Visio Nocturna - Primeiro Desafio
2 Capítulo 1
Acordei assustado, de um sonho estranho, fiquei um tempo perdido, parado olhando para o nada ate me situar que estava em meu quarto. Foi um dos mais estranhos sonhos que já tive, mais um para narrar em minha visita ao psicólogo. Todas as terças e quintas tenho consulta com o Dr. Fernando desde quando eu tinha 8 anos de idade. Minha mãe fazia questão que eu sempre anotasse os meus sonhos para não perder nenhum detalhe quando fosse narrá-los ao Doutor. Como se eu precisasse anotar. Eu sempre me lembro de todos eles. Mesmo assim eu levantei e fui ate a escrivaninha pegar papel e caneta. No caminho passei pelo espelho do quarto e dei uma olhada no meu reflexo. Apesar de ainda ter 16 anos muitas pessoas perguntavam se eu já tinha 18. Acho que é pelo meu tamanho, minha mãe diz que é por causa do meu cabelo que ela me manda cortar todo sábado, mas eu ignoro. Se bem que agora eu ate concordaria com ela, meu cabelo estava uma desordem e meus olhos estavam fundos, parecia que eu não dormia há meses. Achei melhor desta vez não escrever nada. Com certeza eu já estou atrasado para aula. Tomei um banho rápido, arrumei meu cabelo e vesti o uniforme. Nunca gostei muito de usar o uniforme azul e sem graça da escola. A Jessy sempre dizia que parecíamos soldados e não estudantes. Eu tinha que concordar com ela. Sai do meu quarto já me preparando pra o puxão de orelha que ia levar de minha mãe por ter acordado tarde quando reparei que as luzes da casa ainda estavam apagadas e não ouvi o radio que minha mãe sempre ligava de manha. Cheguei na sala e olhei para o relógio.
Que ótimo! 05:30! Nem a Jessy que mora do outro lado da cidade acorda tão cedo.
Pensei em voltar para o quarto, mas meu celular vibrou avisando que havia chegado uma mensagem. Era do Rodrigo meu vizinho e amigo de infância. Nossas mães foram amigas de faculdade
“Que isso Thiago? Caiu da cama foi? Aparece aqui fora”.
Sem ter muito para fazer ate as 06:30 resolvi ir lá pra fora. Nesta hora eu nem imaginava que seria melhor ter voltado para cama.
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