Notas iniciais
Nickson tenta sequestrar Edward, April e Melissa.

April e John chegam no hospital juntamente de Wellington (ele ainda não aparecia em público como Edward por motivos óbvios... Mas estava usando de sua identidade antiga para evitar maiores complicações. Ele possuia uma documentação dupla, sendo que a de John era a falsa). Lá, eles pedem para ver a Janete:

??? – Lamento, mas... Ela veio a falecer há algumas horas.

John– Ela... Faleceu?

???– Sim... Infelizmente. Meus pêsames.

April – Obrigado, de qualquer forma. Vamos, John.

John– Ela morreu... Sem saber que eu estava vivo.

April– Não fique assim... Ela deve estar bem, no céu, agora.

Os dois se abraçam e ele chora um pouco. Então, eles voltam a entrar no carro. Um carro, que vinha logo em sua frente, fazia o mesmo trajeto que eles. Era Nickson. Então, eles param juntos na frente do prédio. Quando ambos saem dele, o malandro percebe que estava meio encrencado. Ele aponta a arma para eles e, ao tentarem fazer algo para impedir, ele atira. O tiro pega bem no peito de Wellington, que desaba no chão.

John– EU VOU ATRÁS DELE!

April– Eu vou tentar levá-lo de volta ao hospital... Não deixe aquele maluco fazer nada, entendeu?

John– Claro que não vou deixar!

Enquanto corria em direção ao apartamento de Mel, Nickson já estava a certa distância e não sabia que John ainda estava por perto. Claro, ele disfarçou antes de entrar no prédio e disse que precisava fazer uma visita. Como a segurança dele é bem fraca, acabaram caindo e ele entrou. Desesperado, o bom moço, que chegou na sequência, acelerou o passo. Acabou alcançando-o perto da porta do apartamento e, antes que ele pudesse fazer algo, ele pulou na direção dele. Ao conseguir, pegou a arma de sua mão e começou a gritar:

John– O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTAVA PENSANDO, DESGRAÇADO?

Dustin– Ele queria te sequestrar.

O garoto aparece, de repente, no prédio. Com uma arma, que estava sendo apontada para ele, no momento.

Dustin– Edward... Você vem com a gente. Ou a sua amiguinha April morre.

Ele achou-a no meio da rua e antes que ela pudesse levar Wellington para um hospital, ele atirou mais uma vez nele e acabou com as esperanças de salvá-lo. E levou-a para a confusão.

Dustin – Aliás, você e a Melissa vem com a gente. E a bruxinha também.

April – Olha, não precisa ser assim...

Dustin– CALA A MALDITA BOCA, SUA BRUXA! Você tem pacto com o demônio, né? Sua desgraçada.

John – Engraçado, eu não sabia que ela conhecia a sua mãe.

O garoto brincou com fogo. E bem na hora em que ele estava queimando tudo.

Dustin– DESGRAÇADO! VOCÊ VAI MORRER AGORA! AH VAI!

Aproveitando do nervosismo do homem, que deixou de apontar a arma pra ela, a bruxa deu um chute nela e, no ar, quem acabou pegando-a foi John, que atirou no próprio Dustin, que desabou no chão. Ele teria que ser levado para o hospital. Quem acaba ficando com essa tarefa é Nickson.

John– Saibam que, se quiserem sequestrar a gente, precisarão ser mais espertos que isso!

Nickson– A gente te pega ainda, Edward.

John– Eu pego vocês antes.

~~

Paige – Eu não sei de nada. Eu tô jurando.

Michael – Tudo bem, tudo bem. Fica quietinha. Por enquanto, você não contou nenhuma mentira. Ou omitiu muita verdade.

Paige – Eu não...

Michael – Cala a boca. Eu agora quero te fazer uma pergunta: Caso ele não tenha fugido, você sabe algum lugar onde ele possa estar?

Paige – Acho que sei...

Michael– Me fale... Eu vou fazer uma visitinha!

~~

Melissa– Eles tentaram te sequestrar?

John– Eles tentaram nos sequestrar. Eu, você e a April.

April– É verdade... Infelizmente, o Wellington acabou sendo morto. Enfim... Dustin está cada vez mais desequilibrado, por sinal. Ele está muito desequilibrado. Eu sinto na aura dele...

Melissa– Ele está me dando muito medo... Quer matar todo mundo!

April – Sim, ele quer!

John– Eu não vou deixar ninguém relar em vocês! Prometo!

Alguém bate na porta. Era Simon. Ele chama April e convida o casal para ir até a casa de Brad. Ele estava bem afetado, é claro, com o surto de Dustin. Como se sabe, ele confessara há tempos que é bissexual para sua irmã e que gostava muito dele. Já Ramona estava afetada por conta de ter descoberto que John era, na realidade, o seu amigo dos velhos tempos, Edward. Ela vai em sua direção e o abraça:

Ramona– Edward... Eu senti tanto a sua falta.

John– Ramona... Ramona... Eu também!

Ramona – Me perdoe. Eu ainda te amo.

John– Não precisa pedir desculpas.

Ela começa a chorar e o garoto consolá-a. Mel fica triste por conta da garota não ter superado aquilo ainda. Simon também fica sentido por conta da conversa que tiveram tempos atrás...

John– Você vai conseguir superar.

Ramona – Desde que te conheci, Edward... Eu te amo profundamente. Muito.

John– Eu já te amei, também, não posso negar, mas... A Melissa é encantadora. É a minha moça. Para todo o sempre. Eu me sinto em um dilema, você pode apostar... Eu não conseguiria escolher entre alguém. É o meu coração que decide. Me perdoe.

Ramona– Me desculpe você.

O garoto também começa a chorar. Então, ele sussura em seu ouvido:

John– Fique bem. Eu estarei sempre aqui, com você. Fique bem. Nós seremos amigos para sempre. Eu conversarei com você sempre, está tudo bem...

Melissa– Nosso amor sempre foi uma bomba, Edward. Ele sempre causou estragos.

John– Eu sou uma bomba. Você não pode ser uma bomba. Quem faz as coisas horríveis aqui sou eu.

Ramona– Eu sei que vocês se amam... Mas isso não faz com que eu esqueça.

John– Fique tranquila... Eu... Prometo pra você que você vai arranjar alguém. Entendeu? Prometa pra mim também.

Ramona– Eu... Vou tentar. Não posso prometer nada.

John– Me desculpe. E, por favor, tente.

Os dois, então, se abraçam mais uma vez. Logo depois, ele abraça a Melissa.

John– Nosso amor não é uma bomba. Deixe disso.

Melissa – Às vezes parece que sim, ele é. Está devastando tudo ao nosso redor.

Os dois decidem se abraçar mais forte e ficam assim por um bom tempo. Eles acabam retornando para o apartamento, acompanhados de April, que queria conversar em particular sobre os planos dele para tentar fugir da polícia. Assim que isso acontece, Simon abraça Ramona, que ainda estava bem desestabilizada.

Simon– Vai ficar tudo bem.

Ramona– Não, não vai. Aliás, do que adiantou eu me declarar pra você se eu nem te amava mais que o Ed?

Simon– Olha... Eu vou cuidar de você.

Ramona– Como assim?

Simon– Eu... Eu vou largar da April. Por você. Acho que o que sinto por ela não é um amor concreto, e sim de amigo, uma gratidão pela ajuda que ela me prestou.

Ramona – Você... Faria isso por mim?

Simon– Sim. Eu gosto muito de você, pode apostar nisso.

Os dois se abraçam. Eles preferem não se beijar, devido aos acontecimentos anteriores. Brad continua entristecido por conta de Dustin. E a irmã sabia que ele estava mal por causa disso. Então, logo após sair de perto do outro garoto, sussura em seu ouvido:

Ramona– Tenta pelo menos contar pra ele o que sente. Antes que uma tragédia ocorra.

Brad– E do que adiantaria?

Ramona– Você, pelo menos, se libertaria. Pelo menos em partes.

Brad – Eu... Tentarei. Mas acho melhor não agora. Ele está muito louco.

E, cada vez mais, a tensão vai aumentando. Será que uma tragédia estava se formando? E em breve iria se anunciar?