Vijukei No Monogatari

9 Capítulo 8 As conspirações silenciosas


Notas iniciais
Olá gente
CAp especial de domingo pq os lindos leitores de Vijukei me deixaram muito feliz com as reviews...
q tal repetirem a dose?
=]
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
Só pra lembrar
Tachi = seme e neko = uke sim?
Betado pela minha anjinha Azumi-chan novamente
=]
Ichinose... kd meu cap de Novas perspectivas? T.T
Kd a minha ByouxJin?
T.T

Capítulo 8 As conspirações silenciosas


–Então são vocês... – o general de Shiroyama comentou em frieza ao mirar os doze amenianos à frente de sua mesa baixa -... já separei onze de meus homens, eles estão no dojo do prédio oeste... – iniciou seu discurso, se levantando, imponente e altivo como de costume, notavelmente analisando e encarando cada um dos guerreiros, demorando seus olhos em um certo baixinho e loirinho, se lembrava daquele ser o demônio que vira copulando com o líder de Akai Ame algumas noites antes – se apresentem – ordenou, deixando claro que o primeiro a realizar a apresentação deveria ser o menor.


–Miku, prazer – o pequeno estatuou em um leve tremor, mas desafiando o olhar do general maior.

Logo um por um dos guerreiros falaram seus apelidos, Reita e Uruha também o fizeram apesar de ser desnecessário.


–Podem ir – assentiu ainda em tom rude –... exceto você – indagou em direção ao líder loiro.


Uruha assentiu e olhou para Reita em uma comunicação muda e desnecessária de que ele estava no comando e que ambos sabiam o que fazer caso algo ruim acontecesse. Ainda assim, Reita achou melhor vocalizar algo.


–Sabe o que fazer se precisar – falou ao líder e amigo apenas para deixar o moreno mal encarado a par de que Uruha não estava em hipótese alguma desprotegido. Se aproximou do Takashima e tocou o braço fino e delgado com sutileza, levando o rosto enfaixado até o ouvido do maior – é só para deixar o general imbecil com pulga atrás da orelha, mas tome cuidado – sibilou em um sussurro, depositando um leve beijo na bochecha do amigo e sorrindo travessamente antes de se colocar a frente dos guerreiros para que saíssem da sala.


Uruha não reprimiu um sorriso incrédulo e Aoi estreitara o olhar para o líder loiro e andrógeno diante de seus olhos.


–Mais uma cena dessas em minha frente e eu acabo de vez com qualquer inclinação a levar você e suas bestas em mínima consideração – Yuu estatuou em um rugido sério e ameaçador – não é porque meu pai faz vista leve às depravações da sua gente que eu tenha que agüentar tal coisa.


– Reita só gosta de brincar às vezes – tentou se justificar.


–Pareço alguém que atura brincadeiras? – o moreno rebateu em indelicadeza.


–Não, com certeza não – Uruha assentiu em um misto de brandura e imperceptível humor – mas já que tocou no assunto, gostaria de informar algo... – começou, se encolhendo minimamente ao olhar sério do outro -... meu povo passa por algo que chamamos de época do calor, são três dias a cada mês que ficamos... – tentou procurar algum termo que menos ofendesse ao shiroyamiano -...ficamos...mais...mais ativos sexualmente, qualquer coisa é motivo para copulação e não é algo que conseguimos controlar normalmente, então... quero pedir algum tipo de consideração e relevância sobre isso, eu mesmo deixei claro que qualquer coisa deve ser feita em privado e bem longe dos olhos de qualquer cidadão de Shiroyama e sob hipótese alguma algo com alguém de Shiroyama, mas é uma época de descontroles, talvez nem todos consigam seguir as ordens – explicou, procurando ser o mais gentil e transparente possível.


Aoi fitou o loiro por um momento de silêncio, parecendo custar a acreditar no que ouvira.


–Infelizmente não posso fazer nada se seu povo vulgar e pecaminoso insiste em cometer atos infames de sodomia, mas posso garantir que assim que um cidadão de Shiroyama for envolvido a punição abrangerá qualquer sodomita sem distinção – bradou em uma ira controlada.


–Não estou falando de sodomia, alguns de nossos tachis parecem apreciar as mulheres de shiroyama, não passaria de uma relação comum, não? – o loiro argumentou, arrancando uma sobrancelha erguida e confusa do mais velho – às vezes o envolvimento com um semelhante a si em anatomia não é por preferência, só falta de opção, como expliquei, em Akai Ame mulheres são raras. Meus homens seriam punidos por isso?


O general franziu o cenho.


–O que são tachis? – perguntou.


–São ativos – respondeu, notando pela feição séria do outro que aquilo não tinha explicado muito – são os que... ficam por cima e... –começou a explanar, parando antes que dissesse algo indevido.


–E você é um tachi – afirmou em uma expressão estranhamente fechada – É você quem está interessado em alguma de nossas mulheres por algum acaso?


–Não, não sou eu... eu não sou um tachi... – tentou se explicar diante do olhar de acusação do menor.


–Mas você e aquele baixinho... – Aoi interrompeu em um pensamento alto, parecendo se constranger em vocalizar aquilo e bufando afrontado. Por que diabos estava perguntando aquilo afinal.


Kouyou corou levemente e ambos pela primeira vez pareceram entrar em um acordo mudo de que mudar o assunto seria a melhor ação a fazer.


–Sodomia que envolva um cidadão de Shiroyama será punida – estatuou por fim – me siga, eu mesmo irei treiná-lo – ordenou ao se projetar para fora da sala, deixando claro que era para o loiro segui-lo.


–Agora? — o loiro perguntou em surpresa.


–Tem algo mais importante para fazer? – o moreno rugiu em impaciência – finalizamos antes que você e seus homens tenham que se organizar para a marcha de amanhã.


Uruha apenas assentiu, parecia que seria algo impossível dizer não ao general. Talvez tivesse que ir bem mais tarde ao quarto do conselheiro de Hana, apesar de não gostar da sensação de estar sendo envolvido em tramas sujas e ardilosas de guerra... o que não podia era ignorar o que se passava a sua volta.


–Vai demorar muito? Não é você quem some e reaparece do nada? – o moreno gritou em estresse já do lado de fora da sala grande e seriamente requintada, fazendo o loiro se apressar e se materializar ao seu lado, uma corrente de ar mais forte invadindo o corredor e o cheiro docemente amadeirado do maior inundando o limitado espaço. Aoi apenas o olhou pelo canto do olho, fuzilando-o rapidamente, se projetando em passos firmes e carregados pelo assoalho.


Uruha não impediu um sorriso discreto e tímido de se desenhar em sua face. De algum modo... talvez estivesse conseguindo o reconhecimento do general moreno ...aos poucos.


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– Ainda olhando esse desenho? O conselho já estatuou que é apenas o modo arquitetônico chinês, estão tão confiantes de que conseguirão o que querem que já começaram a se instalar como se estivessem nos colonizando – Tora comentou às costas de Saga, mais uma reunião havia se passado, e nada de preocupante tinha sido falado sobre o mapeamento do acampamento chinês que tanto parecia tirar a paz do moreno de cabelos curtos.


–O conselho estava mais preocupado em encontrar falhas na segurança do que realmente compreender o porquê disso – Saga rebateu, sem tirar seus olhos da tela na parede – algo me diz que saber o que isso é também é importante.


–Alguém de Kazamasa que acredita em intuição? Vocês não eram todos estratégia, lógica, tradição e planejamento? – Shinji destilou em ceticismo.


O Takashi o olhou minimamente, sério e impassível.


– Alguém de Ogata que aceita a pré-suposição de outros? Vocês não eram todos, autonomia, adaptação e intuição? – rebateu, vendo com satisfação o cenho do moreno maior se franzir.


–Está aprendendo bem, docinho... – Tora sorriu espertamente -... mas eu não sinto intuição nenhuma quanto a esse prédio ridículo e redondo.


–Pois eu sinto... ainda mais depois do ataque estranho de ontem – continuou ao estreitar os olhos para o centro circular no desenho — ...acredita em bruxaria, Tora? – perguntou, não reparando que pela primeira vez tratava o outro por algum nome e não algum xingamento ou ofensa.


– Eu não acredito e nem deixo de acreditar em nada... pra mim, qualquer coisa é possível, e depois do que vi ontem... com certeza bruxaria entrou para a minha lista de coisas que existem – o Amano respondeu, encarando os olhos castanhos se virarem para si.


– Venha comigo ao meu quarto! – ordenou ao seguir o rumo da porta, a dupla de soldados que sempre se mantinham em vigilância quando os generais estavam sozinhos os seguindo assim que Tora acatou a ordem e acompanhou o jovem levemente menor que si.


Shinji iria fazer mais uma de suas provocações com o pedido rude do rapaz, enfezar o general de 29 anos o agradava de um modo quase sádico, entretanto achou que o assunto fosse realmente sério para o Takashi convidá-lo às suas acomodações sabendo que com certeza o maior não iria se privar de algo estando com marcha marcada para o dia seguinte.


–Fiquem aqui fora – ordenou à dupla antagônica de soldados, sendo obedecido prontamente por ambos ainda que Tora não tenha proferido nada ao samurai de Ogata – entre – ditou ao maior ao correr a porta de seu quarto para o lado, dando espaço para que este o adentrasse primeiro.


Tora curvou o pescoço em uma discreta reverência de permissão para entrar, não se poupando em passar os olhos de tigre pelo amplo local retangular, luxuoso e perfeitamente decorado com mobília metálica e com detalhes de preciosidades. A cama em tom de dourado no centro e uma pequena amostra da coleção de armas que o menor tinha em outro cômodo separado de sua residência principal, além da parede formada por pergaminhos e estranhas estruturas quadradas.


“Viver em Hana é outra coisa!”


Pensou consigo, lembrando de sua modesta e humilde propriedade em Ogata.


–Sente-se – indicou uma mesa baixa ao canto, o Amano agradeceu rapidamente e sentou-se no local dito pelo menor, observando-o ir até a estante de documento, pegando uma das estruturas retangulares em mãos, trazendo-a consigo e também se repousando à mesa, em paralelo com o maior.


–O que é isso? – questionou em curiosidade.


–Um livro, é um jeito ocidental de se organizar pergaminhos, mas... esse aqui é de Vijukei – explicou ao colocar o objeto em cima do tampo de madeira, folheando-o lentamente enquanto procurava a página que queria – na última batalha entre Shiroyama e Akai Ame, Hana serviu de aliada para Fukaku-san... meu pai era o general nessa época e nossos exércitos foram socorridos pelos monges do santuário na fronteira das terras dos amenianos... meu pai não resistiu às feridas e morreu no caminho de volta para cá e esse livro estava entre os pertences dele... – começou a falar, parando em uma página específica -... eu mal me importei, mas tive curiosidade de ao menos dar uma olhada por cima quando adolescente, era tudo muito estranho e eu não entendo o que está escrito, mas as figuras e desenhos me deixaram com a impressão de que isso pertencia ao santuário dos monges... – continuou, virando o livro na direção do maior e mostrando a página marcada.


–Símbolos... – Tora balbuciou, meio surpreso pela familiaridade — ... são todos...


–Circulares – Saga completou o pensamento do maior.


Tora pegou o livro em mãos e começou a folheá-lo rapidamente, sério e curioso.


–O que está escrito? – perguntou.


–Eu não sei, está em alguma língua estranha, quando era jovem não me importei muito, mas talvez agora seja o momento de descobrir o que diabos isso é – respondeu em um cenho fechado – precisamos enviar alguém até o Santuário e trazer um dos monges nem que seja a força... você e seus homens partem amanhã, você poderia ordenar a alguns de seus soldados para seguir o caminho de Akai Ame sem que ninguém percebesse...


–E porque você não faz isso? – Tora inquiriu em estranheza.


–Hana, Shiroyama e Ishihara têm um acordo de paz e inviolabilidade desde o casamento de Aoi-san com uma das sacerdotisas do santuário – tornou a explicar — eles estão excluídos de qualquer confronto ou qualquer assunto, se um dos meus soldados for pego tentando raptar um monge seria uma quebra desse acordo e Hana estaria em mais problemas ainda, mas como Ogata é uma região, que apesar de estar dentro de nossos domínios, teoricamente não temos controle...


–Se um dos meus homens fossem pegos não teria problemas para Hana — Tora concluiu.


–Não, não teria, poderíamos afirmar que foi uma ação independente de vocês e o acordo estaria preservado.


–E por que é tão importante manter esse acordo? – o general de Ogata questionou.


–O Santuário é o responsável por manter a proteção dos feudos contra youkais, com exceção de Vegas e Akai Ame é claro, caso se sintam ameaçados podem muito bem retirar qualquer consideração por nós e...


–Os ataques de youkais que raramente acontecem se tornariam freqüentes – o tigre completou, entendendo onde o general de Kazamasa queria chegar.


–Se me entendeu, imagino que irá ajudar a nossa causa, já que também é de interesse de Ogata expulsar os invasores e manter o feudo protegido de youkais – argumentou em altivez, não era porque precisava da ajuda do maior que iria se rebaixar.


–Sim, com certeza é de nosso interesse, mas não acha que tal coisa deveria ser informada a nossos senhores? – Shinji estreitou os olhos, curioso em saber o que levaria o menor a falar aquilo diretamente para si e não para seu senhor.


–Shou-san é um senhor de bondade e compreensão, jamais aprovaria algo assim, muito menos contra aliados – explicou em uma expressão falsamente indiferente – estamos em tempos de guerra, às vezes nós generais temos que tomar decisões próprias para garantir a vitória de nosso povo e nossos senhores – argumentou de modo esperto e firme.


–E você confia em mim para isso? O que te garante que eu não irei traí-lo? – inquiriu em um sorriso malicioso.


–Você não vai — Saga apenas rebateu em uma expressão séria, causando uma leve gargalhada no maior. Seu gatinho estava ficando cada vez mais esperto.


–E vai me oferecer algo em troca? – estatuou, mantendo a malícia em seu rosto.


Takashi bufou em desagrado, será que o Amano tinha mesmo que transpirar segundas intenções e vulgaridade em tudo que falava?


– Já que sua cabeça só parece pensar nisso, posso oferecer quantas e quais moças quiser para sua despedida essa noite, até mesmo as de Shou-sama podem servi-lo, ele não irá se importar – ofertou em barganha, fingindo não entender de qual troca o maior estava falando.


–Ah! Pode ser minha última noite na cidade imperial, mas eu não pretendo morrer na linha de frente, não é como se fosse uma despedida mesmo, e além disso, se fosse para alguém me servir eu preferia que fosse meu próprio docinho a fazer isso, não que você já não seja meu servo, ao menos assim que tirar essa armadura e “estar fora de serviço” – o Amano continuou.


–Não seja idiota, se Hana ruir, Ogata também será arruinada, e dessa vez não será apenas limitando seu território ou subordinando-os à fiscalização, os chineses, Ishihara, ou quem quer que seja, querem colonizar, escravizar e destruir, não manter acordos e muito menos ter misericórdia de quem perder a guerra... – Takashi perdeu a paciência, se erguendo e tomando o livro das mãos do maior, tinha sido muito burro por achar que o Amano seria esperto e inteligente o suficiente para entender a complexidade da situação. A colaboração da noite passada o havia feito pensar que a parceria não seria de toda impossível, entretanto o general de Ogata se mostrava ridiculamente estúpido.


–Um beijo – Tora interrompeu em uma voz mais alta quando o menor devolveu o livro ao local deste.


–O quê? – Saga questionou em estranheza.


–Meu preço pela ajuda, um beijo, sem resistência e sem eu ter que te obrigar, você mesmo deve me beijar e é melhor que eu goste – o maior estatuou por fim, apoiando suas mãos atrás de seu corpo e deixando-se afastar ligeiramente do tampo da mesa baixa enquanto encarava os olhos castanhos do Sakamoto o fuzilarem em raiva. Com toda certeza a resistência do general de Hana o seduzia de uma forma singular, mas estava curioso e desejoso em saber como seria ter aquele orgulhoso e esquentado moreno se esforçando para seduzi-lo. De repente uma vontade estranha em ser correspondido em suas ânsias o estava preenchendo de modo peculiar.


–Você está brincando – Saga vociferou, mesmo que soubesse que o maior falava seriamente.


–Tire essa armadura, ela te deixa sexy, mas impede muito contato... e eu não quero que nada atrapalhe – sorriu de volta, deixando claro que não podia estar sendo mais sério com o que dizia.


Takashi grunhiu em ódio, se levantou e removeu de modo rude e rápido a parte de cima da armadura, arrancando as braçadeiras e as botas, enganchando-se algumas vezes com o modo raivoso com o qual fazia aquilo, mas se livrando de todo o metal e couro que oferecia proteção para si.


–Um beijo, certo? – estatuou em impaciência, não acreditava que estava mesmo sendo humilhado àquele ponto, ignorava e fingia ter esquecido tudo que havia se passado na noite anterior e ainda assim se encontrava ridiculamente cedendo às chantagens e provocações daquele maldito.


“O mato quando tudo isso acabar, com certeza o mato!”


Se repetiu em uma promessa pessoal e em justificativa própria para suas ações, se vingaria depois, com certeza se vingaria.


–Se levante então – ordenou, mas em troca recebeu um dedo indicador infame chamando-o e indicando que deveria ir até ele.


Takashi bufou e se ajoelhou em cima da mesa baixa e pequena, apoiando as mãos no tampo de madeira também, mas logo levantando a sua direita para agarrar a parte de cima do kimono escuro do maior, puxando seu tronco para frente de forma brusca, fazendo seus rostos se aproximarem.


–Hum... gostei disso! – Tora sussurrou de modo malicioso com os modos nada educados do menor.


–Cala a boca – Saga vociferou, tomando fôlego como se fosse para um luta e fechando os olhos para não ver o que não queria. Tocou os lábios nos lábios finos do moreno maior e se decidiu por acabar com aquilo logo, projetando a língua para dentro da cavidade. Poderia ser julgado como um conquistador pelo número de moças, concubinas ou não, que já haviam passado por sua cama em tempos de paz, sabia como beijar, como seduzir, como provocar e como satisfazer completamente uma mulher. E foi isso que tentou projetar no maior, imaginar que seria um de suas lindas concubinas, ou as de seu senhor e amigo (já que este o permitia tal coisa), de quem tomava os lábios. Não deu muito certo, a pele meio áspera do bigode alheio que já começava a crescer destruiu todo seu intento, tornando-o consciente de que aquela boca da qual provava a saliva e aquela língua que se enrolava na sua vorazmente pertenciam a um homem. A um odioso e maldito homem que teria o prazer de matar depois que aquela ridícula guerra acabasse.


Não refreou o impulso de findar o ósculo, já era o bastante, mas a mão forte e ríspida em sua nuca o impediu, prolongando o beijo mútuo por mais tempo. Sua respiração começou a ficar escassa e forçou os punhos no ombro do maior para afastá-lo, tendo um breve sucesso antes deste aproveitar sua falta de apoio na mesa e trazê-lo pelo o kimino para mais perto, levando as mãos às coxas macias, discretamente torneadas, e puxando o corpo esbelto e forte para seu colo.


–Hum... – Tora grunhiu com o contato brusco de seus baixos ventres, ajeitando os joelhos dobrados do outro ao lado de seu corpo, sorrindo para o cenho franzido deste e os olhos que lhe enfiavam espadas imaginárias. Tomou a boca deste mais uma vez, se surpreendendo em ser novamente correspondido no ósculo, explorou a saliva e a língua alheia com gosto e intimidade, até que ter o consentimento do menor não era menos prazeroso do que lutar contra a resistência dele.


Segurou a cintura com ambas as mãos e se deixou deliciar pelo contato dos dedos ásperos de quem andava treinando muito sua espada na lateral de seu rosto, as pontas dos dígitos acariciando de leve sua orelha enquanto a outra mão foi para o seu cabelo negro, um pouco maior do que os fios de mesma cor do menor em seu colo. Estava doce... era estranho, mas ainda assim... bom.


O beijo encerrou em uma brandura e calma que contrastava com a selvageria dos dois generais, os olhos se abrindo e se encarando, as respirações rápidas, mas em um ritmo sincronizado de normalização.


O que era aquilo?

De repente a noção de que aquela poderia ser a última vez que viam um ao outro parecia começar a achar lugar na mente de cada um.


–Gostou? – Saga perguntou em um sussurro sério.


–Adorei – Tora respondeu, um pouco inerte.


–Ótimo! – o Takashi assentiu, franzindo o cenho mais uma vez.


O Amano sentiu um soco forte contra a lateral do rosto que antes era acariciada e o gosto férrico de sangue se fez presente logo após. Suas mãos foram tiradas bruscamente da cintura do general de Hana e este se levantou em uma altivez carregada de irritação, andando em passos pesados até a porta.


–Trato feito, pode sair – ditou ao correr a madeira para o lado.


Tora massageou o rosto golpeado e deu um sorriso incrédulo enquanto se levantava, coisas estranhas realmente estavam acontecendo. Se dirigiu muito calmamente para a saída, não iria cobrar mais nada de seu gatinho, tinha a impressão de que sairia dolorido se o tentasse e tinha que liderar tropas até os vilarejos próximos à baía no dia seguinte... não seria muito inteligente.


– Nos vemos na baía de Hana, gatinho, vou levar isso como uma promessa de continuarmos depois – sorriu para o menor, roubando-lhe um selo rápido antes de se colocar para fora do quarto do general a passos rápidos, ouvindo o modo forte e bruto com o qual esse fechou a porta de sua acomodação.


O soldado de Ogata tratou de seguir seu superior, meio assustado com o sorriso estranho que o tigre mostrava no rosto.


“Meu gatinho...”

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Um dojo espaçoso e sombrio, seria a definição que muitos dariam para o local de treino individual do general de Shiroyama.


–Muito bem, mostre-me o que sabe – ordenou ao loiro alto que se sentia meio incômodo com o silêncio e pouca iluminação do local.


Assentiu, respirando fundo e levando os punhos cruzados para cima de sua cabeça, suas espadas finas e longas se materializando nas mãos delicadas e grandes como se fossem trazidas de pouco a pouco pelo vento escasso do ambiente.


–Como você faz isso? Seus subordinados carregam armas com eles, mas as suas aparecem do nada – Aoi contestou em um olhar estreito.


–Eu não posso dizer – Uruha respondeu, percebendo o moreno se irritar levemente – digamos apenas que eu sou mais forte do que meus guerreiros e por isso posso fazer isto – tentou argumentar, notando que o general ainda não tinha aceitado aquela resposta, mas havia deixado passar... de repente tinha aprendido em alguns dias o que cada estreitada de olhar do Shiroyama significava.Talvez por que fosse alvo de muito daqueles olhares... ou talvez porque estivesse olhando demais para os orbes negros.


Aoi foi até um dos cantos do grande quadrado vazio, em direção a alguns suportes de espadas, escolhendo uma qualquer que não fosse a sua tão amada lâmina negra, apenas um katana comum. Se colocou na frente do maior, alguns metros de distância e assumiu posição.


–Me ataque – ordenou.

Uruha arfou em decepção, se ele soubesse e conseguisse simplesmente atacar alguém não teria motivos para estar ali afinal.


–Eu não posso te atacar a não ser que você me ataque primeiro, eu posso apenas me defender – explicou novamente para o general levemente menor que si.


Aoi estreitou o olhar e andou pesadamente em direção ao loiro que não desfez sua posição, que ao ver do moreno não tinha nada de “defensiva” parecia muito mais que o loiro iria começar a dançar com os braços erguidos e cruzados daquele jeito. Mas posição que já o havia derrotado uma vez.


Yuu se aproximou perigosamente do esbelto ameniano poucos centímetros mais alto que si, mantendo um contato visual intimidador e por pouco não colando seu rosto ao do loiro, mantendo suas faces frente a frente e seus narizes quase se tocando, dividindo oxigênio enquanto tentava ler alguma coisa nos orbes chocolates.


Uruha se sentiu estremecer, por que diabos o general estava tão próximo assim de si? Mais um pouco e iria parecer que ele iria beijá-lo.


–Quer dizer que enquanto eu não levantar a minha espada e não te desferir um golpe você não vai se mover... – o moreno começou a falar, iniciando passos lentos e rodeando o corpo alto e magro do loiro, como se estivesse analisando-o -... muito inconveniente já que eu posso deixar para te acertar só quando estiver em uma distância impossível de se defender... como essa – continuou já às costas do maior, a espada na mão direita, mas abaixada e quase pendendo entre os dedos delgados e firmes do menor.


–É por isso que pedi para nos ensinar – Kouyou retorquiu em um estremecer estranho, por um momento se sentia ameaçado, diante do fato de que as palavras do general estavam completamente corretas, àquela distância não seria possível se defender... um de seus pontos fracos já tinha sido revelado.


–Eu poderia te matar agora... – o sussurro rouco chegou ao seu ouvido e a ponta de uma lâmina foi sentida no meio de sua coluna -... não tem nenhum dos seus demônios para te ajudar, e já que o grande segredo de derrotar cada um de vocês é apenas isso, eles não ofereceriam risco algum...

–Precisa de nossa ajuda, podemos acabar com essa guerra sem uma gota de sangue que não o do inimigo a ser derramado – Uruha argumentou, pensando em como se esquivar da apunhalada, sua sorte fora que o moreno não decidira fincar a espada em si de uma vez, caso contrário estaria morto, naquela situação poderia fugir já que era mais rápido do que qualquer outro ameniano, no máximo teria um corte leve em suas costas. Apesar da roupa costurada, não precisava usar seu shaman para aquilo.


–Não preciso da ajuda de bestas... – vociferou baixo.


Kouyou sentiu a lâmina se apertar em sua lombar e fechara os olhos para se concentrar em desviar do ataque quando percebeu que não seria necessário, pois no momento seguinte a espada já não estava mais em contato com o seu corpo.


–Mas eu não ataco pelas costas, diferente de vocês gosto de encarar meu oponente de frente pra ele ter a certeza de quem foi o responsável por sua morte – finalizou em rugido irônico, se separando das costas alheias e assumindo posição novamente a sua frente, dessa vez mais perto – tente mover uma dessas suas agulhas até atingir minha espada – ordenou.


–Não dá... a não ser que as espadas sejam de madeira – respondeu em um suspiro aliviado – tente entender Aoi-san, se eu estou com uma espada que pode te ferir em mãos eu jamais irei atacá-lo, vocês usam o que nós chamamos de “intenção assassina” para atacar alguém, nós não sabemos usar isso, se eu estou com algo que possa te ferir realmente meu ser reconhece como se eu quisesse desenvolver uma intenção assassina e me bloqueia, considera a atitude errada e simplesmente me faz aceitar o fato de que machucar e matar é errado, e que lutar só é permitido em defesa própria ou em defesa de alguém — começou a explicar – é como se fosse um selo, ou uma lei natural... se sua espada não ameaça a mim ou a algo que eu queira salvar, eu simplesmente não posso me mover.


–Mas em nossa luta você me atacou – o moreno acusou em seriedade e descrença.


–Qual era a sua intenção ao levantar a espada para mim? – indagou ao menor que apenas ergueu uma sobrancelha – naquele ponto meu ser tinha te reconhecido sua intenção assassina como algo perigoso, incessante até me ver morto, por isso pude atacar livremente, pois meu organismo teve como base de que eu só estaria a salvo quando você fosse desarmado e derrotado.



–Difícil lidar com bestas como vocês... – Yuu bufou em impaciência – vamos tentar do modo mais direto – falou por fim, ameaçando fincar sua espada no estômago do loiro, sendo interrompido por uma das lâminas finas que desceu e se chocou contra a sua.


Logo forçou outro ataque, também sendo bloqueado e uma dança de ataques e bloqueios se iniciou ao passo que o loiro dava passos para trás.


–Por que não ataca? Tem um número certo de golpes? – o moreno perguntou ao topar o corpo esbelto contra uma das paredes e se afastar ligeiramente.


–Não, é só que... eu não posso atacar livremente enquanto você não decidir me matar ou decidir me ferir seriamente – explicou, sentindo as costas repousarem na madeira fria e olhando curioso para o general se afastar... Aoi... não o queria ferido?


–Uruha! — uma vozinha fina gritou antes dos passinhos corridos fazerem barulho no assoalho e a pequena Maya se colocar ao lado do pai – não machuca o Uruha, papai, não machuca – pediu em um desespero genuíno. Logo Kaisugi adentrou o local também com pressa e pegou a menina no colo, lutando contra os bracinhos desta que insistia em descer – me solta, Kaisugi-chan, papai vai machucar o Uruha.


Aoi olhou para a pequena em pranto com olhos tristes por um instante, mas logo fuzilou a serva que a segurava.


–Como deixou que Maya entrasse aqui? – gritou em direção a jovem de cabelos negros que se encolheu toda diante do grito.


–P-perdão Aoi-sama... – Kaisugi se jogou de joelhos, levando a pequena Maya consigo – Maya-chan disse que tinha sentido Uruha-san próximo e saiu correndo, eu... eu... perdão, por favor, perdão...


A cena só fizera a pequena híbrida chorar ainda mais nos braços da ama.


Um foguear rubro passou pelo olhar do general e este ergueu a espada para golpear o braço da jovem serva quando as lâminas finas o bloquearam em um formato de X e uma delas subiu por sua espada até fazer um corte em sua mão. Aoi fuzilou o loiro que o encarou de volta.


–O que está fazendo? Maya-chan está chorando! – o ameniano ditou em uma fraca repreensão, havia reconhecido a verdadeira intenção do general em ferir a serva que lhe pedia desculpas.


Fora impulsivo para si desfazer suas espadas em mãos e se agachar, pegando Maya em seus braços e trazendo a cabeça de Kaisugi para o seu peito, tentando consolar a pequena de seu choro e a moça do temor e do choque em se ver alvo do Shiroyama.


–Não Maya-chan, seu papai não estava me machucando, estávamos apenas brincando de brincadeira de gente grande, sim, não íamos nos machucar, fique calma daminha, fique calma – repetia para a cabecinha chorosa em seu ombro, sentindo-a parar de soluçar gradativamente à medida que acariciava os fios negros da jovem serva, que começara a corar diante da carícia.


–Brincadeira de gente grande? – a pequenina perguntou, limpando os olhinhos molhados e fungando fofamente.


–Sim, brincadeira de gente grande — o loiro assentiu, sorrindo amavelmente para a garotinha.


–Papai e Uruha estavam brincando... quer dizer que o papai e Uruha são amigos? – Maya perguntou em uma feição mais controlada e um sorriso amplo.


–Levante-se e leve Maya daqui – a voz do imponente general se fez ouvir e foi mais do que suficiente para fazer a pobre Kaisugi se sobressaltar e parar de sonhar nos braços do líder ameniano, se levantando com pressa e pegando a herdeira Shiroyama nos braços.


–Sim, senhor, desculpe senhor – falou em uma reverência rápida.


–Mas eu quero ficar com o Uruha... – Maya contestou em um emburro altivo.


–Seu pai e Uruha precisam resolver coisas de gente grande, você não pode ficar... — a voz baixa da serva foi ouvida antes que ambas passassem pela entrada do dojo e deixassem o local.


Um breve silêncio.


–Disse para não se aproximar de Maya — o Shiroyama rugiu em direção ao ameniano.


–E te deixar machucar a ama dela diante de seus olhinhos enquanto ela estava faltando se afogar em choro? – para a surpresa do moreno o líder loiro ditou aquilo sério e até mesmo indignado, por mais que sua postura e expressão fossem branda e controlada– eu já disse, entendo que não ame alguém que não tenha seu sangue, sei que são diferentes de nós, mas se mantém Maya-chan como sua filha para ignorá-la, machucá-la ou fazê-la sofrer... seria melhor que a entregasse para mim... – continuou ao ajeitar os cabelos loiros longos e soltos atrás da orelha – eu sim teria o maior prazer em ser pai dela.


–Saia – fora a única resposta do mais velho, junto de seu olhar afogado em ódio e rancor, fazendo Uruha recuar e apenas assentir e se retirar do local o mais rápido que pôde.


A porta sendo fechada e o corpo imóvel do general no canto do dojo. Silêncio, solidão e culpas...


“Ele diz a verdade Yuu, Maya não é sua filha” a voz dela ecoou em sua mente “Eu quero ir com ele...”


–Tsuna...


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–Ah....que coisa mais sem sentido! – Reita bufou em chateação ao adentrar suas acomodações, haviam perdido horas com onze samurais idiotas de Shiroyama e nenhum progresso a não ser ter esgotado os shiroyamianos de tanto se defenderem de seus golpes. Se perguntava se mudar ou enganar sua própria natureza era mesmo possível.... mas se antes seu povo não era capaz nem ao menos de pegar em uma arma... – Ruki-san – seus pensamentos foram nublados e um sorriso amplo se desenhou em seu rosto assim que viu a figura de seu adorável “servo” entrar em seu quarto... estava tão enfadado que até havia se desligado sem nem ao menos perceber. Se projetou para abraçar o pequeno, já aguardando este se esquivar como de costume, se surpreendendo por conseguir passar os braços ao redor da cintura do menor sem este fazer qualquer coisa – Ruki-san? – perguntou ao afastá-lo um pouco, reparando no traje escuro e na capa... – Chibi, você vai sair?


–Vocês vão marchar amanhã, por que não me avisou? – o hibrido indagou de um modo estranhamente sério para o maior.


–Eu fiquei sabendo antes de anoitecer e... você também vai? – se animou ao pensar na possibilidade de ficarem juntos durante a viagem, a época de calor era em seis dias... tinha que conseguir marcá-lo, ele tinha que ser seu...


–Eu vou pra Ishihara, Aoi-san acha que o mensageiro mais rápido deve acompanhar os espiões e avisar caso haja alguma movimentação... nós... não vamos nos ver mais – o meio youkai explicou em uma voz rouca e baixa – por isso aproveite, esse é o último abraço que você me dá – estatuou por fim de modo comicamente infantil, passando as mãos pelos ombros do maior, levantando os pés ligeiramente para tal – isso não vai se repetir, eu não sou uma garotinha se despedindo do amado, eu apenas estou tentando retribuir a gentileza com a qual seu povo me trata e vocês parecem gostar desse toca-toca todo – explicou em uma desculpa própria, soltando o corpo do enfaixado e se afastando de modo brusco, corando logo em seguida – Adeus – ditou de modo embaraçado e constrangido, dando as costas para o estranho ameniano que o fazia dizer e fazer as coisas mais sem sentido e vergonhosas de sua vida.


–Ruki-san... – chamou, mirando o menor em uma repetição passada se manter parado, mas dessa vez antes mesmo de abrir a porta de seu quarto -... daqui seis dias, não importa onde eu estiver, eu vou correr até a fronteira de Ishihara e te mandar um sinal... se encontraria comigo?


–Você nem sabe se vai estar vivo daqui seis dias, e nem eu – o hibrido ditou em um tom nervoso, se virando para o maior.


–Eu vou estar, eu prometo, por isso você também tem que prometer de que não vai deixar que a morte te leve – o Suzuki bradou de um jeito estranhamente sério, queria poder dizer que iria com ele, que iria protegê-lo e não o deixaria se afastar, mas tinha responsabilidades para com os guerreiros e Uruha... não podia deixar seu amigo sozinho naquilo – eu e Uruha vamos acabar com toda essa guerra o mais rápido possível, então você tem que me prometer que vai estar bem.


–Eu não sou uma donzela em perigo, eu sei me cuidar – Ruki rugiu em tom ofendido, cruzando os braços de maneira enfezada.


Reita sorriu de lado e se aproximou do menor, se alegrando por esse ainda não recuar.


–Então em seis dias... você vai ouvir meu chamado, venha até mim... – continuou ao passar a mão na bochecha fofa e meio infantil do meio youkai, olhando dentro dos orbes brancos de ponto negro –... você é meu companheiro.


–Eu não sou nada seu – a afirmação que antes machucara o maior só o fizera sorrir, já que ela veio sussurrada e fraca, como se fosse apenas algo ensaiado e não condizente com o que o olhar hipnotizado do menor em si dizia.


–É com quem escolhi passar o resto de minha existência, eu amo você pequeno – sussurrou ao ouvido do pequeno hibrido, sorrindo satisfeito com o modo como este estremeceu. Selou os lábios no dele levemente, apenas um selo mais forte, qualquer coisa mais profunda e não seria capaz de parar, não como seu shaman urgindo dentro de si.


Ruki estreitou os olhos, o que diabos estava acontecendo consigo? Deixou de lado e levou a mão a um pedaço da própria roupa, usando as garras para retirar um pequeno pedaço de uma de suas longas mangas. Reita observou aquilo com curiosidade, ainda mais quando a outra mão do pequeno enlaçou seu pulso e este o ergueu até as presas discretamente afiadas. Uma mordida que doeu menos que uma picada de inseto e dois pontos carmesins no pulso do ameniano. Ruki se adiantou e passou o pedaço de sua roupa em cima do ferimento, sujando-o com o sangue.


–Minha família é descendente dos youkai raposas, somos bons rastreadores, não tanto quanto os cães, mas somos, diferente deles nós não conseguimos decorar odores e associá-los a algo por isso vou manter seu cheiro comigo, assim quando estiver por perto é só abrir qualquer tipo de ferida que minha fera interior seguirá o odor por instinto próprio – avisou em uma voz séria apesar das bochechas rosadas, não acreditava mesmo que estava fazendo aquilo.

Reita abriu um sorriso amplo, e apesar da vontade de beijar o menor sabia que ali era o limite que o pequeno se permitiria chegar...


–Obrigado, daqui a seis dias então. – confirmou com seu meio youkai arisco e esse apenas assentiu rapidamente.


–Eu tenho que ir, vamos sair antes da noite terminar – comentou apenas por se sentir constrangido demais para se manter em silêncio – se cuide – desejou de maneira rápida, quase inentendível, correndo a porta para o lado e passando por ela rapidamente.


Reita sorriu para si mesmo, pelo visto seu shaman e seu desejo tinham que esperar ainda mais... ao menos agora tinha uma promessa... uma promessa com o seu pequeno.


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O sol começava a querer aparecer quando Tora subiu em seu cavalo e olhou para a entrada do portão principal da cidade imperial de Hana. Os senhores, os conselheiros e seu gatinho acompanhados de alguns soldados para a despedida da linha de frente que partia.


As luzes dos raios do astro rei começavam a brilhar quando Uruha tomou a frente de seus guerreiros e olhou para o general montado em seu cavalo alguns metros para o lado, cercado de comandantes e milhares de shiroyamianos. Amenianos pareciam apenas um ponto heterogêneo no canto direito da formação organizada de samurais armados. O líder de Akai Ame olhou para o conselheiro baixinho que se mantinha montado em um equino mais a frente, sua cabeça atordoada pelo o que ele dissera na noite anterior. Naoyuki sorriu para o loiro, entretanto Uruha não o correspondeu... aquilo estava indo longe demais, entendia muita coisa do estrangeiros... mas aquilo não era uma delas... ainda assim... “Um líder deve fazer o que é necessário para proteger seu povo” foram as últimas palavras do Murai... não discordava delas, só... não queria que precisasse ser daquela forma.


– Senhores, hoje daremos o primeiro passo para expulsar os invasores de nosso país, alguém está com vontade de caçar chineses? – Tora gritou em frente ao destacamento de cinco mil soldados, recebendo ovações positivas destes. Fitou o general de Ogata, estava distante, mas saberia que ele entenderia. Sibilou um mudo “Estou te esperando” para o general e este apenas sorriu de volta, o líder das tropas de Ogata era mesmo um cretino.

– Vamos provar a quem quer que seja que ninguém ameaça nossas casas e nossas vidas, senhores, não sem pagar com a vida por isso – Aoi gritou em frente ao numeroso exército, este gritando em aprovação de um modo escalonado e animado.


–Uruha-san, devemos comemorar também? – Miku perguntou ao lado do loiro andrógeno.


–Não Miku-chan... não há motivos para se comemorar a guerra, ao menos não para nós – Kouyou respondeu de modo gentil – vamos apenas torcer para que tudo possa terminar rápido e sem mortes, para podermos voltar a Akai Ame o quanto antes. – sorriu para suas centenas de guerreiros e esses retribuiram o sorriso de um jeito calmo e desejoso. Uruha decidiu abusar um pouco de sua energia, apesar de estar poupando-a, e manipular uma brisa refrescante da manhã para que esta circulasse e acariciasse cada um dos amenianos atrás de si. Todos fecharam seus olhos e se deixaram afagar pelo vento do líder que trazia apenas um cheiro e um desejo para todos... o desejo de voltar para casa.


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–Shiroyama e Akai Ame se moveram, estão indo em direção a Hana – Kazuki ponderou em voz alta ao aspirar a fumaça de seu estranho cachimbo fino e metálico, sentando atrás de sua mesa – o que tem a me dizer sobre isso? – questionou ao jovem ameniano a sua frente, completamente arrumado e enfezado ao ter que permanecer parado a equilibrar um amontoado de livros e bolas na cabeça.


–Nada, por que eu teria algo a dizer? – Manabu rebateu em um rugido nervoso, era mesmo necessário tudo aquilo apenas para ser um prostituto?


– Acha mesmo que acredito que veio aqui “procurando realizar os seus desejos”? – o dono de Gather Roses questionou – o que exatamente você quer Buu-chan?


–É Manabu... e eu quero apenas realizar os meus desejos – o loiro caramelado estatuou em seriedade, derrubando toda aquela idiotice de cima de sua cabeça.


–E sobre Miyavi estar sendo manipulado por alguém, o que tem a dizer sobre isso? – Kazuki continuou, se levantando e pegando os livros e bolas do chão, voltando a recolocá-los na cabeça do menor.


Manabu bufou em enfezamento e tornou a tentar equilibrá-los.


–O que eu tenho a ver com isso? Nada disso me interessa! – o menor continuou a rebater.


–E sobre um monge chamado Rui? – o proprietário jogou mais uma vez, sorrindo de lado, de mo esperto, quando viu o pequeno se sobressaltar levemente e mais uma vez derrubar os instrumentos de prática.


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Uma mão para o alto, um desenho circular em sua palma... a sensação de ter esquecido algo.


–Olhando esse selo novamente? – a voz fria e desinteressada de Yuuto atingiu seu ouvido – eu já disse, é apenas um selo comum de proteção, todo monge tem um.


–Você não tem – Rui acusou de modo estranhamente sorridente.


–Eu não sou um monge – Yuuto estatuou em um estreitar de olhos, terminando de se vestir e caminhando para fora de seu quarto luxuoso e escuro – e nem humano... – sibilou em uma escuridão estranha, um meio sorriso se formando no rosto.


“Bela tentativa, santuário... mas tudo que fizeram foi me dar um brinquedo muito prazeroso”



Notas finais
E então...
Aoi e Uruha hein... sei não
hoho
Próximo cap já iniciado, vem quarta! ;D
Reviewzinhas gente?
Hein, hein , Hein * olhinhos pidões*
Esse cap foi bem grandinho neh? Veio rapidinho neh?
Eu mereço ao menos um reviewzinho não?
*-*
Até mais...
beijooooooooooooooooooooooooo
Espero q tenham gostado e não esqueçam de deixar seus comentários e pensamentos sobre a trama sim?
=]