Virtual Love.
17 Capítulo 16 – Novo membro na família!
Notas iniciais
Virtual Love
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Capítulo XVI – Novo membro na família!
Victor – On.
12/01 – Segunda-feira, 15h35min.
Já haviam se passado duas semanas e meia desde que eu e Marie anunciamos á meus pais – e Natalie – que eles iriam ser avós. Passamos o Ano Novo juntos, assim como o Natal, mas claro, Marie não bebeu nem champanhe, nós estávamos nos prevenindo ao máximo, apenas pelo fato dela ter a saúde fraca. Nunca se sabe o que poderia acontecer.
Quando eu e Marie soubemos sobre nosso filho, foi um choque. Um tremendo choque.
Flash Back – On.
20/12 – Sábado, 13h41min.
Marie estava passando mal fazia uns dias. Ela ficava tonta a cada vinte minutos e vomitava a cada trinta. Nós achamos estranho isso no começo, eu até implorei para irmos ao hospital, mas ela sempre usava a desculpa de que tinha a saúde fraca, e que, no máximo, era apenas uma gripe.
Até que um dia, ela havia chego ao seu limite.
– Marie, por favor, vamos ao hospital! – Eu implorava pela milésima vez.
– Não, Victor! – Ela exclamou, sentando-se no sofá repousando levemente a mão na testa, com os olhos fechados. – É só uma gripe, tenho certeza.
Dito isso, desmaiou. Desesperei-me, mas eu já sabia que isso iria acontecer, Marie já desmaiou muitas vezes por conta de sua saúde, e eu sempre me desesperava, eu ficava parecendo uma barata tonta.
Peguei-a no colo estilo noiva, peguei minha carteira, celular e chaves do carro e fui em direção ao mesmo. Como nossa casa não é muito longe do hospital, no demoramos muito a chegar. Fui até a recepcionista correndo e expliquei tudo rapidamente e resumidamente.
– Gizele! – Chamei a recepcionista. Nós já nos conhecíamos, afinal, Marie ia ao hospital muitas vezes. – Marie desmaiou de novo, ajude-a!
– Sim, Victor. Vou chamar o doutor. – Respondeu-me, pegando o telefone. Três minutos depois, surgiram enfermeiros com uma maca, depositei Marie na mesma e segui-os até a sala do médico.
– Então, Victor, o que Marie vem sentindo? – Perguntou o médico, analisando algumas coisas no corpo da mesma.
– Ela vem vomitando e ficando tonta diariamente. Eu já havia pedido para ela vir ao hospital mais vezes, mas ela é teimosa. – Expliquei.
– Olha Victor, sem preocupações. Sei exatamente o que essa mocinha aqui tem. – Ele voltou seu olhar para mim e sorriu. – Parabéns. Marie está grávida. Vocês serão pais!
Congelei. Virei pedra. Eu não tinha nenhuma reação. Era uma mistura de felicidade com desespero, amor com frustação, aliviado e preocupado. Claro, sempre foi meu sonho ter um filho, poder cuidá-lo com todo meu amor e carinho, trocar fraldas – sim, esse é meu sonho também –, mas eu ainda não tinha emprego, apenas Marie tinha, e com a licença de maternidade, seria impossível podermos arranjar coisas para satisfazer as necessidades do nosso filho e da Marie.
Suspirei, aliviado. Sorri feliz. Lágrimas caíram de emoção.
– É sério, doutor? – Pedi já limpando uma lágrima.
– Não posso afirmar cem por cento, mas creio que sim. Apenas fazer o exame já é o suficiente. – Sorriu. – Por ora, deixaremos à senhorita teimosa descansar, ok?
– Posso ficar com ela, de qualquer modo? – Perguntei. Eu não queria deixa-la ali, sozinha. Eu tinha o dever de protegê-la. Ela e nosso filho.
– Humpf. – Suspirou sorrindo. – Já vi que vocês são dois teimosos. – Colocou as mãos nos bolsos do jaleco. – Tudo bem, mas é só essa vez, tá?
– Obrigado. – Sorri.
O médico saiu da sala, fechando a porta. Só havia eu, Marie e nosso filho agora. Seríamos uma família. Olhei para Marie, que estava dormindo, com a boca levemente aberta. Passei a mão em seus cabelos medianos, ajeitando-os.
– Ei, Marie. – Chamei-a, já sabendo que não obteria resposta. – Tenho uma novidade. – Sorri. Uma lágrima escorreu por meu rosto. – Você será mãe. Seremos felizes. Eu arranjarei um emprego, prometo. Serei um ótimo marido, afinal, agora havíamos motivo para nos casar. Não é? Claro, caso você não queira, nós não casaremos, afinal somos jovens também. Podemos casar depois de nosso filho estiver crescido, o que acha? Seria uma boa, não? Hah, Marie, espero que essa gravidez ocorra bem... – Continuei a fazer carinho em seu cabelo.
– Victor? – Uma voz rouca saiu de seus lábios como um murmúrio. – Onde eu estou?
– No hospital.
– Porque você está chorando? – Arregalou os olhos, assustada. – O que aconteceu, Victor? Eu tenho algum problema?
– Tenho uma surpresa. Uma notícia. Ótima, por sinal. – Sorri.
– Diga rápido Victor! – Isso! Deixei-a bem ansiosa!
– Nós seremos... Pais. – Silêncio. Com certeza, ela estava com a mesma mistura de sentimentos como eu.
– O... Que? – Perguntou. Pelo visto, a notícia não havia chego a seus ouvidos. Ou ela apenas não queria aceitar o fato.
– Seremos pais. Você será mãe. Você está carregando nosso filho em seu ventre. – Expliquei depositando suavemente minha mão sobre a sua, que agarrava fortemente o lençol da cama.
– Não pode ser... – Murmurou. Ela estava chorando também. – Victor, como isso pôde acontecer?
– Não quer que eu te explique como eu fiz, quer? – Respondi rindo.
– Ora, Victor, isso não é uma brincadeira! Estou falando sério, caramba! – Pegou o travesseiro atrás de si e jogou-o contra mim.
– Hah, desculpa, mas olha a pergunta que você faz. É tão óbvio, Marie.
– Mas nós usamos camisinha, não é? – Ficamos em silêncio. – Argh, essas camisinhas fajutas! – Colocou as mãos no cabelo e mexeu-o com força.
– Calma, Marie, até parece que não está feliz... – Murmurei triste.
– Lógico que estou feliz Victor. – Olhou em meus olhos. – Mas eu apenas estou pensando no prejuízo que teremos. Eu ficarei com a licença maternal, e você não tem emprego. Meus pais estão na China, eles não vão sair de lá só por causa de uma criança, afinal você sabe como eles são. E eu não quero depender da sua mãe para sempre... – Desviou o olhar na última frase. Por um momento, a culpa e a pena me consumiram. Abracei-a com força.
– Marie, não se preocupe. Amanhã mesmo, já começo a procurar emprego. Já estava na hora de eu tomar uma atitude, não acha? – Desfiz o abraço e colei minha testa na dela. – E sobre minha mãe... Não a veja como sogra. Veja-a como mãe também. Ela se sente feliz perto de você, claro que vai querer ajuda-la, ainda mais quando souber que vai ser avó.
– Victor... – Sorriu e as lágrimas já começaram a sair descontroladamente. – Estou tão feliz!
– Nós dois estamos. – Sorri também. Nisso, o médico chegou.
– Ora, vejo que a senhorita acordou. – Cumprimentou-nos com um aceno e um sorriso. – Como se sente?
– Estou ótima. – Respondeu ela, limpando as lágrimas.
– Ah, Marie, hoje você passará a noite aqui, em observação. – Anunciou o homem, olhando alguns papéis.
– Por quê? Não são apenas os exames mesmo? – Perguntou.
– Não. Parece que por causa da sua saúde fraca, você terá que cuidar três vezes mais dos alimentos que você digerir. A nutricionista daqui fará uma lista para você, mas ela só vem amanhã. – Explicou.
– Então porque o senhor apenas não disse que eu teria que esperar no hospital até amanhã? – Perguntou inocente.
– A palavra “observação” é só uma gíria para médicos. – Sorriu. – Enfim, Victor, eu sinto muito, mas o horário de visitas acabou.
– Já?! – Exclamei. – Tudo bem, eu vejo você depois, Marie. – Depositei-lhe um beijo na testa e saí do hospital.
Flash Back – Of.
Depois de Marie sair do hospital, depois de contarmos á meus pais, tudo estava ocorrendo bem. O resultado do exame havia saído e sim, Marie estava grávida mesmo. Já era bem óbvio, mas sempre é bom prevenir!
Nesta semana mesmo, Marie faria seu primeiro ultrassom. Eu iria junto, é claro. Estávamos nos arrumando para sair, quando de repente, Marie falou:
– Já pensou nos nomes, Victor? – Olhou para mim.
– Não. Eu meio que... Não pensei mesmo, hah. – Peguei as chaves e fomos para o carro.
– Isso é bem seu tipo mesmo. Um cara totalmente despreocupado com a vida. Mas tudo bem, eu penso em alguns nomes. – Mandou um sorriso direcionado á mim. Liguei o carro e fomos.
– Deixo em suas mãos, então. – Sorri de volta.
Chegamos lá, e logo fomos até a sala. Não muito tempo depois, Marie já estava fazendo a ultrassom. A mulher que nos atendia era muito gentil. Eu não entendia nada desses ultrassons, mas que era legal de ver era.
– Oh! – A moça exclamou.
– Doutora, o que foi? – Marie perguntou já desesperada. Eu não estava diferente.
– Estão vendo aqui? – Ela apontou para alguma coisa estranha na tela.
– Não. – Respondi.
– Sim. – Marie respondeu.
– Enfim, aqui são dois pés. Mas aqui, do outro lado, tem outro pé. E se você olhar por esse ângulo, outro pé. – Eu não havia entendido nada, mas Marie já chorava. – Resumindo, vocês terão gêmeos!
De novo, aquela mistura de sentimentos me invadia. Felicidade em dobro, sofrimento em dobro. Amor em dobro. Fraldas em dobro!
– Sério isso? Já dá pra saber os sexos? – Me animei.
– Não, ainda não. Vai depender desses dois aqui pra saber dos sexos. – Sorriu.
– Ah. – Murmurei desanimado.
– Já pensaram nos nomes?
Eu e Marie nos entreolhamos.
– Sim. Já tenho. – Sorriu. – Se for menino... Markus. Caso forem dois meninos, será Markus e Gustavo. Se for menina, será Kouko. Se forem duas meninas, será Kouko e Marisa.
– Kouko? – Eu e a doutora perguntamos juntos.
– É um nome japonês. Meus pais sempre gostaram desse nome... E eu acabei gostando também. – Sorriu. – Você aprova esse nome, Victor?
– Claro. É um nome fofo. E diferente. – Sorri também.
Saímos do local e voltamos pra casa. Marie tinha tirado a semana de folga no trabalho, pois precisava se recuperar. Ela ficava o todo dia ali, deitada na cama, só levantava para ir ao banheiro, e eu saía, algumas vezes, para procurar emprego. Muitas vezes, minha mãe ia nos visitar, ou melhor, ia visitar a Marie. Elas estavam se dando muito bem. Minha mãe realmente se sentia bem cuidando da Marie. Eu ficava feliz por isso.
E veja que maravilha! Gêmeos! Assim, não tem brigas por causa do nome! E também, seria muito bom se viesse um casal, pois eu quero uma menina e Marie quer menino... Ah, pois é, minha vida de adulto está começando.
Está apenas começando.
Conhecendo os personagens:
Marie
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