Vingança Mortal
4 Abandonos e descobertas
Notas iniciais
– Oque você está fazem aqui Alex? Quem te deu o direito de me seguir?
– Será que pode descer aqui?
– Não mesmo! Eu quero manter o máximo de distância de você!
– Aah vai... É importante!
– Seja lá o que for, fale daí mesmo!
– Não, eu quero que você desça aqui! — já estava começando a me sentir naquela cena de Romeu e Julieta, então decidir ir logo ver o que era.
– Fala logo! — disse assim que abri a porta.
– É melhor eu mostrar!
– An...? — As coisas aconteceram muito rápido. E quando eu vi, estava sendo agarrada pelo Alex na porta da minha casa. Eu queria o empurrar e dizer para ele procurar as vadias dele. Mas era bom demais. Bom demais para parar, bom demais para dizer que estava sentindo nojo, bom demais para simplesmente dizer que não gostei!
Ele parou de mim beijar e me abraçou. Juro que nunca esperaria que nada disso fosse acontecer. Ele era perfeito demais, e isso me fazia odiá-lo. Ódio? O que é isso? Naquele abraço eu esqueci de tudo. Simplesmente correspondi.
Depois de um longo tempo assim, ele mim soltou e simplesmente foi embora. Me deus as costas como se nada tivesse acontecido, ou ele estava com medo da minha reação.
Eu corri para o banheiro. Queria tomar um banho agora e esquecer de tudo! Foi muita coisa para a minha cabeça só nessa manhã.
**********
Acordei e nem estava lembrada que fui dormir. Olhei para o relógio e eram 15:23. Não que isso importasse. Meus pais nunca estão em casa e eu vivo lendo... Mas esse era o horário que normalmente eu ficava aqui jogando vídeo-game com o Rodrigo. Ele realmente fazia muita falta.
Desci as escadas para comer alguma coisa, já que não comi nada depois do café da manhã. Estava morrendo de fome!
Mas fui barrada pela figura de meu pai que se encontrava no final das escadas.
Não esperei. Pulei em cima dele dando um beijo em sua bochecha.
– Paaaiiiiiiii!
– Também vou ganhar um desses? — disse minha mãe com uma voz de bebê fazendo biquinho.
– Claro! — não os via há três dias.
Dei um abraço e um beijo nela, e ela logo abriu um largo sorriso.
– Filha, precisamos falar com você. — meu pai disse me interrompendo.
Ah não! Será que meu dia vai se resumir nisso? Todo mundo quer falar comigo? Só espero que não seja nada de ruim.
Fomos para a sala de estar e eles ficaram sérios.
– Isa, nós vamos viajar. — Essa foi a vez de minha mãe.
– Mas isso não é nada demais. Vocês vivem fazendo isso.
– Não Isa... Dessa vez vamos ficar fora por 6 meses. Mas chegaremos há tempo de ver sua formatura. — meu pai parecia que estava preocupado com a minha reação.
Não estava acreditando nisso... São SEIS meses!
– Não! Como eu vou ficar sem ver vocês por seis meses!? São SEIS meses poxa! — disse com lágrimas nos olhos. As únicas pessoas que eu tenho além do Rodrigo ( que parece não se importar mais comigo ) são meus pais.
– Filha você têm que entender! Nosso vôo sai daqui há 1 hora... Vamos nos arrumar e iremos direto para o aeroporto. Você já tém 18 anos, saberá se cuidar sozinha! Qualquer necessidade você tem a conta poupança. Iremos depositar toda semana uma quantia lá, por mais que já tenha o bastante. — Ele deu um beijo na minha testa e eu não parava de chorar. — Espero que entenda.
– M-mas que... Viajem é essa que... É mais importante que eu?
– Nada é mais importante que você querida. Mas a escola de música do seu pai e os meus shows, são o que nos sustenta. E como você deve saber... Estamos falindo! Então o seu pai conseguiu um empresário que esteja disposto a nos investir. Ele vai abrir filiais em outros estados e eu irei fazer uma tour nesse tempo. — ela me abraçou — Não chore. Quando você ver já estaremos de volta. — Mas o que eu queria mesmo é que eles nem chegassem a viajar. Ficassem aqui. Comigo!
Eles foram para o quarto se arrumar. Fui para a cozinha comer, se é que eu vou conseguir.
A notícia não era ruim como eu temia. Era péssima!
Fui para o meu quarto, a única coisa que consegui comer foi cereais com leite.
*********
Dormi e acordei mas cedo que o normal, mas comecei a mim arrumar para a escola. Espero não me encontrar com o Alex. Mas vai ser difícil já que somos da mesma sala.
Desci e me dei conta de ontem... Meus pai já foram!
Cheguei na escola e não vi o grupinho. Uffa! Mas também não vejo o Drigo... "Deve ser por causa do horário." Pensei. Mas logo me dei conta de que ele chegava na escola junto da diretora, já que ele é sobrinho dela e moram juntos, mas ela estava numa árvore conversando com alguns professores. Onde será que ele se meteu? Preciso conversar com ele.
Fui em direção aos corredores para procura-lo, mas ouvi vozes vindo de uma porta que eu acho que era a sala dos professores. Eu sei que é errado escutar a conversa dos outros, mas me dei conta que a voz era da Trícia, o Drigo deve estar com ela. Ignorei o fato de eles estarem em uma sala proibida e fui em direção aquela sala.
Cheguei perto da porta, que estava encostada, mas logo parei quando vi uma cena que julgo ser um pouco constrangedora.
Ela estava nua deitada num sofá preto, arranhando as costas de um garoto, que eu acho ser o... Não!
Não era nenhum garoto! Era o professor de História! Ele pode ser um gatinho mas não deixa de ser um professor! Além de ser errado é crime!
Continuei a observar a cena. Não, eu não sou uma pervertida.
– Vai prof... Mais forte... Mais! — eu saí da porta assim que eles chegaram ao ápice e iam abrir os olhos.
Não acreditava ter visto essa cena. A situação foi pior que beijar o Alex, não que seja ruim e sim por trair o Rodrigo!
Agora eu tinha que tomar uma atitude! Ela não pode brincar assim com a gente.
Mas... O que eu podia fazer? Ninguém iria acreditar em mim... Ninguém mesmo!
Desistir de procurar o Rodrigo assim que o sinal tocou.
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