Não consegui mais pensar em nada! E a semana passou com uma velocidade incrível!

Não encontrei o Rodrigo em nenhum dos dias. Na verdade, eu encontrei sim, mas ele sempre estava andando com aquela turminha que não suporto, e começou até a se tornar popular. Mas eu não estava gostando nada disso! Meu ódio só aumentava.

Aqui estava eu, com mais um pote de sorvete, no meu quarto, pensando em alguma coisa para fazer, quando escuto a campainha tocar.

– Isa! – Escutar a voz do Rodrigo fez percorrer um alívio no meu corpo, não tive outra atitude, nem respondi. Simplesmente o abracei.

– Eu senti muito a sua falta. – falei ainda abraçada a ele.

– Não é melhor entrarmos? Acho que devo esclarecer algumas coisas e me desculpar.

– Claro! – disse dando espaço

– Primeiramente, desculpa por não ter te dado nenhuma atenção durante a semana, desde que comecei a namorar a Trícia, tenho ficado sem tempo. Ela sempre quer me levar a algum evento, e eu não posso recusar.

– E no colégio? Você vive com aqueles famosinhos, e nem leva mais o meu café da manhã. – Falei fazendo bico.

– Eu não sei explicar... Eu me sinto diferente! Pela primeira vez na vida, sei o que é ter uma vida social, Isa. Você tem que me entender.

– Não, Drigo. Quem tem que me entender aqui é você! Você sabe que eu nunca tive amigos, e não foi por eu não deixar ninguém se aproximar de mim, e sim porque as pessoas não se aproximam de mim por me acharem estranha. Você é o meu único amigo! Na verdade, estou começando a repensar nisto, a partir de agora.

– Isa, eu...

– O que? — Estava tentando controlar a vontade terrível que eu estava de chorar.

– Eu sei que estou sendo um insensível, mas... Você tem que conhecer o mundo lá fora! Ficar toda tarde comigo jogando, só saindo para ir à escola, e ficar comendo... sorvete, não vai mudar nada. Não vai te dar uma vida!

– Por favor...

– Eu vim passar à tarde com você, para tentar me redimir, mas acho que não vai ser assim.

– Fica!

– Você não vai ficar voltando nesse assunto?

– Prometo que não.

A tarde foi melhor do que pensei que fosse. Não ficou aquele clima tenso entre nós, ao contrário, parecia que nada aconteceu. E muito diferente do que o Drigo disse, ele não mudou nada. Jogamos muito, desde o vídeo game até jogos de tabuleiro. E mais... Ele preparou uma surpresa para mim. Levou-me ao parque de diversões, e depois ao circo! Realmente eu não sabia o porquê daquilo tudo, talvez esteja mesmo simplesmente tentando se redimir.

Agora estávamos voltando para casa.

– Obrigada, estava precisando disso.

– Eu sei, não foi nada. E onde estão seus pais?

– Eles viajaram a negócios e só voltam daqui a seis meses.

– Nossa! E por que você está naquela casa sozinha?

– Ah! Poupe-me! Eu tenho 18 anos, se você se esqueceu. – disse fazendo uma voz de deboche e ele riu.

– Não foi isso que quis dizer. Só não acho bom, uma pessoa ficar isolada por tanto tempo.

– Com isso você que dizer que não vai mais lá? – senti uma gota de desespero, tristeza e uma pontada de decepção, na minha voz.

– Que tal você ir passar esse tempo lá em casa? Você sabe que os meus pais te adoram, e você pode acabar se aproximando da Trícia e quem sabe não tira essa visão ruim que você tem dela?
Isso nunca vai acontecer, Rodrigo! Eu gritava mentalmente.

– Não acho bom, ela pode pensar errado. – menti.

– Eu realmente não me importo, você é minha amiga, e ela tem que entender isso, e se você quer tanto que eu não me afaste, deveria aceitar. – agora eu acho que ele está se sentindo obrigado a fazer isso.
Pensando bem, é melhor agir perto do inimigo do que sem saber os passos dele.

– ‘Tá’ bom. Se você insiste tanto, eu aceito! Agora vamos andar mais rápido, pois não quero que fique tarde, e tenho que fazer a mala.
Chegamos à casa do Drigo e tomei um susto! A Trícia estava sentada no sofá dele com aquele sorriso de vadia, que eu odiava, e não aguentei a curiosidade.

– O que ela está fazendo aqui?

– O mesmo que você, a Trícia vai passar o fim de semana aqui, já que os pais dela também viajaram e só voltam na Terça. Espero que não se importe.
Como você espera que eu não me importe? Pensei que teria o seu tempo exclusivo para mim! Parece que esse vai ser o fim de semana mais longo da minha vida.

– Acho que esse fim de semana vai ser o máximo! – A insuportável disse, ainda com aquele sorriso de vadia na cara. Sim, CARA! E o pior é que ela falava tudo como se fosse a maior inocente!

– É... Espero não me arrepender de ter vindo para cá. – Falei olhando para o garoto a minha frente.

– E eu espero que vocês estejam com fome, pois preparei uma janta... – A Joana, empregada doméstica da casa, disse. Ela é um amor, desde que era criança ela trabalha aqui. É como uma segunda mãe.

Nem deixamos a Joana acabar de falar. Eu e o Drigo saímos correndo em direção à cozinha, e a enjoada veio andando, com uma cara de tédio. Realmente não sei o motivo de o Rodrigo ter pedido ela em namoro. O jeito insuportável dela não tem nada a ver com ele.

Mas eu vou tentar suportá-la ao máximo. Se possível, vou tentar até me tornar sua ‘amiga’. E ela vai se arrepender por estar enganando o meu amigo.

Notas finais
Eu vou agora ao meu quarto, escrever um final, antes que umas leitoras incríveis me matem por ter deixado-as esperando um novo capítulo por meses. Mas eu realmente espero que elas me perdoem. Eu realmente não sei se vou poder continuar com a fic, pois estou tendo mudanças drásticas, constantemente. Mas quando eu puder eu venho aqui e posto um novo cap, mas prometo recompensar sempre. Espero que gostem e Boas Festas!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.