Virtual Enemy - Ato II
10 O teorema amoroso
Notas iniciais
John– Me ajudem! Por favor... Ela se desesperou, tomou muito remédio! Talvez tenha tentado um suicídio!
???– Se acalme, senhor! Eu vou te ajudar, eu vou ajudar a garota...
John– Obrigado, senhor, obrigado... Doutor...?
Mario – Mario. Mario Brescia. Iremos levar a moça para a emergência. Mas você não está autorizado a ir junto, vamos tentar reanimá-la com uma injeção de adrenalina no coração, ou...
John– Ela vai morrer.
E, então, na maca, Melissa é levada até a emergência. John ficou na sala de espera, apreensivo. Será que o seu amor iria realmente morrer? Ou ela conseguiria ser salva?
~~
Brad– A Mel o que? Teve uma overdose de medicamentos?
Ramona – Será que ela não já estava viciada há tempos?
Dustin– Não sei, não sei... Mas... Não foi só isso que aconteceu! Eu... Matei a irmã dela!
April – A Stephanie?
Dustin– É, ela mesma... Foi uma confusão, ela estava com uma arma... Atirou na minha perna! Por isso ela está assim!
Simon – E essa garota que está com você, quem é?
Paige – Eu sou a... Namorada do John! Ele levou a moça pro hospital, como já foi contado...
April – E ele-
Paige – Sim, ele matou a tal Stephanie.
Dustin– A facadas. Mas foi ela quem começou...
Brad– Infelizmente, foi sem um motivo plausível, né? Terei que denunciar!
Dustin – Ah, mas você não vai denunciar! Não vai! Ou você quer ser o próximo?
Ramona– NÃO AMEACE MEU IRMÃO!
Não podemos esquecer que Ramona e Dustin ainda eram “namorados”. Mesmo não demonstrando tanto esse romance.
Dustin– Quer saber, Ramona? Que se dane você! Eu não quero mais esse romancezinho xadrez... Ora claro, ora escuro! Além do mais, eu nem te amo mesmo!
Ramona– É recíproco. Você é a pior coisa que já me aconteceu.
Dustin– Pois você chegou a ser a melhor, pra mim.
O garoto joga a faca ensanguentada, que estava na mão dele desde o assassinato, no chão e abandona o local. A garota estava meio surpresa com aquele comentário, mas preferiu manter a indiferença. Pois, no fundo, ele também tinha sido uma coisa boa pra ela.
Paige – Enfim... Nós deveríamos chamar a polícia ou algo do tipo, não?
Brad– Eu vou fazer isso!
Enquanto isso, o garoto pegou um táxi e retornou para sua casa. Ele ignorou o fato da perna dele estar baleada e sangrando. Lá, então, fez algo para estancar o sangue temporariamente. Não pensava em ir ao hospital, naquele momento. Então, encontrou a cadeira de rodas do irmão, mas quem estava nela era a mãe Lilian, ensanguentada. Ela havia se matado. Porém, antes, havia visto que seu filho tinha feito a mesma coisa. Ele estava lá, no banheiro. A mesma faca, que estava na mão da mulher, havia sido usada para ambos os suicídios. Ele se desespera e começa a chorar. Mas, na verdade, ele estava com um misto de raiva e tristeza. E começou a berrar:
Dustin – O que eu fiz pra merecer isso, hein? Agora vão se matar, é? Vão me deixar aqui, sozinho, de propósito? Pra quê? Só por que não os ando tratando bem ultimamente? Por que torturava vocês? Por que lhes deixei passando fome? EU NÃO LIGO! Não me importo com isso... NÃO LIGO! ENTENDERAM? NÃO QUERO SABER!
Lilian– Acho que você quer, sim!
Era uma aparição. Na verdade, fruto da imaginação de Dustin. Ele estava enlouquecendo. E não era de hoje que ele via aquilo... Mas conseguia disfarçar muito bem. Chegou a ver aparições de Patrick Hitman, aquele assassino profissional que chegou a contratar anos atrás.
Peter – Você é uma vergonha, irmão!
Dustin– VERGONHA ERA VOCÊ! ALEIJADO!
Lilian – Não fale assim com seu irmão...
As aparições começam a gargalhar. O garoto surta e começa a quebrar a casa inteira. Até o retrato com a família. Depois de tudo que acontecera, ele finge que nada realmente estava o incomodando e resolve se deitar em sua cama e meditar, como se nada estivesse acontecendo.
~~
Mario – Senhor...?
John– Ed... Quer dizer, John Mello.
Mario – A sua namorada...
John– Não, ela não é... Minha namorada.
Mario– Esposa?
John– Amiga. Eu acho que posso chamá-la de amiga. Nem sei se isso posso, na verdade...
Mario – Acho que não pode mesmo. Não mais.
O garoto entra em choque. Melissa estava morta. Os médicos tentaram dar a ela a injeção de adrenalina mas, porém, já era tarde demais. Ela havia morrido segundos antes.
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