Visões

10 X. O Anjo


Notas iniciais
Oi leitores .) ----------------------- AVISOS IMPORTANTES ----------------------1º) Gostaria de pedir, educadamente, para que vocês continuassem a mandar reviews, se não, estou pensando seriamente em parar de escrever esta fic. Contudo, isso NÃO é uma ameaça, só estou dizendo que os reviews que vocês me mandam me incentivam cada vez mais a continuar a fic.2º) Esse é o último capítulo que estarei apresentando personagens; como vocês puderam ver, já temos muitos. A partir do próximo capítulo a história vai se desenvolver ainda mais.--------------------------------------------------------------------É ISSO! xD Boa leitura!!!

O pavor das pessoas era enorme. Todos no acampamento queriam saber o que acontecera de verdade. Oráculo? Foi isso que o inimigo disse antes de desaparecer. Todos inquietos esperavam Darc, Jason e Alexia sair da cabana do velho.

Lá dentro, eles conversavam. Alexia também pedia explicações.

– Como vocês puderam machuca-lo daquela forma? – Perguntou perplexa.

– Você não entende! – Esbravejou Jason.

Darc o encarou de forma calma e repreensiva ao mesmo tempo, Jason se conteve e apoiou-se na mesa que havia dentro da cabana.

– Alexia... Eu vou abrir o jogo com você. – Murmurou o velho encarando-a seriamente.

– O que? O que foi? – Perguntou ainda assustada com tudo o que acontecera naquele fim de tarde.

– Alexia, no início, eu pensava em deixa-la ir, mas agora, você está correndo alto risco. – Começou.

– Alto risco? – Perguntou confusa.

– Sou um ancião. – Jogou as palavras. – E você... Você é o oráculo, Alexia.

– Ancião? Oráculo? – Perguntou sarcástica. – Você está louco? Isso não existe.

– E o que você acha que aconteceu entre você e Darc? Você é muito ingênua. Acha que esses seus desmaios são normais? Isso chama-se visões. Você é o oráculo, Alexia, conforme-se! – Jason explicou com má vontade.

– Não pode ser. – Sussurrou para si mesma. – Como vocês sabem disso? Como sabem tudo isso sobre mim? Exijo explicações! – Bateu as mãos na mesa sentindo-as frias e petrificadas devido as novas informações.

– Como lhe disse, sou ancião, posso ler seus pensamentos com apenas o toque de minha mão. – Explicou o velho contendo-se.

– Isso é impossível! – Gritou.

Jason e Darc observaram-na com decepção nos olhos. Jason avisara que aconteceria.

– Eu... Eu... – Gaguejou a pobre menina. – Eu... Eu vou embora daqui!

Alexia saiu da cabana, dando de cara com todos ao redor olhando fixamente para ela, pareciam confusos. O que estaria acontecendo? De longe avistou Lion, que a encarou com raiva. Ela o ignorou e começou a correr. Correu o máximo que pôde, seus passos começaram a se desorganizar fazendo-a cair. Olhou para trás e viu que ninguém a seguia. Encostou-se num tronco de árvore e abraçou seus joelhos. Lágrimas percorreram todo o rosto da menina.

– Isso não pode estar acontecendo comigo... – Sussurrou para si mesma.

~

– Quer que eu vá atrás dela? – Perguntou Lion ao ver Darc sair da cabana.

– Não será necessário. – Murmurou. – Por enquanto, ela não está em perigo. Demian está ferido, provavelmente não fará nada contra nós e nem à ela. Ela voltará.

– Ela pode nos denunciar. – Jason afirmou.

– Acho que não. A garota está muito confusa, provavelmente não pensará nada contra nós. – Darc respondeu.

– Darc! – Chamou Cate.

O velho virou seu olhar para ela.

– Acho que você deve explicações para certas pessoas. – Indagou.

Darc assentiu e dirigiu-se ao centro do acampamento.

– Muitos de vocês, provavelmente, estão confusos ou com medo. – Começou Darc. – Não há com que se preocupar agora, Demian não fará nada a nós enquanto estiver ferido, mas a garota é o essencial para nosso acampamento. – Todos encararam Darc confusos. – A menina é o oráculo, o ser que levará minha vida, isso não é uma ameaça, ela apenas traçará meu destino, assim como fará com a maioria de vocês.

Todos, perplexos com a notícia, encararam Darc com olhar confuso, ou com angustia. A maioria não acredita que aquela menina daria conta de um clã.

– Acho que está claro que logo teremos uma guerra entre clãs, de qualquer forma, teremos que estar preparados para tal luta. Eu e meus aliados mais íntimos estaremos cuidando disso. Tenho que deixar claro que quando o oráculo voltar, a protegeremos ao máximo. – Terminou Darc entrando em sua cabana.

Uns murmúrios surgiram em meio ao povo mas logo cessaram. Todos, aos poucos, voltaram para seus afazeres.

~

Alexia começou a sentir pontadas em sua cabeça. A dor de cabeça estava vindo mais uma vez. Entrelaçou seus dedos ao cabelo e segurou fortemente, tentando desviar a dor, mas tal ato não adiantara. Deitou-se no chão e começou a sentir suas veias pulsarem. Mais lágrimas caiam de seus olhos, desta vez de dor.

– Alexia... – Uma voz fina e doce ecoou em todos os cantos, como se estivesse entre quatro paredes.

– Quem está aí? – Perguntou tentando olhar ao redor, mas sua vista turva não deixou.

Alexia conseguia ver apenas um borrão de uma luz clara em sua frente. Aos poucos, sua visão voltou ao normal. Uma mulher com olhos azuis como diamantes e pele branca como a neve, cabelo louro como a cor do sol e boca meio avermelhada. Uma luz divina brilhava em volta de seu corpo.

– Quem é você? – Perguntou num murmúrio.

– Diann, seu anjo da guarda...

– Anjo da guarda? – Perguntou confusa.

– Estou aqui para lhe falar que você deve voltar. Os Darkangels irão te proteger. Não é um bom lugar para se viver, mas quando se fala de viver, lá é o melhor lugar.

– Não posso voltar. – Murmurou.

– Você deve voltar. – Retrucou divinamente.

– Eu não voltarei. – Falou mais alto, deixando claro sua raiva. – Eles mentem para mim! Não posso confiar neles! Não posso confiar em ninguém.

– Você pode confiar em mim. – Declarou. – Não posso salvar sua vida, não faço seu destino, faço com que você faça escolhas certas e esta é uma delas. Você está correndo risco de vida agora que Demian sabe que você é o oráculo, minha cara Lexie.

– Demian não me fará mal se voltar para casa de minha mãe. – Indagou.

– Demian te perseguirá aonde quer que você vá, Alexia. Você não tem noção dos perigos que virão. Descobrirá a verdade tudo ao seu ponto, cada detalhe de sua existência virá em sua consciência assim como eu vim, aguarde minha cara.

Alexia levantou-se aos poucos, ao ficar de pé, notou que ela dormira na floresta. A luz da manhã presenciava ali. Olhou ao redor. Nada e ninguém. Começou a andar sem rumo algum, não sabia para onde estava indo, mas continuou, uma hora ou outra chegaria em algum lugar.

Depois de caminhar durante um bom tempo, começou a ouvir barulho de carros. Eram poucos, mas ela podia ouvi-los de onde estava. Apressou seus passos até se ver correndo em direção a cidade. Ao aparecer ali, deu uma olhada em suas roupas. Estavam sujas e ela fedia.

As pessoas a encarava com desprezo no rosto. Ela abriu um pequeno sorriso por finalmente se sentir em casa. Encostou-se no poste ao seu lado e suspirou alto. Mais à frente, havia um painel com algumas notícias da cidade. Caminhou tranquilamente até o painel, vendo as pessoas fazendo careta devido ao seu cheiro.

“Promoção na loja de roupas”, “Procura-se empregado na loja de departamentos”, havia mais coisas, mas uma notícia lhe chamou mais atenção. De seu ponto de vista, via apenas o título do artigo: “Garota desaparecida”. Sua expressão tornou-se séria. Arrancou a folha dali força, vendo sua foto na matéria. Mais abaixo, tinha o nome de Max e seu telefone. Aquilo a angustiou.

Alexia imaginou o que Max estaria sentindo, colocou-se no lugar do pai e se viu chorando olhando para a foto.

Amassou a folha e a jogou no chão. A saudade falava mais alto agora. A pobre garota não conteve as lágrimas, deixou-as cair livremente. Olhou ao redor e viu a rua que seu pai entrara quando trouxera ela para a casa dele. A menina correu o mais rápido que podia, não podia conter seus passos. Um aperto no coração e ela acelerou ainda mais sua corrida até a casa de seu pai. “No final da rua, a última casa...”, pensou com ela mesma. A longa rua apareceu no horizonte da menina, ao longe reconheceu o carro de Jannie. Começou a soluçar de saudade. Correu. O vento batia em seu rosto e o fôlego lhe faltava.

Finalmente em frente à casa, correu para a porta e bateu. Bateu o amis forte que pôde e com o resto do fôlego gritou:

– Pai! Mãe!

A porta abriu-se num único tempo. Max viu que era mesmo Alexia e a abraçou, derramando lágrimas no cabelo da garota.

– Max? – Chamou Jannie lá de dentro.

Ela se aproximou e seus olhos encheram-se de lágrimas. Logo juntou-se ao abraço.

(Continua...)