Notas iniciais
Dustin presta contas com Samus e seus capangas

Na realidade, Patrick Hitman realmente estava ali. E vivo. Mas ele já havia planejado tudo. Falou para que todos os presentes fingissem que não havia mais ninguém ali além do próprio Dustin. Desde o dia em que fora supostamente morto, na realidade, ele fingiu a própria morte. Dustin havia supostamente o esfaqueado até a morte, mas... No dia do sequestro do pai de Melissa, que ele havia planejado, na verdade, ele estava bem protegido. Por baixo da roupa, ele havia colocado vários pacotes com sangue falso e uma proteção bem resistente. Quando Dustin pensou que havia matado ele, na verdade, apenas havia furado os pacotes com sangue falso. O máximo que conseguira havia sido alguns pequenos cortes que ultrapassaram a proteção resistente abaixo dos pacotes. Pode parecer estranho, mas ele sabia que teria que planejar algo totalmente estranho para conseguir se safar. E foi desse jeito que ele conseguiu. Conseguiu o material com a polícia, com a ajuda de Nickson, que é um colega de longa data, como todos devem se lembrar...

Começou a aparecer para Dustin, na verdade, há um ano atrás. Foi quando ele começou a se desequilibrar com mais facilidade, apesar de sempre ter tido essa tendência. Chantageou a família dele e fez com que eles fingissem que achavam que ele estava louco. Foi assim que ele começou a tratar mal a mãe e o irmão, chegando a torturá-los. E, na verdade, o “suícidio” deles não foi suicídio. Foi um assassinato.

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Lilian– Não queremos mais fazer isso... CHEGA! NÓS QUEREMOS NOSSA VIDA DE VOLTA!

Patrick– Você não me deixa escolha, então, senhora...

Peter– O QUE VAI FAZER COM ELA? NÃO, NÃO... NÃO FAÇA ISSO!

Primeiro foi a vez da mãe. Logo depois, a vez do irmão. Ele planejara tudo, na realidade. Fez com que tudo parecesse um suicídio. E não deixou vestígios ou impressões digitais. Nada. Nem um fio de cabelo sequer.

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Patrick – Eu não quero que você mate eles. Eu só quero que você faça um acordo. Um acordo amigável. Pois todos nós sabemos que eles também possuem interesse com aquele pessoal.

Dustin– Acordo com eles? Eles são uns nojentos! Eu deveria matá-los também!

Stephanie– Ele vai nos matar, Samus! ELE ESTÁ FALANDO SOZINHO! ELE ESTÁ LOUCO!

Samus– Calma, calma... Não faça nenhum movimento brusco ou ele atira em você. Não se desespere. Nós podemos conversar com você, caso queira.

Dustin– CONVERSAR? ACHA MESMO QUE EU VIM AQUI ATÉ AQUI SÓ PARA CONVERSAR?

Samus – Não realmente, mas... Nós podemos fazer um acordo!

Nickson– Sim, cara, podemos fazer um acordo!

Dustin– CALA A BOCA VOCÊ, EU TÔ FALANDO COM ELA! Que tipo de acordo é esse?

Samus – Não sei se você sabe, mas... Nos tempos de escola eu era conhecida por enfeitiçar qualquer garotinho que passasse pelo meu caminho. Eles me faziam alguns favores... Era divertido. O único garoto da minha vida que nunca me fez algum favor foi você. Até o Ed já caiu em meus encantos.

Dustin– O... Ed?

Samus– Sim.

A garota vai na direção dele, que continua apontando a arma para ele. Ela sussura alguma coisa em seu ouvido, quando chega bem perto. Certo tempo depois, então, ela atira em Stephanie.

Stephanie– O-o que está acontecendo?

Samus – Sim, o Edward sempre esteve vivo. E eu sempre soube. Eu ajudei ele.

Nickson– VOCÊ AJUDOU ELE? SUA DESGRAÇADA!

Samus– Aponta a arma pra ele, Dustin. Se ele tentar algo, atire.

Stephanie– E... O que você vai fazer comigo?

Samus– Digamos que você sempre foi desnecessária. Adeus, Stephanie.

Ela finaliza atirando mais uma vez, dessa vez em sua cabeça. De uma forma ou outra, a garota acabou morrendo.

Samus– O próximo é aquele babaca do Wellington. Só preciso de um último favor dele. Quanto a você, Nickson...

Nickson– Quer o quê de mim ainda, hein?

Samus– Nós nos divertimos bastante, né? Foram noites divertidas... Faça esse último serviço. Sequestre a Melissa pra mim, por favor. E eu prometo não te matar.

Nickson– Mesmo?

Samus– Você sabe que eu não sou confiável, mas... Dessa vez é sério.

Nickson– Vou fazer só porquê nossas noites foram muito boas...

Samus– Ah... Quanto a você, Dustin... Caso queira, pode ter uma dessas noites comigo também. Você pode me bater e me chamar de Melissa, se quiser.

Dustin– Como disse? O QUE VOCÊ DISSE? VOCÊ ESTÁ BRINCANDO COMIGO, NÉ?

Samus– Pare com o melodrama. Você quer ela pra você ou quer matar ela?

Dustin– Eu... Queria ela pra mim, mas... Agora, eu só quero matar ela. Ela não me merece.

Samus – E nós nos merecemos.

Dustin– É... Você tem razão.

Samus– Nickson, vá para o carro. E tragá-a para cá. A mansão dos Drummond talvez receba o ato final desse romancezinho barato e clichê. Quanto a você... Não te quero aqui. Não agora.

Dustin– Tudo bem... Mas... Eu posso começar a planejar meu plano de dinamitar o prédio daqueles desgraçados?

Samus – Mas é claro!

Patrick havia se escondido e Dustin pensara que ele havia desaparecido. Foi embora sem seu “acompanhante”. Ao perceber que ele já não estava mais lá, aparece e acena para Samus.

Samus– Está enganando ele direitinho, hein?

Patrick – Ele já é um louco de natureza, eu só estou dando uma forcinha...

Samus – Você é um louco! É bom tê-lo ao meu lado...

Patrick– É bom tê-la também, se é que me entende!

Samus– Mas você sabe que eu quero o Edward, né? Eu vou fazer ele fugir comigo para fora do país... Pois ele não terá outra escolha além dessa!

Patrick – Desde que você me garanta mais algumas noites antes de partir...

Samus– Mas é claro! Você é meu cliente de honra!

Patrick– Falando desse jeito, até parece que é uma prostituta...

Samus– Prostitutas são astutas. Fazem o cara pagar por elas. E vocês me pagam com favores, já que não preciso de dinheiro. Vocês é que são meus escravos, e não o contrário.

Patrick– Ou talvez não. Mas não vou entrar no mérito... Eu preciso ir. Vou encontrar com o Dustin na casa dele.

Samus– Até mais, espírito!

Patrick– Bobinha!

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Michael – Caramba, garota! Abre essa boca! Conta alguma coisa! Ou quer sofrer mais um pouco?

Paige estava com a boca amordaçada. E sofria agressões físicas e psicológicas a todo momento. Ele queria descobrir informações sobre John, mas ela não iria contar. Mesmo ele não merecendo sua confiança e sua compaixão, até por conta de acontecimentos anteriores, ela não queria entregá-lo.

Michael – Cansei. Me cansei, escutou? Vou apelar pros choques!

O homem faz o que é necessário e coloca os dispositivos com carga para dar choques na moça. E vai fazendo isso e aumentando a frequência gradativamente. Resolveu tirar a mordaça dela para poder ouvir os gritos. A cada choque, um grito. Ela não estava mais aguentando.

Paige– EU NÃO SEI NADA DELE! A ÚNICA COISA QUE SEI É QUE ELE SAIU DE CASA! EU NÃO TIVE MAIS CONTATO COM ELE! PODE USAR O MEU CELULAR E LIGAR PRO NÚMERO DELE, SE QUISER.

Michael – Nós já tentamos, querida. O número dele parece estar indisponível. Fora da área de serviço, talvez. O que indica que talvez ele tenha fugido pra fora do país. O desgraçado fugiu pra fora do país...

Paige – EU JURO POR TUDO QUE É MAIS SAGRADO, ELE SAIU DE CASA, A GENTE BRIGOU! EU NÃO SOUBE MAIS NADA DELE! ELE DESISTIU DE SE CASAR COMIGO!

Michael – Isso pouco me interessa. Mas, pelo visto, é verdade... Tudo bem, chega de torturas. Por enquanto. Se eu descobrir que é mentira, eu vou te torturar tanto, mas tanto, que você vai implorar pela morte, sua vadia!