Vingança

13 Recaída e Entrega


Notas iniciais
Demorei muito para postar, mas agora eu quero só vocês! Genteeeee, como demorei dessa vez. Mas tenho boas desculpas, bem... Tenho não. ;_; Muito trabalho como sempre, saúde e a pobre Bloody (beijokas pra você amiga, e não me assuste mais assim, viu?) que passou mal, mas graças a Deus já está melhor!^^
Um beijo especial a todos que deixaram reviews:
Kuchiki Keithy, Sarah Kurosaki, Mah Sakurai, rukiableach, Jenix, bya_kurosaki, bya_kurosaki (valeu pela recomendação minha querida, que alegria é receber elas), Mirella Dalarovera,Amanda Catarina (poderosa sensei que me deu varias dicas), Feh Nanda, Jon T, Miko.
JJ

Amar é como uma droga. No começo vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte, você quer mais. Ainda não se viciou, mas gostou da sensação, e acha que pode mantê-la sob controle. Pensa na pessoa amada durante dois minutos e esquece por três horas. Mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela. Então pensa por três horas, e esquece por dois minutos. Se ela não está perto, você experimenta as mesmas sensações que os viciados têm quando não conseguem a droga. Neste momento, assim como os viciados roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você está disposto a fazer qualquer coisa pelo amor.

[Paulo Coelho]

...

Com uma saída atrás da outra o silêncio retornava àquela casa. Primeiro foram o casal Kurosaki com a amiga e afilhada para tratarem do necessário para ajudar Rukia naquela situação. Depois, foi Hirako e as gêmeas para comprarem alguma roupa e peças íntimas para a mesma. Tudo isso uma hora depois da despedida desajeitada de Abarai Senna, e uma quantidade enorme de ameaças do Kuchiki.

Yoruichi ficou preocupada em deixar Rukia sozinha com o afilhado, já que se lembrou de seu vício, mas não havia remédio. Urahara havia ligado há poucos instantes solicitando urgentemente a presença dela e de Ishin. Inclusive, iriam passar pelo hospital para levar Unohana para responder algumas dúvidas pertinentes do ruivo investigador.

Em suma, na residência tinha um sombrio rapaz sentado na sala, e uma adormecida no quarto de hóspedes. Um verdadeiro descuido por parte de todos, já que sabiam bem sobre o comportamento de ambos, pelo menos era isso o que passava na mente do rapaz, enquanto lutava para não explodir em lágrimas de desprezo e desgosto.

Estava arrasado, não somente por ver que a vida de sua nova protegida ficaria cada vez mais agitada e sem paz, como também pela presença inesperada daquela que um dia fora sua razão de viver.

Apertou a mão com tamanha violência que seus nódulos esbranquiçaram e a palma ficara em cor viva de sangue. Estava revoltado com a própria fraqueza.

Era aquele homem fracassado quem jurou proteger Kuchiki Rukia? Riu do próprio pensamento. Aquilo nunca iria funcionar, não daquela forma. Seu corpo sentiu um calafrio estranho e sua fronte começou a suar frio. Aquilo era um péssimo sinal de que precisava se drogar. Não queria fazer isso na própria casa, e muito menos perto da garota.

Olhou a escada que levava aos quartos e relutou em sair do confortável sofá.

–Quem sabe se eu ficar aqui... Esse desejo não passa? – Tentou sorrir, após soltar a frase ao ar.

Flashes de memória, lembranças de bons momentos com sua ex-noiva inundaram a cabeça do jovem advogado. Queria impedir aqueles pensamentos tristes, mas não conseguia controlá-los.

Levantou-se de súbito, o corpo entesado e as mãos suando. Não poderia resistir mais sem sua única cura. Lembrar-se do sorriso, das frases de amor de Senna, dos planos que traçaram juntos, da alegria quando viram o exame de gravidez dar positivo, e de toda a reviravolta que foi sua festa de casamento, o fizeram querer fugir para qualquer lugar no mundo. Pedir que a terra o engolisse. Poderiam jogar em seu rosto que aquilo era uma fraqueza estúpida e descabida, mas nada o fazia sair daquele círculo vicioso que se tornou sua vida.

Subiu as escadas com pressa, e, sem pensar em mais nada, se aproximou de seu quadro de família, onde ostentavam o sorriso de todos, na mesinha de noite próxima a cama, abriu a parte traseira e retirou um pequeno papelote branco. Não era sua droga preferida, a heroína, mas um pouco de cocaína aliviaria suas tensões.

Os minutos pararam quando terminou de preparar a cocaína. Estava na cozinha com a pequena colher de sopa acima da chama do fogão, onde sua adorada irmã do meio preparava deliciosos pratos para todos da casa. Sempre foi o hobbie preferido de Yuzu. O pó já virava o líquido que seu corpo clamava para ter inserido em si. Pegou a seringa que a mãe guardava no armário de primeiros socorros, e movimentou o êmbolo para aspirar um pouco de ar.

Segurou a colher em frente ao rosto, deu um prolongado suspiro, e sem esperar mais ou se martirizar mentalmente de que aquilo era muito errado, aspirou o líquido da colher com a seringa. O resto de cocaína despejou na pia e deixou sair água em abundância para eliminar o rastro da droga. Terminou de limpar e recolocar os objetos usados em seus devidos lugares. Jogou um pouco de neutralizante na cozinha, pegou a seringa e subiu para seu reduto: seu quarto.

O quarto ficava ao lado do de hóspedes, mas trancaria a porta para nada ruim acontecer à morena quando estivesse em transe com a droga.

Sentou-se encostado na cama, retirou a camisa social, jogou os sapatos para debaixo da mesinha, e com sumo cuidado aplicou a agulha vagarosamente no braço esquerdo. Aquela sensação estranha recorreu sua veia em segundos. Nem terminou de aplicar e sentia como se algo queimasse seu braço. Uma sensação de relaxamento muscular tomou conta de todo seu corpo. Aquele peso em seu peito, cansaço mental e tristeza foram substituídos por uma sensação de alívio e prazer. Reações comuns da acetilcolina que a droga substitui com o passar das doses injetadas.

Seus olhos começaram a pesar um pouco e a vontade de dormir foi aumentando gradualmente até que o efeito de outro hormônio começou. O efeito similar ao da adrenalina, e por mais que tenha injetado pouco da droga, seu corpo já começou a entrar em estado de alerta. Todos os desejos e sentimentos retraídos de sua mente começavam a querer sair. Entrou em estado de verdadeiro frenesi. Essa era sempre a reação inicial do ruivo. O desejo incansável e insaciável de sexo consumia todo o físico bem trabalhado, mas que já sofria as marcas do uso daquela droga. Estava perdendo peso, e sua musculatura tendia a diminuir, algo que o desesperava sempre quando o efeito da droga passava. O tempo daquilo passar era outra preocupação, chegou, por vezes, a ficar em transe por mais de uma hora depois de injetar. O medo de ser encontrado pela família daquela forma fez o rapaz se levantar um pouco cambaleante e procurar pelo quarto onde havia guardado a chave da porta.

– Malditos... Onde colocaram a chave dessa porta?

Já não sabia que foi ele mesmo quem escondeu a chave para não colocar a pequena Kuchiki em risco. Mas o efeito nocivo da droga era superior a qualquer bom sentimento que o rapaz tinha pela garota. Só de se lembrar do pequeno corpo frágil quase o levou a beira de um orgasmo, e queria muito aliviar suas tensões na menina.

Rodou o quarto inteiro em pleno desespero. Queria por a porta a baixo, mas um pequeno brilho, embaixo de sua pasta de processos o fez abrir um belo sorriso. Viu ali a sua chance de fugir daquela prisão de desejo e abstinência. “Afinal, pensou, há quantos dias não fazia sexo?

Abriu a porta e rapidamente se aproximou do quarto de hóspedes. Sem delicadeza alguma, empurrou a porta, fazendo barulho em seu avanço, despertando a pequena adormecida.

– Kuro-saki-san?

A surpresa foi tamanha com o que viu, que não sabia bem como reagir. Mal conhecia aquele rapaz, mas sabia que havia algo de muito errado nele. Os olhos amendoados estavam sobressaltados e avermelhados, os lábios trêmulos num sorriso malicioso e muito familiar. Seguiu com o esquadrinho e pousou na cintura do rapaz. Seu órgão extremamente excitado já mostrava bem o que viria. O desespero não poderia vir em momento pior. Começou a se esgueirar pela cama, tentando encontrar uma saída daquele pesadelo. Por que só poderia ser um. Haviam conversado e trocado amenidades de uma forma tão liberal, que pareciam se conhecer há anos.

– Parece que não sou o único a querer um pouco de diversão!

A voz rouca e sugestiva de Kurosaki fez a morena perceber que ele não estava em si. Não estava fazendo aquilo por sua própria vontade, e, invariavelmente, seu corpo relaxou um pouco.

Por mais estranho que parecesse, o que mais torturaria Rukia, seria saber que o que ele fazia era por vontade própria.

– Vo-cê usou al-gu-ma dro-ga, Kurosaki-san?

Precisava ter certeza para poder lutar contra aquela imobilidade mórbida que sempre lhe sobrevinha quando estava acuada. Precisava mudar aquele jogo de garota desprotegida.

– Deliciosa... Como acha que eu estaria assim sem drogas? Agora, por que não tira suas roupas e facilita um pouquinho pra mim, hein, princesinha?

A aproximação rápida de Ichigo a fez dar um pequeno grito. Os braços do ruivo circundaram com um pouco de pressão a fina cintura. A morena já estava de pé ao lado da cama, e não esperava que ele fosse tão rápido. A proximidade da respiração ofegante no pescoço da garota a deixou mais uma vez sem reação. Odiava aquilo, mas seu corpo não queria obedecer as suas ordens e desejo de fuga.

–Ichi-go, por fa-vor... Pa-re com isso...

E sem sua permissão, lágrimas escorreram pelo rosto alvo. Amaldiçoava sua própria sorte. Como podia alguém ter uma vida tão desgraçada daquela maneira? Sentiu sua bochecha ser acariciada com estremo carinho e não resistiu olhar aquele par de olhos cor mel, tamanha foi sua surpresa com a reação inesperada do rapaz.

– Seus olhos são lindos demais para que fique chorando... Não quero que chore mais... Quero que sinta prazer, como eu estou sentindo somente ao ter seu corpo perto do meu!

Aquelas palavras, os gestos de carinho, o olhar terno. Tudo aquilo era novo e estranho para Rukia. Sempre que era violada, eram com olhos desprezíveis, palavras sujas e maliciosas, sem o mínimo de compaixão ou respeito para si, mas Ichigo parecia querer cortejá-la, mesmo visivelmente drogado. Aquilo fez seu coração falhar uma batida. Jamais imaginou que algo assim fosse possível. Seria uma síndrome de Estocolmo disfarçada, pois seu corpo já não estava mais tão tenso e sequer sentia medo de tudo aquilo? Algo realmente inaceitável.

– Ichi-go...

Teve os lábios acariciados num pedido de silêncio mudo. Os corpos estavam tão próximos que sentia o calor excessivo que ele sofria. Um braço permanecia em sua cintura, espalmando a mão grande em suas costas e a trazendo mais para perto, numa carícia suave de sobe e desce, como que para acalmá-la.

– Me deixa fazer você feliz, Rukia. Me deixa te mostrar quão bom é fazer amor comigo...

Aquela frase a fez corar. Por mais absurdo que fosse toda aquela situação, aquele rapaz ainda conseguia ser romântico em uma violência sexual? Poderia chamar aquilo de violência?

– Vo-cê não sa-be o que diz, Ku-rosa...

Mais uma vez foi interrompida, mas não pelos dedos quentes do ruivo, e sim pelos lábios ardentes do rapaz. O beijo era um misto estranho de suavidade e urgência, como, se fosse possível num só lugar, uma brisa seguida de ventania. Algo indescritível, que só sentiu no primeiro beijo que recebeu de Kaien. Nada parecido com o nojo e desprezo que sentia quando tinha os lábios capturados por seu algoz. O pequeno corpo foi acomodado num abraço protetor e carinhoso. As mãos que antes tentavam afastar o peitoral dele, agora circundavam o pescoço como se aquilo fosse algo urgente e necessário.

Quanto tempo ficou sem carinho, sem prazer, se é que já havia sentido algum na vida? Aquele homem estranho e sentimental, drogado e cheio de falhas, estava abrindo um mundo desconhecido para quem um dia achou jamais conseguir se relacionar fisicamente com nenhum outro homem. Todo aquele pavor escorria a cada carícia e gemido que lhe brindava o advogado. Um gemido baixinho e gutural que enchia sua boca, consumia sua língua e afundava em seu palato duro. A língua quente e úmida de Ichigo dançava em sincronia perfeita com a sua, e jamais se imaginou correspondendo um beijo roubado.

Não soube quanto tempo ficaram naquela troca deliciosa e cheia de desejo, mas foi rápido quando percebeu já estarem na cama e sentir suas roupas pouco a pouco serem retiradas pelas mãos ágeis do rapaz. As mãos passeavam com delicadeza tamanha em cada canto de pele que ia se expondo, e, sem perceber, Rukia ajudava o ruivo a retirar a calça do pijama que a médica lhe havia posto, tirando, em seguida, sua miúda peça íntima, para logo ajudá-lo a terminar de retirar a calça e a boxer preta.

Ichigo iniciou uma trilha de beijos úmidos por toda a extensão da barriga plana, enquanto Rukia se perdia em gemidos e desejo. Nunca havia sentido algo daquela magnitude, e sua mente estava anuviada demais para pensar qualquer coisa que não fosse o contato dos lábios e das mãos do rapaz em seu corpo.

As carícias seguiram para as pernas e Rukia sentiu algo incrivelmente prazeroso, ao sentir os beijos se aproximarem de sua intimidade. Gemeu alto, e cobriu o rosto com as mãos espalmadas quando sentiu seu órgão receber com receptividade a língua de Ichigo. Ele parecia não querer consumar um ato cru em si só. Queria prazer não somente para seu corpo, mas também para sua parceira que a cada movimento mais ousado e interno arrancava gritinhos e gemidos da mesma. Algo no subconsciente de Ichigo o fez relaxar tanto, que a calma e paciência inundava seu corpo. A adrenalina se encarregava de lhe dar a coragem que não teria se estivesse sóbrio.

Rukia sentiu seu primeiro orgasmo na vida. E tudo no quarto sumiu diante de seus olhos. O prazer consumiu-a por completo e não resistiu à própria convulsão que arqueou o pequeno corpo ainda segurado e invadido pelo ruivo.

Ichigo aguardou aquele arquejar ruidoso cessar, para se preparar a continuidade daquele ato. Rukia abriu os olhos quando não sentiu mais nada e levantou a cabeça para presenciar o ruivo contemplá-la com um sorriso terno. O corpo suado do rapaz estava no meio de suas pernas, e não haveria problema algum para ele conseguir o que queria. Mas por que não a invadia? Por quê parecia aguardar seu consentimento para continuar?

– Ichigo-san?

– Se você não quiser, eu tentarei parar. Será algo muito difícil, mas ainda tenho um pouco de força para manter o pouco controle que ainda tenho...

Aquilo foi demais para Rukia. Nunca havia recebido tanta atenção e carinho. Jamais imaginou que aquele ato que passou a abominar fosse possível ser tão respeitoso e carinhoso. Sorriu e levantou o corpo com a ajuda dos antebraços e aproximou os lábios ao dele num selinho rápido. Não precisaram de mais nenhuma palavra, para nenhum dos dois. Rukia consentia sem o mínimo de impedimento possível, e Ichigo sentia seu coração explodir com tamanha entrega e coragem. Desejou estar sem as drogas para poder usufruir daquele momento, mas não queria pensar mais. Com um cuidado calculado, o ruivo consumou o ato. A invasão foi calma no início, mas as investidas vagarosas ficaram mais rápidas e selvagens com o passar do tempo.

Rukia se agarrou ao tronco de Ichigo, e assim ficaram por vários minutos incontáveis, recebendo e dando prazer um ao outro. Finalizaram com um forte orgasmo, que fez o corpo da Kuchiki tremer, e o de Ichigo explodir em vários sentimentos de saciedade e prazer. Algo que jamais havia sentido antes, estando ou não drogado.

Os corpos suados, grudados um no outro, a respiração ruidosa e descompassada do agora casal, inundavam o pequeno quarto de hóspedes. Providencialmente ninguém havia chegado ainda, e ambos sentiam alívio por isso. Ichigo sorriu para a morena que tinha os lábios inchados e avermelhados. O corpo repleto de marcas de chupões que o ruivo havia deixado. Seu sorriso ampliou quando a menina devolveu o sorriso cansado. O mundo havia parado naquele instante, e, como se ambos houvessem lido a mente um do outro, voltaram a se beijar passionalmente. Queriam esquecer tudo. Queriam que com aquelas carícias tudo o que os destroçavam por dentro fossem expelidas pra fora de suas almas.

E assim, voltaram a consumar mais uma vez aquela dança sensual, onde Rukia acabara de conhecer a diferença entre sexo forçado e fazer amor. Onde universos de diferenças existiam entre esses dois atos que fisicamente, representavam a mesma coisa.

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Geon jogou a taça de champanhe na parede quando desligou seu telefone. Seu velho conhecido, havia acabado de avisar que Gin o contatou para pedir ajuda a sua assistente para matar a pequena Kuchiki na casa dos Kurosaki. A revolta em saber que sua menina poderia estar nos braços daquele advogado jovem e bem disposto, o fazia delirar de ira.

– Aconteceu alguma coisa, Geon-san? Acabei de ouvir um vidro quebrar! – disse Yuri, preocupada, entrando na enorme antessala da biblioteca da mansão do rapaz.

Viviam num luxo espantoso, e quem os visse fazendo aquelas atrocidades indagariam qual seria o real motivo para fazê-lo. Como alguém que parecia extremamente abastado e culto era capaz de se rebaixar e se tornar um estuprador? Ninguém jamais saberia.

– Eles a levaram para a casa dos advogados. Eles levaram MINHA MULHER PRA PERTO DAQUELE MOLEQUE...

Os gritos de Geon transtornaram a jovem Yuri. Sabia de seu íntimo e doentio desejo pela Kuchiki, mas jamais o vira tão revoltado e nervoso. Aquilo a estava deixando repugnada. Odiava com toda a alma aquela pirralha que todos veneravam. Até Geon vendia a alma ao diabo, somente para consumir-se de prazer ao violentá-la.

– E quem garante que eles irão fazer sexo, Geon-san? Você está exagerando. Sabe que nossa irmãzinha não será capaz de deixar nenhum homem se aproximar dela. Para com isso... Você sabe que a odeio, e fica mostrando crises de ciúmes bem na minha frente?

Aquelas palavras cortantes fez o rapaz de cabelos claros voltar a seu impecável controle. Yuri tinha razão. Ele havia torturado tanto o psicológico de sua pequena presa, que ela jamais seria capaz de deixar ninguém se aproximar dela para isso. Não. Somente ele seria o responsável de receber prazer daquele corpo infantilizado. Todos os sentimentos que teve quando a viu pela primeira vez, quando ela ainda tinha doze anos retornaram para terminar de acalmá-lo.

–Tem razão, me desculpe! É que morro de ciúmes de minha bonequinha. Aquele corpinho só pertence a mim e mais ninguém. Somente ao meu prazer. – soltou com voz angustiada, tentando controlar o imenso desejo de pegar o carro e invadir a casa dos Kurosaki.

– Ai, Geon-san. Você e esse seu complexo de Lolita. Se eu não te conhecesse bem, acharia que estava prestes a pôr tudo o que lutamos a baixo... E isso eu jamais perdoaria.

O corpo do cientista se retesou ao término daquelas palavras. Não podia perder o apoio daquela mulher. Ela era a responsável por ele conseguir realizar seus sórdidos desejos na pequena garota, e se perdesse esse apoio, não conseguiria manter o controle sobre a menina. Sabia bem que aquele laço triplo que formavam, era sumamente importante. Os laços entre ele, Yuri e Rukia.

– Perdão! Isso não irá acontecer novamente. Mas tem algo bom na informação que recebi há pouco de Mayuri-san...

– E o que seria?

– Seu pequeno algoz foi convocada para tirar a vida de Kia-san! – Sorriu, após terminar a frase e ver o espanto estampado naquela mulher de longos cabelos ruivos.

– O quê? Está brincando, certo? Como assim? Achei que aquela pirralha já tivesse parado com isso. Ela não havia deixado de trabalhar pra Aizen-san? – Questionou curiosa, enquanto via seu companheiro tomar outra taça e encher de bebida do pequeno bar que tinha na antessala.

– Ela ainda é apaixonada pelo meu colega de faculdade. Isso jamais irá mudar. Indiferente de ela estar ou não se relacionando com o gênio de cabelos prata. Como era o nome mesmo? Toushigo? Hisugaia? Hum... Ah sim, Hitsugaya Toushirou. Esse aluno maravilhoso de minha sala. Incrível como esse mundo é pequeno. Mas não entendo... Por que não a matou quando teve oportunidade?

– Hunf. Assim não teria graça nenhuma, Geon-san. Mas essa é nova... Ela atuar mais uma vez como assassina de uma Kuchiki. Surpreendente! – Soltou animada, se servindo também de um drinque.

– Não vai fazer nada? Vai deixar minha Kia correr esse tipo de risco? – Questionou com cautela, já que a ruiva sempre explodia quando era perguntada sobre a moreninha.

Nop! Deixa. Ela jamais irá conseguir mesmo. Queria estar por perto para vê-la agir. Seria o máximo, sem dúvida!

– Sempre mordaz, Yuri-chan! Sempre malvada! Mas é isso o que mais gosto em você!

E ambos riram deliciados. Naquele instante não havia nenhum empregado na casa, porque se houvesse, não ficariam em paz com pessoas tão extravagantes e sem moral.

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Vocabulário e curiosidades

Uma dose de cocaína faz com que o usuário se sinta estimulado, sociável e extremamente confiante. Ela aumenta a concentração de serotonina e endorfina, substâncias responsáveis pela sensação de prazer (as mesmas substâncias que o cérebro libera quando você faz sexo ou come chocolate). A droga aumenta também o estado de alerta, com a liberação de adrenalina, o hormônio que lida com as situações de perigo e emoções de seu organismo, deixando a pessoa "ligada".

A cocaína pode elevar a temperatura do corpo e a pressão sanguínea. Aumenta também o risco de infarto, pois a adrenalina faz o coração bater mais rápido, contraindo até os músculos que envolvem os vasos sanguíneos.

Ou seja, fica muito difícil para o coração bombear o sangue por aqueles canais, ele pode não aguentar e parar. Essa droga também está diretamente ligada a derrames e convulsões.

Um consumidor de cocaína é facilmente reconhecido por seu comportamento muitas vezes egoísta e prepotente. Quando o efeito passa, uma sensação de depressão pode tomar conta de seu corpo até dois dias depois do uso; é quando o cérebro está repondo as reservas de dopamina, isso faz com que aumente a fissura de usar mais da droga.

Os casos de mortes instantânea ocorrem com grandes quantidades de uso. Mesmo assim, doses menores podem matar, especialmente se o usuário for sensível à droga.

Fonte: http://vivasemdrogas.com.br/fique-sabendo/cocaina.html

Notas finais
Bem pessoas, semana que vem não irei demorar tanto. Mais uma vez minhas sinceras desculpas pelo atraso. Espero vocês no próximo cap, e não esqueçam os reviews. Ah! E só deixei a coisa seguir com o casal, apesar da droga, porque pensei que a pobre Kia já estava sofrendo demais. Apesar que esse não foi a melhor forma pra ela. Pobre. ;_; Enfim, foi isso. Beijokas,
JJ