Vingança
14 Anjo da morte
Notas iniciais
Quero agradecer a todos que me escreveram reviews:
Miko,Sarha Kurosaki,Anna Kuchiki, Jenix, Jon T, Bya_Kurosaki,Mirella Dalarovera,Liruichi,Feh Nanda, a grande sensei, Amanda Catarina (ainda estou lendo sua história, mas logo te dou retorno, prometo ^^),Bia Silva e Tarumi Jaergerjaquez
As que favoritaram: DrlDrl; Ignis; Thalia Costa; Sarah Kurosaki e ronda!
E a recomendação de Feh Nanda (lindaaaaa, amei!^^).
JJ
Agora chega de conversas e vamos lá!
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo à tirania?
Onde ocultar — meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.
[SONETO LXV — William Shakespeare]
...
A pequena garota estava distraída lendo os relatórios médicos de sua estimada chefe havia feito da próxima paciente, que mal percebeu a presença do rapaz de cabelos brancos. O consultório estava vazio, não havendo ninguém na salinha de espera, e por isso foi entrando sem se preocupar em anunciar sua presença ou não.
Toushiro ansiava por se tornar médico logo e iniciar sua residência ao lado da namorada, Hinamori. Aproximou-se da ampla mesa abarrotada de fichas médicas aguardando serem analisadas pela generalista Kurosaki Masaki.
- Alguém especial? – sussurrou para a morena que levou um susto, quase perdendo o equilíbrio na cadeira.
- Shiro-chan! Você quase me mata de susto! Já disse pra bater na porta antes de entrar! Que coisa! – soltou exasperada, largando no encalço os documentos que recebera naquela manhã por Kurosaki, antes desta sumir ao informar que iria retirar uma paciente especial do hospital Central.
- Já disse que é H-i-t-s-u-g-a-y-a! E não Shiro-chan! Momo-chan, assim ninguém irá me respeitar quando fizer residência aqui!
O “jovem prodígio”, como costumavam chamar, sempre detestava o apelido de infância que sua namorada sempre lhe chamava. Hitsugaya, apesar de bem jovem, ainda tinha dezenove anos, mas já estava no quarto ano de medicina da Universidade de Tóquio. Aluno de menção honrosa em todas as disciplinas, com chances muito boas de ter uma carreira de sucesso. Conhecia Hinamori desde os cinco anos, tendo ela sido sua colega de sala em algumas disciplinas, apesar da diferença de oito anos a mais da garota. O menino sempre fora adiantado demais para sua tenra idade.
- Claro! Mas você me assustou! E hoje não poderei almoçar com você. Terei que fazer uma visita na residência de Kurosaki-san. Ela me pediu discrição, então, por favor, não diga isso a ninguém, ok? – falou inflando as bochechas como uma pequena garotinha.
Hinamori possuía traços muito infantis para seus vinte a quatro anos. Como enfermeira e auxiliar de Masaki, ela se permitia ser livre em seus comportamentos, já que a ruiva não se importava com isso. Mas havia controversas entre as outras companheiras do Hospital de Karakura.
- Mas quem seria? Na casa do Ichigo-san? Será que alguma das irmãzinhas dele adoeceu? Talvez fosse melhor eu te ajudar e...
- Nem pensar, Shiro-chan! Masaki-san me pediu para ir sozinha e sem avisar ninguém! E não é nenhuma das gêmeas... Não foi Karin quem ficou doente! – soltou enciumada.
Não gostava do contato cotidiano entre os dois garotos. Karin era três anos mais nova que seu namorado, e isso a fazia ficar com um pouco de ciúmes. Apesar de ser prodígio, Hitsugaya ainda mantinha alguns costumes juvenis, como jogar futebol todo domingo no Colégio de Karakura. Justamente o colégio de Karin e Yuzu. Foi ali, há dois anos, que Kurosaki Ichigo e o rapaz se conheceram, num jogo amistoso contra a seleção juvenil de Osaka. No início eles não se sentiram muito convictos da tentativa de aproximação proposta pelas gêmeas, mas por fim, ambos encontraram muitas particularidades e gostos em comum. O uso de drogas veio um ano depois, através de Grimm, a ponte desses jovens para suas fugas de mundo.
O grupo de novos amigos ficou muito curioso por conta de alguém tão jovem como Toushiro estar usando drogas, mesmo porque ele era um brilhante estudante de medicina, por que usaria drogas? Na primeira semana no apartamento de Grimmjow, Orihime propôs que todos falassem seus motivos para estarem ali. Algo não muito receptivo por todos, mas Toushiro foi o primeiro a se abrir, já que não via nenhuma necessidade de esconder aquilo, e sua desculpa foi o excesso de responsabilidades que possuía. Não era nenhuma novidade que estudantes de medicina usassem algum tipo de droga controlada ou ilícita, mesmo sabendo de todo o quadro prejudicial que elas provocavam.
- Não foi isso o que quis dizer, Hinamori-chan! Mas se não pode levar ninguém tudo bem! Estou indo para a faculdade, tem algum trabalho pra entregar? Eu posso levar pra você – soltou desanimado, percebendo o evidente ciúme da moça.
Ele também tinha ciúmes quando ela ficava até mais tarde com o professor de química da faculdade. Entretanto, ela sempre argumentava que não passavam de meras formalidades e aprendizados que recebia. O problema era que Momo sempre saia de madrugada quando estava com o dito doutor Aizen Sousuke. Somente os dois prevaleciam naquela ala, e Toushiro não confiava naquele professor de ar superior e suspeito. Não gostava quando percebia os olhares luxuriosos dele para as alunas mais novas, principalmente para as colegiais que visitavam a faculdade na semana do “conhecendo as futuras profissões”. Ele parecia um verdadeiro pedófilo, mas sabia dissimular muito bem para os outros docentes, menos para o rapaz de cabelos brancos. Toushiro sempre prestou muita atenção naquele homem, talvez por ter ciúmes da relação extremamente amistosa de sua namorada, e acabou notando várias ações que consideraria nada cabíveis para alguém como ele.
- Você me ouviu, Shiro-chan? – Hinamori abanava as mãos na frente do rapaz, já que este acabou divagando em suas memórias. Sempre que podia, se oferecia a levar os trabalhos da jovem para evitar à ida constante dela a sala daquele homem. Ele se sentia muito desconfortável diante dele. Muito inferior e imaturo demais.
- Já disse pra parar de me chamar assim! Se não tem, então eu vou indo. Tenho uma aula importante hoje. Mande minhas saudações para Kurosaki-san e pras gêmeas!
Saiu após beijar rapidamente os lábios da namorada, que pega de surpresa, não pôde devolver o gesto. Esta somente sorriu ao ver a irritação do rapaz. Sabia bem o motivo disso: ciúmes. E gostava muito de saber que seu melhor amigo a amava tanto. Afinal, ele era sua motivação de continuar a buscar sua carreira médica. Olhou com tristeza os resultados dos exames daquela paciente que não tinha nome definido, mas que sabia ser Kuchiki Rukia.
Não fora Masaki quem lhe contara, pois a ruiva havia lhe dito que assim que ela chegasse à residência saberia quem era e, por amizade a ela, não deveria contar a ninguém quem estava ali. Imaginou qualquer pessoa, menos que fosse uma Kuchiki. Lembrou-se com amargura daquele belo par de olhos castanhos se fecharem ao seu lado, após aplicar uma injeção com o veneno recomendado pelo líder Kuchiki. Não pensou que poderia ser a responsável pela morte de mais uma delas. Agora a pedido do próprio amante, Aizen.
Isso a deixava muito curiosa. Aizen não costumava enviá-la se não fosse para se livrar de líderes de empresas que não queriam seguir alguma ordem da Yakuza, ou artista famosos que entraram em conflitos desmoralizantes com ministros do governo Light, ou algo nessa linha. Não compreendia o porquê de Sousuke querer matá-la, já que ele não tinha nenhuma ligação com a jovem. Mas talvez fosse mais uma vez um pedido do soberano Kuchiki para livrar mais uma vez a imagem da família. Sentia remorsos por ter matado alguém que parecia tão frágil como Hisana, mas não questionava se era certo ou errado seu trabalho, somente o executava. Fazia isso por amor, que lhe prometia retorno incondicional a ela, e somente ela. Já havia perdido as contas de quantos havia tirado a vida, simplesmente aplicando soluções simples, mas que faziam estragos irreversíveis e imperceptíveis aos pacientes. Aquele mundo de trevas era seu lar. E sentia-se um pouco livre quando estava com Toushiro, já que sequer passava pela mente do rapaz a profissão secreta da shinigami.
- Bem... Parece que terei que cuidar de mais uma jovem dessa família! Será que esse velho não se conforma que os tempos mudaram? – disse soltando um longo e pesaroso suspiro. Teria muito trabalho, já que a garota, sua próxima vítima, estava rodeada de pessoas conhecidas. E não queria perder o vínculo de amizade que conquistou com Masaki. Ela adorava aquela médica, com seu desejo ínfimo de querer salvar vidas, enquanto ela só era obrigada a tirá-las. Apesar de sua aparência alegre e frágil, Hinamori Momo era cruel e fria quando o assunto era matar.
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No hospital geral de Tóquio, Unohana recebia, com alegria e aparência mais saudável suas velhas amigas, Masaki e Yoruichi.
- Minha nossa! Jamais pensei que iria viver para rever a grande Shihouin-san e minha grande amiga, Kurosaki-san! E quem é esta bela jovem? – falou apontando para Soi Fon que praticamente se tentava se esconder atrás da tia.
A timidez da jovem só sumia quando defendia algo que gostasse ou achasse estar sendo injustamente comentado. No geral era silenciosa e taciturna.
- É minha sobrinha, Soi Fon! Unohana-san, eu digo o mesmo, já que voltei ao país há cinco meses e não me procuraram em minha casa. Isso não se faz! – defendeu-se sorridente, sentando-se ao lado de Masaki nas cadeiras trazidas pelas enfermeiras.
Unohana ainda estava acamada para não correr risco de ficar convalescente novamente, mas já se sentia muito melhor por saber que ficaria hospedada na casa dos Kurosaki.
- Temos uma bela surpresa te esperando em minha casa! – Masaki falou, após se levantar, fechar a porta e retornar com mais segurança do que falaria.
- Como assim? Não compreendo o que quer dizer... Espera... Não me diga que... Que encontraram minha menina?
As lágrimas mais uma vez marcaram o rosto bonito da mulher de meia idade. Esse era o desejo que mais pedia em preces aos seus antepassados. Principalmente ao casal Kuchiki. Na mesinha de centro ao lado da porta, havia um pequeno altar que ela pediu para montarem em nome dos pais de Rukia. Queria toda ajuda possível para que sua pequena menina estivesse segura e em bom lugar.
- Sim minha, querida! Suas preces foram ouvidas! Levaremos você agora mesmo para encontrar sua querida protegida. Agora ela está segura, já que minha família se prontificou a cuidar dela. Inclusive, precisava ver como meu filho foi ao socorro dela! Foi maravilhoso! –falou, com os olhos sonhadores.
Masaki sempre perdia sua pose autoritária e responsável quando falava dos filhos, como a mãe super protetora que era.
- Então me levem para ver minha menina... Quero encontrá-la, preciso conversar com ela!
- E saiba que temos notícias maravilhosas descobertas por Urahara-san, um dos maiores peritos criminais do Japão – enalteceu Yoruichi com alegria.
As três visitantes sorriram com a animação aparente da amiga. Um reencontro que prometia muitas conversas e comentários sobre a vida de cada um, além de apoiar à pequena Kuchiki.
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Rukia presenciava, desesperada, a intoxicação da droga no corpo do rapaz que tremia muito. Desde que terminaram, Ichigo começou a dizer coisas sem nexo e a estremecer muito. A morena se vestiu o mais rápido que pôde e fez o mesmo com o rapaz, tentando fazê-lo beber água em abundancia para que ajudasse a expelir pela urina um pouco daquela droga degradante, mas que não foi ingerida por conta de seu estado. Já havia visto suas companheiras de cela se drogar daquela maneira, e, por mais que estivesse sofrendo, preferiu se manter livre daquela cadeia que era o vício.
Temia pela vida do rapaz. Nunca havia sentido algo tão prazeroso como aquilo que ele lhe oferecera há instantes, e agora presenciar sua decadência após o efeito inicial daquela droga, era assustador.
Ichigo gemia e chorava muito. As lágrimas escorriam em cascata no rosto bronzeado. Parecia um garoto em busca do colo da mãe quando se machuca. Ela tentava acariciar a cabeça dele, que estava pousada em seu colo, mas não havia outra forma que pudesse encontrar para ajudá-lo, do que esperar passar o efeito danoso da droga. Tentou perguntar qual droga ele havia usado, mas se o rapaz já não sabia mais onde estava, quanto mais o que teria posto em seu corpo?
— Ichigo-san? Sente-se melhor? Quer que chame alguém pra te ajudar? Ichigo? – chamava desesperada. O coração dele estava acelerado demais e o corpo ardia em febre. Não queria que nada de mal lhe sobreviesse. Algo cálido e reconfortante nasceu em seu coração desde o primeiro momento que seus olhos se encontraram na primeira vez que o conheceu. Não sabia explicar que sentimento era aquele, mas era algo especial, sabia bem disso.
- Senna... Não me deixe...
Senna? Quem seria essa? Provavelmente alguém importante para ele que deveria ter morrido, como ela havia perdido os pais, pensou a morena. Não queria vê-lo daquele jeito sofrido e sem chão. Finalmente alguém havia conseguido fazê-la se esquecer um pouco a própria dor, renascer uma parca esperança, e ela não tinha força para retribuir a ajuda.
- Rukia-san? Ichigo? Meu Kami-sama! O que aconteceu?
A Kuchiki não percebeu a entrada de Ishin, que havia resolvido verificar o estado de sua hóspede. O pai da família Kurosaki temeu pela segurança dela e teve uma desagradável surpresa ao ver o filho passar por uma crise. Fazia algum tempo que não via aquela cena digna de pena de seu primogênito. Presenciar o medo e o desespero naqueles olhos violáceos era muito triste. Sabia desde o início que algo especial nasceu entre aqueles dois jovens, e, desejava de todo o coração que uma relação se formasse ali. Observou as roupas desalinhadas de seu filho, além do rapaz estar deitado na cama da garota, algo muito sugestivo, mas que foi relegado em instantes devido à cena deplorável que presenciava.
- Kurosaki-san, Ichigo-chan usou al-gum ti-po de droga e-e come-çou a tre-mer e-e... Te-mos que fa-zer algo para aju-dá-lo... Por favor, Kurosaki-san, ajude-o!
Ishin entendeu a gravidade da situação, e, sem esperar mais, desceu as escadas correndo para chegar até o consultório da esposa, anexo a casa, onde guardava os medicamentos. Não tinha conhecimento técnico para tratar de alguém, mas não poderia esperar sua esposa retornar, temia pela vida de seu filho. Ao passar pela sala ouviu o toque insistente da campainha, pensou em relegar, mas talvez fosse melhor conseguir mais apoio do que fazer tudo sozinho. Afinal, ele era um advogado e não um médico, pensou enquanto se dirigia para a sala. Quando abriu a porta seu coração acelerado se acalmou um pouco. Conhecia a jovem assistente de sua amada Masaki, e agora sabia que seu filho teria mais chances de se recuperar melhor.
- Hinamori-chan, graças a Kami-sama! Por favor, venha me ajudar... Meu filho está com uma crise de algum tipo de droga... Por favor, venha comigo escolher algum remédio para ajudá-lo! – desatou a falar puxando o fino braço da jovem enfermeira.
Momo acompanhou rápido o desesperado pai de família e, ao conseguirem medicação e soro, retornaram ao quarto onde o rapaz estava.
- Afastem-se, por favor!
Apesar de ter uma missão importante, tinha que primeiro socorrer o ruivo, que estava agonizando em posição fetal. As dores no corpo amortecido já não eram fáceis de suportar. Hinamori observou de relance a jovem que teria que assassinar, e percebeu o rosto pálido e a boca trêmula. Achou curioso que ela estivesse em alguma relação com Ichigo, afinal, sabia que ele não tinha nenhuma garota em especial, a não ser Orihime, quando precisava de uma mulher na cama, e nada mais. Não poderia demorar muito, pois teriam que levá-lo ao hospital, trata-lo de outro modo, seria arriscado demais.
- Ishin-san, prepare o carro, temos que levá-lo ao hospital urgente! Aqui não temos tudo o que é preciso para salvá-lo! – soltou enquanto observava a pupila de Ichigo.
O corpo dele tremia com violência e não teriam muito tempo se continuassem ali. Não poderia aplicar nenhuma medicação no rapaz naquele momento.
- Claro, vou ligar pra Masaki, enquanto isso!
Kurosaki saiu novamente, deixando as duas jovens sozinhas. Rukia se aproximou de Hinamori, e começou a ajudar a moça. Hinamori pôde contemplar a garota, que a seu ver, era mais jovem do que imaginava. A semelhança com Hisana era impressionante, e somente a cor dos olhos e a altura as diferenciavam. Pensar nisso a fez ter uma sensação de enjoo, algo que sempre sentia quando estava a serviço. Foi assim em seu primeiro assassinato, e sentia que seria assim em seu último também.
- Segure a cabeça dele, por favor! — recomendou para a Kuchiki que prontamente atendeu.
A morena fez um gesto de carinho ao tocar o rosto suado do rapaz, que agora tinha o corpo na posição de recuperação na cama para respirar melhor, não deixando mais dúvida para o anjo da morte, que aquela garota tinha alguma relação amorosa ou próxima disso com seu amigo e companheiro de drogas. Sorriu ao imaginar um plano simples que faria dois trabalhos num só ato. Salvar a vida do amigo, e eliminar a da Kuchiki.
Notas finais
Grata por todo o carinho. Meninos e meninas, não fazem ideia do quanto vocês me fortalecem com seus carismas, palavras de apoio e presença! Arigato minna-san! Até a próxima!
JJ
PS: NÃO USEM DROGAS, SENÃO PODEM SOFRER SÉRIOS DANOS A SAÚDE E SUAS FAMÍLIAS! kkkk Momento responsável on. >
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