Virtual Love.
20 Capítulo 19 – O encontro do ano.
Notas iniciais
Virtual Love
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Capítulo XIX – O encontro do ano.
Nat – On.
05/02 – Quinta-feira, 10h30min.
Hoje é o melhor dia da minha vida. Por quê? Bem, vocês já devem saber o por quê.
Hoje é o dia que eu irei viajar para a cidade da Mia e do Matt! Claro, não é muito longe, mas ainda assim, leva algumas poucas horas.
Ainda me lembro do dia que o pai e a mãe deram a notícia das tais viagens.
Flash Back – On.
– Eu vou ver Mia e Matt. – Eu respondi, com toda a empolgação do mundo.
– Pai, mãe, vocês pensaram nas viagens por causa da Nat, não é? – Riu Victor.
– De certa forma, sim. Ela foi a quem mais precisou de conforto nesses meses que nós ficamos separados. – Admitiu o pai.
– Se... Se vocês me dão licença, vou pegar meu celular um instante. – Eu disse. Eu ainda não acreditava que aquilo era real. Eu estava muito feliz; o sorriso não saia dos meus lábios.
Subi as escadas correndo até meu quarto. Peguei meu celular, desbloqueei e mandei a mensagem no grupo.
Nat: Vocês não vão acreditar. Meu pai e minha mãe voltaram, e de presente para nós, eu e Victor, eles vão dar viagens de três dias para qualquer lugar que a gente queira ir! Ei vocês dois, voltem logo, e já vejam em que lugar eu vou ficar; porque com certeza, eu irei aí visitar vocês!
Bloqueei o celular e desci para o jantar. O resto da noite foi tudo igual; meu pai dormiu em casa de novo, Victor e Marie foram para casa tarde e eu... Bem, eu madruguei.
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Ás onze horas da manhã do dia 27, Matt e Mia voltaram para casa.
Mia: Nat, como assim? Explica melhor! Você vai vir aqui?
Matt: Que bom! Isso é ótimo! Finalmente a gente vai se encontrar!
Nat: Sim. Meu pai e minha mãe voltaram, estão num relacionamento de novo. Não sei por que, mas eles vão dar viagens para nós, para qualquer lugar do país, mas só podemos ficar três dias nesse lugar escolhido, então, certamente, eu escolhi a cidade de vocês para ficar, o que já era bem óbvio.
Mia: Isso é ótimo!
Matt: Mas então que dia mais ou menos vc vem? E vem só vc?
Nat: Eu vou lá pelo dia 5, se não me engano. Vou confirmar ainda com meus pais, e vocês também tem que ver, não é? Hah. Bem... Pelo que eu entendi, vem eu, meu pai e minha mãe, mas eles disseram que eles ficam num hotel, enquanto eu posso passar a noite na casa de um de vocês, não é?
Mia: Vem pra minha casa! Minha mãe certamente vai deixar, sem contar que ela ainda tá de férias, o que ajuda muito. Assim ela deixa a casa livre pra mim, de certa forma. Aí, nesses dias, eu convido o Matt pra dormir aqui também, e ficamos todos nós na maior festa!
Matt: Por mim tudo bem, eu já sei que minha mãe vai deixar, então só sobrou a Nat ver certo o dia e a hora.
Nat: Olha, a hora eu não sei, mas eu sei que vai ser dia 5. Provavelmente iremos chegar de tarde aí...
Mia: Estou muito, muito, muito, muito feliz!
Matt: Todos nós estamos Mia!
Flash Back – Off.
Chequei minha mala. Roupas, ok. Produtos de higiene, ok. Carregador do celular, ok. Boneco de pelúcia preferido, ok. Tudo ok.
– Natalie. – Minha mãe me chamou do lado de fora de meu quarto.
– Pode entrar.
– Filha, já está pronta?
– Sim. Vocês já estão? – Fechei minha mala. Ela apenas assentiu com a cabeça. – Mãe, como você conseguiu folga no seu emprego?
– Foi simples. Eu apenas troquei uns dias de folga que eu teria. Nada de mais. – Ela deu de ombros.
– Ah, ok. – Peguei minha mala que estava em cima da cama. – Então, vamos.
– Sim.
Descemos as escadas e lá estavam meu pai, Victor e Marie, na frente da casa.
– Tchau e boa viagem maninha. – Victor sorriu, me abraçando em seguida. Marie fez o mesmo.
– Boa viagem, Naty.
– Obrigada, muito mesmo, e até daqui três dias! – Sorri mais uma vez e fui até o carro. Entrei e fiquei esperando Carlos e Daniela.
Logo, eles entraram no carro e nós partimos. Como eles sabiam o caminho, e eu sou horrível em viagens, fiquei dormindo o período inteiro.
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Quando acordei, chequei as horas. 13h42min. Olhei para minha mãe, ela dormia.
– Pai, onde estamos? – Perguntei logo seguido de um bocejo.
– Estamos no trevo da cidade deles. – Sorriu.
– Oh! Nós já chegamos? – Um sorriso enorme formou-se em meus lábios.
– Sim. Ah, ligue para a sua amiga, para ela nos dizer onde é a casa dela, que nós já te levamos lá.
– Ok.
Peguei meu celular novamente e disquei o numero da Mia. Chamou três vezes e ela atendeu.
– Alô?
– Mia! Aqui é a Natalie.
– Ah, Nat! O que aconteceu?
– Nada não, ah, nós já estamos aqui na cidade, só me fale seu endereço, por favor?
– Ok. – Ela falou o endereço e eu repassei para meu pai.
– Daqui a pouco estamos chegando, ok? – Sorri.
– Beleza!
Desliguei. Comecei a observar a cidade, grandes e lindas arvores, muito bem cuidadas. A rua totalmente limpa. Casas grandes e com grandes quintais também. Um lugar perfeito para morar.
– Natalie, está me ouvindo? – Perguntou minha mãe, tirando-me de meus pensamentos.
– Ahn? Ah, oi, estou. – Respondi rapidamente.
– Já estamos chegando. – Sorriu.
Quando ouvi essas lindas palavras, meu estômago se embrulhou todo. Eu estava ansiosa, ansiosa demais. Comecei a olhar fixamente para as casas do meu lado direito, perguntando freneticamente á meu pai, “É essa?” ou, “É essa casa aqui, né, pai?”. Sempre recebendo respostas negativas.
– É aquela casa ali, Natalie. – Ele apontou para uma casa logo à frente, na cor verde. – Bem, acho que é aquela.
– Ai meu Deus. – Murmurei para mim mesma, com a voz mais fina que o normal.
Minhas pernas ficaram trêmulas; juntei minhas mãos e comecei a suar frio. Era uma mistura de felicidade, emoção, angustia e ansiedade. Tudo misturado em um único corpo.
Assim que meu pai estacionou o carro, eu comecei a apertar os dedos fortemente. Eu levei um susto, porque do nada, meu pai apertou a buzina.
– Pai! – Gritei. – Porque fez isso? Que susto, caramba!
– Carlos, seu idiota! – Minha mãe gritou também. Parece que ele fez isso para incomodar mesmo.
– Desculpem, desculpem. – Ele riu. – Mas veja lá, quem apareceu.
Virei meu olhar para a casa. Quando vi a Mia correndo, toda escandalosa, para o carro, me desabei em lagrimas.
– Mia! – Consegui gritar antes de sair do carro. Abri a porta rapidamente e corri em sua direção. Como ela era maior que eu, eu a abracei no pescoço, e ela na minha cintura.
Eu não parava de chorar, e eu consegui sentir Mia chorando também, quando ela afundou a cabeça em meu braço.
– Mia, Mia! – Eu não parava de sorrir. Nós não conseguíamos nos desfazer do abraço; era um abraço tão bom, tão confortável, diferente dos abraços que eu dava na mamãe ou no Victor. Era um abraço de uma amiga. De uma amiga que eu nunca tive.
Desfazemos-nos do abraço e nos encaramos. Uma estava pior que a outra. Mia estava com a maquiagem totalmente borrada, e as lagrimas ainda ousavam sair. E eu, bem, eu estava totalmente descabelada e minha boca provavelmente estava um pimentão, porque sempre quando choro, ela fica assim.
– Ei, Mia, que buzina doida foi essa? – Ouvi uma voz que eu conheceria de longe.
Matt. Matt estava aqui. Virei meu rosto para a porta da frente e vi. Ele estava ali, despreocupado, coçando a cabeça. Quando ergueu seu olhar para nós, fez a cara de espanto mais engraçada que eu já vi. Sua boca ficou num perfeito formato de “o”; seus olhos se arregalaram no máximo e ele franziu a testa.
– Natalie? – Consegui ouvir seu murmúrio. Não aguentei. Comecei a chorar novamente e corri para abraça-lo também.
– Matt! – Choraminguei em seu peito. Abracei-o mais forte possível. E ele logo me abraçou também. Ficamos assim por mais um tempo também.
Separamos-nos e eu sequei minhas lagrimas. Olhei para ele e ele não parava de sorrir, assim como eu. Aproximei-me dele e depositei um beijo em sua bochecha. O máximo que consegui fazer; sou muito tímida.
– Natalie, sua mala. – Minha mãe me chamou, entregando-me a mala. Logo a mãe da Mia saiu de casa, me abraçou também e foi conversar com meus pais.
– Nat, por aqui, vamos pro meu quarto. – Mia pegou minha mão e adentramos a casa.
A casa era grande tanto por dentro quanto por fora. Subimos umas escadas e chegamos ao quarto dela. Era grande o suficiente para cinco pessoas dormirem ali. Mia era rica, só pode.
– Nat, pode deixar suas coisas em qualquer canto aqui. – Sorriu, sentando-se na cama. Matt fez o mesmo.
– Sua casa é bem grande, Mia. – Deixei minha mala num canto e sentei-me ao seu lado.
– Ah, não é tudo isso... – Sorriu constrangida.
– E então, como foi de viagem? – Perguntou Matt.
– Não sei, dormi o tempo todo. – Suspirei.
Rimos.
– Bem. – Começou Mia, levantando-se da cama. – Matthias, para fora.
– Que? – Perguntou Matt espantado.
– Para fora. Quero conversar com a Nat. – Apoiou os braços na cintura.
– Pode falar, você nem vai me notar aqui. – Cruzou os braços.
– Vocês parecem duas crianças! – Eu ri.
– Matt, vai para fora, é papo de menina. – Mia pegou seu braço e começou a puxá-lo para fora.
– Tá bom, tá bom. – Ele ergueu as mãos, em forma de rendição. Saiu e fechou a porta.
– O que quer falar comigo, Mia? – Perguntei olhando-a enquanto sentava-se na cama de novo.
– É sobre o fato de eu gostar de você. – Corou e desviou o olhar.
– A-ah... – Murmurei. Senti meu rosto queimar.
– Bem, quero dizer que você não precisa se preocupar comigo, ok? Eu apoio totalmente você e o Matt. Então, não precisa se preocupar. – Sorriu.
– Mia... – Murmurei. – T-Tem certeza?
– Absoluta! – Fez sinal de positivo. Sorri e a abracei novamente. Ficamos assim por mais tempo. Os abraços da Mia eram tão confortáveis, tão acolhedores...
– Vocês duas vão demorar muito? Os pais da Nat estão chamando. – Anunciou Matt, do lado de fora.
– Ah, eu vou lá. – Desfiz o abraço e saí.
Cheguei até a entrada da casa e despedi-me de meus pais.
– Nós vamos até o hotel, passar um tempo lá. Já combinamos com a mãe da Mia que iremos jantar aqui. Até de noite, filha. – Minha mãe me abraçou.
– Até. – Papai fez o mesmo.
Fiquei parada ali na frente até eles irem embora. Mia e Matt surgiram atrás de mim.
– Nat, vamos ao shopping? – Perguntou Mia.
– C-Claro, só vou escovar meu cabelo, ok?
– Vai lá. – Sorriu Matt.
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Chegamos ao shopping que não era tão longe da casa da Mia. E que shopping, hein. Aquela cidade só tinha coisas grandes, meu Deus.
– Vamos ao cinema? Comer alguma coisa? Sei lá. – Perguntou Mia.
– Vamos comer? Eu estou com fome. – Disse Matt.
– Você é gordo, Matthias. – Mia revirou os olhos.
– Eu quero um hambúrguer. O que você quer Nat? – Perguntou Matt ignorando o comentário da Mia.
– Fritas.
– Quero uma pizza. – Pronunciou-se Mia.
Sentamo-nos numa mesa enquanto Matt ia até a fila de uma lanchonete fazer nossos pedidos. Peguei meu celular e coloquei na câmera.
– Vamos tirar uma foto Mia. – Sorri.
Fizemos uma pose; foto. Fizemos careta; foto. Mostramos a língua; foto. Fizemos cara de lesadas; foto. Matt chegou; foto. Começamos a fazer várias caretas; foto. E assim foi até nossos pedidos forem anunciados. Matt foi buscá-los e eu comecei a olhar as fotos até que achei uma que o Matt estava muito, MUITO, engraçado.
– Mia, olha essa foto. – Eu não parava de rir. – O Matt tá parecendo um macaco.
E estava mesmo. Ele estava mostrando a língua, puxando as orelhas, fazendo-as ficarem realmente grandes. E estava com uma cara de lesado.
Mia não parava de rir, não conseguia nem falar nada. Quando Matt chegou, mostrei a foto para ele.
– Cacete. Quem é esse macaco aí? – Deu uma pausa. Eu e Mia nos acabávamos em risadas. – Espera, sou eu? Puta que pariu, exclui isso Nat. – Ele começou a rir também.
– Vai sonhando. – Disse em meio á risadas.
Comemos nossos lanches e fomos assistir a um filme. Passamos mais um tempo no shopping, olhando as vitrines e comentando qualquer coisa banal. Voltamos para a casa da Mia, já era noite, talvez 22h50min.
Meus pais já estavam lá, e nós jantamos todos juntos.
Depois do jantar, nós nos aprontamos para dormir. Matt ia dormir conosco hoje. Nós três ficamos conversando sobre muitas coisas até de madrugada, veja bem, nós fomos dormir ás 6 horas da manhã!
Só posso dizer que esse é o dia mais feliz da minha vida. Eu não podia acreditar nisso, era um sonho! Um sonho...
Se isso for um sonho, não me acorde jamais. – Pensei.
Logo adormeci totalmente feliz e animada para acordar e passar mais tempo com meus anjos. Meus dois lindos anjos.
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