Vijukei No Monogatari
8 Capítulo 7 Intenções obscuras
Notas iniciais
Mais uma cap, antes do q eu pensei em postar pq... quarta é daqui a alguns minutos e amanhã quero pela primeira vez na semana chegar em casa, tomar banho e dormir sem vir no pc kkkkkkk
Espero que gostem ;D
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Betado pela Azumi-chan ;D minha anjinha.
Capítulo 7 Intenções obscuras
-Então talvez Ishihara e os chineses não sejam nossos únicos inimigos? Fukaku-san está bem? – Nao perguntara a se ver a par de toda a situação da noite anterior, quando seu desejoso amante tivera que lhe abandonar na cama ao ouvirem explosões de um ataque.
-Sim, meu pai está apenas descansando... Uruha... – Aoi pronunciou com firmeza e o líder ameniano sentiu seus poucos pelos da nuca se eriçarem, ainda não tinha se acostumado em ter seu nome nos lábios do general moreno ao invés de “besta”, “aberração”, “demônio”, “criatura impura”, ou qualquer outro tratamento que o Shiroyama o dava.
-Sim? – respondeu, meio receoso do que levaria o moreno pela primeira vez se dirigir a si por vontade própria no conselho. Ainda que tudo sobre as desculpas estivesse acertado... Kouyou não estava se sentindo muito confiante com a mudança na forma como o general o tratava.
-Você parece saber o que aquelas coisas eram e parece ter muitos segredos que escondes de nós... não acha que esse é o momento para falar o que sabe? – Aoi continuou em um olhar que faria qualquer um de seus subordinados contar o que sabia ou o que não sabia. Uruha se sentiu estremecer, tinha idéia de que o que fizera e mostrara na noite anterior o traria problemas, só não esperava ser tão diretamente questionado pelo mais velho. Teria que tentar explicar o que sabia sobre os bonecos de lama sem acabar colocando mais sobre o seu povo em risco.
-Bonecos de lama, ou bonecos de barro são frutos de magia negra, é uma manipulação de parte da alma do bruxo responsável se desligar deste e ser implantado em um objeto morto qualquer através de um núcleo como os pedaços de madeira com fios de cabelos enrolado que vimos..., os fios de cabelo provavelmente sejam do controlador... – começou a falar, tentando ser cuidadoso com suas palavras.
-Bruxo? E tal coisa existe? – Nao questionou em estranheza, sabia sobre a existência de youkais, de espíritos e até mesmo de seres estranhos como os amenianos, mas jamais ouvira falar sobre humanos que possuíssem tal poder.
-Existia, há muitos séculos... teoricamente eles foram extintos antes mesmo de Shiroyama ser fundada , os monges se certificaram disso há muito tempo atrás – confessou, já receando a pergunta que viria.
-E como sabe disso? – Kai fora aquele que questionou.
-Eu sou... um bom aluno de história, por assim dizer, meu povo sempre estuda e aprende sobre tudo no mundo... para nos manter protegidos – explicou.
-E o que os monges têm a ver com isso? – Yuu inquiriu em uma raiva palpável na voz, ressentimentos antigos o impediam de fingir normalidade a qualquer coisa mencionada ao santuário budista da fronteira de seu feudo com o início dos domínios das terras de Akai Ame.
-Bruxos eram na verdade monges corrompidos que vendiam partes de suas almas a youkais em troca de poder, mas como eu disse, foram extintos há muitos séculos e os próprios seguidores de Buda se auto-selaram para que nenhum deles jamais conseguisse realizar tal coisa novamente... eu realmente não sei como magia negra ainda possa existir... mas se trata-se mesmo de um bruxo... talvez fosse melhor que Shiroyama aceitasse algumas de minhas sugestões quanto nossa defesa e estratégia – o jovem loiro ameniano continuou seu discurso, argumentando de forma branda e gentil, causando baixas conversações entre os comandantes shiroyamianos na sala.
-Calem a boca! — o general moreno ditou sem retirar seu olhar da figura andrógena e aparentemente calma a sua frente, pegando seu cálice de alguma bebida típica de seu feudo e levando ardilosamente aos lábios, parecendo ponderar por um instante enquanto o local se silenciava – diga-me o que está pensando – ditou por fim ao maior, causando surpresa nos homens sentados à mesa e um leve sorriso de realização nos lábios do ameniano que arfara em tranqüilidade. Para Kai não passou despercebido a quase imperceptível alteração na feição de seu irmão ao mirar o rosto quase angelical do líder de Akai Ame, sua sobrancelha se erguendo minimamente... algo não estava certo.
- Nossos inimigos são trezentos mil chineses e aproximadamente vinte cinco mil soldados de Ishihara, ainda que Hana, Ogata, Shiroyama e Akai ame estejam aliadas, nos restringimos a um número aproximado de cento e sessenta mil soldados, já que imagino que Shiroyama jamais deixaria seu feudo sem a proteção mínima ... estamos literalmente contra o dobro de nós, mas... se o chineses permanecem parados na baía de Hana e Ishihara não se moveu até agora, penso que talvez isso queira dizer que estão a espera de algo, desconfio do que seja após o ataque de ontem, mas não tenho certeza de nada e... confesso não ser a pessoa mais bem preparada em estratégia e muito menos experiente em guerras, porém... – tomou fôlego e tentou se manter firme e sério — ...diferente do que meu povo sempre acreditou talvez nesse caso seja melhor que ataquemos primeiro para desestruturá-los... se esperarmos mais, talvez sejamos pegos em uma emboscada, pois aparentemente não sabemos direito o que querem, mas os inimigos possuem total certeza de que o que almejamos é defender nossas terras e expulsar invasores...eu e meu comandante pensamos que... se Aoi-san pudesse ceder alguns de seus homens para treinar um pequeno destacamento de meus guerreiros e Hana nos fornecer informações mais precisas do relevo de sua baía... alguns de meus guerreiros poderiam liderar uma pequena sabotagem ao acampamento chinês...
-Que tipo de sabotagem? – Nao interrompeu, se mostrando interessado nas palavras do jovem líder.
-Talvez não seja de total conhecimento, mas acredito que todos saibam das características ilusionistas de nossa floresta da ilusão... poderíamos criar algo muito semelhante a isso sobre o acampamento chinês... – continuou – eles podem ser muitos, mas ainda são humanos passíveis de nossas ilusões, ficariam confusos, desorientados e principalmente... começariam a matar uns aos outros. – finalizou, meio envergonhado em propor aquilo, por mais que aquele fosse um artifício de seu povo há séculos, não era algo do qual se orgulhava... parecia cruel...
Mirou os olhos negros do general quererem penetrar a sua alma e não teve coragem para encará-lo, desviando seus orbes achocolatados logo em seguida.
-Poderiam mesmo livrar-nos de trezentos mil invasores apenas com isso? – Nao questionou em surpresa – seriam necessários quantos de seus guerreiros para tal missão?
-Eu e mais onze, doze é o número adequado para isso – Uruha respondera.
- Se podiam fazer isso todo o tempo... por que vir aqui? Poderiam ir direto até o acampamento chinês e livrar Vijukei por si mesmos — Kai inquiriu em notável curiosidade.
-Eu não estava mentindo quando falei que meu povo não sabe atacar, apenas se defender, para nós, por nossa natureza, só podemos ofender ou revidar algo se formos atacados primeiro, e ainda assim, é meio complicado para nós sermos ofensivos e sem emoções... desse modo só poderíamos fazer algo quanto aos invasores no momento em que eles chegassem a nossos portões e nos atacassem, mas aí já seria tarde demais e... ainda assim... – colocou suas mãos finas e delgadas em cima do tampo da mesa, fechando-as uma contra a outra –para nós... matar alguém é... muito difícil.
-Não foi o que pareceu quinze anos atrás... – a voz desdenhosa e rancorosa do general shiroyamiano invadiu o ambiente e Uruha não teve coragem de olhar em seus olhos – eu consegui passar por sua maldita floresta, com baixas, mas consegui... e eu cheguei aos seus portões... o que encontrei neles foram demônios sanguinários que dizimaram a maior parte de meu exército sem compaixão, clemência ou misericórdia...
-Vocês nos atacaram, ameaçaram nossa vila... não tínhamos escolha... – o loiro sibilou em uma voz quase chorosa – tínhamos que nos defender de algum modo.
-Meu pai e meus antepassados também narraram coisas sobre nossas batalhas contra Akai Ame, e em todas vocês são descritos como demônios que confundem nossas mentes e devoram nossas almas, acreditar que são incapazes de atacar algo é impossível – Kai explicara de modo brando e inteligente.
-Se eu quisesse eu poderia matar todos vocês – as palavras do líder ameniano espalhou uma tensão perigosa no cômodo, deixando todos alarmados – aqui... talvez Aoi-san me desse algum trabalho, mas ainda assim... sou mais forte e mais poderoso do que qualquer um de vocês, se meu povo quisesse toda Vijukei poderia ser nossa, todos teriam que nos obedecer e nós dominaríamos cada um sem se quer haver alguma possibilidade de competição que não fosse o santuário budista e talvez Vegas, mas... não é da natureza do meu povo, Kai-san, não somos seres gananciosos, orgulhosos e muito menos sanguinários, gostamos da paz de nossa vila, de nossa vida alegre e simples em Akai Ame, e preservamos a vida acima de qualquer coisa, nossa floresta pode não parecer algo amável ou justo, mas foi o único modo que encontramos para defender nosso povo sem ter que nos obrigarmos a nos corromper e... quanto às histórias sobre as lutas de nossos povos... não eram amenianos que seus antepassados viram, eram... meio youkais ou youkais estripadores que de certo modo contratamos para... e quanto a Aoi-san.... – levantou sua cabeça para fincar seus orbes no rosto do moreno, um olhar de arrependimento por algo que sequer havia sido sua culpa – eu peço desculpas pelo o que houve quinze anos atrás, nossos “reforços” eram escassos e... entramos em desespero ao permitir algo que não devíamos ter permitido, mas acredite em mim quando digo que nenhum ameniano levantaria uma espada com intenções de atacar, muito menos por vontade própria.
-Quem ordena um crime é tão criminoso quanto quem o executa – foram as primeiras palavras do general após um breve silêncio aterrador – ao menos é menos vergonhoso quando aquele que te mata é aquele que realmente quer a sua morte.
E o shiroyamiano viu os orbes chocolates se aprofundarem em uma tristeza genuína, voltando a se focarem no tampo da mesa grande de madeira.
-Não pode nos recriminar por tentar sobreviver – balbuciou em uma escuridão estranha para si.
De repente as palavras ditas em uma brincadeira por seu comandante pareciam mais verdade do que gostaria. “Por algum acaso selvageria é contagiosa? Está parecendo um dos estrangeiros falando desse jeito”. De repente entendia do que seu pai estava falando... teria que fazer coisas que nunca pensou em fazer... ser um líder é se deixar corromper para que seu povo não seja corrompido... ele não estava livre disso... era isso que ser um Takashima significava.
-De qualquer modo, seja qual foram os motivos do passado, o que nos preocupa agora é o presente e o futuro – Nao interrompera antes que aquela reunião se tornasse um cambio de ofensas e rancores – a sugestão de Uruha-san nos livraria do exército invasor sem nenhuma baixa e sem batalhas, mas ainda teríamos Ishihara e o ataque estranho de um possível “bruxo”... acredito que seguir o plano de Uruha-san seja o mais indicado quanto aos chineses, mas também devemos ter algo em mente para com nossos demais inimigos – o conselheiro chefe de Hana continuou, forçando a todos a saírem do estado de tensão anterior e se voltarem às suas palavras – Se Aoi-san não deseja oferecer homens para treinar guerreiros amenianos no que quer que Uruha-san tenha pedido, eu mesmo posso levar o exército ameniano até Hana e oferecer pessoas de nosso exército para tal coisa – estatuou por fim, roubando um olhar estreitado do chefe de pesquisa e amante.
-Não será necessário, se essas coisas vão aprender algo, eu mesmo quero supervisionar bem de perto... – Aoi ditara em autoridade – sinta-se honrado... U-ru-ha... – pronunciou o nome do líder ameniano com cinismo palpável – eu mesmo vou te ensinar como se ataca primeiro e pergunta depois.
Kouyou arregalou seus olhos e quis tentar ler ou entender qualquer coisa na expressão séria e fechada do general moreno, mas não conseguiu compreender nada.
-Sim – assentiu por fim – quanto a Ishihara... não acredito que ele tentará algo após o apoio chinês ser perdido... – tentou mudar de assunto, se focando em alguma outra coisa se não seus pensamentos torturantes e confusos – mas quanto ao bruxo... eu... eu posso pedir para alguém ir até o santuário e...
- Parece que quer fazer tudo sozinho, Uruha-san... tem certeza de que realmente está pensando nisso como uma aliança, ou está apenas tentando dominar toda a situação? – Kai interrompeu, causando mais um olhar surpreso do loiro andrógeno... era aquilo que estava parecendo aos olhos dos estrangeiros?
-Eu só queria poder resolver tudo sem perdas e o mais rápido possível – explicou em um tom triste por ser interpretado de forma tão equivocada.
-Amanhã marcharemos para Hana, vamos nos concentrar lá para decidir mais sobre tudo, podemos ensinar você e seus “guerreiros” no caminho e quando estivermos alocados nas terras de Kazamasa, tentaremos esse seu plano contra os invasores, mas queremos estar preparados pro caso de ele falhar – Aoi iniciou seu discurso final – Enviarei espiões a Ishihara que nos manterão informados de qualquer movimentação e manterei parte de nossos navios em posição na baía de Miyavi; quanto ao bruxo, Kai ficará aqui e cuidará disso, sei que pouca coisa passa aos seus olhos e seu ouvidos, e se tem algo que acredito se aproximar de um bruxo, esse seria você – falou ao fitar o irmão – proteja nosso pai e nosso feudo, se o pior acontecer ao menos um herdeiro vai estar no lugar que deve estar...
-Mas e quanto a Vegas... – Nao tentara interromper.
-Vegas está fora de cogitação, Nao-san, a única coisa que faremos é reforçar a vigilância sobre eles e, se tivermos a oportunidade, dizimá-los – Aoi se fez imponente, se levantando de seu assento – reunião encerrada por hoje, estejam preparados para a marcha de amanhã, sairemos assim que o sol raiar – falou aos seus comandantes – e Uruha... – fitou o loiro que ainda não havia se levantado – quero você e seus onze “salvadores” em minha sala antes do anoitecer.
Dito isso se retirou do local, sendo seguido pelos comandantes e irmão.
Uruha se levantou lentamente, ainda tentando pensar em tudo que havia passado naquele cômodo quando uma mão macia veio de encontro ao seu ombro. Tinha que parar de deixar sua guarda baixa... não podia continuar com seu jeito desligado em uma situação como aquela.
-Uruha-san... – mirou o sorriso aparentemente gentil do conselheiro de Hana – não fique assim, tudo vai dar certo — sentiu a mão pequena deste se deslizar até a sua mão e algo ser posto nela antes do menor novamente sorrir e também se retirar.
O maior se viu só na sala escura e vazia e se apressou para também sair do local, seguindo o caminho de suas acomodações, a mão fechada segurando o que parecia um pedaço de pergaminho... tinha a impressão de que não deveria abrir aquilo em algum lugar que pudesse ser visto, por isso cumprimentou rapidamente alguns de seus guerreiros e se adiantou para seu quarto. Fechando-se neste e se recostando à porta antes de abrir a mensagem do estranho Naoyuki.
“Não confie em Shiroyama, eu o entendo e gostaria de conversar.
Venha até minhas acomodações ao anoitecer, pode trazer seu comandante ou algum guerreiro de escolta se quiser”
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Os gemidos eram altos e sem qualquer vontade de serem contidos dentro do luxuoso quarto do senhor de Vegas. A decoração era exageradamente colorida e requintada, ouro, prata, pedras preciosas por toda mobília e parede o tornavam quase uma sala de peças decorativas. A cama central dourada e grande era o local da copulação vulgar e indecente do senhor das terras do pecado que se arremetia com fúria para dentro do frágil cortesão a se contorcer em prazer e gemidos. Já passava do meio dia, mas como os boatos que se espalhavam pelas casas vermelhas do feudo, Byou era insaciável.
Karuhiko podia ser considerado bonito e fofo, os cabelos loiros e longos ainda estavam com sua franja amarrada parcialmente para trás, mas seu corpo suado e esbelto estava todo marcado de pontos roxos e vermelhos, suas mãos amarradas na cabeceira do metal dourado e suas pernas bem abertas e bambas ao ter o jovem loiro de cabelos longos e caramelados o empalando de forma nada gentil. Não que o bonito prostituto reclamasse, na verdade ser escolhido por Byou poderia ser considerado uma honra em Gather Roses.
O ápice veio para Karuhiko um pouco antes do senhor de Vegas se derramar mais uma vez em seu interior, não demorando muito mais para se levantar e jogar mais um de seus extravagantes trajes pelos ombros, soltando os pulsos presos do garoto de forma rude e jogando as roupas deste em cima de seu corpo.
-Limpe-se e vista-se, quando voltar não quero que esteja aqui – ordenou por fim – e nem pense em pegar nada, pode ter certeza de que eu sinto falta de cada coisa aqui dentro, seu pagamento vai estar com o guarda aqui fora – finalizou ao sair do cômodo e andar rapidamente pelo corredor de sua propriedade construída em um estilo diferente da conhecida naquele país, feita de pedras e não de madeira.
Byou não parou até estar no amplo salão de seu trono, mirando-o por um breve minuto antes de se dirigir até ele, se sentando. Bufou em mau humor e mirou a mesa redonda de seu general ali em frente, não parava de ver aquilo como se aos poucos o odioso bruxo estivesse de algum modo querendo roubar espaço em seu lugar.
“Se ele não fosse tão útil!”
Era melhor ter alguém como Yuuto ao seu lado do que contra si... ainda que fosse arriscado.
Se sentou de modo desgrenhado na grande cadeira dourada e acolchoada, olhando de maneira impaciente para o teto prateado e curvilíneo do local, pensou que estaria satisfeito ao chegar onde estava... mas seu íntimo ainda não parecia saciado. Sua ganância queria todo o dinheiro, ouro e riquezas do mundo, queria Shiroyama, queria Hana, queria Ishihara, e até mesmo as terras misteriosas de Akai Ame... e talvez aí sim seu ser estaria totalmente satisfeito e aquele vazio e sede por algo se saciaria... pena que para tudo a tal “paciência” era necessária.
-Não é o bastante! – vociferou em tom baixo para si. Nada era suficiente, e agora até mesmo sexo não o saciava mais. Antes era capaz de preencher seu vazio com algumas boas rameiras, ao menos pelo momento de copulação e orgasmo... mas isso já não estava funcionando mais – por quê?
Se levantou em ira e se muniu de uma espada que mantinha sempre ao lado de seu trono, foi até uma das estátuas douradas próximas à parede e começou a golpeá-la de modo insistente, danificando o metal em alguns pontos, mas não partindo-o.
Estava com sede, seu âmago clamava por algo, nada era suficiente, queria sempre mais... mas o quê? O que seria capaz de saciar o garotinho abandonado que aprendera a roubar e matar com 4 anos de idade? O que seria capaz de preencher aquele maldito vazio? Dinheiro? Poder? Prazer? Iria em busca de mais, iria em busca de sempre mais... não importava como, ou onde, se era em Shiroyama, mataria cada um daqueles prepotentes nojentos e saquearia todos seus cofres, estupraria todas suas mulheres, se era em Hana, pegaria todos seus minérios, se era em Ishihara... não, aquele bando de palhaços vegetarianos não estavam nem se quer perto de serem alvo de sua cobiça, talvez a tomasse pelo meio do caminho só por capricho. Por enquanto Shiroyama e Hana... pareciam mais interessantes que o reino dos palhaços e a montanha de um bando de selvagens quase extintos.
Ouviu um som familiar, parecido com um choro baixo e rápido de um cachorrinho atrás de si e se virou, encontrando com satisfação seu adorado Jin às suas costas, se mantendo distante, mas ainda assim observando seu dono pirar e descontar em uma estátua cara toda sua frustração.
-Oi garotão – Byou sorriu para o jovem meio youkai que pareceu sorrir de volta e praticamente se materializar ao lado do dono, inclinando a cabeça para o lado em pergunta.
-O garoto não era bom? Eu posso matá-lo se quiser – Jin pronunciou de modo normal e estranhamente adorável, arrancando um sorriso do mais velho.
-Não, Jin, não me dê mais problema com Kazuki, sim? Se você antes era propriedade dele deve saber que procurar confusão com aquele ali é pedir problemas infinitos e grandes – sorriu de maneira ineditamente doce para o menor, passando a mão nos cabelos loiros de franja para trás afavelmente, recebendo um sorriso satisfeito de volta – mas com certeza teria sido mais deleitoso se fosse o meu amado cãozinho em meus braços.
E fora apenas o maior pronunciar aquilo que o sorriso do menor se fechou, os olhos se cerraram em ameaça e um rosnar subiu pela garganta do garoto demônio.
-Calma, calma, foi só brincadeira, já aprendi que você não gosta nada dessa idéia – Byou se apressou em se retratar – mas com certeza você teria que cumprir caso fosse uma ordem de seu dono – estatuou, era sempre bom manter seu cão certo de quem era a autoridade ali.
-E depois poderia arrancar sua cabeça fora, isso não está no nosso contrato Byou-sama – Jin vociferou para o maior, desviando sua cabeça da carícia de seu senhor.
-Hai, hai... eu sei, eu sei, estava brincando, garotão, estava brincando – o maior voltara a assentir, forçando sua mão novamente nos cabelos do garoto demônio que tanto lhe era fiel.
A relação especial entre um garoto e seu cão.
Ao longe olhos atentos espionavam a cena por um estranho prisma piramidal.
-O que está vendo aí? – Rui perguntou ao se levantar da cama, não se importando com sua nudez e indo abraçar a cintura do general de Vegas enquanto depositava um beijo íntimo e indecente em sua nuca.
-Algo que talvez possa me atrapalhar... – Yuuto respondeu em ponderação – volte para cama e fique de quatro, quem disse que eu acabei com você? – ordenou ao monge que sorriu de modo charlatão para si e levantou as mãos em defensiva.
- É você quem manda, chefinho! – assentiu em humor obedecendo às ordens do jovem general de expressão séria.
“Cachorro idiota”
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-Qual a sua decisão Shou-sama? – um dos conselheiros inquiriu ao seu senhor diante dos olhares atentos dos demais homens de sua corte e dos generais e comandantes presentes, além da presença do pequeno líder de Ogata.
Shou se sentiu suar frio, seus conselheiros queriam uma posição de si em relação ao ataque da noite anterior, queriam uma atitude sua, o povo já começava a duvidar de si, com razão... se um senhor era atacado dentro de sua própria acomodação, como eles estariam seguros?
Nunca sentiu tanto a falta de Nao quanto estava sentindo naquele momento.
Tinha que ser firme, tinha que ser um líder... o que Nao faria naquela situação?
- Nao-san foi a Shiroyama e trará os exércitos da aliança consigo, eu já enviei um mensageiro para pedir uma marcha urgente até Hana, enquanto isso, nosso exército e o exército Ogata formarão pontos de proteção na fronteira dos vilarejos mais próximos da baía e em volta da cidade imperial. Todos deverão ficar alertas, já avisei para começarem a evacuar as vilas mais próximas do acampamento chinês e nossos soldados ficarão alojados lá enquanto o alerta durar. A primeira zona de contenção marchará amanhã com Tora, e Saga irá com os demais assim que Shiroyama chegar. – explicou de maneira decidida.
-Planeja deixar nossa defesa ao cargo de um Ogata? E se eles nos traírem e se aliarem aos invasores? – um velho e rechonchudo conselheiro se ergueu em oposição.
-Um Ogata? – Hiroto foi aquele que se levantou – estamos ajudando-os aqui, um pouco mais de respeito! – ditou em uma autoridade nata – se desconfiam de nós eu fico sob custódia de vocês, é uma garantia que têm que meu general não irá traí-los, mas também... se algo acontecer a mim, Tora tem permissão e ordem para fazer qualquer coisa e matar cada soldado de Hana que encontrar — estatuou – estamos em um situação crítica senhores, seria sábio se soubessem valorizar a mão que oferece o aperto de aliança, antes que ela ache que seja mais interessante se estender a outra pessoa – ditou, calando o salão em questão.
-Decisão tomada – Shou bradou por fim, se levantando de seu altar e saindo imponente pela porta ampla, foi acompanhado de seus soldados até seu quarto enquanto se matinha perdido em pensamentos sobre a noite anterior e toda a confusão que estava se formando. Hiroto parecia realmente levar mais jeito para liderar do que si próprio... estava sendo tão burro, tão ingênuo, tão sem autoridade... seria mesmo seu destino ser um senhor feudal? Só queria poder não ter tanto peso em suas costas, tantas vidas em suas mãos, tantos olhos o observando, tantas vozes falando de si...
-Kohara – ouviu a voz do pequeno de Ogata às suas costas e apressou seu passo.
-Não o deixem passar – ordenou aos seus homens antes de entrar em seu quarto e se fechar neste.
“Eu sou um fracasso”
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-Ruki-san – Reita chamava pela milésima vez aquela tarde enquanto o pequeno se negava a olhá-lo nos olhos, apesar de ser obrigado a ficar sempre ao seu lado por ser seu “servo”. Não sabia bem o que ser um servo queria dizer – não ficou feliz por nós termos ficado? Fale comigo, chibi!
-Chibi? – o menor vociferou em ofensa, e aquela era a primeira vez que a voz do menor fora ouvida pelo loiro mais alto – Chibi é a mãe!
-Eu não tenho mãe, tenho dois pais – o maior estatuou de modo esperto e humorado – Ruki-san... não ficou feliz por nós termos ficado?
-Cale a boca, eu não quero mais falar com você, seu...seu...estranho idiota, você me humilhou ontem à noite, me tratou como uma fêmea e quase me desonrou, me fazendo virar um sodomita, acha mesmo que eu fiquei feliz por saber que não vou me livrar de você? – o pequeno híbrido vociferou ao saltar para o outro lado do cômodo assim que o maior se aproximara de si – não ouse se aproximar de mim.
- Mas foi você quem me agarrou ontem à noite! – Reita acusou — você até me machucou quando eu falei para pararmos, olhe – argumentou ao virar as costas para o menor e descer o kimono sem mangas parcialmente, mostrando as marcas quase cicatrizadas das garras do meio youkai.
Ruki abriu a boca para vociferar mais uma vez, porém notou as feridas quase sumidas e sua curiosidade se atiçou de modo dominante, fazendo-o se aproximar das costas fortes e nuas do maior.
-Como está desse jeito se eu te machuquei ainda ontem? – perguntou retoricamente em voz alta, não sabia que haviam mais seres com capacidade de se regenerar tão rapidamente, mais rápido até do que ele mesmo.
-Perguntas demais, pequeno, não se preocupe com isso, sim? Não é bom? Você pode me arranhar o quanto quiser sem preocupação nenhuma – o maior sorriu em simpatia ao voltar a cobrir suas costas e se virar para o menor. Mas fora no momento em que ameaçou tocá-lo que esse novamente saltou para longe de si, levando a mão à espada.
-Ruki-san... – Reita murmurou em uma voz quase chorosa, menos de uma semana para a época de calor e sentia que se não marcasse o pequeno como seu iria enlouquecer.
Sentiu a presença de seu amigo e líder se aproximar e bufou de lado sabendo que teria que se conter por mais tempo... quem sabe à noite... era noite quando o pequeno ficara estranhamente receptivo e até desejoso...
-Reita – Uruha chamou ao adentrar o quarto do amigo – oi Ruki-san, desculpe incomodar, venha comigo, Reita, temos que selecionar mais dez homens, Aoi-san aceitou minha proposta – falou rapidamente, parecendo meio atordoado e distraído antes de se afastar da porta.
-Sério mesmo? – Reita não se poupou da indignação vocalizada. Se Uruha tinha convencido o general imbecil e mal encarado... ele tinha que conseguir dobrar aquele maldito meio youkai lindo e arisco.- depois continuamos Ruki-san – disse animado ao sair de seu próprio quarto deixando um pequeno hibrido com uma enorme expressão de interrogação na face.
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- O que está planejando, Nao? – o moreno inquiriu em uma expressão séria e ameaçadora assim que o conselheiro adentrara sua sala aquela tarde.
-Então foi por isso que mandou me chamar? Está com ciúmes? – o menor sorriu em aparente humor.
-Não tente me enrolar, te conheço a tempo de mais e bem demais para saber que você nunca dá ponto sem nó... o que quer se tornando próximo de Akai Ame? Oferecendo seu exército para treiná-los?... – o chefe de pesquisa contestou ao se levantar de sua mesa baixa e se por de pé, andando ameaçadoramente até o menor, se colocando às suas costas.
-Oh! Suas pesquisas aumentaram, fiquei sabendo de um tipo de explosivo que desenvolvestes, e também sobre um veneno novo... poderia me mostrar mais tarde? – o menor continuou ao se mostrar distraído com a quantidade de pergaminhos nas paredes do cômodo luxuoso.
-Naoyuki – o maior vociferou em impaciência, pegando a cintura do menor com força e virando-o para si – o que está planejando?
-Nada que eu tenha que te contar, Kai-kun... – respondeu ainda mantendo um sorriso no rosto – não se preocupe... – continuou ao se tornar um pouco mais sério e levar sua boca ao ouvido do maior –... eu amo você.
Kai arregalou seus olhos e apertou seus dedos na cintura coberta do amante, seu coração falhando uma batida antes de sua razão voltar a dominá-lo e pensar de si mesmo um idiota por se sentir tão feliz com algo como aquilo.
-Está mentindo! – ditou em um misto de seriedade e desconfiança, afastando a cabeça do baixinho de cabelos castanhos de si e mirando os orbes escuros.
-Estou? – o menor rebateu em mais um sorriso.
-Droga, Nao... – o maior vociferou em frustração, empurrando o menor com força até este topar em uma das estantes, derrubando alguns pergaminhos pelo baque.
Kai não demorou em se colar a ele e tomar a boca bem desenhada em um beijo voraz, levantando a manta pesada com fúria e puxando as coxas macias com desespero, quase derrubando o Murai, que tivera que se segurar em seu pescoço quando teve suas pernas levantadas e enlaçadas no quadril do maior.
-Tem certeza que quer fazer isso aqui? O que seus homens irão dizer se nos ver nessa situação? – Nao provocou em um sorriso convencido.
-Mato e transformo em mais um boneco de teste qualquer um que ousar me ameaçar ou nos interromper – o Shiroyama vociferou de volta, se ajeitando rapidamente antes de abaixar a parte inferior de seu kimono e segurar mais forte a pele ainda marcada e dolorida das pernas do menor.
-Mais cuidado, Kai! – o Murai reclamou ao franzir o cenho.
-Não mesmo! – o Yutaka respondeu antes de forçar seu membro contra a entrada do menor, obrigando-o a morder os lábios até que saísse sangue para conter seu grito – você é meu Nao, não ouse trair Shiroyama, não ouse me trair... – começou a falar em uma voz baixa e difícil, dando uma primeira estocada firme e forte dentro do amante, mais uma vez esse feriu a si mesmo para não deixar seu grito ecoar pela sala – caso contrário, o próximo corpo pra minha coleção de cobaias será o seu – finalizou ao se arremeter novamente para trás e se afundar no interior do pequeno conselheiro.
Nao segurou com mais força o pescoço do amante e apoiou o queixo no ombro deste, gemendo baixo na estocada seguinte, aumentando a libido do maior. Um sorriso confiante se desenhou na boca fina do conselheiro antes de novamente se abrir em mais um gemido baixo.
Talvez nem sempre os discípulos superem o mestre afinal.
Notas finais
=]
Campanha deixe um review e faça um escritora feliz! ;o/
Próximo capitulo já está pronto o/
E nele tem coisinhas bem legais hohohohohohohohoho
Teoricamente ele vem quarta... mas quem sabe seus reviews não me fazem mudar de ideia? * chantagista*
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Obrigada por lerem e acompanhar!
Vamos ver no que isso vai dá neh....
PS para Ichinose : ainda aguardando o cap de Novas Perspectivas U.U... eu compreendo seus motivos, mas vou continuar cobrando... caso contrário... já sabe o que acontece com a Yuko neh? e-e
=]
Então gente, a pidona aqui pedindo reviewzinahs de novo. Me falem o que acharam, o que estão entendo o que está meio confuso para me dar um direção nos caps seguintes?
beijoooooooooooooooooooo
Fale com o autor