Virtual Enemy - Ato II
14 Dejà vu Parte 3
Notas iniciais
John– Eu salvei ela!
Paige – A bruxinha com quem você foi jantar previu tudo, então?
John– É... Na verdade, não exatamente, mas foi graças a ela que...
Paige– Entendi, entendi. E então... Vai me abandonar agora, né?
John– Não fique assim, não fique assim... Eu sei que sou um canalha! Acha que fico feliz de estar fazendo isso com você? Mas você sempre soube...
Paige– É... Você realmente não merece o perdão dela! Sabe disso, né?
John– Sei...
Paige– E nem sei se vai merecer o meu!
Ela saca uma arma e começa a apontar para ele...
Paige– Você vai abrir mão do dinheiro, como disse que ia fazer... Então, irá sair dessa casa para sempre e... VÁ MORAR COM A SUA PROSTITUTA! SOBRE NOSSO CASAMENTO, QUE SE DANE ELE TAMBÉM!
John– Ele nunca iria acontecer mesmo...
Paige – CALA A BOCA! Seu nojentinho. Faça as suas malas e faça o que te mandei. JÁ! PRA ONTEM!
Ele monta a mala, pega alguns pertences pessoais importantes e sai do local... Antes, ele passa as informações da conta falsa e diz:
John– Me perdoe. Mesmo que eu não mereça. Por favor?
Paige– Eu... Vou pensar no seu caso. AGORA VAI EMBORA!
Horas mais tarde, praticamente de noite, quem retorna a mansão é Otto. Ele percebe que o outro sujeito não estava mais ali.
Paige– Eu expulsei ele... Aliás, eu devia fazer o mesmo com você! SEU TRAIDOR!
Otto– Pois saiba que eu consegui despistar o investigador, mas eu acho que ele ainda está com uma pulginha atrás da orelha... Principalmente se ele voltar aqui e ver que o John foi embora.
Paige– E o que podemos fazer?
Otto– Nós podemos... Formar um novo casal! E falar que o John preferiu largar tudo por conta do pai pressionador!
Paige– Mas e quem disse que eu quero namorar você?
Otto– A minha pistola calibre 32. Que está aqui, na minha cintura.
A garota, antes que ele pudesse fazer algo, atira na sua cabeça, por impulso. Logo percebe que havia feito uma besteira:
Paige– Agora sim é que a pulga na orelha do detetive vai morder com gosto!
Tentando se tranquilizar, acaba se auto-convencendo de que fez bem:
Paige– Ele merecia isso.
O que ela não suspeitava é que o próprio detetive Michael fizera questão de enchê-lo com escutas. E que, agora, ele havia descoberto certas coisinhas que o haviam ajudado bastante:
Michael– Peguei vocês!
Marisa– E qual é a próxima etapa?
Michael – Localizar e prender Paige Harris e John Mello!
~~
Melissa – Eu não esperava que você voltasse tão cedo e... Com o visual tão diferente.
John– Gostou, né? Edward Fenn style!
Melissa – É claro que gostei, mas... Depois de tudo o que aconteceu? Dormir aqui, em casa?
John– Você não disse que eu não podia e... Já está tarde para ir embora.
Melissa– Eu sei, eu sei... É que eu estou bem fragilizada ainda, sabe?
John– Mas aliviada também.
Melissa – MAS VOCÊ FEZ COISAS HORRÍVEIS, O QUE ME DEIXA COM ÓDIO TAMBÉM!
John– Mas você está feliz pelo fato de eu estar vivo. O amor dentro de você não morreu. Você também ama as minhas atrocidades?
Melissa– Como?
John– Se eu te espancasse todo dia... Você ia gostar, né?
Melissa– Mas é claro que não!
John– Mas você... Você não consegue ter raiva de mim!
Melissa– Eu estou morrendo de raiva.
John– Raiva superficial. Se fosse de verdade, eu nem estaria deitado com você nessa cama, agora, conversando.
Melissa – Eu... Queria que você voltasse a ser o Edward. Para te perdoar. Que você voltasse com o visual antigo, que você abandonasse a outra vida. Vejo que você já fez isso.
John– Não totalmente... Não posso sair por ai dizendo: “Sou Edward Fenn, estou vivo”.
Melissa– Como você acha que... Vai se sair dessa?
John– April está me ajudando. Nós já bolamos certo plano para eu me desvincular de John e ser Ed sem ser suspeito, sem a polícia me punir e, a melhor parte: Matando John. Eu vou ter que... Forjar a minha morte, de novo! Mas não usarei de mim, e sim de outra pessoa qualquer...
Melissa– Um barbudo qualquer?
John– Sim. Um criminoso, talvez.
Melissa – Sabe... Nós somos dois opostos. E os opostos se atraem, sabia disso?
John– Eu sabia... Mas... Eu pensei que você estaria morrendo por dentro. Eu te enganei completamente.
Melissa– Você queria viver sua vida. Acha mesmo que eu, mesmo supostamente santa, nunca pensei em abandonar tudo? Pra viver umas aventuras? Você fez isso. É corajoso. E eu sei que, se fosse por mim, você ficaria.
John– Tem... Certeza de que está tudo bem?
Melissa– Claro. Você não morreu. Está tudo muito bem... Enfim... Vamos tirar o atraso de 5 anos?
John– Já que insiste...
Ou o amor realmente é cego ou os opostos realmente se atraem. Escolha o seu lado da moeda. O amor deles é esquisito de se entender.
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