Notas iniciais
Paige entrega o esconderijo de John.

Patrick– Fique tranquilo... Você ainda pode dinamitar tudo, esqueceu?

Dustin– Eu sei, mas... Agora aquela esquisita da Samus e o Nickson vão querer me infernizar!

Patrick– Você vai poder ficar rico... Quem sabe ela não queira, quem sabe, namorar com você... Casar, eventualmente!

Dustin– Eu não quero porcaria de dinheiro nenhum! EU QUERO ME VINGAR!

Patrick– Então... Vai pra cama com ela e, depois, se vingue dela. Engane-a. Vai ser divertido...

Dustin – Olha, pensando por esse lado... Até que será uma boa diversão! Vou ir até ela...

Ele, então, decide ir até a mansão. Patrick decide pegar outro táxi e, então, ir ao mesmo local. Claro, com completa discrição para que o maluco não percebesse... Então, ele toca a campainha do local. Já era noite. Samus abre a porta:

Samus– O que quer?

Dustin– Vim pra te bater e te chamar de Melissa!

Samus– Safado! Mas é claro que eu deixo... Entre!

~~

John– (...) E foi isso que planejei, mais ou menos. Parece um bom plano?

April – Parece sim.

John – Acha que eu posso ter a minha vida de volta com ela?

April– Acho que sim. A gente te quer de volta. Principalmente a Melzinha. A gente percebe que você se arrependeu. Todos merecem uma segunda chance...

John– Obrigado.

Nesse momento, alguém bate a porta do apartamento. Quando é aberta, o detetive Michael ali estava.

Michael – Minha fonte disse que John Mello pode estar por aqui. E ela está aqui, comigo.

E, então, dois homens trazem Paige, algemada, para dentro do apartamento, logo depois da entrada do próprio detetive. Ele ainda não começou a desconfiar que aquele homem barbeado, embaixo de seu nariz, era o seu homem:

Michael – Você disse que ele estava aqui!

Paige – Talvez eu tenha me enganado...

Michael – Pois é, talvez tenha se enganado... Pois fique sabendo, quando a gente chegar na sede, eu vou te torturar tanto que você vai implorar por misericórdia!

O garoto que estava sendo procurado quase grita e fala para ele a deixar em paz, mas Paige o encara com reprovação e passa uma espécie de mensagem. Ela quer dizer para ele ficar na dele. Não dar pinta de que ele é o John. E ele acaba obedecendo.

Michael – Realmente, não conhecem nenhum John Mello?

Melissa– Não, não... Nunca ouvi falar.

John– Não, senhor... Aqui nesse apartamento só moramos nós.

Michael– Perdão, então, senhor...?

John– Edward.

Michael – Nome formidável.

Antes de ir embora, porém, a garota, utilizando de alguma técnica desconhecida, conseguiu deslizar seus punhos para fora da algema e, então, deu um chute no rosto do detetive e, em sequência, dos outros dois homens que ali estavam. O detetive ainda estava consciente e, então, pega sua arma e tenta atirar na moça, que acaba se escondendo atrás das cadeiras onde John e Melissa estavam sentados.

Melissa – Não atira, pelo amor de Deus!

Michael– Eu não vou, eu não vou, fiquem tranquilos...

E, então, John levanta da cadeira, acompanhado de Mel. Antes que o detetive pudesse fazer alguma coisa para com Paige, ela própria começa a brigar pela arma com ele e, porém, John interrompe quebrando um vaso na cabeça do detetive, que desmaia.

Paige– Está maluco? O que você está fazendo?

John– Te salvando, baixinha!

Num ato sem pensar, eles acabam se beijando... Mas, depois, ela se lembra que ele está com Mel e o larga. Ele, então, também acaba lembrando e diz:

John– Não me leve a mal, mas... Ela é...

Paige– A sua garota. Não se preocupe. Eu vou saber lidar com isso... Mesmo você tendo sido o cara que eu mais amei na minha vida. E olha que eu já fiquei com muitos caras, mas...

John– Eu acredito em você. Eu gosto muito de você, você foi a única que realmente me fez sentir bem durante esses anos todos longe da minha vida normal, mas... Desculpe. Eu sou Edward Fenn, não John Mello.

Paige– Eu me apaixonei pelo Edward Fenn mesmo.

Melissa– Olha... Me desculpe, mas... Ele é meu! Ei... Você deveria fugir, antes que... Você sabe. O FBI inteiro venha atrás de você!

John– Não seja tão indelicada com ela, Mel.

Melissa– Acha mesmo que vou abrir mão do meu Ed? Os instintos, que eu não sabia que tinha, começaram a despertar nesses últimos anos... E, no meio de uma depressão, eu descobri que sou uma loba em pele de cordeira.

John– Você é a minha loba. Mas também é a minha cordeirinha.

Melissa– E você é o senhor lobo.

Os dois se abraçam e acabam se deixando levar pelo momento, esquecendo da situação delicada de Paige.

Melissa– Olha... Eu vou te dar cerca de vinte mil dólares que tenho aqui guardados! Você precisa fugir pra fora do país, tipo, urgente.

Paige – Eu não sei se eu preciso... Como eu estava sob investigações, ainda, e tudo não passa de uma suspeita, o detetive, apesar de ter me torturado, provavelmente iria me libertar, então... Ainda tenho a minha conta. A única coisa que poderia me dar problemas era...

John– Era...?

Paige– O assassinato do Otto. Mas até agora eles não sabem da história toda. Alegei legítima defesa, o que é bastante verdade. Então eu acho que a conta e meus bens estão seguros. Vou retirar dinheiro, viajar e, então, aproveitar tudo fora do país.

John– Então... É isso?

Paige– É isso.

John– Olha, me desculpe, viu?

Paige– Não precisa pedir desculpas. Ainda podemos ser amigos... Eu posso vir te visitar, quando a poeira baixar.

John– Seria bom... Mas... Por enquanto... Isso seria um adeus?

Paige – Creio que sim.

John– Então... Adeus.

Paige – Adeus, John Mello. Ou Edward Fenn. Pare de dormir até tarde, seu preguiçoso. E dê muito amor pra sua Mel, ela merece...

Ela sai do apartamento. Enquanto isso, eles ainda pensam o que fazer com o detetive e os seus comparsas. Eles resolvem fingir, então, que um ataque aconteceu. E levam-nos para o hospital, com a ajuda de Brad. Mas Mel e John preferem ficar em casa. Os últimos dias e acontecimentos foram muito desgastantes:

Melissa– Ela te beijou. Eu quase pulei nela.

John– Não fique com ciúmes. Eu amo você.

Melissa – Eu sei... Você é o meu tudo.

John– Sem você eu não sou nada.

Os dois acabam se beijando, mais uma vez...