Virtual Enemy - Ato II
8 Dinheiro
Notas iniciais
Melissa – Olha, irmã, me desculpa, ontem foi um dia muito esquisito... Eu fiquei com raiva, só isso!
Stephanie– Não se preocupe... Voltando ao assunto, eu trouxe os documentos!
Ao entregá-los a garota, aponta os locais onde ela deve assinar... Porém, antes que pudesse continuar, alguém bate na porta. Era Dustin.
Dustin – O que você está fazendo aqui?
Stephanie– Resolvendo assuntos pessoais, então acho que você deveria se mandar e voltar outra hora!
Melissa – Não! Ele pode entrar...
E é o que ele faz... Percebe que a sua amiga estava assinando alguns documentos
Stephanie– São negócios, meu caro... Negócios!
Dustin– Sei bem qual é o seu tipo de negocio!
Melissa– Por favor! Vocês dois... Fiquem quietos e parem com isso!
Enquanto isso, na “casa” ao lado, estavam Brad, Ralph e Ramona... Os moradores. De repente, escutam batidas na porta. Era o casal April e Simon. Junto deles estava Wellington, que havia sumido há certo tempo... Ele acaba contando o que aconteceu:
Wellington– Tive que voltar para a minha cidade! Problemas pessoais... Aproveitei e arranjei um emprego por lá! Auxiliar de botânica! Estou fazendo faculdade disso... Tive um apreço muito grande pelas plantas nos últimos tempos, virei quase que um especialista. A natureza é bela, não?
Simon – De fato... Ficamos felizes que nada grave te aconteceu!
Wellington– Comigo, na verdade, não... Mas a mãe adotiva do Ed, a senhora Janete, está muito mal de saúde! Me ofereci pra ajudar, até lhe trouxe para essa cidade, mas ela está no hospital! Pobrezinha, já estava mal desde que o filho morreu... Ficou doente e acabou ganhando o direito de ficar em regime aberto! Então sugeri que ela se mudasse, conseguimos a autorização e tudo... E quando chegamos aqui, ela ficou inconsciente antes de entrarmos no apartamento. Fiquei desesperado!
April – Será que eu posso vê-la? Ela consegue se comunicar?
Wellington – Até consegue mas, por enquanto, ninguém está liberado a fazer visitas, como o doutor recomendou...
Ralph– Não acredito que minha mãezinha está doente!
O garoto começa a chorar... Já tinha perdido o irmão adotivo, não queria perder a mãe, agora... Ramona e Simon o consolam. Os três tinham laços muito fortes... Brad também se junta a eles nesse consolo. Já a bruxinha está pensativa:
April (pensando) – A mãe dele tem que descobrir que o filho está vivo antes de partir!
Brad – Qual o motivo de estar tão pensativa, April?
April– Eu... Estou triste. Pensando em como o Ralph vai viver sem nenhum parente mais.
Ralph– Não precisa se preocupar... Eu sabia que isso ia acontecer, um dia...
Agora foi a vez da bruxinha o abraçar... Ela fala para que ele não fique mal:
April – Coisas assim acontecem com todos! Todos morremos, é algo bem clichê de se dizer... Lembre das coisas boas, viu?
Ralph– Tentarei...
~~
Marisa (pelo telefone)– E então, algum sinal do marginal?
Michael– Não! Desde que ele chegou na casa dele, não aconteceu nada... Nenhum movimento suspeito, nada, nada! Absolutamente nada...
Marisa – Acha mesmo que ele é suspeito, né?
Michael – Sim... Sabe, eu já fiquei muito tempo parado aqui, feito bobo! Eu vou tentar entrar nessa casa, como uma visita... E tentar descobrir algo!
Algumas quadras de distância dali... Samus já comemora os milhões que serão depositados em sua conta (e na dos outros, também... Mas ela planeja trair a confiança dos dois para fugir com o dinheiro)
Samus– Finalmente! Ficaremos mais ricos!
Nickson– Sim, madame... Poderemos fazer o que quiser!
Samus (pensando) – Só eu farei o que eu quiser, seu bobinho! E vou fugir com o meu homem! Vou localizar o Edward em qualquer lugar em que ele esteja e o levarei comigo... Por bem ou por mal!
Nickson – Não é, Samus?
Samus – Claro, claro... Tudinho!
~~
Paige– Visita, John!
John– Quem é, hein?
Michael – Michael Burton, do FBI!
John– John Mello, de lugar nenhum! Prazer...
Michael – O prazer é meu... Olhe, eu estou em busca de respostas, então precisarei interrogar vocês. Até o mordómo.
Otto, que já estava ali, na sala, senta-se próximo a eles. Logo em seguida, todos se sentam.
Michael – Há quanto tempo vivem aqui?
Paige – Pouco... Nos mudamos recentemente.
Michael– Vieram da onde?
John – De Nevada. Uma cidade bem simpática...
Michael – Sei... E são ricos, pelo que posso supor, não?
Paige– Sim... Na realidade, adquirimos essa mansão há certo tempo e só agora viemos para cá...
Michael – Há muito ou pouco tempo?
John– Nem muito, nem pouco.
Michael – E quanto a você, mordómo... Foi contratado faz quanto tempo?
Otto– Sou um empregado fiel a família Mello... O pai dele me pediu que os acompanhasse.
John– Sim... Meu pai é um magnata, não sei se cheguei a comentar isso...
Michael – Na realidade, não.
John– Talvez eu precise fazer uma ligação para ele, caso queira compro-
Michael – Nem precisa. Eu acredito. Não quero me meter com um magnata... Por favor, poderiam me informar onde fica o banheiro?
Otto– Suba as escadas. Segunda porta a esquerda.
O investigador resolve aproveitar a deixa, pega seu celular e liga para alguns oficiais. Ele queria analisar a casa, mas queria pegá-los de surpresa, para que nada pudesse ser feito para impedir.
Michael – Vou pegar eles de surpresa, caso estejam mentindo...
Após alguns minutos de demora, retorna a sala.
Michael – Voltemos aos assuntos. Você estava me dizendo que seu pai é rico, não?
John– Sim... Muito rico. E, como sou seu filho, eu também sou muito rico.
Michael– Qual o nome dele?
John – Como?
Michael – O nome.
John– Marsellus.
Michael– Marsellus Wallace?
John – Marsellus Mello. Tem uma diferença entre o do filme e o meu pai.
Michael – E qual é?
John – O do filme parece uma prostituta.
Ele começa a gargalhar, juntamente do detetive. Parece que ele havia entendido a referência. Otto não esboça nenhuma reação, como sempre. Paige estava muito preocupada para rir, apesar de ter entendido também. E parece que Michael havia notado seu constrangimento.
Michael – Você está bem, moça?
Paige – Sim, sim... Estou bem.
Michael – Não parece.
Paige – Eu só estou um pouco cansada.
John – Acho que você deveria ir se deitar. Está aparentando estar exausta... Quer que eu te leve?
Paige – Seria ótimo.
John– Com a sua licença, senhor.
Michael – Toda.
Então, apenas Otto e o sujeito ficam na sala. O silêncio impera por certo tempo, quando o mordómo resolve começar a falar:
Otto– Eles são dois monstros!
Michael – Desculpe... O que você disse?
Otto – Eles me forçaram a ser mordómo deles... Ou eles iriam me matar! Assim como o pai maldito deles. E o dinheiro deles é sujo. Completamente...
Michael – Você sabe que, quanto mais detalhes, mais limpa estará a sua barra, né?
Otto– Eu sou um homem inocente... Só quero conseguir fugir de uma forma segura.
Michael – Enfim... Conte-me tudo que você sabe!
~~
Stephanie– Assine aqui, aqui, aqui e aqui e pronto! Tudo estará acabado...
Ela apontava os locais onde a irmã precisava assinar.
Melissa– Tudo bem... O inferno acaba hoje, Mel! Assine isso e seja feliz...
Porém, antes que a garota pudesse fazer qualquer coisa, Dustin saca uma faca. Ele fala que as duas não se mexam:
Dustin– NÃO FAÇAM NADA! PRINCIPALMENTE VOCÊ, STEPHANIE...
Stephanie– Seu bobo... O que eu poderia fazer? Além... DISTO!
A moça saca uma pistola de dentro de sua bolsa. A confusão estava armada... Literalmente!
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