Virtual Enemy - Ato II
13 Dejà vu Parte 2
Notas iniciais
Melissa– Não está mentindo, né?
John– Pode perguntar para a April, caso queira.
Melissa– Como a April... Como a April sabia?
John– Ela descobriu recentemente... Enfim... Eu tenho que te contar a história toda. E, sinceramente, não sei como você reagiu. Mas, antes disso, eu quero te contar outra coisa: A April fez aquele feitiço de previsão do futuro aperfeiçoado comigo e... Eu descobri que você ia morrer. Mas... Eu consegui modificar o futuro. E te salvei.
Melissa – Você é um anjo!
John– Sou um demônio... Você não faz ideia do que eu fiz...
Então, durante longas e longas horas, ela apenas escutou o que ele lhe relatou. Foi um baque completo pra ela, que ainda estava feliz pela volta do seu amado, mas... Estava muito confusa. E magoada.
Melissa– Você traiu a minha confiança! Me enganou... Enganou todo mundo, na realidade!
John– Eu sei disso! Eu não fiz o que fiz, te salvei, pra conseguir o teu perdão. Mas eu me arrependi e eu sempre te amei... Está aqui, no fundo do meu coração. Eu abandonaria todo o dinheiro que ganhei naquele golpe só pra te ter.
Melissa– Eu não tenho preço. O meu amor não tem preço. Se desfazer de bens materiais não me impressiona.
John– E da minha vida? Eu me mataria por você.
Melissa– NÃO! Quer dizer... Não faça isso. Olha... Eu vou te pedir só uma coisa: Se afaste de mim, viu? Eu não consigo mais olhar pra você da mesma forma depois... Depois de tudo isso!
John– Eu... Te entendo. Mas eu me sinto aliviado de ter salvo você. Sério, você estava se destruindo. Por minha causa. É o mínimo que eu poderia fazer.
Melissa– Eu sou grata. Quer um beijo de... Despedida?
John– Não mereço. Perdoe-me. Adeus, Melissa...
Melissa– Adeus, Edward.
E, então, ele segue o seu rumo... Pega o carro e volta para a casa. Ele se sentia aliviado por ter se libertado (pelo menos parcialmente) daquela mentira e pelo fato de Melissa não ter morrido. Mas os dois estavam bem confusos. Eles se amavam, ainda.
Melissa– Eu amo muito você, Edward Fenn. Mas você vai ter que deixar de ser John Mello para me ter de volta... Me prove o teu amor e faça isso!
Ela falava consigo. Tudo o que ela queria era o Ed de volta. O verdadeiro.
Chegando em casa, então, ele começa a executar essa mudança, inconscientemente. Ele estava se danando para caso ele fosse descoberto. Pegou o barbeador e raspou toda a sua longa barba. Cortou o cabelo por conta própria e tentou deixá-lo como nos velhos tempos... Ele era, novamente, Edward Fenn. Mesmo ainda tendo que se chamar John.
~~
Stephanie– Era ele, eu tenho certeza! Ele sabia o meu nome!
Samus– Você não o contou o nome da outra vez?
Stephanie– Não... E, além do mais, ele disse que era pra eu ter morrido.
Samus– Uma ameaça.
Stephanie– Ou talvez ele tenha tido uma conversa com aquela bruxinha. Ela deve saber.
Samus – Sabe... Até faz sentido.
Nickson– O que nós vamos fazer, então?
Samus– Vamos juntar Melissa, a bruxinha e o John, vulgo Edward, no mesmo lugar...
~~
Dustin tinha encontrado os corpos dos seus familiares em casa... Claro, ele não estava com a perna ferida, mas a cena havia sido tecnicamente igual. Porém, ele resolveu se levantar da sua cama (onde havia terminado da última vez) e resolve voltar ao apartamento, para visitar Brad e companhia limitada. Para quem não se lembra, Wellington comentava por lá que a mãe de Edward (vulgo John) estava com problemas de saúde e estava internada. Hospital este que ele chegou a ir (em sua previsão), mesmo sem suspeitar de que ela estava lá. Ele focou tanto na Mel que se esqueceu desses detalhes sórdidos. Enfim, quando ele chega lá, porém, se espanta com a conversa bem forte entre os que ali estavam presentes. Bem no momento em que ele chega, se escuta:
Melissa – O Edward me salvou!
Dustin– Que papo é esse?
Melissa– Do que você está falando?
Dustin– EU OUVI! VOCÊ FALOU EDWARD!
April– Você deve ter se confundido, querido!
Ele saca a sua faca e coloca-a no pescoço de Mel:
Dustin – AQUELE DESGRAÇADO É O EDWARD, NÉ? O TAL JOHN!
Melissa – VOCÊ ESTÁ LOUCO!
Dustin – SIM, E O QUE VOCÊ TEM COM ISSO?
Ramona resolve interferir e, de fininho, acaba dando um soco nele. Começa a espancá-lo, literalmente, mesmo sendo tecnicamente de força inferior. Em determinado tempo, ele tenta se recompôr e também tenta golpeá-la, mas sua faca é chutada para longe.
Ramona– O JOGO VIROU! DESGRAÇADO! VOCÊ NÃO VAI FAZER NADA! VOCÊ NÃO VAI ESTRAGAR NADA! O EDWARD VOLTOU, E DAÍ? MESMO COM TUDO O QUE ELE FEZ, ELE AINDA É MAIS HOMEM QUE VOCÊ!
Depois daquilo, ele se levanta, se recompõe e diz:
Dustin– Quando eu voltar... Será para matar cada um de vocês, desgraçados! IDIOTAS!
Ele bate a porta violentamente. Brad questiona:
Brad – Nós deveríamos chamar a polícia ou algo do tipo, não?
Ramona– Eu vou fazer isso!
(Falas iguais para acontecimentos tecnicamente diferentes, mas iguais. Dejà vu confuso, não?)
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