Virtual Love.

18 Capítulo 17 – Porque a amizade sempre prevalece.


Notas iniciais
Aloha! Aqui estou eu, pela décima oitava vez, postando um capítulo novo dessa dlç de fanfic. Eu tentei não demorar, mas eu estive viajando por quatro dias, sem contar que tive um bloqueio imenso, então acabei fazendo metade hoje de manhã na madrugada e acabei agora. D: Enfim, desculpa a pequena demora, espero que aproveitem! ~~

Virtual Love

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Capítulo XVII – Porque a amizade sempre prevalece.

Mia – On.

18/01 – Domingo, 12h10min.

Eu estava acabando de almoçar quando recebi uma ligação em meu celular. Era o Rafa.

– Quer atender filha? Pode ir. – Minha mãe disse.

– Não mãe.

Terminei de almoçar e comecei a lavar a louça. De novo, outra ligação.

– De novo, filha? Atenda, hein. Acho que é importante, para ligarem duas vezes. – Mamãe disse, secando as louças.

– Não é importante. É só o Rafael. – Eu disse revirando os olhos.

– Ok, filha. – Suspirou.

Terminei e fui até meu quarto. Novamente, Rafael me ligando. Resolvi atender pra mandar ele para a merda.

– O que foi? – Atendi sem muito ânimo.

– Mia, precisamos conversar. – Ele parecia sério.

– É Mariana para você. – Respondi-o rígida.

– Ok. Desculpe. Mariana então. – Ele fez uma pausa. – Enfim, senhorita Mariana, precisamos conversar.

– Não temos nada para conversar. – Silencio. Percebendo que não haveria resposta, continuei. – Você me traiu, nós terminamos. Fim de papo.

– Mia, me encontre hoje, no shopping ás 15horas. Tchau. – Desligou. Argh! Odeio esse jeito imbecil dele.

Suspirei e abri o chat. Nat e Matt estavam on-line.

Mia: Gente.

Matt: Fala aí, Mia!

Nat: Olá.

Mia: Rafael me ligou.

Nat: QUÊ?

Matt: Arg, o que ele quer com vc?

Mia: Disse que queria conversar comigo hoje, ás 15h no shopping.

Nat: Vc vai?

Matt: Não vá. Vc sabe como o Rafa é. Ele vai dar um jeito de lhe ter de volta.

Mia: Mas acontece que eu quero ir.

Nat: QUÊ?

Matt: Mia, vc tá doida?

Nat: Vc ainda gosta dele?

Mia: Gente, óbvio que ainda gosto um pouco dele, caramba, namoramos faz bastante tempo, sem contar que nós somos amigos de infância.

Matt: Mia, isso é um erro.

Mia: E porque vc acha isso?

Nat: Vc vai acabar se machucando de novo, Mia...

Mia: Eu nunca disse que voltaria com ele. Eu apenas vou lá conversar. Não vou o deixar encostar um dedo sequer em mim.

Matt: Ah, bem, se for assim...

Nat: É se for assim então tudo bem, tem nossa aprovação para ir. :P

Mia: Que fofos vocês se preocupando comigo.

Nat: Claro né, amigos são pra isso, certo?

Matt: Ei, Mia, posso ir contigo no shopping?

Mia: Claro que não né Matthias, como se o Rafael fosse falar comigo com vc do lado.

Matt: Eu nunca disse que ia ficar do seu lado!

Nat: Vai ficar tipo um espião?

Matt: ISSO!

Mia: Não preciso de guarda-costas.

Matt: Ora, Mia, vamos! Deixe-me ir! Se aquele babaca te avançar, eu vou lá e acabo com ele!

Nat: Ui, fortão –q

Mia: Já disse que não preciso de babá!

Nat: Argh, Mia, pare de ser teimosa! Deixe-o ir junto, vai ver o Rafa não tenta fazer algo agressivo ou á força com vc? Ai o Matt ajuda, menina!

Mia: Humpf. Tudo bem.

Matt: Passo na sua casa ás 14h?

Mia: Porque tão cedo?

Matt: A gente pode fazer uma chamada no Skype com Nat nesse meio tempo, né?

Nat: Eu aceito na boa. :D

Mia: Ok então!

Bloqueei o celular e conferi o relógio. 13h34min. O tempo passa rápido demais!

Liguei o chuveiro do meu quarto e tomei um banho rápido, eu não perderia a chamada com a Nat por nada. Passei uma maquiagem rápida e coloquei uma roupa solta, apenas um vestido até a coxa e uma rasteirinha.

Penteei meu cabelo e deixei-o solto. Não demorou muito tempo, Matt tocou a campainha.

– Eu atendo, mãe! – Gritei do meu quarto. Desci as escadas correndo e abri a porta.

– E aí, Mia! – Ele acenou e sorriu. Retribui o sorriso e puxei-o pra dentro, fechando a porta logo em seguida.

– Quem é filha? – Perguntou minha mãe, provavelmente da área de serviço.

– O Matt.

– Oh, Matthias! – Exclamou minha mãe, dessa vez, chegando na porta da frente, onde estávamos.

– Oi senhora Luísa. – Sorriu e abraçou-a.

– Ora, pare de formalidade, aqui você é da família, você já sabe. Chame-me de Luísa, apenas. A “senhora” me faz parecer ser velha. – Rimos.

– Mãe, nós vamos até meu quarto, ok?

– Ok.

Subimos as escadas e chegamos ao quarto, fechei a porta e liguei o computador.

– Mia, tem certeza que você vai? – Perguntou Matt, enquanto eu chamava a Nat no Skype.

– Sim. Quero saber o que ele tem a me dizer. – Abri a chamada. Nat logo apareceu.

– Oie! – Ela acenava freneticamente na tela, sorrindo feito uma doida.

– Oi Nat! – Eu e Matt dissemos juntos.

– Fazia tempo que a gente não se via, né? – Suspirou ela.

– Acho que desde a nossa primeira chamada. – Disse Matt. – Não é?

– Sim. – Concordei. – Ah, falando em primeira chamada, como está às coisas aí com seu pai, mãe, Victor...?

– A princípio, vai tudo bem. – Começou. – Minha mãe e meu pai estão se entendendo melhor, acho até que vão voltar ficar juntos, mas não tenho certeza absoluta ainda... – Fez uma pausa. – E Victor tá bem, eu acho. Faz tempo que não tenho contato com ele... Eu queria saber como estão meus sobrinhos. – Sorriu.

– Sobrinhos? – Perguntou Matt.

– Sim. São gêmeos. – Abriu ainda mais o sorriso.

– Sério?! – Exclamei. – Como serão os nomes?

– Bem... Eu não me lembro de muito bem, Marie falou rápido demais, mas eu me lembro de que se for um casal, a menina será Kouko e o menino Markus.

– Que nomes estranhos. – Matt fez careta. Dei um tapa de leve em seu ombro.

– Matthias, isso são coisas de se falar?!

– Nah, tudo bem Mia. Kouko até que é fofo. É de origem japonesa. – Sorriu.

Olhei meu relógio. 14h57min.

– Matt, eu acho que temos que ir. – Chamei-o. – Sabe que não sou de atrasar.

– Ei, Mia... – Começou Nat, com um tom chateado. – Você, na verdade, está ansiosa para isso não é?

– Pois é você nem tenta esconder isso, Mia... – Concordou Matt.

– Gente, não é isso. Vocês estão entendendo errado. Estou ansiosa, sim, claro, mas é porque eu tenho poucas e boas para falar pra ele, e também quero ouvir a desculpa que ele vai dar. Só isso.

– Ah, sim... – Murmurou Nat, olhando para o chão, com um sorriso triste no rosto.

– Ah. – Suspirei. – Nat, eu não queria falar isso na frente do Matt, mas terei de falar. – Pausei. – Meu coração pertence a você, só a você. Não se preocupe ok?

Nat arregalou os olhos e ficou vermelha, muito vermelha.

Olhei para Matt, ele estava na mesma situação da Nat.

Dei uma risadinha e me despedi.

– Tchau Nat, até depois. – Sorri.

– T-Tchau... E-E quando voltar me conte tudo o que aconteceu, c-certo? – Gaguejou ainda vermelha.

– Claro. – Sorri e terminei a chamada.

Suspirei mais uma vez e olhei para Matt.

– Desculpe falar isso na sua frente, Matt.

– Tudo bem. – Sorriu. – É sempre bom ter um rival, não é? Não aceito nada de bandeja. – Gargalhamos. – Enfim, vamos?

– Sim.

Saímos de casa. Matt estava dirigindo, logo chegamos. Combinamos de cada um entrar por um local diferente, eu entrar pela entrada principal e Matt pela entrada da garagem.

Saí do carro, suspirei e comecei a andar. Logo avistei o Rafael em uma mesa, apenas com um suco nela. Quando me viu, acenou com um sorriso. Revirei os olhos e fui a sua direção, sem muito humor.

– Oi! – Ele me cumprimentou.

– Oi. – Respondi-o sem ânimo.

– Quer pedir alguma coisa?

– Não.

– Nada mesmo?

– Não quero ficar muito tempo aqui com você. Quero ir logo.

– Por quê? Tem compromisso?

– Isso não lhe interessa. – Revirei os olhos.

– É com aquela tal de “Natalie”, não é? É sempre ela. – Ele parecia estressado.

– E se for? O que você tem a ver com isso? – Dei ênfase no “você”.

– Tenho tudo a ver! – Ele começou a erguer a voz.

– Você não tem nada a ver, caramba! E não erga a voz comigo, você não tem esse direito!

– Desculpe. – Ele fechou os olhos e suspirou. – A única coisa que quero lhe dizer é que foi você quem me traiu primeiro.

– O quê? – Exclamei num tom indignado.

– Você começou a gostar da Natalie enquanto ainda namorávamos. Isso foi muita falta de respeito comigo, então, tecnicamente, você me traiu primeiro. – Cruzou os braços.

– Caramba, Rafael, nosso relacionamento era apenas um jogo então? Quem fazia as coisas primeiro? Caramba, você tem o que na cabeça? Merda? Eu te amava de verdade! E sim, eu gostava, e ainda gosto da Natalie! E só digo uma coisa, por acaso você acha que eu saio me pegando com ela pelos cantos de uma festa? Vê se você se toca! Ela tá a quilômetros de distancia de mim! Diferente de você, eu consegui manter nosso relacionamento, mesmo gostando de outra pessoa ao mesmo tempo, mas eu nunca, nunca meti dois belos chifres em você. Então, por favor, não queira comparar as coisas. – Peguei mais ar. – Enfim. Era disso que queria falar? Porque tenho que me encontrar com certas pessoas mais importantes. – Levantei-me da cadeira.

– Espera Mia. – Olhei de canto para ele.

– Que foi? Ainda tem algo a dizer? Sabe que tudo o que você me falar, levará em troca.

– Eu ainda te amo... – Murmurou. Arregalei os olhos, totalmente surpresa. Suspirei e sorri.

– Eu também te amo, mesmo sabendo da palhaçada que você fez. Mas acho melhor continuarmos assim, apenas amigos. – Ele arregalou os olhos, como eu fiz.

– Por quê?

– Acho que já está na hora de conhecermos outras pessoas, não? Afinal, já temos uma queda um pelo o outro desde nossos sete anos... – Sorri. Um sorriso nostálgico.

– Tudo bem, se acha melhor assim... – Suspirou, sorrindo também. – Mas se quiser voltar, saiba que não vai se arrepender. Agora, mande o Matthias parar de espionar a gente, por favor.

– Como você descobriu?! – Indaguei, tentando achar o Matthias.

– Como se eu não conhecesse vocês dois. – Riu.

– Que chato. – Suspirou Matt, chegando perto de nós, com um bico e as mãos no bolso, com o olhar desviado em alguma coisa. Nós rimos.

Peguei meu celular rapidinho e mandei uma mensagem para a Natalie. Ela não estava online, mas eu mandei igual.

Mia: Nat está tudo bem. Rafa quis dar uma de sabichão, mas eu o esculachei totalmente. No fim, estamos ainda dando um tempo, afinal, não quero ficar com ele por algum tempo, enquanto ainda tenho você. Ficamos amigos novamente, como nos velhos tempos, Eu, Rafa e Matt. Quem sabe, algum dia, você não entra pra essa turma também?

Ri de leve e bloqueei o celular. E ficamos nós três ali, conversando banalidades como sempre, comendo e bebendo, como sempre fizemos desde nossa adolescência.

Notas finais
O que vocês acharam? Nhá, fiquei em dúvida se fazia Mia e Rafa voltarem a ficar amigos, ou se eles ficassem se odiando forevermente e treta pra lá, treta pra cá. -n Beeeeeeeeeeeeeeeem~ Quero agradecer infinitamente a Bia Lean, que recomendou a fic! ♥ Sério, muito, MUITO obrigada! Eu reli umas três vezes, só pra ver se era real mesmo, kk adorei suas palavrinhas tocantes ♥ Espero que essa seja a primeira de muitas recomendações, viu, meus negos? ♥ Ah, gente, eu fiquei pensando numas coisas e tal... Então, estou deixando vocês livres para me perguntarem o que quiserem! Seja da fic, ou sei lá, dos personagens, da minha vida, do motivo da fic, e tal, deixem sua imaginação solta~! Nhá, é isso. Tentarei não demorar no próximo! Sugestões, reclamações, comentários, favoritos, acompanhamentos e recomendações são bem vindos! ♥