressados na escada.

E a porta se abriu. Como eu estava de cabeça baixa, a primeira coisa que vi foi seus tênis de skatista. Subindo o olhar vi sua bermuda jeans e sua camiseta azul, por fim cheguei aos olhos castanhos e o cabelo preto e liso com aquela franja irritante.

- Jade.

- Oi.

- Vem, entra. – fiz o que ele pediu e o esperei começar a subir as escadas. Quando chegamos ao topo, eu não aguentei, precisava daquilo uma última vez que fosse.

O empurrei contra a parede e fiquei na ponta dos pés até alcançar seus lábios. O beijo era urgente, nossas línguas batalhavam para ver quem venceria. Creio que daria empate.

Nos afastamos pela maldita falta de ar.

- Você mudou. Era quieta; tímida.

- Espero que essa mudança seja considerada boa.

- Com certeza. – um sorriso brotou nos lábios dele. – Vem, vamos para o um quarto.

- Claro. – eu o segui. Quando chegamos à porta eu fiquei na soleira. Ele deitou-se e deu tapinhas no lado direito da cama, onde eu costumava deitar. Hesitei. Uma enxurrada de memorias veio á minha mente. Passamos muitos momentos bons e ruins nesse quarto, nessa cama. Andei até lá e deitei-me.

- Por que sumiu por tanto tempo?

- Complicações, contratempos.

- Que tipo de complicações e contratempos, Jadelyn? – o papo era sério. Ou ele não falaria meu nome inteiro.

- É difícil explicar. Você não acreditaria...

- Tente.

- Prometa que não me chamara de louca.

- Ok. – sentei-me em seu colo, com uma perna de cada lado da cintura.

- Eles existem.

- Quem?

- Vampiros. – ele ficou quieto por um tempo, e depois falou com a voz enérgica de raiva.

- É por isso? É tudo por... Oh meu Deus. Onde esteve esse tempo todo? Procurando fatos que comprovassem isso?

- Eu sou o fato que comprava isso.

- Você tem que parar de assistir essas séries, filmes. Isso está mexendo com a sua cabeça.

- Não está!

- Ok. Então está tentando me convencer de que é uma vampira?

- Mas eu sou.

- Então prove. – o modo com ele me olhou me irritou. Ele estava me desafiando, e eu odiava isso. Ele queria que eu provasse? Ok. Então eu o faria.

- Não vai doer muito. – falei me aproximando.

- Ok.

Joguei meus cabelos para um único lado e aproximei-me de seu pescoço. Senti seu choque quando meus dentes romperam a pele. Bebi um pouco e afastei-me. Olhei para ele e senti meus caninos ainda alongados.

- Ai meu Deus! Como isso aconteceu?

- Agora acredita em mim?

- Como isso aconteceu Jade?

- Não sei. Acordei em uma clareira lá perto de casa e estava faminta. Fui até o Lucas e descobri que era por sangue.

- Você... Bebeu o do Lucas?

- Sim. – sua expressão mudou do assombro para compreensão.

- E quer o meu?

- Não posso.

- Qual é.

- Ok. – aproximei-me e o mordi novamente. Eu estava mais faminta do que eu pensava.

‘Jade, calma ai. AI! Eu estou fraco, espera um pouco. ’ . Uma voz veio a minha cabeça, desconcentrando-me, mas logo consegui ignora-la. Até reconhecer a voz, então me afastei o mais rápido possível.

- Pietro? Pietro? – ele estava pálido e gelado. – Oh meu Deus! – comecei a chorar e soluçar. – Não, não. Meu amor... Acorda, por favor!

Morto. Ele estava morto. O que eu faria? Os pais dele logo chegariam. Eu não queria deixa-lo ali morto, mas se me pegassem ali seria uma confusão.

- Eu te amo. Mais que minha própria vida. – sussurrei e selei nossos lábios pela última vez.

Sai correndo e ao virar a esquina me deparei com os mesmos homens de mais cedo.

- Deixe-me sozinha.

- Bom, era óbvio que uma hora isso aconteceria. Viu como é melhor ir conosco?

- Vá embora, antes que eu te esquarteje e queime seus pedaços. – falei entre os soluços.

- Claro minha querida. Mas antes... Você podia tentar contatar Ian?

- Não conheço Ian algum.

- Ele estava conosco, mas se perdeu. Provavelmente ele que lhe transformou. As criaturas tem conexão mental com os criadores.

- Já falei que não vou a lugar algum com vocês.

- Creio que Ian irá lhe convencer de que nossa escola é um lugar ótimo.

Notas finais
Comentem mtmtmt, lembrando que essa história provavelmente vai virar livro no ano que vem, ok?
XOXO, Carolyn.