Vingança

23 Provas e Contastações


Notas iniciais
Depois de centenas de anos sem atualizar! >< Desculpem essa autora baka, mas realmente estou numa terrível correria! Acho que compreendem! ;_; A fic começou numa parte complexa e que levara mais tempo para ser postada! Não quero perder alguns pontos e, como toda investigação requer tempo e detalhes, não quero só jogar as informações sem trabalhar elas! Ok? Sei que muitos já devem ter abandonado! Sniff! Mas espero que ainda reste alguém por aqui! Amo todos vocês e espero que torçam por mim nessa sina! Só quero que saibam que não abandonarei a fic e penso em continuar escrevendo. Afinal, não tem coisa mais divertida que escrever!^^ Um mega kissus a: Tachibana Canadee, Jon T, Ronda, a Curious e Sarah Kurosaki! Um abraço apertado a Lara, que faço aqui uma surpresa, já que não enviei esse cap para betagem. Mas como estou sumida, resolvi aparecer e presentear a todos com esse cap curtinho, mas muito importante a fic!^^ JJ

"Talvez eu e meu corpo formemos uma conspiração pelas costas de minha própria mente."

[Friedrich Nietzsche]

...

Rukia e Ichigo foram escondidos numa salinha ao lado de Yamamoto, que não queria confusões por conta da presença da Kuchiki. O habeas corpus já havia sido expedido e executado há dois dias, mas ainda havia muita confusão quanto aos procedimentos jurídicos em toda a seção.

Urahara alisou algumas folhas de seu relatório na grande mesa ao centro da sala, sendo apoiado por Juushirou em sua organização apurada. Numa folha no meio da mesa algumas inscrições apareciam, e foram prontamente captadas pelo juiz.

1) Altura do assassino dez centímetros maior que a altura de Rukia – provas periciais 11B, relatório de pericia nos corpos de Kuchiki Akemi e Kuchiki Hideki. Qualidade das evidencias: ótimas e de assertividade alta (intervalo de confiança: 99%).

2) Filmagens cortadas dos corredores externos aos quartos e o corredor principal possuía um corte de cinco minutos – provas periciais audiovisuais de cinco horas internas e oito externas. DVD analisados pela perícia técnica e finalização.

3) Vestido trocado: entra com vermelho, sai com vestido pêssego ensanguentado – provas periciais audiovisuais. Prova material destruído sem autorização. Última análise realizada, uma semana depois do assassinato.

4) Marcas de arranhões no corpo de Rukia – prova pericial: boletim médico de corpo de delito. Relatório atesta marcas de unhas e pedaços que foram destruídas sem permissão ou análise clínica.

5) Joias e bracelete ainda no corpo – prova pericial audiovisuais. Prova material desaparecido. Último relato indicou retirada pela família Kuchiki. Negado pelos advogados da família.

6) Aparecimento dos corpos no quarto de Rukia – sem perícia conclusiva, haja visto que não foi mais permitida a entrada dos oficiais na residência. Destruição das provas no local do crime. Perícia inconclusiva. Quarto sem conexões para os do casal.

7) Sequestro relâmpago e administração de drogas em Rukia – prova pericial: teste toxicológico e hemograma completo. Médica responsável: Kurosaki Masaki.

8) Carta falsificada e tentativa de assassinato de Ginrei – incoerente, já que Rukia havia ficado inconsciente devido droga administrada neste período.

9) Envenenamento de Rukia na casa dos Kurosaki – testemunha presenciou Hinamori admitir culpabilidade em tentativa de assassinato.

10)Morte de Hinamori por envenenamento — queima de arquivo. Testemunha presenciou Hinamori com Aizen Sousuke na universidade onde estuda, minutos antes de encontrá-la morta em casa.

*Ainda em investigação para associar ao crime na mansão*

Yamamoto observou o loiro estender depois dúzias de fotografias, relatórios periciais e recortes de informes médicos. Algumas imagens de Rukia no colo de Kaien, com um círculo grande no vestido e nas joias. Depois ao lado desta, outra com a jovem de aparência destruída, contendo vários círculos no corpo, indicando os machucados e arranhões, destacando o vestido de cor diferente e o horário no topo da imagem.

Cada um dos objetos fora organizado numa ordem cronológica próxima a daquela folha de itens no centro da mesa.

— Me parece que já obteve muitas conclusões a favor da ré, Urahara! – questionou-o esfregando a longa barba — Mas o que me deixa mais irritado é saber que tudo isso foi ignorado por dois anos, não Juushirou-san?— perguntou ao pálido e trêmulo assistente.

Ele não soube o que responder, já que abriu a boca várias vezes para falar, mas não conseguiu emitir nada a seu favor. Não havia explicação para aquela enxurrada de falhas gritantes que colocaram uma inocente na prisão. Algo imperdoável para um homem amante da justiça como Yamamoto.

— Acredito que não seja assim tão simples, Yama-jii! Eu fui obrigado a vasculhar cada prova, sozinho e, foi com surpresa, que os agentes não conseguiram encontrar as principais. Relatórios e provas foram destruídos sem permissão e, ainda caçamos quem foi o responsável por tudo isso! – fez uma pausa, colhendo a foto de Rukia com seu ar desesperado — O que me deixa claro nisso tudo, é que desde o começo o alvo sempre foi Kuchiki Rukia e não o casal assassinado! Isso eu irei provar, mas preciso da ajuda de vocês! Pois penso que temos alguém infiltrado em nosso meio fazendo tudo isso... Os itens destruídos são as maiores provas disso! – soltou evasivo, para espanto de Ukitake.

— Alguém entre nós? – sussurrou Yamamoto.

Haveria um traidor entre a equipe? Mas por que seria contra uma garota como aquela? Fazia mais sentido o assassinato de um casal influente e com muitos inimigos, que uma órfã sem importância.

— Não faz sentido! – Yamamoto falou após sua longa pausa.

Não aceitaria aquela falácia somente porque Urahara acreditava ter todas as respostas em suas mãos. Poderia aceitar o que as conclusões periciais lhe mostrariam, mas jamais aceitaria uma conspiração sem sentido.

— Então consegue encontrar algo que explique tudo isso? – Urahara interviu com calma — Uma frase dita por Kaien me fez concordar com a lógica dele e, perceber um ponto que não levaram em consideração... Rukia não ganharia nada com esse assassinato, somente a prisão ou a pena de morte! Na família Kuchiki, a liderança foi redirecionada a Byakuya, portanto nenhum dos outros membros foi favorecido pela morte do casal e, Ginrei não ganharia nada matando seu único filho herdeiro o que nos deixa sem muitos horizontes para trabalhar nesse caso, a não ser que só vejo Kuchiki Rukia sendo atacada em vários momentos! – terminou jubiloso com suas próprias divagações.

Um silêncio tomou conta da sala de reuniões.

— Byakuya?

Juushirou tentou reticente com a própria ideia, mas precisava tirar suas próprias duvidas.

— Pensei nele também e verifiquei seus álibis que me entregaram... Todos conferem nos mínimos detalhes – respondeu Kisuke com confiança.

— O que precisa de nós, Urahara? – Yamamoto perguntou direto. – Pois logo serei obrigado a abrir novamente esse julgamento e precisaremos de provas conclusivas para livrar essa inocente da cena do crime... Pois vejo que ela ainda não foi eliminada por completo dela...

Pegou a fotografia com as marcas e machucados.

— Ela tinha diversas escoriações no corpo, indicando que ocorreu um embate corporal, mas a ré informa que não se lembra de absolutamente nada e que esteve dormindo nesse período – pausou ao ver a expressão séria de Urahara — Temos o fato estranho, que o senhor mesmo nos colocou, da aparição do casal no quarto da jovem, mas que algumas filmagens do corredor foram apagadas, o que poderia explicar esse evento... Sem contar que tudo ao redor do quarto de Kuchuki-san foi prontamente rearranjado, favorecendo o criminoso... E que ainda não a inocenta de todo! – finalizou, devolvendo a imagem para Urahara.

O jovem perito observou em silêncio aquela imagem e meditou todas as palavras que o juiz lhe falara. Sabia que seria mais complicado inocentar Rukia do que parecia no princípio.

“Se ao menos eu tivesse visto as provas que desapareceram”! Pensou desgostoso e cansado. Estava já há dias sem dormir direito e sabia que aquele caso ainda estava longe de terminar.

— Quanto às provas que sumiram, abrirei um inquérito interno e urgente para encontrar os culpados! Até lá, Rukia ficará sob minha tutela e, fora da mansão Kuchiki... Independente do que Byakuya venha questionar! – falou o juiz com voz severa.

— Quanto tempo consegue segurar esse julgamento, Yama-jii? O que a levou para a prisão, demorou menos de três meses para finalizar... O que muito me espantou! O que o faz pensar que pode segurar esse? – questionou-o com certa rivalidade.

Urahara ainda não engolia o fato de o julgamento ocorrer com tamanha velocidade e descuido, já que não houvera tempo hábil para conseguir provas para proteger a ré, mas sabia que a influência da família Kuchiki e a pressão da mídia, contou muito naquele momento.

— Dou-te a minha palavra, Urahara! Agora trate de resolver essas pendências! Suas provas são boas, mas percebe que posso destruí-las facilmente se não houver outras mais abrangentes? Quanto à diferença de altura, quero que leve em consideração o uso de algum apoio como cama, criado ou qualquer efeito para não restar dúvidas...

— Já fiz isso! Em todos eles não cabe Kuchiki Rukia nas facadas! – interrompeu.

— Muito bem! Mas ainda ficamos atados às filmagens perdidas e o vestido! São vitais para resolvermos isso, Urahara! Ah! E tenho uma notícia não muito boa pra você! – pausou, caminhando até a própria mesa e pegando um envelope grande — Alguns membros da família resolveram ficar contra a ré e querem participar ativamente das investigações! Acho que não vai gostar dos escolhidos...

O velho se segurou firme em sua bengala, observando o loiro abrir o envelope e arregalar os olhos com irritação.

— Mas se ele é um suspeito na morte de Hinamori, como pode aceitar isso? – questionou furioso.

— O processo de Hinamori ainda não foi aberto e faltam provas a serem colhidas... Até lá ele pode participar do caso! – rebateu o juiz com firmeza.

Juushirou presenciava calado todo o embate de olhares, sem saber como intervir.

— E o que faz Aoki Geon nesse meio? Ele já não se aposentou? Que eu saiba somente leciona na Todai e Cambridge! – perguntou, mordendo o lábio inferior.

— Parece que foi uma das decisões do líder desse grupo... Kouga-san! Como ele tem referências incontestáveis sobre o assunto, não creio que eu possa indeferir isso! – respondeu o velho com cansaço.

Urahara sempre prezava seu profissionalismo em seus trabalhos, mas existia um homem que o tirava de seu modo controlado para um revoltado: Aizen Sousuke. Quando ouviu de Hitsugaya sobre o possível contato do cientista com a vítima, sentiu que finalmente poderia colocá-lo em seu devido lugar e vingar a morte inexplicável de seus companheiros na Índia. Um experimento que faziam, quando ainda jovens doutorandos, ocasionou a morte de pesquisadores ilustres, mas não foi encontrado culpado, o que não satisfez o loiro, já que conseguira algumas provas, mas não conclusivas, da culpabilidade de Aizen. Mais tarde associou esse evento ao bem feitor do projeto, a Corporação Aoki.

— Não parece razoável, Yamamoto-sama! O que faremos? Geon-sama é conhecido por ter seus próprios métodos de investigação e, isso não facilitará nosso trabalho! Além do mais, ele com certeza pedirá apoio ao laboratório de Mayuri e, sabe o quanto isso não será bem visto pela mídia! – falou Ukitake com pavor.

O laboratório de Mayuri tinha uma fama negativa na mídia, por conta de suas experiências estranhas e bizarras, que muitas vezes feriam os tratados de direitos humanos e protocolos de seguranças do meio.

— Um estudioso afamado... Um milionário que não saía mais das sombras... Um cientista que só se interessa por casos bizarros e uma família influente? Começo a aceitar sua proposta de conspiração, Urahara! – Yamamoto divagou alto.

Mais uma vez o silêncio foi cortante. Kisuke pensou um pouco naquele cenário e suspirou. Não seria fácil, com certeza, mas agora temia pela liberdade da morena. Com aqueles três ao lado da promotoria, não teria sossego para resolver aquele estranho caso.

Are, are! Acho que vou precisar me armar com minha própria equipe... Posso? – questionou ao juiz com simplicidade.

Yamamoto olhou-o sério e assentiu. Urahara sorriu divertido.

— Adoro CSI!

— Poupe-nos de seus comentários sem sentido, Urahara! – rebateu Yamamoto, com nervosismo.

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— O que será que fazem tanto lá dentro? Ichigo? Consegue ouvir alguma coisa? – Rukia perguntava desesperada.

Desde que entraram naquela saleta, ao fundo da sala de Yamamoto, ninguém se dignou a chamá-los ou verificar se estavam bem. Não precisava quanto tempo estava ali, mas sabia que já faziam algumas horas.

Ichigo, que agora tentava abrir a porta, com irritação, lutava para conseguir ouvir o que tanto falavam do lado de fora. Não concordava em ficar fora da conversa, já que ele era o advogado responsável por Rukia. Tinha o direito de participar daquilo.

— Nada! Parece que esqueceram nossa existência! Aff! Aquele esquisito... Sabia que não podíamos confiar nele! Mas eu tive que escutar Yoruichi! – resmungou, desabando na cadeira ao lado da porta.

— Acha que eu... Terei que voltar... Pra prisão? – gaguejou nervosa.

Ichigo observou aqueles olhos violetas se encherem de lágrimas e, se aproximou com rapidez e a abraçou.

— Jamais deixarei te levarem de volta! Entendeu? Se for preciso fugiremos, mas não vou deixar te levarem pra lá novamente! Prometo! – sussurrou à pequena, que deixou de tremer com o calor do rapaz.

— Por que eu, Ichigo? Por que comigo? O que foi que fiz? – perguntava em meio aos soluços do choro que começara devagar e constante.

Ichigo apertou-a contra si e negou com a cabeça. Ele também não fazia ideia do que estava acontecendo e porque Rukia era, aparentemente, o alvo naquilo tudo. Não tinha explicação.

— Eu não sei o motivo... Mas descobriremos juntos, ok? Precisa ser forte e tentar se lembrar de tudo o que for para ajudar nas investigações... Deve ter algo nesse meio que a envolveu nisso! – respondeu, acariciando a garota.

A cada momento em que se abraçava, um laço especial se fortalecia entre eles. Não havia mais importância se mal se conheciam em questão do tempo, mas seus corações já estavam ligados de forma natural e fraterna, o que foi suficiente para preencher essas lacunas que perfaziam aquela relação estranha.

— Eu deveria ter contado a Urahara-san sobre aquela pessoa, certo? – questionou parando de chorar.

— Teremos tempo! Tenho certeza que tudo fará sentido de alguma forma! Shinji me disse que esse cara esquisito é um dos célebres nessa área! Se ele falou é por que deve ser verdade, já que não se apega a qualquer cientista de moda! Temos que confiar nele, Rukia! E pode confiar em mim! – falou, deixando beijos delicados na bochecha da morena.

— Se um dia... Se eu conseguir sair disso tudo? – perguntou hesitante e nervosa.

As pequenas mãos torciam a camisa do rapaz. Ichigo sorriu com aquelas perguntas. De alguma forma, ela já planejava um futuro e, pela primeira vez desde sua desilusão amorosa, ele também começou a pensar nessa possibilidade.

— Seja lá o que fará, só quero que saiba que eu estarei aqui ao seu lado... Sempre, tudo bem? – falou confuso.

Estavam dando um passo difícil e imaturo naquele momento, mas sabiam que era isso o que queriam falar.

Abraçaram-se com firmeza e resolveram deixar o silêncio falar por eles. As batidas lancinantes do coração de Rukia fez Ichigo perceber que ela tinha medo de ser deixada sozinha. Mas prometeu a si mesmo que jamais permitiria isso.

A porta se abriu e os dois se soltaram, como repelidos ou pegos num encontro escondido. Urahara sorriu malicioso e deu espaço para Yamamoto passar.

— Kurosaki Ichigo? Tem plena certeza de que irá continuar nesse caso? – o velho juiz questionou sério, para surpresa de Ichigo.

— Óbvio que sim! Não saio de perto de Rukia, acho que já deixei isso claro! Ela não sai sem minha presença a lugar nenhum. E fim de papo! – respondeu irritado.

— Então preciso que me acompanhem!

Rukia correu para perto de Ichigo e, de mãos dadas saíram daquela sala. Ainda existia medo em seu coração, mas sabia que agora não precisaria mais se sentir sozinha. Ela tinha Ichigo, Urahara, Byakuya, Yoruichi e Unohana. Não estava mais sozinha. Agora tinha coragem para lutar contra qualquer um. Mesmo contra aquela pessoa misteriosa, uma sombra em sua vida.

Notas finais
Mais uma vez me desculpem a demora que levei para postar! Espero que ainda tenham leitores nessa fic e que me escrevam seus adoráveis reviews! As atualizações serão mais demoradas, mas vou tentar não levar tanto tempo pra isso. Provavelmente de duas em duas semanas, ok? Beijos mil! JJ