Virtual Enemy - Ato II
11 Devaneio
Notas iniciais
April– Você tem certeza?
John– Eu estou olhando aqui, no espelho... Ela vai morrer. ELA VAI MORRER! EU NÃO POSSO DEIXAR ISSO ACONTECER!
Os acontecimentos anteriores haviam sido apenas uma previsão de John, de acordo com a magia já antiga da bruxinha. Na verdade, ela podia prever muito mais coisas, agora. O espelho e ela previram tudo. Nos mínimos detalhes... Ele decidiu, porém, deixar tudo fluir:
John – Eu vou deixar os acontecimentos fluírem! A coisa toda... E, então, vou salvar ela! Antes dessa loucura toda!
April – Você sabe que, se salvar ela... Você vai se aproximar, tipo, muito dela.
John– A sensibilidade dela pra isso é imensa, né?
April– Sim!
Aquilo tudo estava acontecendo durante o jantar com a bruxa. Se lembram? Eles haviam feito tudo aquilo, mesmo que discretamente, numa mesa de um restaurante. Confuso, não? Talvez nem tanto. Aquela medida era apenas de um homem desesperado para consertar os tropeços do passado. Ele queria voltar a ser quem era antes... De verdade, de fato!
John– Então... Segundo tudo isso que eu vi: Um oficial do FBI vai invadir minha casa, o Otto vai tentar manipulá-lo, sem sucesso, e vai levá-lo para um interrogatório! Ele é um traidor, então... E sobre a Paige: Não posso pensar em pedí-la em casamento de novo! Nem posso sonhar com isso! O que eu preciso fazer, de fato, é: Entrar no banheiro antes da tragédia acontecer...
April – E você sabe quando isso acontece?
John– Não, mas... Minha intuição diz que ela só toma os remédios todos quando escuta o tiro.
April – Provavelmente... E quanto ao resto?
John– Certas coisas que eu vi aqui não são tão importantes...
Claro, nem todos os acontecimentos relatados nos episódios anteriores foram descobertos pelo mesmo. Ele só havia previsto o futuro dos acontecimentos em que ele participava, como o interrogatório na mansão e a overdose de Melissa. Além, é claro, da notícia de sua morte. A maioria dos acontecimentos envolvendo os outros personagens realmente aconteceram... Como o término de Ramona e Dustin do namoro de mentira, por mentira (talvez de uma forma diferente da descrita no episódio anterior)
John– Eu estou aliviado. Descobri muita coisa. E ainda tive uma noite bem agradável. Uma das melhores dos últimos tempos... E descobri uma chance de voltar para a minha amada e todos vocês!
April– Você ainda vai voltar pra gente... Eu garanto! Eu tenho certeza!
John– Obrigado, viu? Dedicou tanto tempo hoje pra uma pessoa que não merece...
April – Obrigado você. Por aceitar vir. Você é uma boa pessoa. Sinceramente... Você realmente precisava ter feito. O que você fez. Mas você deveria ter sido sincero com a Mel. Falado o que você queria. Ela iria te entender... Tipo, sério! Ela iria junto com você, se preciso! Esse foi o seu maior vacilo... Mas torço para que você conserte! E que impeça tudo isso que está pra ocorrer!
~~
Lilian – Você ultimamente tem passado pouco tempo em casa, Dustin. Por favor, nós somos a sua...
Dustin– Cala a maldita boca! CALA A MALDITA BOCA! CALA!
O garoto dá um tapa no rosto da mãe.
Peter – MONSTRO DESGRAÇADO! QUANDO ISSO VAI ACABAR, HEIN?
E, então, ele derruba o irmão da cadeira de rodas.
Dustin – VOCÊS NÃO ENTENDEM A MINHA DOR! EU ESTOU HÁ ANOS TENTANDO CONQUISTAR A GAROTA DOS MEUS SONHOS E ELA SÓ LEMBRA DAQUELE DESGRAÇADO DO EDWARD, QUE DEVE ESTAR QUEIMANDO NO FOGO DO INFERNO AGORA! Eu não vou mais gritar... Irei para o meu quarto.
E ele realmente vai para o quarto e bate a porta violentamente. De repente, um sujeito aparece e ele toma um susto. Era Patrick Hitman. Na verdade, era apenas uma aparição. Um espiríto ou paranóia? Podem escolher:
Hitman– E então... Bateu na mãe mais uma vez? Que feio!
Dustin – CALA A BOCA! O QUE VOCÊ QUER AGORA, HEIN?
Hitman– Vai visitar a Melissinha, vai! Conta tudo de ruim que você está sentindo! Tenta persuadir ela e... Se não der certo, corte a gargantinha linda dela e, depois, faça o mesmo com você. Uma espécie de Romeu e Julieta, só que com um final alternativo.
Dustin– NÃO! VOCÊ ESTÁ NA MINHA CABEÇA! SAI DE MIM!
Hitman– Lembra do nosso trato? Eu falei que eu ia matar o Edward... E eu ainda vou matá-lo!
Dustin– ELE ESTÁ MORTO JÁ!
Hitman – NÃO ESTÁ MORTO, SEU PANACA!
Dustin– POR QUE VOCÊ INSISTE NISSO, HEIN? VOCÊ ESTÁ NA MINHA MENTE!
Hitman – Talvez eu seja real... Talvez eu nem esteja morto, de verdade! E sei de mais coisas que você...
E, então, ele resolve desaparecer, pulando pela janela. É claro, ele não podia ser real. Ou podia? Aquelas questões atormentavam-o. Ao olhar pela janela, não via ninguém.
Dustin– Coisa da sua cabeça!
Porém, ele tomou uma decisão: Ia visitar Melissa. E, talvez acabasse com tudo aquilo. Decidiu levar uma faca. A mesma faca que usará para matar Stephanie.
Fale com o autor