Vijukei No Monogatari

20 Capitulo 18 Batalhas perdidas


Notas iniciais
Oi!
Sei estou atrasada!
Explicações no final!
E, sim, esse capitulo é deste tamanho mesmo, não saberia muito bem onde cortá-lo para dividi-lo por isso deixei completo sim?
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
http://img802.imageshack.us/img802/1153/vijukei3.jpg (fundadoras, Maya e simbolos)
CAp ainda sem betagem, aguardar minha anjinha poder passar por aqui, mas eu revisei! ;D
Lemon! Dark Lemon? Sexy Lemon?... Violent Lemon? O.o
Azumi-chan:Olá gente peço desculpas pela demora,mas ai está o cap betadinho!Boa leitura ♥

Capitulo 18 – Batalhas perdidas



–Hum... então as coisas são piores do que pensávamos... – Tora comentou de um jeito corriqueiro.


Os quatro pares de olhos dentro da tenda o olharam, e um par em questão parecia estar furioso.


–É isso que tem a dizer? – Saga rugiu.


–Bem, a maioria das coisas eu não entendi, mas a solução é colocarmos essas duas construções abaixo, matar os chineses e matar esse tal Yuuto, certo? – o tigre respondeu em altivez – se temos um objetivo, basta só decidir o caminho a tomar.


–Ah! Sim, o jeito Ogata de ser, está vendo um caminho para tudo isso por algum acaso? – Saga voltou a rugir, nem meia hora que voltava a ver o general Ogata e já sentia todo o seu sangue ferver em fúria, ainda mais por este teimar em olhá-lo descaradamente durante todo o tempo de reunião.


–Bem, somos três generais, um líder ameniano e uma sacerdotisa do santuário aqui, alguma ideia sai – o Amano deu de ombros e Saga apertou bem os dedos nas mãos para não acabar perdendo a compostura e avançar violentamente para cima do maior.


Uruha se mantinha sentando de frente para o companheiro do outro lado da mesa baixa e ao lado da sacerdotisa Oboru, por vezes sentia o olhar da mulher sobre si e pedia mentalmente para a jovem de cinco séculos de idade não fazer muitas perguntas sobre o porquê não tê-la deixado contar tudo sobre a criação de Vijukei ao general shiroyamiano na noite anterior, quando ambos foram até seus aposentos. O loiro também se mantinha pensativo, tentando analisar tudo, realmente nunca fora bom naquilo, mas a situação estava crítica ali. Sentia o olhar do moreno de rosto coberto em sua direção e tratava de desviar o seu todas as vezes que aquilo acontecia... evitar os olhos do general moreno e da mulher de cabelos castanhos... pra onde olharia?


–Meus homens precisam de dois ou três dias para treinarem e colocaremos o plano da barreira da tormenta em ação – decidiu falar por fim – prometo que dos chineses e da torre da baía de Hana eu e meus guerreiros cuidamos, por isso peço para que Aoi-san e Tora-san marchem em direção a Ishihara e....


–Nem pensar – Aoi interveio – não vou deixar os invasores em suas mãos, Tora e Saga marcham para Ishihara, eu e você cuidamos de tudo aqui, Kai já deve ter mandado nossos navios bombardearem Miyavi, esses dois serão mais do que o suficiente para apenas se certificarem disso...


–Não mesmo, eu não confio em você – Saga se posicionou – cada um de nós envia um pelotão a Ishihara, Oboru-san vai com eles então nós quatro cuidamos da torre da baía, quanto a Vegas e Yuuto...


–Eu gostaria de rumar para Vegas se fosse possível – Oboru interrompeu – Yuuto era originalmente um de nós, eu mesma quero me certificar de que ele será derrotado.


–Oboru-san vai para Vegas então, um pelotão de cada um de nós ruma para Ishihara e cuidamos da baía, de quantos soldados precisará Oboru-san? – o Takashi perguntou à “jovem” a sua direita.


–Queria pedir a escolta de meia dúzia de seus guerreiros, se fosse possível – Oboru falou ao mirar o ameniano e este se mostrou levemente surpreso com o pedido.


–Tenho certeza que muito de meus homens a seguiriam sem problemas, porém sabe de nossas condições no momento, poderia aguardar até que eu conseguisse treinar alguns? – Uruha rebateu.


–Não será necessário, se diz em questão às barreiras de seus shamans eu posso dar um jeito nisso para aqueles que aceitarem me seguir – a sacerdotisa explicou, arrancando um olhar curioso do jovem líder.


–Pode? Poderia fazer algo semelhante pelo o resto de nós? – perguntou, um pouco animado com a hipótese de um jeito mais rápido de vencerem aquilo.


–Requer muita energia, Uruha-san, seis é meu número limite para o tempo que temos, sinto que não possa ajudar os demais – a “jovem” voltou a explanar, destruindo as expectativas do líder.


–Pedirei voluntários assim que findarmos aqui – assentiu – mas quanto ao tempo de treinamento...


–Não temos tempo, se você e seus homens são inúteis devem apenas permanecerem aqui e defenderem o local caso os invasores tentem avançar – Yuu o interrompeu.


–Não somos inúteis – Uruha se manifestou – preciso apenas de três ou dois dias, se ainda assim fracassar eu mesmo me certifico de esgotar toda minha energia para colocar o plano em prática, mas antes gostaria de pedir apenas um tempo...


–Não temos tempo – Yuu rugiu – se pretende fazer algo sugiro que faça o quanto antes, caso contrário aceite ser apenas um inútil e se restrinja a atender os feridos da batalha.


–Não vou fazer isso, é minha vila que está em jogo, nós devemos defender nossa casa com nossas próprias mãos – o loiro ditou de modo firme – até o amanhecer terei mais onze amenianos totalmente capazes de atacar – assentiu em determinação, se colocando de pé – se me derem permissão, começaremos agora mesmo – falou ao lançar um olhar para Saga e este assentiu – com sua licença – se despediu ao sair pela entrada da tenda, decidido a reunir de uma vez seus escolhidos.


–Hunf – Aoi desdenhou – como ele não vai conseguir, sugiro que comecemos a pensar em como atacar o acampamento inimigo...


–Eu acredito que ele consiga – Saga o interrompeu em um sorriso provocador – o que acha Oboru-san?


–Não é impossível, amenianos são muito fortes – esta assentiu.


Aoi fuzilou a dupla com o olhar, e desviou o orbe para o general Ogata pedindo claramente a opinião deste, alguém tinha que ser sensato ali.


–Se Saga-san acredita eu acredito – Tora deu de ombros para a fúria do general que se viu sem apoio nenhum de todos aqueles supostos lideres militares.

–Tudo bem, se preferem depositar sua confiança nele a serem sensatos, serei obrigado a tomar atitudes por conta própria – o general shiroyamiano rugiu, se levantando ultrajado e também se retirando do local.


–Não gostei nada desse cara, ele é mesmo o general de Shiroyama? – Tora argüiu em um olhar franzido.


–Tsc... – Saga resmungou – acha que ele pode por tudo a perder? – perguntou aos dois ainda na reunião.


–Qual o pior que ele pode fazer? Liderar um ataque suicida contra os invasores e diminuir o contingente de soldados? – Tora questionou.


–Aoi-san... pode não parecer, mas ele é capaz de formular planos de ataque realmente assertivos... – Oboru começou, se lembrando do confronto deste contra Akai Ame de quinze anos antes — ... se ele liderar um ataque contra os invasores... talvez consiga derrotá-los ainda que a vantagem numérica seja completamente do inimigo... Aoi-san não mede esforços e nem soldados para um ataque, chegou realmente muito perto de vencer os portões de Akai Ame há quinze anos atrás.


–Hum... – Takashi ponderou — ... vamos esperar até amanhã, confio que Uruha resolverá seu problema, e também nos dará tempo para aguardar algum tipo de resposta de Shou-san e do santuário.


–Sim – Oboru assentiu, ainda que não acreditasse no recebimentos de tal resposta, já que se Omi quisesse mesmo lhe dizer algo já teria feito isso assim que lera a mensagem com provável chegada no dia anterior.


–E esse fedor? Sabe o que é? – o Sakamoto questionou ao Amano que lhe sorria de canto de um jeito desprezivelmente vulgar.


–Shousuke-san disse que os corpos dos soldados de Hana mortos na invasão não foram devolvidos e que qualquer tentativa de comunicação... – Tora começou a responder, mas foi interrompido pelo o general haniano que completara suas palavras.


–Foi totalmente inútil – Saga assentiu, já sabia daquilo desde a época que recebera a mensagem vermelha sobre a invasão na costa.


–Também devo dizer, esses caras não são nada normais, não dá para nos aproximarmos mais, já que quem passa do riacho não volta, mas pelo o que observamos daqui de cima das montanhas esses tais chineses tem hábitos bem estranhos – o Amano completou.


–Hábitos estranhos? – o Sakamoto questionou.


–Eles se mantêm quase inativos durante o dia e começam a se mover durante as noites, são como bichos noturnos – Shinji iniciou sua explicação – há pouco tempo terminaram aquela torre estranha e agora durante às noites ficam apenas andando de um lado para o outro, são muito estranhos e muito lentos, não sei o porquê dos espiões não voltarem, mas não me parecem grande coisa, estava apenas esperando que chegassem para enviar alguém novamente e tentar saber de algo que se passa lá dentro...



–Vamos aguardar até amanhã, mandar mais um espião para a morte é desperdício de recursos, eles já demonstraram que não estão abertos a nenhum tipo de negociação – Saga interveio, olhando de relance a sacerdotisa pensativa – sabe algo sobre isso Oboru-san?


–Não, mas... como Yuuto está envolvido, acredito que não possamos esperar boas coisas sobre isso – a sacerdotisa respondeu – aguardem algum resultado de Uruha-san, ele é forte, pode acreditar nele, Saga-san.


–Hun – o general haniano assentiu – então aguardaremos até amanhã.


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–Hun, já parou de fazer escândalo? – Naoyuki perguntou de modo provocador ao mirar o teto de sua cela – você tem determinação – sorriu.


–Cala a boca, se fosse tão esperto não estaria aqui – Hiroto respondeu na cela úmida e escura que ficava ao lado da do ex-conselheiro chefe de Hana – maldito Kohara.... – praguejou, ainda que em seu peito algo doesse.


–O que fez com Shou-san para ele agir assim? – o Murai voltou a perguntar, esperando alguma resposta da parede grossa de madeira ao lado.


–Nada.... aquele imbecil.. acha que pode fazer isso comigo?... vai acabar com tudo, vai acabar com Hana, com Vijukei... idiota – o Ogata rugia ao se colocar de pé novamente – me tirem daqui seus malditos, acham que podem fazer isso com um Ogata? Meu exército vai massacrar cada um de vocês...


–Quer sair daqui Ogata-san? – a voz do Murai veio do outro lado, fazendo Hiroto cessar seus gritos e se aproximar mais da parede, tentando ouvir melhor.


–Do que está falando? – o pequeno loirinho questionou.


–Não sei o que levou Shou-san a tomar essa atitude, mas se minhas suspeitas estão certas... temos que sair daqui o quanto antes ... – Naoyuki respondeu, um olhar sério em seu rosto — ... estaria disposto a ceder suas terras para abrigar um exército de Vegas?


–Como assim? Do que suspeita? – o Ogata inquiriu em impaciência.


–Shou-san é incapaz de ter um mau coração, por mais que você e suas “aulas” possam ter mudado-o, ele jamais se tornaria má pessoa... o criei desde que ele nasceu, o conheço bem... – Nao começou a explicar – se tomou uma atitude como essa deve ter se sentido sem saída, ordenar a prisão de seu conselheiro e mentor e de seu amante... Shou-san nem ao menos era capaz de ordenar a prisão de um criminoso sem ter a certeza de que ele era culpado...


–Por que ele se sentiria sem saída? – o loirinho perguntou, se sentando de jeito mais confortável, ainda não entendia como Kohara havia ordenado que o trancafiassem ali... tinha certeza que não se enganara em relação à personalidade e índole do Kazamasa.


–Talvez uma ameaça, uma ameaça de alguém que ele soubesse realmente poder fazer algo – o Murai continuou – então, Ogata-san... quer sair daqui?


Hiroto franziu o cenho, tentando pensar claramente em tudo.


–Por que ceder as terras de meu pai para um exército de Vegas? Eles não são nossos inimigos? – o pequeno questionou, decidindo se aceitava ou não a proposta do mais velho, ainda que não planejasse cumprir qualquer acordo feito.


–Hum... quer dizer que estava jogando verde quando me acusou de estar sem repostas de Kazuki-san? – o Murai indagou em decepção – pensei que fosse realmente mais esperto...


–Sei que tem algo com esse prostituto, mas não sei o que é, admito – Hiroto o interrompeu – um de meus soldados de guarda apenas viu quando um pássaro com um pergaminho decorado pousou perto dos seus aposentos, sei que esse tipo de pergaminho é daquele prostíbulo, cheguei a tentar algum tipo de comunicação com Kazuki anos atrás, mas ele negou terminantemente qualquer negociação... por que deveria confiar em vocês?


–Hum... – Naoyuki cerrou os lábios em uma expressão de ponderação, abrindo um sorriso fechado e fino logo em seguida – tem opção melhor? Seus homens de guarda devem estar presos em outro calabouço, seu exército está a dois dias de viagem daqui e você está dentro de uma cela imunda e úmida no porão do presídio de Hana, isso tudo diante de uma invasão estrangeira que parece estar sendo apoiada por Ishihara... sei que é esperto, Ogata-san, não me decepcione.


Hiroto resmungou algo consigo mesmo e então respirou fundo, fechando os olhos e abrindo-os logo em seguida.


–Tudo bem – assentiu – agora me diga: como vamos sair daqui?


E para quem olhasse o rosto do ex-conselheiro chefe de Hana veria um sorriso quase satisfeito ao mirar uma ave pequena adentrar de modo rápido o corredor escuro das celas e pousar em frente à sua.


Hiroto tentou olhar a origem do barulho de asas e conseguiu mirar o que parecia um pássaro realmente pequeno por entre as barras de sua “gaiola”, na pata o pássaro tinha um embrulho pequeno, mas que reconheceu ser um pergaminho, um pergaminho muito pequeno... e decorado.


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Kazuki mirava o céu em uma cor alaranjada do por do sol, seus olhos se direcionando preguiçosamente para a construção enorme de pedras cinzas e design estranho chamado de “castelo” por Byou.


“Mau gosto!”


Resmungou mentalmente, não gostava de ficar longe de sua amada Gather Roses, mas devido a situação aquilo se mostrava necessário.

Ouviu algo se aproximar e sorriu em antecipação.


–Se acalme Jin, eu não estou planejando nada contra o seu novo dono, já foi meu uma vez, deveria ter mais confiança em mim – ditou de modo humorado e a figura do hibrido cachorro se mostrou em um caminhar firme ao descer da árvore próxima.


–Justamente por ter sido seu uma vez que desconfio – Jin assentiu em um tom brando, mas ainda assim sério – sabe que não permito que nada aconteça ao meu dono, se algo der errado...


–Você fugirá com seu proprietário e não se importará com mais nada – Kazuki completou – sim, fiquei a par da sua desenvoltura no último confronto de Akai Ame e Shiroyama...


–Hum... – Jin deu de ombros – um de nós viu a escolta de Yuuto há meio dia daqui, ele vai chegar antes do planejado – avisou ao se referir a um outro hibrido parte do exército que tecnicamente “liderava”.


–Mas nós já estamos prontos de qualquer modo – o ex-cortesão assentiu – identificaram youkais por perto?


–Não, não sabemos o que aconteceu com eles, mas não estão por Vegas e nem perto de Yuuto... não acho que ele seja tão descuidado de vir com uma dúzia de soldados humanos direto para uma armadilha – o meio youkai respondeu, causando um franzir de cenho do cortesão.



–Nem eu ... – Kazuki comentou de volta... não estava gostando nada daquilo – me leve até seu dono, preciso falar algo com ele.


–Ele está ocupado no momento – Jin rebateu.


–Fui eu quem trouxe os garotos, não estou nem aí se ele está fodendo-os todos de uma vez – Kazuki vociferou em estresse, realmente odiava estar debaixo do teto de outra pessoa – se não vai me levar, eu vou sozinho – ditou ao passar pelo o meio youkai que se manteve imóvel.



–Uma hora dessas e aquele cara fodendo... ele é algum tipo de maníaco? – o ex-cortesão reconheceu a voz assim que este chegara em uma corrente de vento


–Apenas uma criança mimada com um ego enorme que precisa ser saciado – Kazuki respondeu – onde estava?


–Fui enviar a mensagem que me pediu e verificar os soldados presos que insistem em serem leais àquele Yuuto...– Manabu rebateu – devo dizer que não fiquei surpreso em saber de sua negociação com Hana? Apesar de ter escondido tão bem durante todo esse tempo...


–Hum... – Kazuki resmungou de modo humorado – você... não percebeu?


–Percebi?


–Ah, Buu-chan... – o ex-cortesão sorriu, parando de caminhar e se virando para o “companheiro”, passando as mãos pela cintura deste — ... há quanto tempo está fora de Akai Ame?


–Por que pergunta isso? — o ameniano inquiriu em afronto, se desvencilhando das mãos do maior.


–Eu nunca aceitaria nenhuma negociação com aqueles idiotas de Hana, só aceitei isso porque foi um pedido de Uruha-san... – Kazuki respondeu em um sorriso esperto — ... você... não tem nenhuma ligação com Akai Ame, não é? Além do fato de ser ameniano, parece que não possui nenhuma conexão com eles...


–Hunf – Manabu bufou de lado – eu sou um trabalhador autônomo por assim dizer – rebateu – eu disse que era diferente dos outros.


–Sim, disse... – Kazuki sorriu — ... santuário... – balbuciou em provocação, arrancando um olhar falsamente desinteressado do pequeno — ... está tentando ser algum tipo de herói, Buu-chan? Ou é apenas um tipo de “agente duplo” que faz o serviço para quem pagar mais?


–Já disse para não me chamar por apelidos – o ameniano ditara em uma feição fechada – e eu não sei do que está falando – deu de ombros.


–Hun... – o maior sorriu novamente – vou falar com Byou, venha comigo, aparentemente Yuuto conseguiu sumir com os youkais no ar.


–Como assim “sumir”? – o menor questionou em notável preocupação.


–Eles simplesmente desapareceram quando ele foi embora e Jin disse que nenhum dos meio youkais os viu próximo a Yuuto ou pelas redondezas – o ex-cortesão explicou – sabe algo a respeito disso?


Manabu parou um instante, uma expressão confusa.


–Não... – balbuciou a resposta.


–Pois é, temos que nos prevenir, não acho que isso seja boa coisa – Kazuki assentiu em altivez – venha, se eu sou seu “companheiro” você tem que me ajudar a lidar com “as crianças” – ditou ao puxar o menor pelo o pulso.


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Uruha respirou fundo mais uma vez, não queria olhar para os olhos assustados e chorosos da maioria de seu exército que assistia ao treinamento mais irracional e monstruoso que já houve na história de seu povo...


“É preciso.... não temos tempo... é necessário...”


Se repetia mentalmente enquanto se mantinha em seu estado de semi possessão, apenas lidando com as barreiras de seu shaman, forçando os quinze homens ali dentro a fazerem o mesmo.


De inicio pediu apenas para seus escolhidos participarem do violento treino, mas outros quatro acabaram se oferecendo, e apesar de mais guerreiros terem aderido à idéia, não conseguiria lidar com um número maior que aquele, não em sua atual condição.


O líder loiro tinha seu traje já rasgado em algumas partes, os cabelos amarrados em um rabo de cavalo e o rosto e braços sujos em alguns pontos, como se houvessem sido atingidos e se curado. O suor começava a lhe banhar a face de olhos vermelhos e olhar franzido. Ao seu redor estavam seus quinze homens, uns também com a coloração rubra nas iris, outros com seus cabelos loiros parcialmente negros e com expressões cerradas... Reita era um deles...


Em volta da arena circular havia uma barreira de contenção para que a horrorizada platéia não se machucasse, ainda que esta fosse composta apenas de amenianos já que Uruha se certificara que, como de costume, uma barreira de proteção e contenção fosse erguida no limite do “território” de seus guerreiros dentro do refúgio da aliança.


Kouyou captou seu amigo e comandante em um descontrole avançado demais e tratou de se materializar em um vulto aspirado para ao lado deste, se defendendo do ataque assassino da espada gigantesca ao barrá-la com uma de suas lâminas.


–Droga Akira, sei que pode fazer melhor que isso... – gritou ao ver o cabelo deste insistir em se tingir mais de preto — ... maldição.... – praguejou ao fincar uma de suas espadas na marca vermelha do amigo, fazendo-o se contorcer e obrigando-o a voltar ao normal para se curar, largando este no chão. Uruha só teve tempo de se esquivar de um golpe de outro de seus guerreiros antes de identificar mais outro em estágio avançado de possessão... talvez tenha errado em forçar seus homens a chegarem àquele estado, não poderia conter todos de uma vez ... fora errado tentar obrigá-los a controlarem e manipularem seus shamans daquele modo.


Flutuou rapidamente até o soldado de poucos fios loiros e também fincou uma de suas espadas nas marcas de seus ombros, o jovem neko indo ao chão e tingindo seus cabelos de dourado mais uma vez.


–Uruha-san... – Miku gritou ao ver o líder se ajoelhar em cansaço, aquilo estava errado – já chega, vamos parar – o neko de olhos vermelhos e já completamente sob controle pediu em um tom choroso, correndo para ajudar o maior e defendendo-se de um dos ataques de seus descontrolados amigos.


Kouyou levou a mão à barriga, sua energia estava perto de entrar no limite que permitiria, mas seis dos quinze já haviam conseguido... faltava pouco... em sua percepção.


–Tente ajudar Akira e Lune... – Uruha arfou – eles estão perto – pediu ao neko e voltou a se erguer, olhando franzido para dois descontrolados que lutavam entre si e chegaram a ferir um ao outro, entrando no meio dos encontros de lâminas destes, tendo um corte em um de seus braços, mas apunhalando ambos em um de seus símbolos gêmeos – controlem-se... controlem-se... – pedia, passando seus olhos mais uma vez em volta, vendo seus seis grande “vencedores” também ajudando-os ao se esquivarem de golpes e atingirem seus parceiros e amigos para que estes aprendessem da pior forma como controlarem seu shamans em sua pior e mais poderosa manifestação... a manifestação da possessão... ou ao menos o início dela.


“Horrível...”


Se deixou quase chorar, ver seus guerreiros agindo tão selvagemente daquele modo era horrível, agir de modo tão cruel como agia era imperdoável...


“Maldição...”


Com certeza não era aquilo que seu pai queria ao treinar guerreiros para defendê-los... com certeza Ryou o repreenderia e choraria ao ver no que estava transformando aquele exército...


“Desculpe.... pai...”


Por que tudo tinha que ser sempre do jeito mais difícil? Por que tudo aquilo teve que acontecer?


Sentiu uma leve dor na barriga e se curvou modestamente... estava chegando perto de seu limite, se o ultrapassasse colocaria seu bebê e sua vida em risco... olhou para o céu diferente daquele que gostava de ver, e ele já estava escuro... estavam naquilo desde a tarde... tinha até o amanhecer para apresentar resultado... faltava tão pouco...


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A pequena Maya olhava com estranheza todos aqueles homens andando de um lado para o outro entre as barracas, parecia estar mais agitado do que nunca, por isso se forçava a se esconder entre os tecidos de tendas para que nenhum deles a visse e acabasse por alertar a guarda que seu pai havia lhe imposto. Não conseguia sentir a energia de nenhum dos guerreiros de Uruha e nem a dele. Sabia que deveriam estar dentro daquela bola grande e vermelha, mas precisava ver o loiro, já que não conseguira aquilo da última vez antes dos soldados de seu pai a acharem na tenda do líder ameniano sendo cuidada por Akira.


Identificou a barreira rubra poucos metros à frente e iria usar aquele desenho de sua mão para chegar até lá em um instante quando braços enlaçaram sua cintura por suas costas e ergueram seus pezinhos calçados do chão.


–Me solta – a pequena se debateu.


–Maya, pare – a voz imponente fez a pequena congelar ao reconhecer o timbre abafado.


A pequenina abaixou a cabeça e esperou o moreno a virar em seu colo, colocando-a de frente para si.


–Oi papai... – Maya sibilou baixinho, de cabeça ainda curvada.


–Te trazer comigo até aqui já é perigoso, mas sua travessura me obrigou tal coisa já que não posso confiar que chegaria segura em casa e muito menos que ficaria bem em Hana, tem que entender que quando eu mando você ficar quieta e no lugar onde eu te deixei, é pra você ficar quieta e exatamente onde eu te deixei, Maya – Aoi rugiu em direção a pequena que solavancou em um soluço triste.


–E-eu... queria ver o Uruha... – Maya sussurrou de modo choroso, causando mais uma estreitada de olhar do pai de rosto coberto.


O moreno abraçara a pequena contra seu peito e mirou com cenho franzido o acampamento ameniano mais a frente. Mais cedo havia tentado adentrar o local, só para ser barrado por aquela maldita parede invisível, sendo informado por um dos amenianos de que ninguém estava autorizado a entrar ali se não fosse um deles. Claro que rugiu, vociferou e chegou até gritar o nome do líder para que este se explicasse, mas de acordo com o vulgar soldado que viera ter consigo e seus homens, o líder estava em treinamento e não poderia lhe atender.


De algum modo não havia se surpreendido pelo loiro ter ido mesmo fazer o que diria que faria, na verdade tinha que admitir que aquele vulgar e estranho ameniano que havia lhe enfeitiçado tinha algo de nobre e admirável dentro de si... ainda assim não aceitava ser impedido ou barrado por nada nem ninguém.


–Ele está ocupado no momento – falou em direção à filha que chorava contra o seu ombro, lhe doía causar aquilo na menina... não gostava de vê-la chorar – venha, vai dormir comigo essa noite, eu vou te contar uma história – avisou em uma voz menos ríspida e a pequena ergueu os olhos marejados para o pai.


–Mesmo? — perguntou ao limpar o rostinho molhado.


–Sim, então pare de chorar – o moreno ditou, fazendo um sinal de cabeça para que seus homens o escoltassem até sua tenda, dando às costas e levando sua filha nos braços... pelo o visto não teria seu “serviço de quarto” aquela noite.


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–Saga-sama, o general Ogata pede para vê-lo – um de seus soldados avisou e o moreno de cabelos curtos e olhar estreito apertou a pena de escrita em sua mão com força ao ouvir aquilo, chegando a parti-la... sabia que boa coisa o outro não iria querer àquela hora em sua tenda... “Será que nem em uma situação como essa esse maldito muda de postura?”


Takashi se levantou, deixando o pergaminho que escrevia de lado, indo até o suporte de sua armadura e retirando de lá sua bela espada dourada.


–Deixe-o entrar, e não deixem ninguém mais entrar aqui aconteça o que acontecer – ordenou ao soldado, que assentiu respeitosamente, se retirando logo em seguida.


Era hoje que o venceria, havia praticado nos últimos dias, e possuía “facilidades” dispostas pela a tenda para ajudá-lo. Tinha que mostrar praquele sodomita maldito que escolhera o homem errado para brincar e que ele, Saga, estava no comando ali...


“Vou derrotá-lo, com certeza o derroto!”


Se repetia ao passar os olhos pela a tenda, verificando se estava tudo no lugar que deixara, assim que tivesse o maior desarmado e ferido jogado ao chão chamaria seus soldados e mostraria diante de testemunhas sua vitória... mas até lá preferia que o embate fosse sigiloso... não podia correr o risco de ser humilhado novamente... e odiava admitir... mas havia uma pequena chance disso acontecer...


“Vou derrotá-lo, com certeza o derroto!”


Voltou a repetir quando o Amano adentrou o local retangular ao mover o tecido da entrada para o lado, o sorriso pequeno e cínico no rosto... odiava aquele sorriso do maior... como se tivesse total certeza de que jamais perderia.


–Oh! Passamos todo esse tempo sem nos ver e meu gatinho já está louco para brincar de jogos violentos? – Tora provocou ao mirar o general levemente menor que si empunhar a espada em sua direção.


–Pegue uma espada – foi a resposta do Sakamoto ao indicar um suporte mais a esquerda da espaçosa tenda com algumas lâminas comuns... uma de suas “facilidades” era oferecer uma espada de baixa qualidade ao oponente... não estava mais se importando para “igualdades” em batalha... com aquele maldito não havia igualdade alguma.


Tora percebeu a intenção do general de Hana ao verificar a lâminas oferecidas... bem, só teria que tomar cuidado e enlouquecer “seu gatinho” até este perder a cabeça... afinal o menor era habilidoso em combate, bom estrategista e até mesmo com uma movimentação extraordinária, mas seu ponto fraco era justamente seu temperamento e cabeça quente... coisas que pareciam estar sob total controle do tigre.


–Pois então... – Shinji se virou para o outro e sorriu — ... acha que precisa me dar uma espada ruim para vencer? – provocou vendo uma sobrancelha do menor se erguer e este sorrir de lado, dando de ombros.


–Eu só preciso te vencer, certo? – Saga rebateu, causando uma expressão surpresa do maior.


–Oh... então meu gatinho aprendeu a nem sempre mostrar suas garras... – Shiji comentou em um assovio, sorrindo logo em seguida... sem dúvida aquele homem o acendia de várias formas... – eu posso acabar me apaixonando...


O Sakamoto fechou o sorriso e se resumiu a não responder à provocação.


–Em guarda – ditou ao se posicionar e logo Tora fizera o mesmo.


Alguns segundos se encarando e então Saga decidiu atacar, mais calmo do que costumava ser, ainda que seu íntimo urgisse para ter aquele maldito tigre caído ao chão o mais rápido possível. Um embate mais regrado de espadas, com movimentos lentos e bem planejados, o que causou certa dificuldade para o maior... com certeza seu gatinho havia andado treinando.


Em um golpe mais forte o Amano foi projetado para trás e Saga sorriu em satisfação.


–Sem tempo para provocações? – Takashi sorriu, no intuito de começar a fazer o general Ogata provar do próprio remédio, mas para sua frustração este apenas retribuiu o sorriso.


–Estava com saudades das minhas provocações? – Shinji rebateu e passou a língua pelos os lábios de um jeito propositalmente indecente – fique calmo, assim que nossa brincadeira acabar vou ser todo seu, gatinho...


–Tsc – Saga resmungou, se forçando a manter a calma e respirando fundo, novamente se absteve de resposta e voltou a investir contra o moreno maior, forçando-o a andar de costas até o ponto onde queria ao se defender de seus golpes, jogando-o contra uma das laterais da tenda e rapidamente puxando o que parecia apenas um enfeite no tecido duro e esticado desta, mas que escondia uma lâmina na ponta. Logo direcionou-a para a cintura do maior e a forçou para fincá-la, se decepcionando ao ver o Amano desviar, sofrendo apenas um corte no tecido do kimono em tom de marrom e uma ferida muito leve em sua pele.


Shinji tratou de empurrar o corpo menor para o lado e recuar em direção à outra lateral, verificando o estrago em sua roupa e na pele de sua cintura... então seu gatinho já tinha apelado para brincadeiras sujas?


–Tem certeza de que isso é um embate justo? – repreendeu o haniano e este apenas deu de ombros.


–Eu só preciso te vencer...– o Sakamoto repetiu e sorriu, dessa vez totalmente satisfeito ao mirar o olhar cerrado do maior para si.


–Muito bem então, Saga – Tora vociferou, Takashi acabara de lhe tirar o bom humor. Avançou em direção ao menor, golpeando-o rapidamente e forçando-o a se defender e recuar, ainda que a espada pobre em seu punho desse indícios de se partir. Usou o braço livre para aproveitar uma brecha na defesa do outro e socou o rosto deste com tudo que tinha, fazendo o Sakamato se desorientar e ir de encontro a um das laterais da tenda.Se projetou para atacar, mas assim que a espada foi barrada pela a do Takashi esta se rompeu.


Tora deixou a lâmina partida no chão e correu até o outro lado para pegar mais uma espada barata no suporte, permitindo que Takashi se recuperasse e avançasse sobre si, conseguindo se defender do golpe deste por muito pouco, a lâmina de baixa qualidade ameaçando de partir novamente... não tinha como, teria que desarmá-lo se quisesse ter alguma chance. Se distraiu enquanto pensava em um jeito e acabou por sofrer um corte em seu braço, outro passando perto de sua barriga e rasgado toda a frente de seu kimono, revelando seu peito parcialmente nu... aquilo era excitante, mas perigoso demais, Saga não parecia estar muito preocupado se o mataria ou não... ainda que tivessem uma guerra por ganhar.

Correu em direção ao outro lado e pegou um dos vasos de água ao chão, arremessando-o contra o menor e desorientando-o momentaneamente... teria que aproveitar muito bem aquela chance. Por isso, correu com tudo e o empurrou com o próprio corpo até a outra extremidade da tenda, prendendo o punho que segurava a espada dourada com os dedos e apertando-o até que o Sakamoto fraquejasse e deixasse a lâmina cair. Se adiantou para pegá-la e correu com esta para trás, se distanciando de modo vitorioso.


O sorriso do tigre não durou muito já que assim que Takashi foi liberto suas mãos foram até mais dois supostos enfeites no tecido atrás de si e este arremessou as duas adagas. Tora conseguiu se esquivar de uma, mas a outra passou de raspão por seu polegar opositor que segurava a espada recém adquirida, forçando-o a largá-la. O Amano levou o corte profundo à boca e empunhou a outra lâmina em sua mão direita... o gatinho realmente não estava para brincadeiras.


Viu Saga correr até si e de inicio pensou que o outro tivesse ficado louco, mas este logo desviou seu caminho e foi até o suporte de espadas. Shinji se apressou e empurrou o móvel ao chão antes que o menor pudesse pegar uma das armas, atacando suas mãos quando este tentou abaixar para se munir de uma delas. Saga deu passos para trás e foi em direção à sua última “surpresa” no canto da tenda, lançando-a contra o maior e conseguindo cortar o ombro deste, se aproveitando da brecha para lhe apertar o pulso armado e forçá-lo a soltar a lâmina, chocando sua cabeça contra a do outro em um golpe forte, fazendo este se desorientar e então devolvendo o soco no rosto do tigre, segurando-o pela a parte de cima do kimono rasgado, terminando de tirar o tecido do corpo deste assim que este caiu ao chão.


O Amano não demorou reagir e mesmo com suas costas de encontro ao solo moveu uma de suas pernas com força, chocando-a contra os calcanhares do Sakamoto e levando este ao chão também. Tratou de puxar o menor pelo o kimono, folgando o tecido e revelando parte do tórax e abdômen nus deste... realmente aquele homem o provocava. Foi surpreendido por outro soco em seu rosto e assim ambos os generais começaram a literalmente rolarem pelo o chão da espaçosa tenda ao trocarem golpes e tentarem se levantar, sendo impedidos um pelo o outro.


Saga já estava com a parte de cima de seu kimono completamente aberta e seu rosto meio inchado perto da boca e do supercílio esquerdo, o Amano estava em cima de si e Takashi se negava terminantemente a perder umas uma vez para o maldito sodomita imundo. Meteu o cotovelo na lateral da face do tigre e o fez sair de cima, tentou engatinhar em direção à sua espada mais ao canto, porém foi surpreendido pelo o aperto brusco de mãos em sua calça folgada, puxando estas para baixo e desnudando-o vergonhosamente. Tentou saltar para alcançar de uma vez sua arma, mas a poucos centímetros desta seus pulsos foram presos contra o solo, um corpo maior imprensando o seu contra o chão e sua intimidade indo de encontro ao tecido leve que forrava o piso.


–Neko-chan... –uma odiosa voz gemida contra sua orelha e então sentiu aquela nojenta pontada dura contra suas nádegas... sabia que aquele maldito era um asqueroso pervertido sodomita.


Saga projetou sua cabeça para trás com força, acertando em cheio o nariz do Amano, desorientando este e libertando suas mãos com a fraqueza do aperto dos dedos em seus pulsos. Pegou a espada com pressa, mas assim que apoiou os joelhos e as palmas no solo para se levantar teve seus cabelos negros e curtos puxados e a lateral de seu rosto foi de encontro ao chão em um golpe forte, fazendo sua cabeça girar.


Tora se curvou sobre as costas do general menor e voltou a investir a cabeça deste contra o piso uma segunda vez, apenas para se certificar que este não ofereceria mais resistência. Não queria estar sendo tão violento, mas seu nariz quebrado o havia deixado realmente irritado e louco para ter logo o idiota e provocante Sakamoto.


Saga tentou focalizar algo, mas a dor e a tontura o dominavam, sentiu a espada em sua mão ser tirada de sua palma e ouviu o titilar do metal desta mais a frente... tinha que matar aquele maldito. Seus cabelos foram puxados novamente e de algum modo já aguardava uma terceira investida forçada desta em direção ao chão, porém isso não aconteceu.


–Gatinho... você foi longe demais.... – ouviu a voz ecoada às suas costas e mantinha os joelhos apoiando a parte detrás de seu corpo, ainda que seus braços e cabeças estivessem moles, não se dava conta dos quadris empinados, apenas tentava inutilmente se forçar a levantar. Sentiu o choque de algo contra suas nádegas e algo úmido descer por seu rosto, provavelmente o sangue de alguma ferida em sua testa devido ao impacto com o chão. Tudo girava e tudo estava desfocado... não acreditava que havia perdido mais uma vez.


Tora abaixou seu tronco, colando-o contra as costas semi cobertas pelo o tecido do kimono do menor, aspirando o cheiro dos cabelos de “seu gatinho” enquanto segurava os fios com força em sua mão direita, mantendo a face deste levantada. Friccionou a intimidade ainda coberta, mas já ereta contra a traseira nua e de pele alva do general de Hana... estava tão louco para possuí-lo que chegou a grunhir em excitação só por aquilo.


–Meu... – sussurrou de modo grave, levando a mão esquerda até o queixo sujo de sangue do Sakamoto, adentrando a boca aberta e mole deste com dois dedos, recolhendo a saliva em excesso e qualquer outro fluido que ali estivesse, identificando um dente quebrado mais atrás... provavelmente o neko-chan o mataria por aquilo depois, mas também sentia um espaço vago em sua dentadura... estavam quites. Não demorou muito lambuzando seus dígitos o outro poderia recobrar alguma orientação e lhe morder, por isso os retirou com rapidez, projetando-o velozmente para a traseira exposta para si, se descolando desta e deixando os dedos procurarem a entrada virgem ali atrás, melando-a com os resquícios de saliva e sangue que conseguira retirar do menor – você me enlouquece... – gemeu ao circundar o orifício com o indicador e voltou a colar o rosto do general abaixo de si contra o chão assim que forçou o primeiro dedo a entrar.


–Hun... – Saga reclamou em reflexo diante do incômodo, ainda que seu cérebro não estivesse muito bom para cogitar nada no momento, a boca com gosto de fel e o corpo todo dolorido... o que estava acontecendo consigo? Rugiu em dor quando um segundo dedo foi inserido e em um momento se dava conta que aquele desprezível pervertido sodomita o estava violando vergonhosamente como se fosse um puto.... – Ahrg... – vociferou ao fechar os olhos e forçar as palmas contra o piso, ainda sem conseguir se levantar e tendo o rosto já dolorido raspado no solo.


Tora sorriu de satisfação com o interior quente em volta de seus dedos, de algum modo sabia que ali dentro daquele violento gatinho só poderia ser quente como um vulcão. Usou os joelhos apoiados no piso para afastar mais as pernas dobradas deste e aumentar a distância entre os joelhos do menor, abrindo mais as nádegas modestas e empinadas apenas para seus dedos terem mais liberdade de se abrirem a alargarem aquele lindo buraquinho para recebê-lo. Naquele momento não se importava de estarem no meio de uma guerra e muito menos com soldados de ambos exércitos do lado de fora... possuiria aquele homem, naquele momento, caso contrário jamais se perdoaria. Se havia a possibilidade de todo ali morrerem e tudo se acabar... por que não realizar logo aqueles desejos e vontades insanas?


Retirou os dígitos, já deveria bastar, não que fosse a melhor preparação, mas com certeza ser gentil naquele momento não mudaria nada o fato de que Takashi quereria arrancar sua cabeça no dia seguinte. Desatou o nó de suas calças com rapidez, sua parte de cima a muito já estava destruída e largada pelo o chão. Revelou o membro pulsante e rígido, segurando-o com os dedos ainda meio lambuzados e acariciando de leve antes de encaixá-lo na entrada modestamente alargada, circundou a glande contra o orifício para aproveitar um pouco da lubrificação que saia desta e então ergueu o tronco e apertou mais os fios negros em sua outra mão assim que se forçou para o interior apertado e escaldante do Sakamoto.


Takashi abriu a boca em um grito mudo, os dedos se encravando no solo e os olhos se cerrando com força, a dor e o ódio o invadiram... aquilo não podia estar acontecendo, aquele maldito pagaria com a vida, com certeza arrancaria a cabeça dele fora... com certeza... aquilo só podia ser um pesadelo...


–Hun... – Tora gemeu, de fato Saga era muito apertado – relaxe um pouco, neko-chan... – pediu em uma voz grunhida e difícil, forçando mais seu membro a alcançar o fundo do corpo invadido.



–Seu... – Takashi tentou praguejar, não conseguindo vocalizar muito mais sem gemer de dor, mordendo o lábio com força para evitar mais vergonha e humilhação para si.


–Ah... – o tigre liberou em um suspiro aliviado ao se encontrar completamente dentro – tão quentinho...


–Cala a boca... maldito... filho de...- o Sakamoto reclamou em fúria, forçando os braços a erguerem seu tronco... não acreditava que aquele maldito incômodo ali atrás fosse mesmo o membro imundo daquele Ogata dentro de si. Seus braços perderem o equilíbrio assim que seu corpo foi lançado para frente por uma estocada e Saga voltou a abrir a boca em um grito mudo, os cotovelos não mais se sustentando e o rosto indo de encontro ao chão novamente enquanto uma segunda estocada lenta lhe fazia solavancar – tira... seu... – tentou vociferar sem muito sucesso diante de uma terceira investida.


Tora soltou os cabelos do menor ao ver que este dificilmente conseguiria se erguer e preferiu segurar o quadril magro e fino deste quando o percebeu fraquejar também, se deliciando com uma quarta estocada naquele interior quente e estreito, sorrindo para si mesmo ao aumentar a velocidade... estava tomando seu violento e perigoso gatinho para si... isso era excitante e incrível de várias formas. Desceu o tronco e beijou a nuca sedutora e exposta do Sakamoto, afastando o tecido largado e aberto da parte de cima do kimono deste, mordendo ali logo em seguida, sentindo o corpo delgado se estremecer abaixo de si.


–Oh... sensível? – perguntou em provocação e luxúria, lambendo a nuca suada antes de depositar uma mordida mais forte ali, marcando-o, obtendo apenas um pequeno gruindo furioso abafado pelos os lábios do próprio general haniano. Não era justo, queria encarar bem aqueles olhos furiosos e afogados em prazer de seu gatinho. Se retirou de dentro do menor com rapidez, virando o corpo deste de maneira veloz e não se demorando em se colocar entre as pernas deste, aproveitando o momento de falta de orientação e voltando a encaixar seus corpos em um esticada só, desta vez sim podendo enxergar bem as iris escuras se dilatando e os lábios rosados e inchados se abrindo de maneira exagerada ainda que a garganta não emitisse som algum – oh... delicioso... – gemeu ao estocar curtamente e descer o tronco mais uma vez, tomando os lábios alheios em um beijo, mas tendo sua língua mordida pelos os dentes violentos deste, conseguindo puxá-la com alguma dificuldade, o músculo úmido dolorido pelo o ataque – au... gatinho morde...


Saga franziu o cenho em fúria, tudo ainda parecia meio desfocado, mas a sensação de preenchimento era evidente. Levou com muito esforço seu punho direito cerrado até a face do outro em um soco meio fraco, mas que conseguiu machucar mais o rosto já inchado do Amano.


Tora cuspiu um pouco de sangue e sorriu... ah, se Takashi soubesse que aquilo só o provocava mais. Chegou a rugir como um felino quando praticamente saltou semelhante a um tigre sobre as mãos do menor, imprensando os pulsos deste contra o chão e estocando com mais força, fazendo as pernas moles deste se manterem no ar e o quadril se inclinar a seu belo prazer. Desceu os dentes mais uma vez até o pescoço do Sakamoto e o mordeu com vontade como se de fato fosse um predador a degustar de sua presa...


Os corpos já estavam suados e Tora investia em um ritmo frenético entre as pernas dobradas e sem apoio do general de Hana. Takashi há algum tempo havia fechado os olhos e se negava a abri-los por mais que seu maldito corpo já se mostrasse evidentemente acostumado e até mesmo excitado com aquilo... não podia estar acontecendo, não podia.


–Hum... – o gemido saiu da garganta do haniano e este se negou a acreditar que o tinha emitido.


–Humm... gatinho, geme mais pra mim... – Tora sussurrou contra sua orelha – hein... você sabe que está gostando... – o estocou com mais força, alcançando um ponto específico de seu corpo e sendo agraciado com mais um gemido -... oh... então é aqui? – sorriu em satisfação, mudando o ângulo para tentar atingir aquela área mais vezes, sua mão esquerda dando alguma atenção ao membro ereto do menor entre seus corpos... afinal se seu gatinho também estava desfrutando, tudo era bem melhor. Sentiu os músculos deste se contraírem e lhe apertarem como se provocasse, tendo que fechar os olhos diante de tanto prazer — ... droga Takashi... como você é bom... aperta mais... – pediu ao embalar novamente o ritmo frenético. Se surpreendeu quando sentiu a mão em sua nuca e teve que levantar um pouco a cabeça para mirar os olhos abertos e dilatados do tão invencível general de Hana afogados em prazer... – oh... – exclamou em uma satisfação sublime — ... tão lindo... – sussurrou antes de ver os orbes deste se fecharem e então invadiu a boca aberta em ofegos desesperados com sua língua, sentindo o gosto de sangue misturado ao paladar natural de seu gatinho... Takashi finalmente tinha se entregado ao prazer...


Saga se deixou cair em um abandono rodeado de luxúria e desejo, agarrou a nunca alheia com a outra mão assim que Tora a soltara e aprofundara o ósculo lascivo e selvagem antes de dobrar suas pernas e forçar o quadril que lhe estocava a lhe atingir mais no fundo, onde queria, bem naquele ponto.



Não souberam quanto tempo continuaram naqueles movimentos violentos e molhados de suor, mas até mesmo a dor de suas feridas não parecia nada diante do prazer que sentiam. Saga não agüentou mais e se despejou em um orgasmo incontrolável, deixando-se cair completamente mole de volta ao chão. Sendo solavancado mais algumas vezes antes do maior finalmente se derreter dentro de si, fazendo todas suas feridas arderem ao se jogar por cima de seu corpo.


Os ofegos eram desesperados e Tora sorria como uma criança completamente feliz por ter conseguido algo que muito queria.


–Antes da gente se ... recuperar... e voltar a se matar...– o tigre começou a falar entre sua respiração rápida – eu... tenho que ... assumir minha derrota... – sorriu — ... eu perdi... – forçou os braços para erguer o tronco minimamente e encarar a expressão fechada e ofegante do menor — ... você venceu... estou complemente apaixonado, me tem inteiramente aos seus pés, Takashi.


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–Papai me prometeu uma história – a pequena Maya cobrou em uma voz chorosa ao se deitar do futon espaçoso do pai, estendendo os braços para que este se deitasse ao seu lado.


Yuu a olhou rapidamente, não era de seu feitio e nem costume dedicar aquele tipo de tratamento próximo à menina, pois não se sentia merecedor de tal, porém, como negar algo àquele olhinhos tão pedintes? Decidiu se deitar e puxou a pequenina para ficar entre seus braços, cobrindo-os levemente... fazia tempo que não se permitia ser carinhoso assim, nem mesmo com sua princesinha...


–Que tipo de história quer ouvir? Seu papai só tem as velhas histórias de guerra que já lhe contei – Aoi questionou ao aconchegar a cabecinha da filha contra seu peito e acariciar os fios soltos e longos da menina.


–Ah... aquelas histórias... – Maya comentou em um estremecer, não queria contar para o pai que não gostava das histórias assustadoras que ele contava, mas ficava feliz quando isto acontecia por ser um dos raros momentos que o general dedicava alguma atenção para si — ... neh... papai nunca me contou como conheceu a mamãe Tsuna... – a pequenina pediu em uma curiosidade ansiosa, mas baixou a cabeça e se encolheu ao não receber resposta – papai não quer contar?


Yuu respirou fundo, tocar naquele assunto havia se tornado uma proibição pessoal para si há anos, tinha medo de que por algum motivo a filha acabasse por odiá-lo quando descobrisse o que havia feito, mas talvez fosse melhor que ela ouvisse sua versão da história, com um final inventado, a acabar dando ouvidos para outras pessoas... como um loiro enxerido que de algum modo havia descoberto sobre parte de seu passado.


–Bem, eu conheci sua mamãe há quinze anos atrás, quando lutamos contra os demônios de Akai Ame... – começou.


– O pessoal de Akai Ame não são demônios, eles são legais... – a pequena contestou em reflexo ao sempre dizer aquilo às concubinas que ousavam falar mal de seus amigos, mas ao perceber ter dito algo indevido na frente do pai levou a mãozinha a boca em repreensão – desculpe...


Yuu olhou para baixo e viu o amontoado de cabelos clareados da filha, de fato talvez houvesse alguma conexão entre as pessoas daquela vila que mesmo apenas metade de seu sangue pertencente àquele lugar sua princesinha ainda fosse tão bravamente defensora deles... bem, de fato eles não eram tão ruins quanto se lembrara na última guerra contra a vila.


–Bem... nós fomos derrotados, apesar de termos lutado bravamente e derrotado muitos dos... habitantes de Akai Ame – continuou, se decidindo por tentar ser menos ofensivo ao povo singular apenas por consideração à sua pequena — ... fomos socorridos pelos monges e sacerdotisas do santuário, que nos acolheram e curaram nossa feridas, seu papai estava bem machucado, mas tínhamos perdido muitos homens e alguns estavam em situações bem mais graves do que a minha, por isso tratei de providenciar que eles fossem atendidos antes de mim, e então... a sua mamãe apareceu... – fechou os olhos em um suspiro nostálgico, quão jovem e sonhador era na época... – e ela era a mulher mais linda e mais gentil que seu papai já havia encontrado, e ainda assim, bem decidida e firme, conseguiu dobrar a teimosia do seu papai e fazê-lo aceitar tratar de suas feridas, e ela mesma foi quem cuidou de seu papai...


–Como a mamãe era? – a pequena perguntou.


–Ela era linda, tinha uma pele branquinha como a sua e os cabelos bem negros, os olhos também eram escuros como os seus... você me lembra muito à ela – respondeu à filha ao franzir o cenho em dor... será que a semelhança de sua pequenina era uma espécie de castigo?


–Hum... e depois o que aconteceu? – a pequena pediu, ávida por saber mais.


– Eu era jovem e me apaixonei perdidamente por Tsuna... – o moreno continuou, tentando não se lembrar muito de como era iludido e idiota na época — ... mas tinham prioridades a serem tomadas e sua mamãe era uma sacerdotisa do santuário, não estava ao meu alcance, até por que o santuário era um território quase desconhecido na época e completamente intocado...


–Mamãe também se apaixonou pelo papai? – Maya voltou a interromper e Yuu se sentiu entristecer rapidamente... lembranças ruins...


–Um pouco – mentiu, teria de enganar sua própria pequena — ... mas eu tive que voltar pra nossa casa e continuar com o meu trabalho...


–Papai é um homem muito ocupado – a pequena assentiu.


–Sim, desde aquela época ... — Aoi se permitiu um pequeno sorriso por ver como sua princesinha era compreensível consigo – e então muitos anos se passaram, mais de dez para ser preciso, seu vovô estava me pressionando para tomar a mão de uma jovem por esposa, porque seu papai se tornaria senhor feudal de Shiroyama e já estava perto de fazer trinta anos...


–Nossa, papai tem isso tudo de anos? – a pequena exclamou em um impulso, novamente tampando sua boquinha com a mão quando percebeu o que dissera -... desculpe...


–Não é educado ficar ressaltando a idade dos outros Maya – Aoi repreendeu em sua voz grave, mas dando um leve sorriso no final, estava mesmo ficando velho, estava até amolecendo... só pra sua princesinha, só pra ela...


–Mas e então, o que aconteceu? – Maya se apressou em mudar de assunto.


–Hum... eu não queria casar com ninguém que não fosse sua mamãe... – assentiu em uma expressão saudosa... como pode ter sido tão ingênuo e tonto? — ... então eu propus a seu vovô que eu pedisse a mão de uma das sacerdotisas do santuário em casamento e assim tentar algum tipo de acordo para que jamais fosse retirada a proteção contra youkais sobre os feudos, já que do jeito que estava talvez se o santuário decidisse de um momento para outro não mais proteger nossas casas contra esses monstros maus ele poderia fazê-lo sem nenhum tipo de obrigação ou dever para com nada. Seu vovô aceitou, foi quando uma mensagem foi enviada para a pessoa responsável pelo santuário e eu pedi a mão de sua mamãe em casamento ... – continuou em um suspiro longo — ... essa pessoa aceitou a aproximação entre os territórios e deu como única condição para o tratado apenas que os feudos jamais ousassem invadir suas terras ou fazer algo contra elas e que seu santuário jamais fosse envolvido em qualquer assunto, fosse de guerra, de troca de governo ou qualquer outra coisa...


–Hum... isso quer dizer que mamãe Tsuna tinha aceitado o papai também? – a pequenina questionou em curiosidade, parecia um pouco diferente para si.


Aoi abriu os olhos em algum tipo de surpresa... estranho que nunca tivesse pensado por aquele lado, mas talvez Tsuna tenha se visto obrigada a aceitá-lo... ainda assim... estava tão cego de amor e tão feliz por ter finalmente sua grande paixão consigo que enxergara a falta de animação da noiva apenas como saudades de sua casa e dificuldade em se adaptar a um ambiente diferente... Por que Tsuna não havia acabado com aquele sentimento assim que chegara? Teria sido tão menos complicado... menos doloroso...


–Tsuna não parecia muito feliz quando chegou, mas era saudades de casa... – mentiu novamente para filha – eu trarei logo de cortejá-la como um digno cavalheiro e lhe oferecer todo o carinho e sentimentos que tinha para fazê-la se sentir a vontade... – continuou em uma voz estagnada... quão idiota fora!


–Papai amava muito a mamãe neh? Depois de anos e ainda... – Maya-chan comentou em um timbre nostálgico.


–Sim... seu papai amava muito a sua mamãe – assentiu em um tom rouco, os olhos negros ameaçando se encherem de lágrimas... todo aquele amor jamais tivera uma esperança..-E então eu e Tsuna nos casamos... – tentou impedir o choro silencioso de cair, tinha se passado tanto tempo desde que tinha trancado todas àquelas lembranças dentro de si... como Tsuna pode tê-lo feito se iludir tanto? Como ela pode ter se deitado consigo, dito que o amava, sorrir como se todos seus sentimentos fossem recíprocos se jamais... – e sua mamãe logo ficou a espera de um bebê... – voltou a mentir... sua amada e mentirosa esposa já estava grávida dede que chegara em suas terras.


–Eu... – Maya assentiu em animação, abraçando o tronco do pai com força e se deixando aconchegar no peito deste, sem poder ver o homem de expressão triste e chorosa que mirava o teto com melancolia.


–Sim, você... – Yuu assentiu, agradecendo pelo tecido em seu rosto disfarçar o pranto em sua voz – e eu fiquei tão feliz... eu sempre amei muito Maya-chan desde que Maya-chan estava na barriga de sua mamãe... – confessou em um abandono pessoal, talvez jamais tenha proferido àquelas palavras à pequena... por não se sentir merecedor de amá-la... ainda assim... se lembrava de todos os sorrisos que trocava com Tsuna, de todas as coisas que mandava trazer de outros feudos e até do estrangeiros para seu “herdeiro” e sua “rainha”... como nunca percebeu que os sorrisos de sua esposa nunca foram verdadeiros? Será que fora mesmo tão cego?


–Eu também amo o papai... – a pequena retribuiu em um timbre sussurrado e carinhoso.


Yuu abraçou a filha com força, ainda que a pequenina não tivesse seu sangue ninguém lhe tiraria o fato de que amava sua princesinha mais do que qualquer um... ainda que nem sempre demonstrasse... ainda que seu amor fosse egoísta... porque se os sorrisos e o carinho de Tsuna não eram verdadeiros, os de sua pequena sempre foram... Porque se seu amor jamais fora correspondido... a sua princesinha sempre o amara sinceramente, e ainda assim... fizera algo horrível, algo que jamais poderia confessar à sua menininha, algo sobre a qual teria que mentir...


–Então sua mamãe ficou doente... – e era ali que as mentiras começavam – e no dia em que Maya-chan nasceu ela ficou muito fraca ... — Tsuna estava mais feliz e radiante que nunca quando segurou a pequena em seus braços, se lembrava bem do sorriso da esposa, e se recordava do estranho sentimento de se sentir um intruso ao se aproximar da linda morena para pegar sua filha em seus braços, ignorando totalmente o fato da cor clareada dos fios curtinhos e pouco da bebê, era sua princesinha, sua filha e herdeira... – ela adoecia mais a cada dia...– se lembrava de como aquela noite estava estranha quando foi visitar a esposa e a filha recém nascida, de como estava animado por revê-las depois do dia inteiro a tratar de assuntos do feudo... de como sentiu seu coração ser esmagado quando encontrou outro homem na cama de sua esposa, a tomando como se ela o pertencesse. Se lembrava da fúria que sentiu, da força com a qual puxou o maldito loiro ameniano nu de cima de sua amada e sacou sua espada, tentando golpeá-lo, mas este se esquivou de uma forma rápida... “Não Yuu...” Ela gritou e seus ouvidos e mente não queriam crer que aquele homem estava ali porque ela assim queria.


“Não quero nenhum tipo de confronto ...” – o odioso homem ditou em uma voz rugida, como se estivesse tremendamente estressado e Yuu estava tão cego de ódio que não notara os dois símbolos brilhantes no quadril deste – “ ... não o culpo pelo o que fez, mas tem que entender que Tsuna sempre foi e sempre será minha, lavarei ela e minha filha comigo, entenda e deixe-nos ir por bem” o ameniano continuou como se fosse realmente uma ameaça e aquilo para o descontrolado e raivoso general de Shiroyama foi mais do que necessário para partir para cima deste e atacá-lo com tudo que tinha.


Infelizmente o demônio loiro era rápido e mesmo Aoi conseguindo ferir seu braço este se esquivava com destreza, ainda que não atacasse.


“Pare...desculpe, Yuu ... o que ele diz é verdade...” a voz de sua amada esposa o congelou e seus orbes ônix se viraram para a linda morena ainda deitada na cama, tentando cobrir sua nudez “Desculpe, Yuu... eu nunca te amei... eu o amo...” as palavras dela o perfuraram como milhares de lâminas e o moreno se viu desmoronar internamente. O Ameniano se aproximou de sua amada e vê-los juntos, como se ele fosse o grande invasor e intruso ali, explodira todo o ódio e raiva que o moreno pudesse ter em seu intimo... o descontrole, a ira... e então Yuu partiu para cima da jovem deitada, sendo impedido pelas mãos do ameniano que segurara sua espada.


Entretanto, Aoi não perecia ser algo humano naquele momento, já que o ódio o fizera conseguir puxar a lâmina com tanta força que até mesmo as palmas do loiro não foram capazes de segurar e acabaram por serem cortadas. Yuu não perdera tempo e direcionou a espada negra para o pescoço do demônio de Akai Ame, decepando-lhe a cabeça em um único golpe, jorrando sangue em cima de sua esposa atônita e em seu rosto.



“Yune...” – Tsuna sussurrou em dor, um grito alto e desesperado saindo de sua garganta logo em seguida enquanto a sacerdotisa abraçava o corpo decapitado do amado e chorava escandalosamente... “Não... Yune... não....” soluçava em um pranto melancólico e sofredor, mirando o assassino de seu amor e seu marido por direito... fora impossível para si não sentir ódio... “Seu maldito...” praguejou e antes que pudesse perceber Yuu já se projetava em sua direção, soltando a espada suja de sangue no chão e direcionando as mãos para si, enlaçando-lhe o pescoço delicado e feminino “Yuu... o que...” tentou perguntar, mas o moreno parecia cego, os olhos sem vida afogados em escuridão e então os dígitos apertaram com força a glote e os músculos do pescoço da esposa, não enxergando esta tentar se debater, não enxergando o rosto desta contorcido em asfixia, não enxergando os olhos negros da mulher perderem o brilho da vida antes do choro fino de sua pequena alcançar sua audição e o general finalmente despertar de seu transe descontrolado... tarde demais...


– E então numa noite ela simplesmente morreu enquanto dormia... – finalizou sua grande mentira, uma lágrima solitária saindo de seu olho e parando contra o tecido que lhe cobria o rosto.


–Desculpe... – a vozinha fina o chamou a atenção, odiava ouvir aquela palavra de lamento – eu fiz você perder a mamãe, foi por culpa minha que ela adoeceu e... – a pequenina começou a se agarrar mais forte contra o peito do pai, chorando fervorosamente.


–Não foi culpa sua minha princesinha... – Aoi sussurrou ao abraçá-la mais apertado, parecia injusto sua pequena se sentir culpada por algo que era culpa somente sua – não foi culpa sua... – continuou a consolar a pequena em pranto.


Minutos se passaram até que o choro de Maya diminuísse e esta adormecesse nos braços do pai, deixando um pensativo e atônito Aoi a encarar o teto de sua tenda.


“Desculpe, Yuu... eu nunca te amei...” Ela disse...


“Desculpe, Yuu... eu te amo tanto... desculpe por te amar, Yuu... me desculpe...” ... ele disse...


............................................................................................................................................................


O imponente bruxo andava confiante pelos corredores do castelo conhecido, como se de fato não soubesse da armadilha que “seu senhor” lhe preparara.


–Ele devia ao menos tentar fingir – repreendeu em tédio ao perceber toda a majestosa construção em completo silêncio e sem nenhuma viva alma exceto ele mesmo, Rui e sua guarda de viagem.


Para quem olhasse de perto veria uma pequena esfera cair da mão do feiticeiro e esta pulsar de modo estranho assim que o amontoado de homens marchantes passou por ela. O bruxo continuou a sua caminhada altiva em sua manta negra até as portas duplas do salão do “trono”, abrindo-as sem sequer tocá-las, mantendo seu olhar sério para a figura vestida de modo escandaloso, para se dizer senhor de um feudo, sentado na poltrona dourada.


–Quanto tempo, Yuuto, a viagem foi boa? – Byou questionou sem se preocupar em disfarçar seu tom cínico.


–Hum... – Yuuto assentiu de modo desinteressado, passeando os olhos atentos pelo o local, onde estavam os demais? – sem brincadeiras Byou-san, sei que planeja algum tipo de revolta contra mim, sugiro que desista e se una a mim como meu servo, deste jeito o deixarei sobreviver e desfrutar do maior e mais sombrio império que a história já viu – argumentou em um sorriso diabólico.


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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

–Oh! Então servo quer ser senhor e pede para seu senhor aceitar se tornar seu servo? – Byou questionou em papável humor – eu agradeço a sua ajuda cinco anos atrás na tomada de Vegas e até sou grato por suas “boas intenções” em “me ajudar” a ser soberano de Vijukei... – continuou transbordando ironia — ... mas acho que encontrei apoio mais adequado e seus serviços me são totalmente dispensáveis – finalizou.


Como se fossem invocado de algum lugar, cerca de vinte figuras aparentemente humanas surgiram atrás do senhor de Vegas em um semi-círculo, mas em uma segunda olhada notar-se-ia alguns munidos de orelhas estranhas e garras, os olhos em tons diferentes e únicos e no centro deles, logo atrás do assento de seu senhor, estava o hibrido cachorro de nome Jin em um olhar verde e azul, caninos pontudos lhe sobressaindo pela boca.


Yuuto franziu o cenho, tinha razão em ver o meio youkai como obstáculo... não que tal obstáculo fosse algo imprevisto ou difícil de se derrubar. O bruxo deu de ombros e sorriu de lado.


–Bem... que pena, até que é divertido ver como um humano pode ser desprezivelmente cheio de vícios, cobiça e vazio como você... – provocou – só vim buscar essa minha linda mesa... – assentiu ao andar em direção ao centro do salão e tocar as palmas na estrutura de pedra arredondada, mas tendo suas mãos presas pelas as garras do ousado meio youkai cachorro em um segundo. Yuuto encarou Jin com um olhar estreito, o hibrido podia ter quase trezentos anos de vida, mas ele estava há séculos de distância de si – Rui, amor, quer se divertir um pouco?


Não demorou muito para o monge sorrir e se munir de seu báculo, fazendo-o surgir em sua mão como se viesse de algum lugar invisível para todos. Rui projetou a arma para cima da mesa, em direção aos pulsos do meio youkai que os retirou do caminho de ataque e saltou para trás.


–Sabe que não tenho nada contra você, Jin, mas Yuuto é bom pra mim – sorriu de jeito charlatão ao piscar um olho.


Yuuto ignorou os olhares dos dois e apenas lançou uma descarga de energia na estrutura da mesa, fazendo esta se desgrudar naturalmente do solo.


–Já absorveu energia negativa demais nesse feudo, não acha? – comentou para o objeto como se este pudesse entender, e o levantou como se não pesasse nada , fazendo-o desaparecer no ar para um local desconhecido – vamos Rui – chamou seu monge, mas assim que se projetara para sair uma dúzia inteira de híbridos se colocou a na sua frente, seus soldados assumindo guarda.


–Matem-no – foi a ordem de Jin e logo os demais meio youkais saltaram para cima da guarda do bruxo, estraçalhado-a em questão de segundos, arrancando suas cabeças e membros e espalhando-a pelo o chão do grande salão.


–Ah... híbridos, sempre tão bagunceiros... – Yuuto arfou de lado e no segundo seguinte o corpo do feiticeiro pareceu se contorce debaixo da manta de um jeito anormal — ... ok, ok... tão impacientes... – arfou em cansaço. De repente algum bolo de corpos estranhos se projetaram para fora de seu corpo, como se este estivesse expulsado algo de si e então os amontoados de carne se estruturaram em formas parecidas com as de animais deformados por algumas características específicas...


–Youkais...? – Jin questionou em surpresa — ... ele carrega youkais dentro do corpo?


–Sabem o que fazer – Yuuto ditou e uma guerra entre híbridos e demônios completos se iniciou, possibilitando ao bruxo passar por entre os golpes e urros ferozes sem problema algum – não ouse perder Rui, ainda não tive o bastante de você – finalizou ao sumir pelas portas duplas e ganhar o corredor.


–Ah... esse cara... – Rui sorriu de lado – quer brincar, Jin? – provocou o meio youkai a sua frente enquanto olhava por sua visão periférica Byou escapar pelo o lado do salão de forma rápida... algo estava errado ali...


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–Yuuto carrega youkais dentro do corpo – a meio youkai lagarto avisou ao ameniano do lado de fora do castelo.


–Dentro do corpo? – Manabu questionou em estranheza, sabiam que o bruxo deveria estar escondendo alguma carta na manga e por isso o incentivo deste mostrá-la naquela armadilha inicial, ainda assim... aquilo... – que diabos essa cara é?


–Isso não importa, importa apenas que temos que seguir o plano – a voz de Kazuki veio às suas costas – ouviram rapazes? As coisas estão complicadas...


Atrás do ex-cortesão se mostrava um exército de centenas de homens encapuzados, os olhos brilhantes em prateado dentro das roupas.


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Yuuto estranhou a falta de pessoas quando ganhou o jardim externo da propriedade ,tinha certeza de que teria um exército humano considerável o aguardando assim que pisasse ali... toda aquela quietude era estranha...


Se sentiu quase sorrir quando previsivelmente o exército se colocou diante de si, capas e capuz cobrindo a forma de todos...


–Um estilo bem singular de armadura devo confessar... – Yuuto começou – mas não devia esperar algo menos do que elegante do incrível dono de Gather Roses não é mesmo, Kazuki-san? – sorriu ao identificar o bonito ex-cortesão sair detrás da primeira fileira de soldados e se colocar á frente, trajando como sempre uma elegante yukata e uma espada de lâmina lustrada.


–É claro que não... – Kazuki assentiu ao sorrir – você tem perturbado minha tão amada paz e meus tão lucrativos negócios, Yuuto-san... não é nada pessoal, mas você morre aqui – avisou ao erguer a arma, seus homens dando passos a frente em uma marcha diferente, feroz.


–Ah... sim... – Yuuto sorriu em humor — ... sinto lhe informar que não serei eu a morrer essa madrugada – finalizou ao levitar o corpo alguns metros do chão, as mesas estruturas emboladas de carne saindo-lhe por baixo da manta e pelos os braços, tomando suas formas abaixo de si – se divirtam... – ordenou aos youkais que se projetaram em direção ao exército e quando o primeiro soldado de Kazuki se desviou da investida de uma de suas bestas o bruxo franziu o olhar.


–Bem... com certeza esses homens podem divertir seus bichinhos – Kazuki sorriu e como se entrassem em acordo os homens retiraram seus capuz, revelando os olhos prateados, os rostos com veias saltando e a expressão feroz.


–O que é isso? – Yuuto argüiu em estranheza.


–Mercenários, apenas mercenários... – Kazuki sorriu – com o incentivo certo, é claro – finalizou e um de seus homens se muniu de uma espada, cortando parte do youkai centopéia em sua frente...


“Hun...” o bruxo ergueu uma sobrancelha, aquilo não estava previsto...


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No chão banhado de sangue e pedaços de corpos Rui e Jin ainda lutavam. O monge atacava e desviava das investidas do hibrido com maestria, apesar de nunca conseguir atingir o meio youkai com um de seus selos...ouvira de Yuuto que o loiro canino tinha quase trezentos anos afinal... era esperado que fosse difícil de se vencer. Seu báculo se chocou contra as garras do menor e ambos caíram para trás, pousando de modo majestoso, os olhares franzidos.


–Jin... – uma voz conhecida para o hibrido ecoou pelo o fétido salão e logo as atenções se viraram para a entrada do local, onde o ameniano “cortesão” adentrava portando uma pequena espada – pode deixar comigo, vá se juntar ao seu mestre — assentiu e Jin nem ao menos esperara uma segunda palavra antes de desaparecer em um vulto, deixando aqueles dois sozinhos no cômodo cheirando a sangue e morte.


–Hun? – Rui virou a cabeça para o lado – nos conhecemos? Me parece familiar... – questionou em curiosidade.


–Nos esbarramos uma ou duas vezes, mas você não se lembra... – Manabu respondeu – ...ainda – finalizou ao desaparecer e reaparecer em uma corrente de vento à frente do monge que por pouco não conseguira defender seu ataque, sendo projetado para trás – oh! Até nesse estado você é um oponente e tanto... – comentou consigo mesmo e desviara bem da investida do outro, não demorando a desaparecer e reaparecer ao lado deste, jogando a espada para a outra mão e apenas aplicando um golpe no rosto do monge. Golpe que pareceu conter algo a mais já que o corpo do religioso voou alguns metros para o lado e se chocou contra a parede de pedra – hum... mas nem tanto...


Rui apoiou o báculo no chão para se levantar,porém, antes que fizesse isso o ameniano já estava acima de si, tomando-lhe a mão que segurava o rosário e retirando as contas em corda desta, revelando um selo ali.


–Está na hora de cumprir logo sua missão – Manabu ditou ao pegar sua lâmina e perfurar o centro do selo na mão do religioso, fazendo este gemer em dor.Então o ameniano colocou ambas as palmas por cima do selo ferido, tomando a mão alheia nas suas, fechando os olhos e fazendo suas marcas vermelhas sempre acesas nas costas brilharem – libere-se – sussurrou e num segundo correntes de vento se passaram pelo o local.


Rui abriu os olhos, as iris desfocadas como se vissem coisas demais passarem diante de si...como uma vida... ordens... vidas... tudo. Um grito saiu de sua garganta e sua cabeça pendeu para frente, a respiração compassada...


Manabu saiu de cima do maior e se manteve de pé, encarando a mão ferida do outro e arrancando sua espada dela, revelando a palma já sem nenhum desenho.


–Rui? – chamou o monge que apenas ergueu a cabeça em entendimento.


–Manabu? – o religioso perguntou ao se esforçar e também se por de pé.


–Lembra o que deve fazer? – o ameniano questionou em altivez.


–Sim – Rui assentiu, fazendo seu báculo levitar até sua palma ferida.


–Ótimo! Então Vamos, Yuuto já fez uma confusão e tanto... – o menor ditou. Assim que deu suas costas para seguir o rumo da luta, os olhos escuros do ameniano se abriram em surpresa e este sentiu a dor extrema lhe invadir, seu corpo perdendo as forças.


Rui havia lhe atingindo às marcas, cortado-as ao meio com seu báculo e para finalizar perfurara sua coluna com o mesmo objeto até que este atravessasse seu peito. O pequeno ameniano cuspiu sangue e os orbes alarmados se fecharam lentamente enquanto o corpo caia ao chão.


De pé um monge de cabeça baixa passou por cima do corpo jogado ao piso, indo em direção à saída, sem sequer olhar para trás.


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–Droga! – Kazuki sibilou ao ver alguns de seus mercenários serem estripados por certos monstros em forma de besta... não que seus homens não fossem fortes, afinal estavam com aquilo que tanto cuidadosamente preparara para casos de emergência, mas parecia que a “fábrica de fazer youkais” de Yuuto não se esgotava... “Que diabos esse homem é?” Vociferou mentalmente ao se colocar para trás da luta... — Aquele idiota do Byou está atrasado...


E parece que foi apenas tocar no nome do senhor de Vegas que este surgiu caminhando há alguns metros atrás do bruxo no centro do grande jardim de sua propriedade. Em seu encalço alguns de seus soldados mal encarados e de aparência não nobre... parte do exército que Yuuto o ajudara a formar, mas aqueles não possuíam a fidelidade estranha que os samurais que prendera em seu calabouço pareciam ter em relação ao feiticeiro.


–Alto! – Byou gritou ao erguer sua espada e no momento seguinte arqueiros surgiram ao longo de toda a construção alta de seu “castelo”, apontando seus arcos para um único ponto – atirem – ordenou e uma chuva de flechas traçou a noite quase findada, indo de encontro ao bruxo de cenho franzido.


Yuuto pareceu se desintegrar no chão como se fosse água e as flechas atingiram o solo, estava gastando mais energia naquilo o que pretendia, ainda que estivesse com uma boa fonte de reserva, não queria ter que atropelar o plano que tão belamente traçara. Sua forma voltou a se materializar e assim que isso aconteceu viu seus antigos soldados virem para cima de si... não usaria mais youkais para aquilo, tinha acabado com quase todos de baixa classe ali. Provavelmente aquela coisa já teria libertado seus tão fiei bonecos vivos...


–Ok... se apressem – ditou em um tom firme, como se fosse apenas para si, porém, estranhamente aqueles para quem o comando era dito pareceram ouvir já que logo vieram correndo pelas laterais do estranho círculos que havia se formado no meio da vegetação rasteira adornada de pequenas fontes.


Cerca de cem homens, todos com as mesmas armaduras que os soldados agora liderados por Byou, um brilho vermelho passava por entre o olhar deles e estes pareciam saídos de alguma peça de horror de Ishihara, já que suas aparências iam de pequena e nojenta até homens de quase dois metros e meio de altura e martelos em mãos.


–Foi divertido, mas temo que se não aceitou minha proposta, deverá perecer assim como todos os que ousarem ir contra mim – Yuuto assentiu em um tom sério e até mesmo mórbido, mirando seu adorado brinquedo religioso se aproximar de maneira quase que desesperada, saltando um longo percurso até pousar ao seu lado, a manta azul marinho balançando ao vento.


Rui se levantou e sorriu para o mestre, mostrando a mão sem o selo de modo orgulhoso e travesso. Yuuto estreitou o olhar em desconfiança, mas permitiu ao monge e amante se aproximar. O jovem levemente menor deixou seu báculo voltar para algum lugar oculto e enlaçou o pescoço do bruxo, lhe tomando os lábios em um beijo rápido. Yuuto encarou os olhos do monge novamente, ainda tentando entender as imagens que o outro lhe mostrara com aquele toque e então um sorriso de lado se abriu em seu rosto.


–Não tenho mais tempo para gastar com vocês... – começou a falar, no que voltava a flutuar de modo estranhamente sombrio, levando o jovem religioso consigo — ... em outros tempos nenhum de vocês sobreviveria, mas o tempo de tal coisa chegará... – sorriu pequeno – até logo... – uma ventania estranha invadiu todo o jardim do castelo, atrapalhando as batalhas que se sucediam e abafando os gritos de Kazuki e de Byou para que não permitissem a fuga do bruxo... tarde demais... em um simples piscar de olhos todo o vendaval se desfez e com ele o feiticeiro e seu amante desapareceram, deixando para trás alguns youkais por se matar e soldados por se derrotar.


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A manhã apenas iniciava no refúgio da aliança quando o ainda pensativo general de Shiroyama mirou sua pequenina adormecia em seus braços mais uma vez. Se moveu com cuidado e beijou de leve a cabeça desta através do tecido que lhe cobria o rosto, retirando sua princesinha de cima de seu peito e deitando-a confortavelmente em seu futon... havia decidido algo, que provavelmente fosse vergonhoso e idiota... mas mexer em feridas antigas o trouxera vontades e sonhos antigos... pensamentos antigos... que já não sabia mais ser capaz de ter.


Aoi se levantou e arrumou a roupa desgrenhada rapidamente, passara a noite toda em claro apenas pensando naquilo, já não daria mais qüinquagésimos pensamentos à situação... faria o que queria, como sempre fora...


Os poucos soldados que acordavam àquela hora tão cedo estranharam seu senhor andando tão firmemente em direção a um lugar que todos sabiam o que ser, mas notavelmente nenhum deles seria doido de tentar por algum acaso questionar a ação de seu general ao marchar sozinho, sem sua guarda, no rumo do “território ameniano”.


Ao chegar à barreira Yuu tentou inutilmente passá-la, perdendo um pouco da paciência com o fato, mas respirando fundo antes de mirar o já conhecido ameniano que vinha ter consigo.


–O que quer? – um loiro alto questionou de modo gentil e ainda assim ameaçador ao se colocar de frente para si, porém se mantendo dentro da barreira – sem seus guardas? – questionou em curiosidade – e sem arma também?


–Quero falar com Uruha – ditou de modo firme e altivo.


–Uruha-san não está em condições de receber ninguém – o ameniano respondera em um olhar pesaroso, o que fez o cenho do general shiroyamiano se franzir.


–Não está em condições? – Aoi rugiu a pergunta.


–Não, não está, por isso, peço para que volte mais tarde – o loiro assentiu novamente e Yuu perdeu a paciência de vez, puxou o tecido do rosto com força e revelou a face descoberta.


–Aqui, isso quer dizer que sou esse tal “companheiro” dele, não é? – vociferou ao apontar a espiral negra enlaçado próxima ao olho, odiava ser barrado por algo ou alguém – então, me deixe entrar agora! – ordenou em um tom mais sinistro do que queria usar naquele momento, mas a expressão surpresa do ameniano alto mostrara que ao menos algum efeito aquilo tinha causado.


–Deixe-o entrar Mifuni – a voz rouca e grave de Reita veio às costas do primeiro ameniano e Aoi logo reconheceu a figura como aquela que era o comandante das tropas de Akai Ame e “amigo” do líder loiro... fora impossível para si não franzir o cenho mais ainda – tem permissão para passar por nossa barreira, Aoi-san – Akira assentiu.


O general moreno então tratou de erguer sua cabeça e transpassar sem problemas a divisória invisível, fuzilando o estranho “porteiro” e prometendo mentalmente que mais tarde cuidaria daquela insolência. Não cumprimentou e muito menos agradeceu ao comandante ameniano ao seguir reto por este.


–Um “obrigado” de vez em quando faz bem – Reita provocou, realmente, seu amigo não tinha companheiro melhor para escolher?


–Onde ele está? – foi o que Aoi questionou, fazendo Akira suspirar fundo.


–Me siga! – Reita assentiu, um tom entristecido em sua voz enquanto caminhava e sabia ser seguido pelo moreno – não seja um completo imbecil com ele, Uruha passou por muita coisa recentemente e o treino de ontem o esgotou... tente apenas não ser tão ruim – finalizou ao conduzir o shiroyamiano por barracas, atraindo olhares curiosos de outros guerreiros — aqui... – avisou ao chegar à entrada de uma tenda média e modesta, não muito diferente das demais.


Yuu se projetou para entrar, mas antes que puxasse a cortina da porta um baixinho também conhecido saiu do local, fuzilando o moreno como se ainda estivesse possesso.


–Uruha-san disse que quer vê-lo – Miku comentou em uma voz um tanto raivosa para um ameniano – você é o culpado de tudo isso, e ainda assim... – parou ao desviar o rosto e decidir sair dali antes que entrasse novamente no estágio de semi-possessão.


–Faz apenas algumas horas que terminamos, Uruha está fraco, não tente fazer nada – Akira se adiantou antes de permitir a entrada do general — ... pode entender como uma ameaça – terminou ao dar a volta e permitir privacidade ao amigo e àquele idiota ao qual o líder tinha escolhido como companheiro.


Aoi finalmente puxou a cortina para o lado e adentrou a tenda, mirando logo a figura loira semi deitada em um futon simples, os cabelos claros soltos e desgrenhados, o rosto abatido e muito pálido junto aos olhos rasgados que pareciam fazer muito esforço para se manterem abertos, e ainda assim Kouyou possuía alguma firmeza e elegância em si.


– O que faz aqui? – perguntou em notável intenção de tentar esconder seu timbre rouco e fraco, mas para aqueles que olhassem de perto veria que as mãos do belo Takashima tremiam contra o lençol enquanto o corpo não parecia querer ficar mantido nas almofadas.


Yuu não respondeu, ainda não era estúpido o suficiente para vocalizar, por isso apenas abrandou sua postura, se permitindo um momento de guarda baixa.


“Desculpe, Yuu... eu te amo tanto... desculpe por te amar, Yuu... me desculpe...” ... ele disse...


Com certeza jamais diria o mesmo, nem ao menos assumiria sentir aquilo novamente... mas ter alguém que o amava era deveras tentador... o sentimento de ser amado, a sensação de saber que tem alguém sentindo aquilo por si... a queria... a desejava tanto...


Kouyou mirou com atenção o moreno se aproximar, meio apreensivo.


–Se é para saber o resultado... – tentou vocalizar, não conseguindo mais esconder a rouquidão da própria voz — ... saiba que conseguimos, meus guerreiros estão prontos e... eu só preciso de umas horas de descanso... – foi interrompido pela proximidade do general, este se ajoelhando ao seu lado e levando seu rosto há centímetros de si -... o-o... que... – arfou com dificuldade, seu corpo e sua energia estavam debilitados ainda, por pouco não havia colocado seu filho em risco, e agora seu Yuu estava ali, silencioso e ainda assim tão perto... só poderia ter caído no sono e estar sonhando...


Kouyou não suportou muito mais aquela face próxima à sua e fechou os olhos em um vergonhoso pedido óbvio, que sabia que lhe renderia deboche do outro mais tarde, mas naquele momento estava tão frágil...


Se sentiu derreter quando os lábios fartos tocaram os seus de maneira leve... tão carinhosos, apenas um selo e ainda assim tão profundo. Abriu os olhos quando sentiu o contato se findar e ficou a mirar os orbes negros de encontro aos seus chocolates... não havia escuridão neles... estavam tão brandos... tão.. gentis?


Sentiu a mão do moreno lhe acariciar a bochecha e piscou longamente diante do toque.


–Não peça desculpas por me amar ... – a voz ainda com resquícios de rispidez, mas baixa do general invadiu sua audição e as iris achocolatadas pareciam surpresas por ouvir aquilo... de fato deveria estar sonhando — ... eu gosto – Aoi finalizou ao selar suas bocas novamente, desta vez aprofundando o beijo de modo regrado e acarinhando o rosto e pescoço do loiro.


E de novo o beijo se findou de modo afável, Uruha voltando a olhar quase que fascinado aquele companheiro tão mais próximo do que sempre sonhara...


–Isso é um sonho? – perguntou de modo quase inaudível e Aoi teve que abrir um sorriso um pouco mais amplo do que o que costumava a dar.


–Descanse – o general não respondeu e apenas ditou ao loiro – eu falo com Saga e com aquele outro cara – ainda não havia aprendido o nome do general de Ogata — ... apenas descanse – assentiu ao depositar um último selo leve na boca pequena e delicada, meio pálida pelo o cansaço, e se levantar, saindo apressado da tenda do líder ameniano deixando para trás um bobo e atônito Kouyou.


–Está tudo bem? – o Takashima despertou de seu transe assim que o amigo adentra sua acomodação, não conseguindo se segurar mais e abrindo o sorriso mais radiante que dava em muito tempo.


–Sim... está...


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–Droga! – Byou praguejava diante da manhã iniciada ao marchar de modo raivoso pelos corredores de seu castelo, a pouco haviam conseguido esmagar todos aqueles que ficaram para trás – maldição... – xingou ao golpear uma das estatuas do caminho com sua espada e Jin apenas choramingou por não ter conseguido satisfazer a vontade de seu mestre.


Logo atrás Kazuki também não parecia nada contente, apenas um pouco menos afoito... porém sua expressão séria se transformou em uma feição alarmada e desesperada assim que adentraram o grande salão repleto de sangue e pedaços de carne e ao canto deste identificou o corpo de um ameniano mais do que conhecido.


–Não... – exclamou ao jogar a espada no chão e não esperar seus soldados de guarda ao correr em direção ao corpo do amante – merda, Buu-chan... não.... – sussurrava baixinho ao mirar as costas cortadas do menor, pegando-o de jeito cuidadoso nos braços e virando-o, acariciando o rosto de leve e verificando se havia pulsação no pescoço deste.


–Por que está tão preocupado por causa de uma das suas mercadorias? — Byou rugiu às suas costas.


–Cala a boca! – Kazuki gritou em estresse, sentindo um pulso fraco passar pelo o pescoço do amante – me dêem uma dose – ordenou a um de seus soldados e este não demorou em tirar de uma pequena bolsa presa à cintura um estranho frasco negro e entregá-lo ao seu contratante.


Kazuki abriu a tampa e despejou um pouco do líquido incolor dentro da boca do ameniano aparentemente morto, fazendo este engoli-lo ao movimentar os dedos sobre a garganta desacordada.


–Qual é Buu-chan, você pode faze melhor que isso ... – grunhiu em impaciência ao não ver mais nenhuma reação do pequeno em seus braços, até que o corpo deste solavancou e os olhos se abriam, um brilho prateado trespassando pelas iris antes destas voltarem a serem castanhas e o ameniano tossir nervosamente, espichando um pouco e sangue no processo...


–É... – o loiro menor tentou falar, sendo acometido por mais uma tosse — ... é ... Manabu ... – finalizou em um ofego, sorrindo fracamente de lado...


–Sim... – Kazuki também sorriu — ... eu sei... Buu-chan...



Notas finais
E então? Como está?
Opiniões?
Bem, a explicação do porque do atraso:
Eu pretendia ter postado no domingo, mas não foi possível terminar de digitar o cap por causa que recebi visitas.
E meio de semana é tenso, principalmente agora que comecei a estagiar novamente... faculdade, estágio, cursos ... fica meio corrido então até mesmo minha intenção de postar até ontem foi frustrada! T.T Mas trago hoje cedinho neh? E olha o tamanho disso, estou perdoada?
Gostaria de pedir desculpas à Shiniz por tê-la ameaçado caso ela não me revelasse um grande segredo da fic dela "o futuro nos pertence" e ainda assim não ter cumprido minha parte da ameaça! ;D VC me perdoa neh? To correndo que nem uma louca essa semana! T.T
Bem gente, não sei se conseguirei trazer o 19 no domingo, mas se não der vou tentar retomar às postagens apenas quarta, tudo bem?
Lissa-san desculpe sumir, mas prometo que sexta-feira reapareço nesse mundo! T.T Toma que a fic é tua ;D
E neh, sinto que serei morta quando postar o próximo capítulo... mas lembrem-se que se me matarem não vão saber o final neh? * la tentando se salvar*
De qualquer modo.... reviewzinha para agraciar essa pobre autora amadora que vos fala?
Sei q o cap ta grande... isso quer dizer que tem muita coisa pra comentar neh?
Beijo
Azumi-chan:Vaamos deixar reviews a minha flor????Ela merece né?O cap foi ótimoooooooo!♥
Beijinhos amores!