Notas iniciais
Boa noite, meus caros leitores! Como estão vocês? Espero que estejam todos muito bem. Dois meses desde o último capítulo, não é? Sei que demorei muito para atualizar, mas é que meus últimos meses foram atordoados com acontecimentos pessoais que me tomaram bastante tempo. Felizmente achei uma brechinha em meu tempo livre para atualizar a história. Gostaria de dedicar os meus mais sinceros agradecimentos à Maria Júlia, Matheus, Gabriela, Thiago, Max Lake, Dan Assis, João Antunes, Melvim Marques, Claudio, Gabriel Lucena, Carolina e Lice por terem acompanhado a história, comentado ou me cobrado pessoalmente por mensagens as atualizações. Graças a vocês e a todos que não deu pra mencionar aqui, mas que participaram também, eu consegui ficar em primeiro lugar no desafio "Entre Laços&Acasos". Foi uma enorme honra para mim alcançar esse marco e eu não teria conseguido sem vocês. Muito obrigado! Sem mais delongas, uma boa leitura para todos!

Terça-feira. Como esperado, o diretor Edward Norton chamou Thomas para conversar sobre o incidente do bullying sofrido por ele na manhã anterior, porém, desta vez, por mais nervoso que estivesse, Thomas não deixou nenhum detalhe escapar e fez um relato completo ao diretor. Por orientação dele, Thomas foi instruído a fazer um acompanhamento semanal com o psicólogo da escola, que passou a trabalhar com ele os impactos que o bullying havia causado nele nos últimos anos.

Logo após, o diretor chamou Nicholas e Harry para uma conversa simultânea, para só depois chamar o restante da equipe de futebol. Ao notar o desequilíbrio na hierarquia do time e a péssima influência que Harry exercia nos demais, o diretor Norton estabeleceu um plano de orientação e reeducação comportamental para os Hawks, envolvendo o atendimento psicológico oferecido pela escola e algumas sessões de atividades em grupo, incluindo a exibição de vídeos educacionais sobre como o bullying afeta os agressores e os agredidos. Claro, tudo sob a supervisão do Treinador Steven, que se ofereceu para tal função.

Contudo, por mais que tentasse usar todas as ferramentas ao seu alcance para neutralizar o comportamento nocivo de Harry, não havia como negar que lidar com ele era como pisar em ovos. Especialmente porque Harry não deixou de usar sua cartada durante a conversa com o diretor: o fato de seus pais serem os maiores doadores dos recursos financeiros recebidos pelo colégio de fontes privadas e que, com uma história bem contada, seria fácil fazê-los acreditar em uma perseguição sofrida por ele dentro da escola. Ainda assim, o diretor Norton conseguiu contornar a situação e notificar os pais de Harry de forma a fazê-los entender a necessidade do filho frequentar os programas de reeducação comportamental, algo acatado por eles graças à diplomacia do diretor, mas que deixou Harry completamente enfurecido.

Quarta-feira. Durante o intervalo do almoço no refeitório, Harry localizou a mesa onde Thomas havia se sentado com os amigos e se dirigiu até eles. Ele queria descontar no jovem toda a raiva que sentia por conta dos seus pais terem-no obrigado a frequentar os programas educativos ordenados pelo diretor Norton e, pelo jeito que andava e o semblante carregado em seu rosto, era nítido que a cobrança seria pesada. Entretanto, sabiamente, Nicholas percebeu o que ele estava prestes a fazer e após arremessar um pedaço de pizza na cabeça de Harry, seu gesto conseguiu distraí-lo tempo suficiente para que o capitão dos Hawks armasse uma guerra de comida entre os membros do time, algo que foi um convite irresistível para Harry se juntar a eles, fazendo-o se esquecer de Thomas naquele dia.

A investida de Harry não passou despercebida por Thomas e seus amigos. Ao verem o encrenqueiro avançar contra eles, Sarah, George e Stuart se muniram de coragem e se prepararam para usar de todos os recursos possíveis para se defenderem e o amigo querido. No entanto, todos foram pegos de surpresa pelo gesto inesperado de Nicholas. Em algum momento seguro durante o auge da guerra de comida, quando nenhum membro dos Hawks — especialmente Harry — notou, Nicholas se virou para o jovem nerd e lançou-lhe uma piscadela, algo que todos na mesa dele perceberam. Thomas se constrangeu com a piscadela do garoto loiro e virou-se para os amigos. Mesmo todos eles tendo presenciado aquele gesto da parte de Nicholas, nenhum deles ousou perguntar a Thomas o que aquilo significava.

Quinta-feira. Durante o intervalo de troca de horários, Thomas estava sozinho no corredor se preparando para sua próxima aula, até ser abordado por um colega da aula de Cálculo Avançado que veio lhe pedir alguns esclarecimentos sobre a matéria. Enquanto conversavam, Harry caminhava pelo corredor desacompanhado dos membros do Hawks, até perceber Thomas e o colega sozinhos próximos ao armário dele. Ao se deparar com aquela oportunidade, Harry não pensou duas vezes e avançou contra eles. Porém, de forma inesperada, Nicholas surgiu ao lado de algumas garotas e as apresentou para Thomas, dizendo serem amigas que estavam com dúvidas nas matérias de ciências. O capitão dos Hawks pediu para o jovem nerd acompanhá-las até a biblioteca para que pudesse ajudá-las. O surgimento repentino de Nicholas pegou Thomas desprevenido, que mal conseguiu balbuciar uma palavra em resposta, no entanto, ele acabou aceitando o pedido pela pressão do momento. Então, Thomas, seu colega e as garotas foram escoltados em segurança por Nicholas até a biblioteca, onde a presença de alguns funcionários intimidou Harry a não agir, que tentou alcançá-los a tempo.

Frustrado ao perceber como Nicholas parecia surgir a todo momento para contê-lo, Harry não hesitou em abordá-lo na saída da biblioteca para questioná-lo.

— Protegendo aquele nerdinho viado agora, Nicholas? — Cada palavra pronunciada por ele era carregada de sua raiva crescente.

— Imagine, Harry! Eu só estava ajudando umas amigas com dificuldade em algumas matérias e as apresentei para ele. Não foi nada demais! — E a resposta dele foi seguida de um sorriso verdadeiramente genuíno.

— Eu estou de olho, Nicholas. Eu estou de olho em você! — respondeu enquanto se afastava.

Finalmente a sexta-feira havia chegado e o entusiasmo pelos planos de fim de semana parecia contagiar todos os alunos do Westbrooks. Durante os primeiros minutos do intervalo de almoço, quando a massa de alunos ainda se encontrava nos corredores dos armários, o ambiente era dominado pelo enorme volume de vozes que se misturavam enquanto vários estudantes compartilhavam com os amigos seus cronogramas e pretensões para os dias de sábado e domingo. Thomas estava guardando seus materiais em seu armário, separando os livros da próxima aula para buscá-los assim que terminasse de comer. Enquanto fechava e trancava seu armário, Sarah apareceu ao seu lado e o abordou com um grande sorriso.

— E aí, animado para amanhã? — Ela o encarava com os olhos brilhantes, que emanavam sua empolgação.

— Um pouco, mas não se preocupe — respondeu a ela com um sorriso genuíno, ainda que tímido. — Eu não vou furar nosso encontro no cinema.

— Eu espero mesmo, senhor... — Sarah iria responder com sua ironia animada até que, de repente, algo pareceu distraí-la. Ela olhou firmemente por trás de Thomas.

Assim que notou a interrupção da amiga, Thomas se virou e buscou acompanhar seu olhar, não demorando para perceber o que havia chamado a atenção de Sarah. Do final do corredor, Harry Trevor e mais três membros do Hawks — facilmente reconhecidos pelos casacos do time — vinham andando em direção a eles quase como um exército em marcha.

— Essa não! — Sarah balbuciou de modo que só Thomas a ouvisse.

— Será que ele nunca vai largar do meu pé? — Ele murmurou para si mesmo.

Quando Harry avançou ainda mais pelo corredor, Sarah não hesitou em se colocar à frente do amigo para defendê-lo. Harry sorriu ao vê-la bancar o escudo humano, sentindo confiança ao acreditar que conseguiria brincar com o jovem nerd naquele momento. Thomas começou a engolir em seco enquanto seu estômago se revirava e o coração batia acelerado em um ritmo errático. Já sem esperanças de conseguir evitar um novo episódio de bullying, o semblante de Thomas denunciava que ele não tinha mais dúvidas de que não sairia ileso daquela situação.

Quando ficou a dez passos de alcançar Sarah e Thomas, Harry sorriu triunfante. Sarah, por sua vez, não estava certa se conseguiria lidar com ele, mesmo assim, não deixou que essa sensação transparecesse em sua postura. Entretanto, Harry percebeu a dúvida no íntimo dela e isso só aumentou o sorriso sádico que se desenhava na curva de seus lábios. Faltavam apenas cinco passos para que ele e seus três companheiros alcançassem os dois. Mas de repente — mais uma vez, de forma inesperada —, Nicholas surgiu vindo do outro lado do corredor e se colocou na frente de Sarah e Thomas, encarando Harry com uma expressão de reprovação.

— Procurando alguma coisa por aqui, Harry? — A voz de Nicholas soou firme.

— Não, imagine! Eu só estava indo almoçar com meus amigos — respondeu Harry com um sorriso sarcástico.

— Você sabe muito bem que o refeitório é para lá. — Ele apontou para o lado pelo qual Harry havia vindo.

— É que eu queria ir ao banheiro primeiro.

— Você passou pelo banheiro duas portas atrás — continuou Nicholas, indicando com o dedo. — Tá achando que eu nasci ontem?

— Do que é que você está falando?! — A irritação de Harry começou a crescer.

— Você veio atormentar o Thomas de novo, não é? — O olhar do capitão dos Hawks para o colega foi intenso.

— E você agora, por acaso, virou o guarda-costas dele pra ficar protegendo esse fracote o tempo todo?

— Eu estou... — E antes de terminar de falar, Nicholas virou o rosto para Thomas e o olhou profundamente.

Thomas ainda tremia por causa do medo de sofrer mais uma vez pelas mãos de Harry, mas Nicholas sorriu para ele de forma a encorajá-lo. Sarah percebeu aquela troca de olhares e o sorriso do capitão do Hawks para seu amigo, mas mesmo se sentindo intrigada, decidiu permanecer quieta e observar. Diante dos gestos acolhedores de Nicholas, Thomas apenas assentiu e engoliu em seco.

— Eu só estou cumprindo a minha promessa. — Nicholas respondeu a Harry sem tirar os olhos de Thomas.

— Promessa? Que promessa? — Harry perguntou.

— Não te interessa, Harry — Nicholas o encarou. — O que importa é que você não deveria mais estar perseguindo o Thomas. Ou você já se esqueceu de tudo o que aprendemos nos vídeos que estamos assistindo no nosso castigo?

— Acha mesmo que só porque o diretor nos botou naquela droga de programinhas mixurucas de educação comportamental que eu vou deixar de pegar no pé de qualquer fedelho que me der na telha?

— Pelo visto, então, você não tem aprendido mesmo nada. — Nicholas se lamentou, com um semblante desapontado.

— E você achou mesmo que aqueles vídeos e o psicólogo de meia-tigela da escola iam me impedir de praticar meu hobby favorito?

— É, você tem razão, não iam mesmo. — Nicholas concordou com um leve aceno de cabeça e um sorriso maroto.

— E você acha que pode me impedir? — Ao ver o capitão sorrindo, Harry imitou o gesto, mas de forma maliciosa.

— Bem, eu com certeza não posso, mas que tal o Treinador Steven? — Agora o sorriso de Nicholas era debochado.

— Aquele panaca do Treinador Steven é um otário se pensa que só porque manda na gente, ele pode...

— Posso o que, Sr. Trevor? — falou o Treinador Steven, que havia chegado por trás de Harry sem que ele percebesse.

— Er, Treinador, eu... Eu estava... — Harry se virou para ele, tentando em vão não demonstrar a surpresa estampada em seu rosto.

— Você estava prestes a falar uma coisa muito agradável a meu respeito, não é? — Steven o olhou de forma ameaçadora.

— Não, Treinador. Imagine! Eu só estava...

— Você só estava a caminho da sala de detenção, não é? — Steven continuou encarando-o.

— Eu... Bem, eu... — E diante das reações de espanto de Harry, Nicholas, Thomas e Sarah começaram a rir desenfreadamente, mas tentando soar o mais baixo possível.

— Bom, se não quiser ir para lá, sugiro que vá agora mesmo para o refeitório. Você e seus amiguinhos! — Ele apontou para os três membros do Hawks que acompanhavam Harry.

— Sim, senhor! — responderam Harry e seus colegas em uníssono.

E com uma expressão derrotada em seu semblante, Harry caminhou cabisbaixo até o refeitório, acompanhado de seus colegas.

Depois de verem Harry se distanciar o suficiente, Nicholas se virou para Sarah e Thomas, olhando-os com uma expressão gentil.

— Vocês dois estão bem?

— Estamos — respondeu Sarah.

— Está... Estamos sim — confirmou Thomas.

— Ele não fez nada contra eles, não é? — perguntou o Treinador Steven a Nicholas, aproximando-se de todos.

— Não. — Foi Sarah quem falou. — Ele iria tentar, mas o Nicholas apareceu bem na hora para nos ajudar. Er, bem, eu... Obrigada, Nicholas!

— Não há de quê! — Ele sorriu para ela. — E você, Thomas? Tudo certo?

— Eu... Bem, eu...

— Não precisa me agradecer, eu só estou cumprindo aquela promessa que fiz a você. Lembra?

— Eu... eu sei. Obrigado! — Thomas tentou se recompor, acenando com a cabeça para Nicholas. Sarah observou bem os dois interagindo.

— Mas e você, pa... Digo, Treinador? — Nicholas mordeu a língua antes de continuar, encarando-o. — Por que você está aqui? Por acaso veio atrás do Harry?

— Na verdade, eu estou atrás de você, Sr. Kepplerman. — Steven disfarçou o riso. — O Diretor Norton quer falar com você agora!

— Tá certo. Eu vou pra sala dele agora. Será que pode ficar no refeitório com o Thomas e a Sarah para que o Harry não tente aprontar outra?

— Não será necessário, Sr. Kepplerman. Há um número considerável de funcionários da escola no refeitório nesse momento e o diretor os instruiu para chamar a equipe da coordenação no caso de algum aluno tentar fazer qualquer coisa indevida. Na verdade, ele quer que eu o acompanhe.

— Entendi. — Nicholas assentiu e, então, virou o rosto para os outros dois. — Bem, Sarah, Thomas. Até mais ver!

— Vocês podem ir até o refeitório tranquilamente — comentou Steven. — Ninguém irá provocar vocês lá.

— Certo. — Sarah assentiu.

— Obri... Obrigado! Professor! Nicholas! — Thomas balbuciou.

— Vamos, Sr. Kepplerman! — gesticulou Steven.

— Sim, senhor! — E os dois partiram juntos rumo à diretoria.

Quando o Treinador Steven e Nicholas se distanciaram o suficiente, deixando Sarah e Thomas sozinhos no corredor, ela não esperou nem mais um segundo para abordar o amigo.

— Então, quer me contar o que está acontecendo? — Embora não fosse sua intenção, ela estava praticamente intimando Thomas a falar.

— Eu... Bem, eu...

— Por favor, Thomas! Se eu tiver que te ajudar com alguma coisa, eu preciso saber exatamente o que está acontecendo.

— Tá bem! — Ele assentiu, respirando fundo antes de continuar. — Você se lembra de segunda-feira, depois que nos separamos na esquina de sempre? — Ela acenou a cabeça. — Pois bem, eu tive a impressão de que tinha uma moto seguindo a gente.

— Eu me lembro de ouvir um ruído de motor de moto, mas não havia nada na rua. Pensei que fosse o trânsito normal do dia.

— Eu também pensei a mesma coisa. Acontece que quem estava dirigindo a moto era o Nicholas e ele esperou eu ficar sozinho na rua para me abordar.

— Minha nossa! Mas o que ele queria com você?

— Ele queria se desculpar pelo que tinha acontecido naquele dia. Ele pediu desculpas por ele, pelo time e pelo Harry.

— E você aceitou as desculpas dele? — indagou ela preocupada.

— Não, claro que não. Mas… Sabe, pela primeira vez na minha vida, eu consegui falar algumas coisas que estavam entaladas na minha garganta. Eu disse ao Nicholas que um simples pedido de desculpas não mudaria e nem apagaria os três anos de sofrimento que eu venho aguentando por conta do Harry desde que viemos estudar aqui. E também fui claro de que o pedido dele não o desculpava e nem a equipe dele pelos anos de omissão diante das idiotices do Harry desde que ele entrou para o time de futebol.

— Ufa, que bom! — Sarah suspirou aliviada, repousando a mão no canto esquerdo do peito. — Isso é um alívio.

— Mas acontece que...

— Acontece que o quê? — Ela voltou a olhá-lo com certa preocupação.

— Acontece que o Nicholas me fez uma promessa de que, daquele dia em diante, ele iria manter os Hawks na linha e que não deixaria nenhum membro da equipe, especialmente o Harry, fazer bullying comigo outra vez. É por isso que ele tem agido dessa maneira a semana toda.

— Ah! Agora sim tudo está fazendo sentido para mim. É por isso que ele tem te olhado de uma maneira estranha nesses dias.

— Me olhando de forma estranha? — questionou Thomas, a dúvida marcada em sua feição. — Mas de que jeito?

— Eu não sei dizer, é que... Ultimamente, ele te olha com... Pode parecer loucura da minha parte, mas eu acho que ele... Eu acho que ele agora te olha como se sentisse um carinho por você. Sabe, de um jeito que ele não havia demonstrado antes com outras pessoas do colégio.

— Hum, para mim isso não passa de remorso. — Thomas cruzou os braços. — Eu acho que ele só está com pena de mim por causa da culpa que ele tem nessa história. E que eu deixei bem óbvio para ele quando conversamos.

— Ai, que alívio! — Ela repousou a mão sobre o peito novamente.

— Alívio por quê? — Ele perguntou confuso.

— Por um instante, eu pensei que você pudesse estar interpretando tudo isso como um sinal de que o Nicholas sente alguma coisa por você e, com isso, você ficasse alimentando uma falsa esperança de que... Bem, de que você pudesse ter alguma chance com ele.

— Caramba, Sarah! Você acha mesmo que eu acreditaria que o Nicholas, o NICHOLAS, sentiria alguma coisa por mim? Eu posso ser idiota por continuar sentindo uma atração por ele, mas meu sentimento por ele não passa disso, de uma atração física. Eu não sou idiota a ponto de acreditar que ele algum dia se interessaria por mim.

— É que às vezes eu tenho medo de você... Sabe? Inocentemente pensar...

— Olha, Sarah! Eu agradeço muito por você ser praticamente uma irmã para mim e cuidar de mim com muito amor. Mas, por favor, não me trate como se eu ainda fosse uma criança. Eu sei que eu sou um covarde e tenho plena noção do que sou ou não sou capaz, mas eu jamais deixaria uma atraçãozinha dessas me atrapalhar de ver a realidade.

— Nossa, não precisa ficar bravo com isso! Mas, tá certo. — Ela suspirou, procurando se recompor. — Eu sei que você não é bobo a esse ponto.

— Me desculpe também. — Ele respondeu um pouco envergonhado. — Mas é que eu já não aguento mais isso. De você e os outros acharem que eu vou cair...

— Tá bom, tá bom. Não vamos mais falar disso. Então, vamos almoçar?

— Vamos! Eu estou com fome mesmo.

— Tá legal! — Ela sorriu para ele, enfiando o braço esquerdo no meio do braço direito dele, puxando-o e o conduzindo até o refeitório.

Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo? Gostaram ou não gostaram? Quem quiser e puder deixar um comentário, agradeço de coração pelo gesto. Muito obrigado por terem chegado até aqui. Agora é torcer para continuar atualizando e finalizar a história até o fim do ano, ASHUASHUASHUASHUA. Agradeço a todos pela oportunidade dada ao lerem essa história e espero vê-los no próximo capítulo Até breve! Atenciosamente, João V. Guimarães!