Virtual Enemy - Ato II
3 Um grande dia...
Notas iniciais
Stephanie – Eu tenho certeza! A voz era idêntica!
Samus – E a aparência?
Stephanie – Ah, nem tanto, mas... A voz parecia muito...
Nickson – Coisa da sua cabeça! Eu o vi caindo daquela escada, eu vi também o corpo dele no hospital, vi o enterro... Eu vi tudo!
Samus – Ele está morto, Stephanie! Isso tudo é coisa da sua cabeça...
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Paige – Sério mesmo que ela achou sua voz familiar?
John – Sim... Mas eu acho que não foi um erro vir para cá! Ela não vai descobrir quem eu sou e, em breve, estaremos bem longe novamente.
Paige – Somente eu, você e uma fortuna!
A moça não se agüentava. Beijava o amante incontrolavelmente, enquanto o mesmo roçava a mão em suas pernas. Aproveita para carregá-la nos braços até o quarto, para... Er, deixa pra lá, vocês já sabem.
~~
Robert – Olhem! Ali está o nosso carro-forte!
Otto – A obstrução na pista já está pronta, segundo os outros senhores!
Robert – Hora do show, galera!
Assim que o veículo para, em um beco bem isolado e no qual ninguém iria desconfiar, disparos das armas, com silenciador, ecoam e atingem a cabeça dos motoristas. Antes que pudessem fazer alguma coisa, os militares na parte de trás recebem tiros também. O quinteto tira a roupa dos seguranças e apropriam-se delas. Pegam o carro e partem de volta para o local programado! O golpe estava começando...
Robert – Paige, John! Vocês estão na escuta? Respondam!
Eles estavam no meio de uma relação carnal e tiveram que interrompê-la, levando um susto quando começaram a escutar os ruídos do rádio. Tentaram entrar em contato e, quando perceberam o que estava por vir, começaram a preparação para aquilo que seria um dos dias mais importantes de suas vidas.
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Simon – (...) E, depois disso, nunca mais consegui não ter medo de gatos! Eles praticamente acabaram com a minha pele
April – Gatos são tudo de bom, meu! Pena que não vou poder ter um depois que a gente se casar!
Simon – Eu não ligo se você tiver um, desde que seja um filhotinho para ele criar afeto por mim na sua idade inofensiva!
April – Medo de felinos com raiva? Então, acho que não vai deixar eu ficar com raiva, né?
Simon – Claro que não, gatinha! Você é a única que não tenho medo, inclusive.
April – Que bom...
Aquela cena fofa se transcorria por um tempo, até que Ralph aparece, no apartamento, com boas noticias:
Ralph – Consegui! A vaga para a April se apresentar no teatro!
April – Sério isso?!
Ralph – Sim! Daqui a uma semana, pelo que eu vi... Você vai ser a atração especial da noite!
A bruxinha começa a comemorar e, saltitante, abraça bem forte o moleque, que acabara de botar a menina como o destaque do teatro, pelo menos naquele dia.
Ao mesmo tempo em que a alegria corria solta pelo apartamento, com os cumprimentos e felicitações para a moça, a correria tomava conta por uma parte da cidade. Com um carro forte roubado e John e Paige a caminho, o tempo para os golpistas se apropriarem do dinheiro era questão de tempo... Esperando no local, bem deserto, por sinal, os dois chegam. Disfarçando-se com os uniformes, a garota e outros dois homens partem para o local. Enquanto isso, um pouco perto dali, Otto, John e outro aliado decolam no helicóptero, indo em direção aos arredores do banco. Após alguns instantes, a primeira etapa entra em ação:
Paige – Nos infiltramos!
Otto – Se segurem ai, tentem não levantar suspeitas... Lembrem-se, as bombas estão dentro da maleta, tomem bastante cuidado, o material é bem delicado. Lembrem-se das coordenadas também. Estarei na escuta, aguardando o próximo passo.
Depois de muito aguardo, finalmente, os três chegam aos cofres do banco. Nesse momento, é hora da deixa para Robert, enfim, invadir o banco e anunciar um assalto, sendo a distração. Com isso, alguém aciona o alarme do local. Rapidamente, o dinheiro começa a ser tomado e, enquanto os guardas estão ocupados, tentando controlar o bandido, os cinqüenta milhões estavam em poder dos golpistas. Com dez sacolas para guardar o dinheiro, todo ele acaba sendo guardado.
Paige – Estamos prontos para a ação, Otto!
Com as bombas instaladas rapidamente, a explosão ocorre. Em uma espécie de rapel, pega metade das sacolas e a Paige, que acaba se equipando rapidamente e se juntando a corda do rapel, nos equipamentos. Sobe para o veiculo aéreo e, então, começam a traçar a rota de fuga. A parte mais difícil sobra para Robert e os outros dois aliados. Ambos encapuzados, eles começam a fugir. Pegam um carro e, então, tentam sair da rota de alcance da policia. No helicóptero, John consegue ser esperto e derruba o helicóptero policial que os perseguia. O outro aliado, atirador, conseguia se livrar de alguns também e azucrinar os policias em terra. Com certo sucesso e afobados, os homens em terra chegam ao galpão e, rapidamente, entram no veiculo para fuga. Muito que rapidamente, e um pouco de forma desengonçada, Robert decola e, juntamente dos outros, partem para a rota de fuga. Tentando despistar os “tiras”, o radar e outros componentes são desligados, ficando comunicáveis apenas pelos walkie-talkies. Derrubando os outros policiais a vista, conseguem reduzir o seu sinal para não serem localizados, nem identificados. Após certo tempo, conseguem a fuga completa, se localizando em uma área de pouso bem deserta. Lá, alguns veículos, já adquiridos previamente pela moça, estavam à disposição... Entram discretamente no galpão e comemoram!
Paige – Na contagem feita, a quantia foi maior que a esperada, realmente! 70 milhões de dólares!
John – Mais do que o previsto!
??? – Hora do nosso pagamento, como o combinado...
John – O dinheiro será depositado na conta de vocês, depois. Não queremos nenhuma besteira e que não se levantem suspeitas, momentos após o roubo. Iremos depositar, depois que a poeira baixar...
??? – Sim, isso é verdade... Enfim, ele deve estar afobado para ter todo aquele dinheiro em mãos. Enfim, foi um prazer ter feito negócio com vocês!
Paige – O carro de vocês é o preto, aquele mais longe da saída, perto daquele barranco.
John – Bons homens, né? Trabalham e fizeram essa operação acontecer... Acho que poderíamos chamar eles para outros golpes, se existirem!
Robert – Quem sabe... Por enquanto, vou esperar e, depois, pegar minha parte da grana e ir pra estrada!
Paige – Eu tenho os contatos, ainda tenho que fazer os depósitos, secretamente, sem ninguém perceber... Sem deixar rastros.
Otto – O que a gente poderia fazer é (...)
Todos se surpreendem com uma explosão. O carro dos três aliados acabou sendo puxado penhasco abaixo e acabou explodindo, sem tempo de reação. Pensando um pouco, Robert acaba deduzindo:
Robert – Quem planejou isso? Quem fez isso? Quem matou eles?
John – Digamos que... Eu fiz um favor pra vocês!
Robert dá um soco na cara dele.
Robert – COMO VOU CONFIAR EM VOCÊ AGORA, DESGRAÇA! Você os matou por causa do dinheiro... Quer mais dinheiro pra você, é? Quem não garante que você estava só esperando um acontecimento maior para nos eliminar para ficar com todo o dinheiro?
John – Resposta certa! Você nunca vai cair na estrada...
No mesmo instante, o garoto pega uma faca e finca no crânio da vitima. Uma morte brutal, realmente... Sem tempo de reação. Otto não esboça grande reação, e a garotinha fica meio que chocada com a situação, apesar de já imaginar algo se passando pela cabeça de seu namoradinho secreto.
John – Nunca fui com a cara desse sujeito... O dinheiro todo é nosso, agora. Só nosso.
Otto – Para não me matar, me pague dez e eu fico satisfeito!
John – Alguém falando a minha língua!
Paige – Cara... Isso foi muito sinistro.
John – Você nem imaginava que eu ia fazer isso?
Paige – Imaginei, mas... Não dessa forma. Não desse jeito.
John – Fique tranqüila, meu bem... Esse Robert não valia nada mesmo. Eu tenho meus motivos para ter matado ele. Quer que eu te conte que já ouvi ele conversando, várias vezes, para nos trair e ficar com o todo o dinheiro só para ele? E esses caras... Iam botar tudo a perder mesmo. Relaxe, baby... Eu estou fazendo um favor pra todos nós. Temos sessenta milhões só para a gente, vamos aproveitar...
Otto – Eu... Realmente...
John – Não fale nada... Apenas responda: Gostaria de ser o nosso mordomo?
Otto – Com dez milhões, não esperava ter um emprego e...
John – Seja, ou vai ter o mesmo fim deles.
Otto – Salário bom e moradia inclusa?
John – Claro, vai ficar com uma casa boa e custo de vida invejável!
Otto – Pena de morte não é tão ruim nessas circunstâncias! Eu topo, né? Fazer o que...
Paige – Querido, tem certeza de tudo isso?
John – Iremos ter uma nova vida, juntos... Iremos formar uma família. Iremos ter filhos. Mas, antes... Você tem que responder: Quer casar comigo?
Aquela pergunta acabou com toda a insegurança da moça, que aceitou e beijou o seu namorado descontroladamente. Carregada nos braços, foi levada até o carro, ao qual voltaram ao refúgio temporário, aonde irão fazer um aquecimento para o casamento. Otto também tem o seu próprio veiculo, e parte sozinho...
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