Virtual Enemy - Ato II
6 Coração
Notas iniciais
Otto – Ele deixou recado, não?
Paige– Ele me ligou... Avisou que está com a moça do evento de ontem a noite...
Otto– E o que você vai fazer?
Paige– Nada. Ele está indo atrás do destino dele... Eu amo ele, mas, por enquanto, não tenho motivos para querer matá-lo por estar apaixonado por alguém.
Otto– Você, na verdade, deveria se preocupar mais com o FBI atrás da gente...
Paige– Mesmo que ele bote tudo a perder, que é o que eu não quero que ele faça, não vou matar ele!
Otto– O que você quer fazer?
Paige– Primeiro, vou tentar ajudar ele... Depois, se der vontade, atiro nele, na namoradinha dele e saio desse país...
Otto– E vai dar vontade? Se não der, eu faço isso... De qualquer maneira!
Paige – Você quem sabe!
Mesmo se preocupando, em algumas oportunidades, Paige deixava a sua psicopatia tomar conta de seu ser. No fundo, ela estava morrendo de raiva da Melissa.
~~
Melissa – É, eu sei, eu já ouvi todos os CDs deles...
John– Música boa, né?
Melissa– Sim...
John– Ei, você sabe tocar alguma coisa?
Melissa– Não, na verdade... Eu tinha sonho de aprender a tocar piano, na verdade, mas...
John– Mas?
Melissa – Quando o meu amor morreu, eu não tive mais cabeça pra nada!
John– O seu amor?
Melissa– Ele se chamava Edward Fenn. Foi assassinado, covardemente. Na minha frente. E EU NUNCA CONSEGUI PROVAR NADA, PARA PIORAR! O covarde do cara que o matou chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas...
John – E como você se sentiu?
Melissa – Horrível, péssima... Cada dia parecia um tormento. Eu me sentia como se eu estivesse em alto mar, no meio de uma tempestade. Uma tempestade eterna. Sozinha, sem ninguém... E que aquilo nunca ia acabar!
O garoto até tenta, mas não se contem e começa a chorar...
John– Eu... Sei o que você está sentindo! Eu perdi um amor também... No fundo, a culpa toda foi minha. Eu matei aquela pessoa por dentro e ela nunca mais quis saber de mim. Eu morri. Me sinto morto. Eu tenho uma namorada, até cheguei a ter amor por ela, mas... Não era ela. Não é ela. Nunca vai ser...
Agora é a vez da garota chorar... Os dois se abraçam... Dustin estava aguentando tudo aquilo. Com certo ódio, na verdade. Parece que ele não estava feliz de ver a garota se entendendo com outra pessoa.
Ramona– Prefere ver sua amiga triste e sofrendo com você do que se entendendo com alguém? Se manca.
Dustin– Não aconteceu nada entre eles... São só amigos... Eu estou feliz por ela ter encontrado um amigo...
April– Um namorado!
Brad– Ei... Vocês ai! Só uma perguntinha: Quem trouxe esse cara pra cá?
April– Eu!
Brad– Por...?
April– Deu vontade.
Simon – Precisamos de novas amizades, ela disse também...
April – Ciúmes bobo de você, viu, seu irônico!
Simon– Querida... Você sabe que eu confio em você! Só fiquei meio espantado!
April– Eu sei... Sabe o que eu sei também? Que você me ama! Muito!
Os dois se beijam. Os outros se espalham pelo apartamento... E, depois de certo tempo quietos e abraçados, percebem o que está acontecendo e se soltam.
Melissa– Quer... Ver o meu apartamento?
John– Claro! Tenho tempo de sobra hoje, até de noite... Podemos fazer aquele passeio que você me combinou, lembra?
Melissa – Passeio? Ah, sim... Vamos? Só preciso cancelar um compromisso por hoje, antes... Aliás, pra ser sincera, um compromisso pela eternidade!
A moça liga para sua irmã.
Stephanie– Oi querida! Acabei de sair de casa, viu?
Melissa – Dá meia volta! Eu não vou mais dar meu dinheiro de mão beijada pra você!
Stephanie– O que mudou?
Melissa– Nada... Você sempre foi a mesma interesseira de sempre!
Desliga o telefone na cara dela... Finalmente revigorada, Mel acordou para a vida e percebeu que deveria ter o seu dinheiro para ter uma vida melhor. Os acontecimentos anteriores parecem ter tirado um peso das costas da moça e tudo parecia mais fácil de ser resolvido agora...
Enquanto isso, a irmã da garota, no carro, fica transtornada e muito revoltada... Porém, decide ir até o apartamento de qualquer maneira.
Mas, é claro, ela não estaria no local de qualquer maneira: Ela estava passeando com John, tudo isso apenas como pretexto para que, finalmente, eles pudessem se beijar descontroladamente... Na praça que ficava algumas quadras a frente... Antes de isso acontecer, porém, eles se declaram um ao outro:
John/Melissa (ao mesmo tempo)– Você me ama?
John/Melissa (ao mesmo tempo) – Sim!
Melissa– Posso te fazer uma pergunta?
John– Claro!
Melissa– Você... É... O meu Edward?
Espantado, ele não sabe o que responder... Se falasse que sim, ele teria que explicar toda a história e poderia deixá-la pior que antes (ele percebeu que machucou-a muito e poderia machucá-la mais). Se falasse que não, talvez ela pudesse se decepcionar, já que ele passou a imaginar que ela desconfiava daquilo, pois perguntou.
John– Er... Eu... Sinto te dizer que não... Eu até queria ser, mas...
Melissa– Não? Me desculpe. Me desculpe mesmo... Eu... Me deixei levar... Eu achei que você era o Edward, estava tão explícito nos seus olhos! O seu olhar...
John– Me perdoe você... Se você se sentiu usada ou enganada! Eu realmente não queria...
Melissa– Não, tudo bem... Eu sou uma idiota mesmo!
Ele decide se ajoelhar em sua frente e implora:
John– Não diga isso... Olha... Se você realmente ou tem alguma esperança de que o seu amor realmente possa estar vivo... Procure por ele! Tente de tudo! Ou sei lá, quem sabe, tente entrar em contato com ele... Através de orações até!
Era uma grande ironia do destino um ateu dizer aquilo...
John – Mas... Se você realmente quer ser feliz e se você realmente não quer mais se decepcionar, esquece. De verdade... Não digo isso por mim... Eu não quero te usar! Eu digo por você, você é uma moça tão bonita, jovem, promissora, inteligente! Você não merece ficar morrendo todo dia por causa disso!
Melissa – Obrigada... Acho que nunca ouvi palavras tão reconfortantes quanto agora... Olha, de qualquer forma... Aceita ser meu amigo?
John– Claro!
Os dois se abraçam. Ela chora compulsivamente. Ele o acompanha até o seu apartamento. Ao entrar, ela chora ainda mais... Tira suas roupas, entra no chuveiro e continua chorando. Era uma tristeza profunda. Ela tinha tanta certeza de que aquele era o seu Edward... Ela estava certa, mas talvez não seja a hora dela descobrir a verdade.
E, após Mello se despedir dela, aproveita e se despede dos outros...
John – Tchau, obrigado, foi um prazer conhecê-los! E April, eu não esqueci do seu convite, hein?
April– Nove da noite, eu te ligo e te passo o endereço do restaurante!
John – Até...
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