Virtual Enemy - Ato II
15 Prisão Perpétua
Notas iniciais
Michael – Você tem o direito de permanecer calada!
Paige – Mas o que foi que eu...
Michael – E tudo que você disser pode ser usado contra você no tribunal!
A operação que o detetive montara começou a ser executada. Prendeu primeiro a garota que, ao ser questionada sobre John, se negou a dizer que ele saiu de casa. Na verdade, ela própria não fazia ideia de onde ele estava. E ele havia sido bem esperto: Não levou o celular. Abandonou-o na casa e jogou o chip e outros componentes no lixo. Aquele telefone era usado, somente, para as operações e golpes. E, de todos os outros, apenas April e Melissa haviam o número, mas não o salvaram na lista de contatos. Ele próprio pediu para Mel apagar o número do seu histórico e aproveitou pra pedir o mesmo para April, no meio da noite, após ter tido um momento encantador com a delicada moça do apartamento ao lado... (Sim, eles realmente reataram).
Melissa – A sua saída da mansão foi bem estratégica e planejada, na realidade, não?
John– Na verdade, nem tanto, mas... Parando pra pensar, eu dei muita sorte. Pois eu tenho quase que certeza que o policial metido a besta usará ou já usou o Otto como uma isca. E deve ter fisgado a Paige. Ela deve estar presa. Mas eu me livrei do meu telefone celular por completo e desativei o chip temporariamente...
Melissa– Fez bem. E agora?
John – Paige faz certa ideia de onde eu estou, mas... Ela não vai contar. Eu acho. Eu vou ter que me esconder ou... Ficar em outro lugar. Talvez a gente tenha que se mudar.
Melissa– Dinheiro não é problema, você sabe... Existem vários prédios aqui ao redor... Próximos! Eu consigo! Vamos nos mudar para um hotel próximo daqui...
John– Não será necessário... Eu acho. Na verdade, eu nem sei. O que eu preciso, realmente, é fazer com que a Paige não conte nada. E até ela se safa, talvez... Tomara que ela não tenha feito nenhuma besteira.
~~
Marisa– De uma forma ou outra, querida, você está encrencada. Matou o seu mórdomo. Já é um belo motivo de prisão.
Paige– Legítima defesa, ele queria me forçar a fazer algo que eu não queria... E ele, com toda a certeza, estava armado também.
Michael – De fato, ele estava, mas... Você não vai enganar mais a gente. VAMOS! ME DIGA! O QUE ACONTECEU COM O JOHN? E COM OS OUTROS CARAS?
Paige– O John foi embora, eu já disse, não faço ideia de onde ele foi parar... E que história é essa de outros caras? Não existem “outros caras”. Como a gente já disse, estamos por aqui a negócios!
Marisa – As escutas não negam, querida! Está tudo gravado! Sobre o golpe... E nós sabemos bem a quantidade de pessoas envolvidas! Eu tenho dinheiro e posso fazer o inferno pra te fazer abrir a boca, desgraçada! FALA LOGO!
Paige – EU QUERO O MEU ADVOGADO! EU TENHO OS MEUS DIREITOS!
Michael – Pelo visto, teremos que usar técnicas extremas, hein?
Paige– Como? Como assim?
Michael – Já foi torturada, queridinha? Vamos te levar para a sala mais maléfica da nossa base! Acho que talvez você goste de lá... E nunca mais saia!
Ele pede para que dois seguranças ajudem-o a levá-la até a sala de torturas. Ela fica meio desesperada e, em certo momento, começa a gritar.
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Samus– E então, panaca? Sabe algo da Melissa? E do John?
Wellington – Eles estão por aqui, sim... No apartamento ao lado, na verdade.
Os dois conversavam por telefone... No fundo, a parceria e “namoro falso” deles nunca acabou. Apesar de todos os fatos que ele contara em eventos anteriores não seja nenhuma mentira, ele estava omitindo um dado: A mãe adotiva de Ralph e Ed estava mal por sua culpa. Ele começou a colocar certas substâncias em sua comida. Tudo a mando de Samus, que sempre soube do fato de Ed estar vivo, ainda, e queria trazê-lo de volta para a cidade com esse plano. Mas parece que ele não será tão necessário assim...
Samus– Eles nem desconfiam de nada, né?
Wellington– Não, não... Eu posso ser meio tapado, mas não sou idiota!
Samus– Boa, meu bom moço... Terá certa recompensa na próxima visitinha! Mas, por enquanto: Fique sempre alerta!
Wellington– Sim senhora, senhora!
Samus– Não estou velha ainda, retardado mental!
E desliga a ligação. Ela estava planejando o sequestro de Mel, o que faria com que John fosse atrás dela. E, claro, sequestrando apenas um seria mais fácil para negociar e fazer com que fizessem das vontades dos sequestradores.
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Dustin– Eles todos vão me pagar, Patrick. Um por um.
Hitman – O que pretende fazer, maluco?
Dustin – Acho que você já sabe, já que... Faz parte de mim.
Hitman– Eu não sou uma criação da sua mente, no todo... Eu existi, no real. E quem saiba ainda exista. Talvez eu esteja vivo, não é mesmo? Assim como o Edward está.
Dustin– CALA A BOCA! VOCÊ É UMA ILUSÃO, APENAS! Enfim... Sabe o que eu vou fazer? Explodir aquele prédio! Vão morrer todos de uma vez só... Vou espalhar explosivos no primeiro andar e, então, “ca-bum”! EXPLOSÃO!
Hitman – Sorte sua que seus familiares já se mataram... Acho que eles não aguentariam tal façanha e se matariam de novo, se tivessem sobrevivido!
Dustin– Cala a boca! CALA A BOCA! Aliás, foi uma triste fatalidade o que ocorreu... Sorte a minha que já levaram esses corpos daqui! E de que as evidências indicam a um suicídio! E realmente foi um... Pois, se eles não tivessem se matado, eu os mataria! Eu estava morrendo de raiva deles...
Hitman – Você realmente está enlouquecendo, hein? Tudo isso por causa de um par de peitos e bunda? Sendo que existem vários outros por ai?
Dustin– A Melissa não é so um par de peitos e bunda! Olha o respeito! Mas ela não merece o meu amor... Não mais.
O garoto apenas planejava a execução de sua vingança. Era oficial: Ele havia surtado de vez. E tudo isso por causa do amor que nunca fora correspondido. E ele sabia que, se Edward nunca tivesse voltado, ela nunca iria dar uma chance pra ele, mesmo que seja por pena. Ou pela própria dor. Como notaram nos episódios anteriores, o seu destino mais certo era a morte do que ficar com ele. Mas o futuro de Melissa e John fora modificado. O que acabou afetando, em partes, o de Dustin também, que surtou de vez.
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John– Ei, April... Nós precisamos conversar. Além de que eu te devo um milhão de obrigados!
April – Não tem de quer. E olha: Irei te ajudar com tudo o que for necessário. Para que você possa planejar tudo para se livrar dessa.
John– Eu sei que fiz coisas erradas, mas... Eu não quero ter que ir preso. Não quero abandonar a Mel de novo.
April – Amável de sua parte... Aliás, eu também estou precisando te contar uma coisa: Você reparou que o Wellington está por aqui, né?
John– Reparei... Achei que ele estivesse morto!
April – Ele disse que a sua mãe está internada. E muito doente. Talvez ela não resista. Você precisa ir vê-la pela última vez. Aproveite que você está com o visual antigo, a polícia não te reconhecerá! Eu posso te acompanhar, caso queira...
John– Tudo bem, tudo bem... Wellington deveria nos levar até o hospital.
April – Vou pedir para ele isso, aguarde.
Ela faz o pedido e o sujeito aceita. No carro da moça, ele dá as instruções necessárias para chegar no local... Enquanto isso, no apartamento de Brad, estavam Simon e Ramona, conversando. Ela se aproveita da ocasião para confessar que ainda o amava muito:
Ramona– Nós passamos por momentos tão estranhos, mas... Tão lindos, ao mesmo tempo.
Simon – Eu sei, e agradeço muito por tudo isso, mas... Eu amo a April. De coração. Eu sei que o Dustin ficou esse tempo com você pois ele me odiava. Nunca me perdoou. Aliás, ele nunca foi com a minha cara por causa do meu laço de amizade com a Melissa. Ele não gosta de mim, nem do Edward. Principalmente agora com a volta dele.
Ramona– Volta... Do Edward?
Simon – Você estava no quarto quando ele veio aqui. O John, aquele sujeito barbudo de outra ocasião... É o Ed.
Ramona– O Edward? Vivo? Que... Incrível! É maravilhoso saber disso!
Simon– Viu? É até por isso que nós não daríamos certo... Eu amo a April e você ainda ama ele.
Ramona – É... É... Eu ainda amo ele.
Infelizmente, talvez não existisse final feliz para a moça nessa história. O sofrimento era muito grande e ela sentia vontade de chorar. O garoto a abraça e a consola. Ralph, de repente, chega na sala e vê os dois ali, juntos. Simon também começa a chorar. Mesmo não sabendo o que estava acontecendo, ele abraça os dois também. Que acabam aceitando o gesto de carinho.
Enquanto isso, Samus recebe a informação de que Mel estava sozinha em seu apartamento e começa a operação para sequestrá-la:
Samus– Vá atrás dela, Nickson!
Nickson– Com todo o prazer...
Antes de ele sair, porém, se depara com Dustin com uma arma na mão:
Dustin– Meu amiguinho Patrick me disse para vir até aqui.
Patrick – E vocês vão fazer tudo o que ele mandar.
A questão era: Patrick era real ou uma ilusão? Eles o escutavam ou não?
Samus – Quem é Patrick?
Dustin– Não te interessa!
Patrick – Fale pra ela calar a boca e só fazer o que você falar!
Dustin – Cale a boca e só faça o que eu falar. Palavras do Patrick.
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