– Eu sei que deveria ter ficado pra te ajudar, mas me desesperei quando ele me entregou aquela flor todo sorridente e… — fez um movimento com a mão, buscando a palavra certa.

– Donaire. — a flor da hera crescendo na parede próxima opinou.

Júlia fingiu que não a ouvia.

– Enfim, isso não importa. O certo era ter te ajudado, não roubado seu carro e fugir, te abandonando no meio daquela gente que te odeia. Sei que pedir desculpas não resolve nada, mas não sei o que fazer. — deixou os ombros caírem, a cabeça baixa.

Ouviu Paula respirar fundo, para logo sentir a mão dela sobre a sua que ainda estava na mesa, segurando-a firme.

– Júlia, eu sei como você é, a culpa foi minha de te levar até lá. Você não trabalha bem sob pressão e jogar seu pai na sua cara naquele momento foi mesmo uma péssima ideia. — Júlia levantou o rosto, Paula agora tinha um sorriso nos lábios. — Eu quem devo me desculpar por te jogar aquele refresco e te causar um resfriado.

– Bem, eu meio que mereci. — encolheu os ombros, sorrindo de lado.

– É, um pouco sim. — dessa vez, as duas riram.

Notas finais
Flor de Hera - Amizade.