Notas iniciais
April e John jantam juntos...

John ainda estava tentando entender esse repentino interesse de April com ele. Aparentemente não o conhecendo (e não lembrando dos eventos da noite anterior), ela o convidou para conhecer seus amigos e, após, para um jantar a sós em um restaurante. Na verdade, essa não era a principal preocupação do garoto. Ele estava mais abalado por causa da Melissa. Foi um dia bem confuso entre eles... Ela ficou bem feliz, na verdade, pois achava que o até então desconhecido era o seu amado Edward. E é, na verdade. Porém, ele teve que desmentir quando ela perguntou. E o coração dela adormeceu mais uma vez... Ele realmente estava se sentindo mal. Ele tinha feito tudo aquilo com ela.

John (pensando) – Eu não mereceria o perdão dela! E eu sei que ela não me perdoaria... Se eu contar, eu vou matar o pouco de pureza e inocência daquela garotinha que eu conheci e ela vai virar mais uma pessoa amargurada com uma vidinha mais ou menos... Não quero isso pra ela!

Paige– Ei... Amoreco! Me escuta! Viu, eu sei que você falou tanto sobre a Melissa e tal, mas... Saiba que eu estou aqui para ser sua, caso queira!

A garota estava realmente se oferecendo. Eles estavam noivos ainda, inclusive (apesar de John não assumir isso publicamente). John não gostava do fato de Paige ser o seu “plano B”. Apesar de não ter sentimento quanto a desgraça alheia, ele não fazia isso quanto os seus conflitos e os seus amores estavam envolvidos.

John– Eu me sinto muito doente por fazer de você a minha segunda opção. Eu gosto muito de você, mas... Eu estou te usando demais!

Paige– Ora, por favor! Eu não me importo com isso! Eu sabia da sua história... Nossa felicidade se resume muito mais ao prazer e momentos materiais do que aos sentimentos. Eu sei que ela é o amor da sua vida, mas... Nós temos uma química fantástica!

O homem concorda, mas não fala mais nada... Ele olha o seu celular e vê que faltam poucos minutos para às nove. Já sabendo o endereço, dá um beijo na bochecha da moça e avisa que está indo para o tal “encontro”...

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Stephanie– Sabe... Essa minha irmã é muito esquisitinha! Ela ligou pra mim pedindo desculpas e disse que mudou de ideia. De novo!

Samus– O que pode ter feito ela mudar de ideia, hein?

Stephanie– Não sei, mas... Ela parecia muito feliz no telefonema em que me xingava... E muito abatida no que se desculpava. Tem alguma coisa rolando!

Samus – Te quero no apartamento dela, amanhã! Quero saber o que esta acontecendo, em detalhes, entendeu?

Stephanie – Positivo.

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John– Me desculpe o atraso... O trânsito está de ma...

April – Eu sei que é você, Edward! Não precisa se esconder!

O moço fica surpreso. Empalidece. O seu segredo não era mais segredo!

April– Eu me lembro do que aconteceu ante-ontem... Eu só preferi guardar para mim, pois o que eu recebi de energia no momento foi muito impactante! Iria desestabilizar a todos emocionalmente!

John– Deixe eu me expli...

April – Não precisa. O que você fez foi errado. Horrível. Você praticamente matou a Melissa forjando a sua morte desse jeito. De um jeito tão sujo. Por mais nobre que tenha sido o seu motivo. Que, na verdade, teve o lado bom e o lado ruim... Mas, sinceramente, apesar da sua crueldade, você forjou a morte, realmente, para proteger a sua amada.

John– Proteger a Mel?

April– Sim, protegê-la. Pelo que eu consegui captar entre a sua aura, você deu um golpe num banco e ficou rico e ficou noivo de outra mulher. Eu me arrisco a dizer que você está tão ou mais infeliz que a Melissa. Mas ela é mais frágil que você, emocionalmente. Você é um psicopata, você matou seu padrasto e seu primo... Forjou a própria morte! Passou por coisas horríveis... E sobreviveu! Mesmo morrendo...

John– Eu estou arrepen...

April – Eu sei que está. E isso até me surpreende... Mas... Eu não sei como a Mel pode reagir quanto a isso. Eu nem sei se ela vai te perdoar!

John– Eu sei! Eu sei... Eu me arrependo de ter forjado a minha morte! Mas, principalmente, ter ido pra cama com a Samus para conseguir isso... Eu fui tão cruel! Eu pensei nela mas não pensei no que aconteceria depois... Ela ficou tão feliz quando me viu! Ela notou quem eu era... Mas eu tive que desmentir!

April– Ela percebeu? Ela te perguntou?

John– Sim e sim. E eu disse que não era o Edward. Mas eu sou! DROGA!

April – Eu sabia essa parte do seu destino... Eu tentei começar a prever as coisas por conta própria e sem o espelho do futuro, que você deve se lembrar bem!

John– Me lembro...

April – Eu previ praticamente tudo isso! Preferi ficar na minha... Eu não ia poder fazer nada para impedir! E, agora, pela primeira vez, eu não sei mais nada do futuro... Eu não consigo ver você e a Mel juntos, eu não vejo futuro nenhum...

John – Olha... Desculpe interromper, mas... Eu estou amargurado. E com um pouco de fome também. Podemos pedir os pratos e, depois, continuamos falando sobre?

April– Claro! Eu ia falar isso...

Na mesa ao lado, o detetive Michael analisa o ambiente. Ele teria que estar atento, já que estava procurando por suspeitos ao golpe do banco de New Jersey... E um deles estava ali, do seu lado, praticamente! Junto dele estava a sua esposa rica, Marisa.

Marisa – Tem alguma ideia de onde os forasteiros devem estar?

Michael – Nada, querida... Mas eu sei que vamos achá-los!

Marisa– Nós precisamos! Nem tanto pela justiça, mas... Parte do dinheiro que roubaram é meu! Eu faço depósitos naquele banco há tempos!

Michael – Eu tenho os meus contatos que foram prejudicados também... Nós temos um grande staff do nosso lado... Esses caras não vão escapar!

Voltando a mesa ao lado:

April (quase sussurando)– Estão atrás de você!

John– Só faltava isso mesmo... A minha vida tá um caos! Eu preciso voltar ao meu eu... Ou eu vou enlouquecer! Eu ando pensando em suícidio, sabia? Eu quero acabar com tudo! E com outros também...

April – Acalme-se! Não se mate... E nem mate ninguém! Você já tem problemas o suficiente!

John– FBI atrás de mim, provavelmente... Era só o que me faltava mesmo!

April – Sugiro que você se desfaça do seu dinheiro.

John– Irei fazer isso com a minha parte... Quanto a Paige... Não sei se ela vai aceitar! Era o objetivo de vida dela!

April– Você se importa com ela, né?

John– Ela foi tão boa comigo... Ela é minha noiva, até, mesmo sem querer... Fico triste em dizer que ela é meu “plano B”. Eu já disse pra ela que é humilhante, mas ela não se importa.

April– Aliás... Me fale com sinceridade: No fundo, você escolheu aqui para o golpe final só para poder ter a chance de reencontrar todos.

John– A sugestão principal não foi minha, mas... Eu adorei, eu admito!

April – Cara... É tão confuso tudo isso!

John– Eu não me arrependo do que fiz, das aventuras... Me arrependo mesmo é por ter abandonado o meu porto seguro, minha vida, minha garota! Ela me fazia esquecer de tudo... Até dos meus defeitos!

April – Bota tudo em ordem... E diz a verdade pra ela. Pelo menos. Depois, a decisão é dela. Provavelmente, nem amigos mais vocês serão, caso ela não aceite-o de volta... Mas, eu, sinceramente, ainda quero ser. Sua amiga. Ninguém é santo. Eu admiro muito a sua aura e eu diria que você é um cara muito corajoso até... Boa sorte!

Visivelmente emocionado, John se levanta da cadeira apenas para abraçar a bruxinha, que também chora um pouco. Depois, os dois voltam a se sentar.

April – Chega desse assunto! Vamos falar de outras coisas agora... Tipo... As nossas vidas nos últimos cinco anos!

Foi um jantar divertido. Eles falaram tudo o que passaram e tiveram uma noite maravilhosa. John chega a citar que aquela era uma das noites mais felizes da vida dele e que se sentia de volta aos tempos áureos.

April– Você ainda vai voltar pra gente... Eu garanto! Eu tenho certeza!

John– Obrigado, viu? Dedicou tanto tempo hoje pra uma pessoa que não merece...

April – Obrigado você. Por aceitar vir. Você é uma boa pessoa. Sinceramente... Você realmente precisava ter feito. O que você fez. Mas você deveria ter sido sincero com a Mel. Falado o que você queria. Ela iria te entender... Tipo, sério! Ela iria junto com você, se preciso! Esse foi o seu maior vacilo... Mas torço para que você conserte! E que impeça tudo isso que está pra ocorrer!

Mais um abraço emocionado. Durante todo o jantar, o casal da mesa ao lado observou-os o tempo todo.

Michael– Achei-os um pouco suspeitos. Principalmente o barbudo.

Marisa – Você tem que investigá-lo mais a fundo...

Do lado de fora, John se despede de April... O seu carro já o esperava. Entrou e nele e foi rumo a sua mansão. Rapidamente, Michael já estava no seu carro o seguindo. A partir daquele momento, ele queria desvendar um pouco mais sobre aquele rosto misterioso. Muito misterioso. Mas será que se meter com um psicopata, mesmo ele sendo um profissional do FBI, vai lhe trazer algum dano?