Vijukei No Monogatari

14 Capítulo 13 Companheiros inadequados


Notas iniciais
Sem comentários! =]
Ah, adcionei um aqruivo de imagem com as personages da banda Exist Trace e com a fotinha de uma menininha que eu e minha ajinha usamos pra imaginar a Maya-chan ( só q a Maya tem cabelo mais claro) . Além disso tem os símbolos q imagino, claro q vcs podem pensar o que quiser. *-*
http://imageshack.us/f/502/apresentao3.jpg/( Bandas)
http://imageshack.us/f/20/apresentao2k.jpg/ ( Família Ishihara)
http://img802.imageshack.us/img802/1153/vijukei3.jpg (fundadoras, Maya e simbolos)
Dark lemon,Dark lemon,, Dark lemon, O.O
Azumi-chan:Oieee gente,passando aqui como sempre pra dizer que betei o cap todinho antes de ele ser postado,acabei tardão mas deu *-* kkk.Boa leitura Anjos.^^

Capítulo 13 Companheiros inadequados


Ruki pensava em algo para dar como explicação ao fato de estar nudemente vestido. Já era noite e se aproximava do local do esconderijo, teria chegado antes se não tivesse insistido em parar em uma lagoa e se banhar fervorosamente por horas no intuito de tirar aquela marca negra de si, sem sucesso. Achava que chegaria ao local apenas quando o dia clareasse, mas estava indiscutivelmente mais rápido do que achava que poderia ser. Se sentia nervoso, envergonhado e ainda assim a imagem do olhar triste do ameniano que deixara para trás não lhe saía da mente.


Há algumas horas seu peito começara a doer e o meio youkai não sabia se era mesmo seu coração ou o fato da estranha marca em seu peito arder.


–Droga! – praguejou, levando a mão à região ardida, o que tinha acontecido consigo? Por que se deixara violar daquele modo? Por que não conseguia se livrar dessa sensação de ter feito algo ruim?


Uma rajada de vento trouxe o odor fétido ao olfato do pequeno e este apesar de não reconhecer de quem se tratava, sabia que o cheiro era de sangue.


Parou próximo a uma árvore e observou a entrada da caverna com um olhar estreito, verificando se havia algum perigo ali. Após alguns minutos decidiu-se por se aproximar mais, com cautela e passos lentos. Adentrou o início da caverna, tampando o nariz em reação ao fedor forte diante de suas narinas apuradas. Arregalou os olhos ao ver a cena ali dentro.


Quatro corpos, que só reconheceu pelas roupas, já que estes estavam sem suas cabeças. O sangue saindo da parte vazia empoçava o chão rochoso. Os três espiões de Shiroyama e a meio youkai camaleão... todos decapitados.


–Sabia que uma hora você apareceria... – a voz distorcida congelou seu sistema nervoso, o pequeno se fazendo ciente da presença e odor atrás de si, se virando para encará-la -... senti o cheiro de mais alguém... ainda bem que pedi para ficar.


Quem olhasse de longe veria um cachorro estilo lobo gigante, de cerca de três metros de altura, a diferença era que este parecia ter um terceiro olho entre os dois orbes ameaçadores de coloração amarelada. A baba escorria pelos dentes pontiagudos e o animal parecia sorrir sadicamente diante de sua presa.


Ruki sabia do que se tratava, mas era a primeira vez que via um youkai daquela classe em sua frente. Os únicos que encontrara em sua vida de mensageiro eram apenas pequenos de baixa classe quando tinha que passar pelos domínios de Vegas ou próximo ao feudo sem proteção e ainda assim fazia questão de evitá-los, já que por motivos óbvios youkai não apreciavam híbridos... considerados seres desprezíveis frutos de relações vergonhosas. Ter um youkai cachorro em sua forma completa e com claras intenções de o matar a sua frente havia deixado a raposinha no mínimo estupefata.


–Me dê uma diversão melhor do que aquela camaleão metida, garoto! – o cão continuou em seu timbre ameaçador, rosnando em antecipação, fazendo a baforada chegar até o corpo do meio youkai, eriçando seus poucos pelos em medo.


Ruki deu passos para o lado, mantendo-se rente às rochas externas da caverna... não teria como vencer algo como aquilo, precisava se concentrar em fugir, caso ainda quisesse viver.

“O que um maldito cão demônio está fazendo aqui?” se perguntou, o suor frio lhe escorrendo pelo rosto, tinha certeza de que Ishihara estava dentro da proteção do santuário, aquele ser não era para ser capaz de entrar ali.


O Matsumoto se projetou para correr e se embrenhou pela mata, correndo poucos segundos antes que a risada do youkai chegasse aos seus ouvidos e esse saltasse para a sua frente, atacando-o. Takanori em reflexo saltou para trás e abriu seus olhos em atenção.


–Você é rápido! – a voz distorcida comentou em sandice – vai ser divertido!


E Ruki estremeceu, por pouco não estava morto, na verdade, era para estar. Sorte sua que estava mais veloz do que costumava ser, e com reflexos mais rápidos também.

Pensou em liberar sua fera, com certeza esta também estaria mais poderosa. Porém sabia que não tinha total controle sobre ela e que esta tinha a tendência ridícula de comprar brigas e atacar. Seu objetivo era fugir, não encarar um youkai de primeira classe daquele jeito. Não importava se parecia estar mais forte, não teria chance contra aquilo desarmado.


“Maldição!” Praguejou, devia ter ao menos pegado sua espada quando deixara o ameniano para trás... teria mais chance de sobreviver se estivesse com ela... contar apenas com suas garras era quase inútil. O que eram suas pequenas garras e presas contra aquilo?


Não teve tempo de pensar mais, novamente o cachorro avançou sobre si e mais uma vez agradeceu por seu corpo estar tão leve ao ponto de conseguir recuar e se esquivar. Continuou desviando de cada ataque do monstro, tentando se colocar por detrás das árvores para se proteger, mas estas eram totalmente estraçalhadas pelas garras e presas do youkai. Precisava de um plano, e precisava logo. Saltou para em um tronco alto, indo para cima e se equilibrando do galho mais despontante, tentando ter uma visibilidade do local, identificando um precipício alguns metros mais a frente, seguindo para lá com desespero ao ter o cachorro em seu encalço. Talvez se conseguisse fazer com que este caísse de tamanha altura, ficaria seguro. Seguiu o plano improvisado, mas antes de alcançar a parte sem mata e rochosa ao redor do barranco, teve sua perna atingida por uma das garras do youkai, se desequilibrando em sua fuga e acabando por despencar ao chão e rolar.


–É, foi divertido! – o tom em distorção ditou já tão próximo ao seu corpo que o pequeno apenas fechara os olhos e esperara a morte, a imagem de um loiro de nariz coberto e choroso se desenhando em sua mente... arrependimento.


Ouviu algum estrondo contra algo de metal e abriu os olhos rapidamente, estupefato pela cena diante de si.


Via às costas conhecidas em um Kimono negro sem mangas, os fios loiros curtos e bagunçados, os braços à mostra e os símbolos gêmeos acesos. A espada de tamanho exagerado estava entre a pessoa e o youkai, a lâmina presa entre os caninos do animal enquanto este parecia também surpreso por não ter conseguido ver ou sentir alguém chegando.


Reita empurrou o cão com sua força, fazendo este recuar alguns metros para trás e soltar sua espada.


–Meu pequeno, você está bem? – perguntou, meio arfante... ver seu companheiro naquela situação estava lhe descontrolando, tinha que se esforçar para não entrar em possessão, não era tão bom quanto Kouyou em tomar controle de seu shaman.


–E-estou! – Ruki assentiu, ainda atônito com a situação, quando encarou o cachorro vir novamente para cima de ambos, mas antes que pudesse ter qualquer reação, Akira passou seu braço pela cintura do pequeno e o pegou como se fosse um embrulho, desviando-se da investida do cão, este último parando perto do final do desfiladeiro.


–Empurre-o! – gritou para o maior – empurre-o.


–O quê? – perguntou ao não entender o que o pequeno dizia.


Ruki cravou suas garras na mão do enfaixado, se soltando e correndo com tudo que tinha, saltando para cima do youkai e golpeando com suas pernas o olho central do animal, desorientando-o.


–Empurre-o desfiladeiro abaixo – gritou e Akira assentiu rapidamente, uma onda de vento forte ao seu redor e então pareceu disparar em um impulso contra o monstro, semi-enlaçando o pescoço peludo deste com o braço direito, enquanto o esquerdo estava ocupado com a espada.


O Cachorro desorientado foi projetado para trás e escorregou para fora da formação rochosa, tentando se segurar nesta com as patas dianteiras, mas as garras o impossibilitavam, e então despencou de vez do precipício que aparentava ser sem fundo de tão alto.


Um barulho de algo se chocando contra as pedras pontiagudas do fundo e Akira olhou para baixo, conseguindo ver o animal ser atravessado por uma estaca invertida rochosa... havia matado um ser, era verdade... havia atacado porque seu shaman o reconheceu como danoso a si e ao seu companheiro... havia matado um ser... por querer de certo modo... ainda que fosse um youkai... era estranho.


–O-obrigado! – a voz receosa veio quase como se cuspisse aquilo e o enfaixado se virou para olhar seu pequeno companheiro. Vendo-o – d-desculpe... te machucar mais cedo.... mas você tem que retirar esse feitiço de mim e...


–Não há feitiço... – Reita falou em um tom que implorava, dando passos até o menor, rápidos, precisava tocar seu companheiro, precisava tê-lo entre seus braços, sempre – não há feitiço... – repetiu ao ignorar o recuo do baixinho e abraçá-lo, deixando a espada grande cair ao chão – não há feitiço amor... não há... eu amo você, por que não entende? Eu amo você... e você também me ama, se não, não seria possível marcá-lo como meu, tem de haver reciprocidade para que a marca seja feita... por que não acredita?


Ruki fechou seus olhos, mas não retribuiu o abraço. Se manteve imóvel enquanto as palavras do ameniano invadiam sua cabeça e confrontavam com sua lógica, valores e orgulho. Pouco a pouco os braços pequenos foram se erguendo novamente e o abraço foi retribuído.


Reita respirou fundo em uma alegria antecipada, levantando seu rosto para encarar os orbes branquinhos do companheiro em um sorriso terno.


–Não sei do que está falando, com certeza é um feitiço – Ruki murmurou, sem desviar seu olhar. O sorriso de Reita morreu e este já iria falar algo novamente quando a boca pequena cobriu a sua, o baixinho se erguendo nas pontas dos pés e então colocou suas mãos por cima dos ombros do maior e lhe escalou o corpo feito um bichinho, como pelo visto, gostava de fazer, enlaçando os pés atrás do quadril deste.


Reita não precisou de mais explicação ou de um porquê, segurou a cintura fina e a coxa nua por debaixo do traje incompleto, tomando os lábios do outro com mais vontade e aprofundando o ósculo.


–Com certeza é um feitiço, e você não ouse falar que é outra coisa – Ruki murmurou em contrariedade ao separar sua boca minimamente, tornando a se afogar uma segunda vez na saliva inebriante do ameniano.


Reita não teve tempo de assentir gestualmente, mas assentiu de maneira mental.... se era daquele jeito que o menor encarava a situação, estaria tudo bem contanto que seu companheiro ficasse ao seu lado. Embrenhou a mão da coxa mais pra cima, apertando a nádega nua entre seus dedos quando ouviu um gemido de reclamação do pequeno e este fincar suas garras de modo leve em seu pescoço, fazendo-o apartar o beijo por reflexo.


–Não é hora pra isso... os espiões estão mortos... – ditou, se soltando dos braços do ameniano e se colocando no chão.


–Temos que avisar para Uruha e Aoi-san então, não? – Reita questionou, por mais que ansiasse tomar seu pequeno mais uma vez, sabia que as coisas estavam sérias ali.


–Sim... mas... íamos invadir a sala sob proteção de Miyavi depois de amanhã... Melody-sama estava nos ajudando, ela disse que o que quer que tenha dentro da sala, é importante para Ishihara, já que Miyavi a protege até mesmo de sua esposa – o menor explicou, tentando se focar em outra coisa – eu...eu estou com as informações para a invasão... quer dizer, você está, estava nas minhas roupas que ficaram com você... onde estão?


–Onde passamos a noite! – o Suzuki respondeu.


–Temos que ir lá buscar, não temos tempo sobrando, ir até Hana agora me impossibilitaria de invadir Ishihara e descobrir de uma vez por todas o que Miyavi pretende, você volta à Hana e avisa a Uruha-san e Aoi-sama, eu vou continuar com o plano e... – Ruki afirmou, se pondo em passos rápidos para a direção que lembrava estar a caverna na qual tinha... feito coisas vergonhosas com o maior.


–Eu não vou te deixar sozinho! – Reita ditou em uma voz firme e grossa ao puxar o braço do pequeno para si.


Ruki se mostrou surpreso pela ação do ameniano, e por como os orbes escuros deste se mostravam decididos, de modo que não teria como aquele ponto ser negociado.


–Se algo acontecer comigo, eles têm que ficar informados... – tentou, a voz morrendo ao ter seus olhos penetrados mais ainda pelo o olhar determinado e irredutível do outro.


–Nada vai acontecer com você, por que eu vou estar contigo, não tente negociar isso, se essa tal sala esconde algo importante, nó dois vamos invadi-la e nós dois vamos voltar a Hana dar a informação a Uruha e Aoi-san – Reita voltou a ditar, puxando a cintura da raposinha para si, lhe dando um último beijo e soltando o corpo menor.


Se virou e num instante estava ao lado de sua espada no chão, pegou-a e a colocou em suas costas, voltou a surgir ao lado do pequeno e antes que este pudesse dizer qualquer coisa o pegou no colo como se fosse uma criança.


–Ei... que diab... – Ruki começou a vociferar.


–Vamos chegar mais rápido assim – Akira interrompeu em um sorriso doce, fazendo o pequeno parar de se debater – meu sangue pode tê-lo deixado mais veloz, mas eu ainda sou bem mais rápido que você e você está ferido – finalizou, se pondo a correr em uma velocidade incrivelmente rápida, os shamans acesos em seus braços, não seria grave gastar o que lhe restava de energia daquele jeito, não se seu companheiro se mantinha tão agarrado a si daquele modo.



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–Pediu para que me chamassem, meu marido? – Melody perguntou assim que adentrou a luxuosa sala de jantar real, encontrando o esposo sentado atrás da mesa baixa, degustando alguma comida com as próprias mãos em um jeito nojento de se comer – acaso o meu marido não possui mais modos? – censurou, ainda que já não reconhecesse mais a figura que um dia fora o grande amor de sua vida.


–Ah! Mas está tão apetitoso, de certo minha amada esposa também gostará de se unir a mim nesse maravilhoso banquete! – o jovem de cabelos negros, curtos e bem arrumados para trás em uma imagem atípica de si, que antigamente sempre parecia ser algum rebelde ator ou dançarino ao usar cores estranhas nas mexas e penteados bagunçados.


Melody estreitou o olhar.


–Não, obrigada! – respondeu, se projetando para dar meia volta e sair do local quando a voz de ordem do marido a impediu.


–SENTE-SE – gritou em fúria, um vulto rubro lhe passando pelas íris castanhas – agora – finalizou em um tom mais brando e um sorriso malicioso.


A senhora Ishihara sentiu seu sangue gelar, o marido nunca havia gritado consigo antes... esse novo ser que se colocava a sua frente a assustava. Respirou fundo e obedeceu à ordem, sentando-se do lado oposto da mesa baixa e retangular.


–Pois então meu marido, o que temos servido hoje? – questionou sem interesse.


–Carne... – o maior começou em um sorriso satisfeito.


–Carne? – a mulher perguntou em indignação, o vegetarianismo era prática antiga e absoluta no feudo desde os tempos antigos e seu marido costumava ser o mais fiel seguidor das crenças da pureza que aquele estilo de vida trazia. – acaso meu marido está louco?


–Ah! Querida... é apenas um pouco de carne e miolos ensopados da cabeça de um espião shiroyamiano... – o senhor Ishihara continuou com seu sorriso, causando o estremecer e assombro da esposa com suas palavras -... e pra você, minha linda esposa... eu pedi que preparassem algo especial — seguiu, movendo uma das mãos para o lado de seu corpo, parecendo pegar algo ali, subindo seus dedos emaranhados em fios vermelhos e logo uma cabeça decepada foi revelada, uma cabeça do rosto infantil e jovial da pequena hibrida camaleão, a boca aberta e os olhos deformados em uma expressão de dor clara.


Melody não agüentou, se curvou sobre sua barriga e vomitou o pouco que comera durante o dia em cima do tampo de madeira, as lágrimas inundando seus olhos logo em seguida.


–Toki... porquê? – murmurou em um soluço difícil ao ser que um dia fora o amor de sua vida, por quem daria tudo de si sem questionar.


–Como se eu não soubesse o que acontece debaixo de meu próprio teto... cuidado com o que tenta fazer contra seu amado marido, minha esposa... posso não ser tão compreensivo com minha linda e querida Melody da próxima vez – o tom baixo e ardiloso saiu dos lábios daquele que um dia lhe beijara da forma mais doce e proferira as mais lindas provas de amor... não existia mais... seu amado marido já não existia mais... – vá cuidar de nossas filhas e trate de se comportar, em dois dias teremos visitas importantes.


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–Droga... – Uruha murmurou um praguejo, mais uma noite de calor, mais uma noite de auto-consolo... mais uma noite usando ELE como fantasia... odioso. Ainda bem que era o último dia, nunca odiou uma época de calor como tinha odiado aquela.


Se levantou, repetindo o ritual de separar seus lençóis sujos e embolá-los... “Banho!”. Separou a muda de roupa e seguiu entre cumprimentos e conversas amigáveis dos guerreiros até o banho coletivo.


–Ontem... Uruha-san... – um tachi começou a se aproximar -... é isso que teremos que fazer?


–Sim... por isso escolhi vocês, são os mais habilidosos em controlar seu shamans... de algum modo, apesar de não ter idéia de como faríamos isso, acho que sempre soube que algo assim seria necessário... – o líder assentiu, terminando de amarrar os fios longos em um coque para que estes não molhassem dentro da água morna.


–Reita-san, não é muito bom em controle... – Miku contestou, meio curioso.


–Não, mas é a pessoa em quem mais acredito no mundo e sei que com um pouco de ajuda ele aprenderá... amanhã começaremos o treinamento, por isso aproveitem a última noite de calor... as coisas vão ficar mais complicadas a partir de agora – ditou em um tom gentil e brando, fechando os olhos e se afundando um pouco na água, deitando sua nuca na quina da enorme banheira coletiva. Se pudesse apenas jogar tudo para o alto e levar seus guerreiros de volta pra casa...


–Uruha-san... está bem? – Miku voltou a perguntar, preocupado com o abatimento que o líder demonstrava.


–Estou... só essa época de calor que não está sendo das melhores... – sorriu em humor, com certeza aquela era de longe a pior época de calor de sua vida.


–Uruha-san não me quis, mas... se ainda quiser, passo essa última noite com você... – o pequenino se ofereceu, causando o alarme de um jovem tachi mais a frente, algo que não passou despercebido ao loiro maior de olhos já abertos.


–Agradeço Miku-chan, mas acho que não seria do agrado de seu companheiro – rebateu em gentileza.


–Ele não é meu companheiro, eu não me sinto do mesmo jeito sobre ele – o pequeno contestou em seriedade e Kouyou pode ver o jovem tachi abaixar o olhar.


–Não seja aquele a tornar alguém um rejeitado e a condená-lo a solidão... ele já te escolheu, Miku, tente pensar melhor nisso – ditou em uma firmeza branda, fazendo o pequeno lançar um olhar baixo para o tachi às suas costas.


–Se Uruha-san quiser... eu também estou passando o calor em auto-consolação – outro tachi se aproximou em um sorriso humorado, sabia que não teria nem chances de ser aceito pelo líder.


–Oh! E aceitaria ser meu neko, Lune? – provocou o musculoso ameniano, não era comum um trachi aceitar se fazer de passivo até mesmo para seus companheiros. Mas às vezes até mesmo o relacionamento entre tachis ou entre nekos aconteciam.


–Não, mas bem que eu poderia ser seu tachi... – o outro rebateu em um sorriso malicioso.


Kouyou gargalhou, sendo acompanhado pelo maior.


–Boa tentativa, Lune-kun, mas não vou escolhê-lo como meu companheiro e nem você me escolheu como tal, nem tente, sei que não sou dos mais santos, mas vou seguir fielmente nossa tradição desde a antiguidade e manter meu íntimo virgem para o meu companheiro... – rebateu em um tom leve -... seja ele quem for... – sorriu tristemente


–Sei da importância disso para a família Takashima e principalmente para você, estava apenas brincando – Lune se desculpou ao notar a feição aparentar mágoa no líder


–Eu sei... eu apenas acho que ... meu companheiro está demorando muito a chegar, meu pai Ryou tinha apenas 22 quando escolheu meu pai Hitoru... eu já estou chegando aos trinta... – suspirou em saudade de alguém que nem sabia quem era ou quando chegaria.


–Ouvi dizer que o quarto herdeiro Takashima esperou até os quarenta para encontrar seu companheiro... ainda tem um caminho pela frente – Miku tentou animá-lo.


–Chegar aos quarenta sem conhecer o prazer de ser tomado por trás, para um neko é quase uma tortura... esse quarto herdeiro era realmente muito forte... – um outro neko, mais alto que Miku, de cabelos loiros como todos ali, e sorriso provocante brincou ao se aproximar.


–É algo Takashima... sou capaz de morrer sem nunca conhecer esse prazer... por querer senti-lo apenas com o meu escolhido... é algo mais forte que qualquer outro desejo que eu sinta... não serve se não for ele... – o líder continuou em um murmurar lento, como se estivesse falando consigo mesmo -... mas bem que ele podia se apressar e aparecer logo! – reclamou em um chiado infantil, arrancando risadas dos guerreiros ao seu redor.


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– O que pretende invadindo a minha sala Aoi-san? – Saga vociferou em impaciência, com certeza não ia com a cara do general shiroyamiano.


–O que está tramando com Uruha? – o moreno foi direto em cobrar explicações – ouvi que anda chamando-o à sua sala para conversarem... acaso planejam decidir algo sem a minha presença? Sem o exército de Shiroyama essa aliança não é nada!


–Pela demonstração de poder de ontem, acho que as poucas centenas de guerreiros amenianos valem mais do que todos seus cento e vinte mil soldados – Saga provocou em um sorriso de lado... com certeza, tinha absolvido coisa demais do maldito general Ogata... por que aquele imbecil não parecia desaparecer nem quando estava há quilômetros de distância dali?


Aoi estreitou o olhar e pensou impulsivamente em sacar sua espada e cortar o Sakamoto ao meio, mas a voz de Kai em sua mente, o pedindo para ser mais inteligente e esperto, parecia estalar desde que descobria que todas as teorias que este havia lhe dito antes de partir estavam completamente corretas... seu irmãozinho realmente merecia ser levado a sério. Por isso apenas respirou fundo e sorriu o mais falsamente que conseguiu, que era quase nada.


–Se você acha que esses demônios podem mesmo serem de grande ajuda... pois bem, fique amiguinho deles... até eles devorarem sua alma... nesse momento eu vou estar bem aqui com os meus cento e vinte mil homens “sem valor” ... e nenhum deles hesitara em cortar a sua cabeça ou a daquele loiro despudorado! – deu a volta e saiu do escritório do general, andando em passos pesados pelo corredor externo... tinha realmente que ser mais esperto como Kai lhe dissera... se o ameniano e os hanianos estavam tão próximos, teria que acabar com aquela amizade de um jeito ou de outro...


Estacou assim que viu a figura magra e loira do líder ameniano do outro lado do prédio, parecendo sair do lugar que sabia ficar a sala do conselheiro chefe... realmente... precisava acabar com todo aquele “arco” de amizade o quanto antes...


–Estão dispensados! – ordenou aos seus soldados de guarda. Estes estranharam a ordem do general, mas não seriam loucos de contestar, por isso obedeceram e seguiram em passos calmos para volta às acomodação dos samurais de Shiroyama.


Aoi respirou fundo, com certeza teria que usar o máximo de seu alto controle e tolerância para aquilo, que admitia... eram escassos.


Marchou em direção ao lado oposto do prédio, sabendo que o loiro o sentiria se aproximar, de acordo com Kai, e com o próprio loiro, aqueles demônios conseguiam sentir presenças a metros de distância. Como previsto o loiro parou e olhou para si, bem antes que pudesse alcançá-lo, mas ao ver que seguia em sua direção apenas continuou a andar em seu caminho, sem usar daquela velocidade anormal dele, parecia até que estava querendo que o alcançasse... talvez seria mais fácil do que imaginava.


–Uruha! – chamou, não conseguindo nem um pouco tirar seu tom de ordem de sua voz.


–Aoi-san – o loiro o cumprimentou rapidamente ao se virar, tornando a girar sobre os pés e continuar a andar, como se não quisesse falar consigo.


Yuu estreitou o olhar... por que o loiro estaria dificultando as coisas agora?


– Quero falar com você – avisou. E novamente Uruha parou, demorando um tempo antes de se virar e encarar os orbes negros, procurando alguma resposta ali.


–Falar? Comigo? – questionou em uma feição surpresa.


–Sim, podemos ir pra um local mais reservado? – pediu em uma expressão séria, mas não mal educada, o que fez o maior se estupefar mais ainda – podemos ou não? – voltou a perguntar, dessa vez em um tom mais impaciente.


–Sim... – Kouyou assentiu, desconfiado... não gostava daquilo... não tinha um bom sentimento perto do moreno... ou talvez tivesse até sentimentos bons demais... ao menos seu baixo ventre tinha...


“Não por ele, amiguinho, não por esse cara desprezível” Falou mentalmente como se sua parte íntima pudesse mesmo lhe ouvir.


Seguiu o moreno em passos lentos demais para si até a sala de reunião vazia dos conselhos de guerra, mas se manteve próximo a porta quando este a fechou, pro caso de precisar... da última vez que ficara a sós com o general por pouco não morrera... e agora sabia o porquê do moreno tentar matá-lo repentinamente... era uma repetição do ato que cometera contra aquela de quem chamava o nome... desprezível...


–Vi que tem estado de segredos com Saga e com o Murai... – Aoi foi direto, se colocando a frente do líder loiro já que este aparentemente não sairia de perto da porta -... posso saber o que tanto discutem às minhas costas?


Uruha sorriu de lado... estava esperando algo diferente daquilo?


–São coisas que dizem respeito apenas a nós, suponho! – respondeu em uma voz leve, não queria mais confusões, não em seu último dia de calor... estava cansado demais daquilo...


–Não somos uma maldita aliança? – Yuu vociferou, descontente com a resposta do loiro, aquele demônio maldito costumava ser mais inocente e bobinho semanas atrás... o que diabos tinha acontecido com ele?


–Bem... acho que você não nos vê assim, certo? – Kouyou se manteve firme, por incrível que parecesse estava mais fácil agir como os estrangeiros.


Aoi fechou o cenho de vez... não gostava daquilo, não gostava nada daquilo...


–Acaso está oferecendo seu corpo para os dois em troca de favores? Não pensei que além de demônios sem almas fossem seres tão sem moral e escrúpulos – rugiu em ofensa – o que é? Vai dizer que é a “época de calor” que não te deixa ficar sem um pinto enfiado na bunda?


Uruha arregalou os olhos, se sentindo indignado, estressado e triste ao mesmo tempo... não iria se controlar... tinha aprendido a ligar e desligar seu shaman quando quisesse... não iria deixar que aquele homem ridículo e desprezível o tratasse daquela forma.


–Não me venha falar de moral ou escrúpulos, não dou ouvidos às palavras de um homem que priva uma garotinha de uma mãe apenas por que não aceitou o fato de uma infidelidade! – rebateu de volta, em um tom não tão ofensivo quanto o do moreno, mas ainda assim firme.


–Cale a boca, Takashima... não sabe nada do que está dizendo... – Aoi rugiu de volta, puxando a espada de sua bainha e colocando a ponta no pescoço do loiro que não se moveu, apenas continuou a encará-lo.


– Alguns dos nossos às vezes decidem ir embora ou apenas perambular pelos redores do santuário, é normal termos alguns tachis e nekos que se envolvam com sacerdotisas ou com monges... ouvi dizer que se casou a mais de três anos atrás... com uma sacerdotisa do santuário certo? – Kouyou continuou, sem se importar com a lâmina em sua pele, desviaria a hora que quisesse... seu shaman já não conseguiria bloqueá-lo mais... não conseguiria ... – Tsuna, não é mesmo? Maya-chan me falou... que as concubinas dizem que você a matou... com certeza faz sentido não faz? Por que Maya-chan não é sua filha? Por que tem sangue ameniano... Tsuna-san o traiu com um de minha espécie, não foi? Por isso nos odeia tanto, por que acha que um de nós roubou o que era seu... mas nada justifica... matar uma mulher, a mãe de uma garotinha, por não aceitar o fato de que ela não o amava. Por que quis manter Maya com você? Para fazê-la sofrer e ignorá-la ou apenas por que não conseguiu lidar com sua mente podre e carregada de crimes? – e o ameniano parecia perder o controle de si novamente ao se exaltar, os shamans brilhando em suas coxas e o cenho se franzindo,não deixaria o ser assumir seu controle... isso estava fazendo sua cabeça doer – por que não entregou Maya ao pai? Com certeza ele a criaria melhor do que você.


–CALE A BOCA! – o Shiroyama gritou, soltando sua lâmina negra em uma ação insana, levando às mãos a cabeça... não queria lembrar daquilo, não queria... “Ele diz a verdade, Yuu... eu quero ir com ele...” – você não sabe o que está falando, não sabe... não sabe...


–Diga-me quem é o pai de Maya que eu mesmo a entrego a ele se ele estiver em nossa vila! – o maior continuou, tentando ignorar o surto estranho do moreno.


Aoi sorriu, e seu sorriso não tinha nada de alegria ou tristeza... ao lábios se abrindo mais e o sorriso se tornando uma gargalhada... uma gargalhada insana e doentia...


–O desgraçado está morto, cortei a cabeça dele e embalei junto com a cabeça de Tsuna... – respondeu em uma voz rouca e divertida -... vocês são até fáceis de se matar, não é? ... – continuou, tornando a pegar sua espada -... já matei vários antes... talvez seja necessário mais um demônio para que tudo se resolva... – continuou, erguendo novamente a arma, mas dessa vez não aproximando-a do loiro... “Está mentindo, Tsuna... por que está falando isso, meu amor?”... “Desculpe Yuu... eu nunca te amei, eu... o amo...” -... ou talvez não... – finalizou em uma voz difícil, a lâmina negra abaixou novamente e o moreno se virou de costas -... saia – ordenou e apesar de uma estranha sensação ter se apossado do loiro, este achou mesmo que o melhor seria sair.


Assim que a porta se fechou a figura morena permanecia imóvel na sala, quem olhasse pelas costas nada perceberia, mas quem visse o rosto amorenado de lábios fartos e olhos negros, veria que o imponente general Shiroyama chorava silenciosamente... a dor de um amor fantasioso jamais correspondido... a dor te ter matado com suas próprias mãos a única pessoa que chegou a amar em vida...


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A estrutura arredondada flutuante estava calma para aquela noite, e as sacerdotisas da fundadora de Akai Ame pareciam orar algo indecifrável aos ouvidos comuns quando o barulho de algo quebrando ao chão foi ouvido de dentro das cortinas rendadas em vermelho, fazendo as moças se assustarem, preocupadas.


–Miko-sama? – uma delas perguntou, já projetando-se para se levantar.


–Não é nada... – a voz cansada se pronunciou — eu apenas deixei algo cair... – continuou.


E para aqueles que ousassem olhar por trás daquela cortina, veriam a figura de uma jovem branca, de lindos cabelos negros encaracolados e soltos, uma boca cheia e olhos tão negros quanto os cabelos ressaltando uma palidez efêmera. Miko trajava um vestido leve e longo totalmente vermelho e sua feição estava assustada ao olhar algo dentro do que parecia uma bacia de água cristalinamente avermelhada.


–Esse estilo de vida... já está condenado...


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Uruha não se sentia bem quando voltou aos seus aposentos, e não era inveja dos casais que aproveitavam a última noite de calor... nem de longe era isso... se arrependia de ter dito aquilo ao moreno... por mais verdade que pudesse ser... não tinha o direito, estava levando longe demais o assunto de agir como os estrangeiros e barrar os bloqueios de seu shaman... não precisava ser daquele jeito... não precisava ser...


–Droga! – se levantou de seu futon rapidamente, já era noite e não conseguia nem se tocar e nem dormir... precisava fazer aquilo antes que enlouquecesse de vez... por algum motivo obscuro não suportava a idéia de que teria ferido o general de alguma forma, o que era estranho levando-se em conta que tipo de pessoa o Shiroyama era e como o tratava.


Andou rapidamente para fora do alojamento, respirando fundo ao atravessar a barreira... talvez estivesse fazendo algo idiota, fora dali seus guerreiros não o sentiriam caso precisasse de ajuda, apenas se desse a sorte de um deles sair...


–Vamos Uruha... tudo vai ficar bem! – se encorajou, era ou não era o líder afinal de contas? Era forte, rápido, habilidoso, e agora sabia desligar os impedimentos de seu shaman... ficaria bem... ficaria...


Foi em poucos minutos que chegou ao alojamento Shiroyama, sendo olhado de esguelha por muitos soldados, mas ergueu a cabeça e se dirigiu para o aposento mais afastado, onde sabia que o general estaria. Pediu para ser anunciado pelos guardas e estes abriram as portas duplas para si assim que um deles voltou de dentro do cômodo. O loiro tinha que admitir que ouvir o ranger e bater da madeira atrás de si foi um pouco assustador e tenso... de repente não sabia mais por que estava ali.


–O que quer? – a voz ríspida do moreno chegou aos seus ouvidos, e o líder ameniano levantou sua cabeça para mirar a figura do general sentado em seu futon de modo desleixado, com uma manta fina e negra de dormir e com algum copo de bebida entre os dedos... talvez tivesse vindo em péssima hora.


–E-eu... vim me desculpar... – começou, sendo interrompido pela risada sinistra do general.


–Eu sei o que quer... – Aoi assentiu em um sorriso malicioso, se levantando rapidamente e quase caindo no processo, mas deu passos certos até a figura andrógena diante de si, terminando de beber o que tinha na mão e jogando o copo de metal para algum canto.


–E-eu... – o loiro recuou, colando as costas nas portas trancadas sem saber como agir com o Shiroyama que o olhava de um modo estranho, fazendo seu corpo tremer...


–Eu vou te dar o que você quer... e então você vai ser um bom menino de novo... – Aoi ditou em um tom baixo, não dando tempo para o loiro e aproximando seus corpos. Colocou suas mãos espalmadas nas portas, fazendo um cerco nos ombros do jovem poucos centímetros maior que si.


Uruha ficou paralisado, seu shaman urgiu e ele não sabia o que fazer... não estava conseguindo controlá-lo dessa vez... ele parecia mais forte... o cheiro de álcool invadiu seu olfato... realmente não tinha vindo em boa hora.


–Você é bonito, sabia? – o moreno começou, levando o nariz até o pescoço do outro, sentindo o cheiro dali com gosto – cheiroso também... tem uma pele bem branca e é erótico de muitas formas... – continuou, descendo uma das mãos rapidamente para uma das coxas nuas, acariciando ali de leve, fazendo o ameniano fechar os olhos ao tentar controlar seu íntimo e seu shaman – macia... – apertou um pouco a pele, subindo os dedos por baixo do pano e também apertando uma das nádegas, aproximando os lábios do ouvido do outro – com certeza vou adorar fodê-lo – finalizou em um sussurrar rude, fazendo o loiro se retesar e arregalar os olhos. Mas antes que Kouyou pudesse pensar em algo, sentiu suas coxas serem perfuradas onde suas marcas vermelhas ficavam, estas aparecendo diante das duas adagas pequeninas fincadas em sua carne, que haviam saído das mangas longas do traje do outro e apunhaladas ali com rapidez.


Uruha urgiu de dor e se sentiu desfalecer, a conexão com seu shaman sendo quebrada e então seu corpo caiu sobre os ombros do moreno. Aoi apenas deu um passo para o lado e deixou que a figura andrógena e bonita caísse ao chão, os objetos cortantes se enfiando mais nos músculos mazelados.


–Afinal, é disso que você gosta não é? – a voz raivosa vociferou enquanto o general enlaçava os dedos em um dos tornozelos e arrastava o ameniano em agonia e fraqueza para o centro do cômodo amplo, raspando o rosto deste pelo chão de madeira.


Soltou o corpo de Kouyou em cima do futon, virando-o de barriga para cima com o pé em um jeito totalmente ríspido, Uruha tentava forçar seus braços para se levantar, mas não conseguia. Não sentia força alguma corpo, seus olhos mal conseguiam se manter abertos... estava fraco... não tinha força...


–Nada de dormir, rameira... – o moreno ditou ao se ajoelhar entre as pernas abertas e largadas do loiro, dando um leve tapa no rosto deste — ...não é assim que você faz todos fazerem o que quer... pois então... abra essas pernas para mim também... – continuou, levando os dedos brutos às amarras da parte de couro que prendia o traje ameniano na cintura, arrancando o cordão com força e deixando a peça aberta enquanto tirava os tecidos leves para os lados, desnudando-o quase que por completo – oh... não é que você é homem mesmo – sorriu em deboche – mas com certeza o buraco de trás é o que mais usa... como um puto qualquer...


–N-não... – o loiro conseguiu sussurrar a muito custo, a visão às vezes certa às vezes desfocada do moreno acima de si lhe assustava... não queria aquilo....


Aoi puxou sua própria manta para cima, tirando-a de seu corpo e se deixando nu diante dos olhos desfocados do loiro. Apoiou uma mão ao lado da cabeça do ameniano, tocando alguns fios dos cabelos loiros e longo espalhado pelo acolchoado do chão, deu mais um tapa na bochecha alva do outro para que este se mantivesse desperto.


–Não feche os olhos, putinha, quero ver o que seus olhos de rameira irão me mostrar quando eu estiver te fodendo... – ditou em um tom frio a ameaçador.


“Não”... Uruha gritou em sua mente, não queria aquilo... era de seu companheiro, guardaria quilo apenas para seu companheiro... escolheria a pessoa ideal, se amariam, se marcariam, cozinharia para ele, governariam Akai Ame com sabedoria e paz, teriam um filho... era aquele o sonho que tinha criado para si... não podia se deixar violentar por aquele desprezível Shiroyama...


–N-não... – conseguiu vocalizar fracamente mais uma vez ao sentir suas pernas serem erguidas, as adagas ainda fincadas em suas coxas se movendo mais e cortando-o mais, o sangue jorrando das feridaa e escorrendo pela pele alva. Levantou as mãos o máximo que pode, não conseguindo nem tirá-las alguns centímetros do chão e estas voltando a se esparramarem ao lado de sua cabeça. Não podia deixar aquilo acontecer... não podia... seus sonhos, sua vila... sua vida... – AAHHHHHH – os lábios se abriam em um grito, a única vocalização alta que conseguiu proferir... de dor...


Aoi forçou o membro rígido para dentro do ameniano sem qualquer cuidado, com força, enquanto mantinha as pernas deste dobradas e encostadas na barriga alva. Fechou os olhos em reclamação ao ser quase esmagado pelo interior quente e apertado... para uma rameira sodomita estava bem difícil se encaixar ali. Mas foi quando atingiu o fundo que liberou um urro de alívio, algum líquido facilitara sua acomodação, e foi apenas olhar para baixo para ele ver a coloração vermelha do sangue.


–Hunf... realmente é bom... – murmurou em um prazer distorcido, voltando a apoiar uma mão ao lado da cabeça loira e descer seus lábios ao ouvido deste – é assim que os enfeitiça? Parecendo inocente e virgem? – sussurrou, voltando seu quadril para trás e tornando a se enterrar com força, o corpo largado do loiro sendo embalado para baixo e para cima enquanto os lábios se abriam para mais um gemido de dor, sem força – não gosta de ficar fodendo por aí? Então... – continuou ao dar mais uma estocada – como é o gosto de um Shiroyama? Hein? – mais outra -... se é que já não fodeu um antes... – outra e outra — me diz putinha... ta gostando? – continuou, apertando mais a coxa em sua mão direita e subindo mais o quadril do ameniano, se enfiando mais fundo e com mais rispidez, aumentando o ritmo de maneira lenta, fechando os olhos diante da facilidade que havia se tornado deslizar por aquele canal com tanto sangue que vazada dali cada vez que se movia para trás – to te fodendo do jeito que você gosta? Vai me contar suas tramas agora também? Hein? Vai me falar de onde vem tanto poder? – permaceneu no vai e vem violento. Uruha sendo arremetido pelas estocadas e já não mais conseguindo vocalizar nada, os lábios rosados apenas abertos em gemidos mudos de dor – me mostre... cadê sua força agora? Humm... – mais uma estocada funda e quando foi para outra ouviu um grunhido estranho, uma umidade molhar sua bochecha e então parou seu quadril, levantando seu rosto logo em seguida.


Os olhos desfocados do loiro choravam, lágrimas cristalinas de coloração avermelhada desciam das iris chocolates e o moreno ficou sem saber o que fazer quando viu aquilo. Os olhos achocolatados o olhavam com dificuldade, mas com tristeza genuína ali...


–Por que está chorando? – perguntou de modo raivoso – acaso não sou tão bom quanto os outros? Hein? – vociferou, direcionando ambas as mãos para o pescoço fino do ameniano, voltando a se movimentar de maneira rude no interior já ferido do Takashima – não sou bom o suficiente pra você? É isso? – continuou a gritar, não sabendo mais o que dizia, se perdendo em pensamentos e desejos, fechando os olhos às vezes para apreciar o prazer dolorido e apertando os dedos na garganta alheia – eu... não sou o bastante? – não percebeu suas mãos liberando a glote do loiro e apenas permaneceu de olhos fechados... seu quadril cessando novamente. Então seu rosto de aproximou do rosto alheio, os narizes se tocando, sua respiração arfada contra a respiração fraca da figura andrógena. Os ônix negros se abriam e Aoi já não sabia mais o que estava fazendo, quem era, ou o que era. Os dedos da mão direita foram carinhosos e lentos para a bochecha molhada do loiro – eu sou o bastante? – não sabia por que havia perguntado aquilo.


Uruha já não conseguia pensar direito, não sabia mais onde estava... mas ouviu a pergunta... e por um motivo que desconhecia juntou um pouco da mínima força restante para responder.


–Sim


Os lábios fartos desceram sobre os delicados e rosados em um beijo mútuo, leve e gentil como nada entre eles jamais havia sido. E então o shaman de Uruha se mostrou.


A corrente de vento invadiu o cômodo e rodeou o corpo alvo, os olhos se abriram revelando as branquidões completas neles, as marcas dos shamans brilharam apesar das adagas as partindo e a mão direta do ameniano se ergueu como se ele não controlasse mais seu corpo, pousando sobre a bochecha esquerda do moreno, deixando ali a sua marca, bem próxima ao olho.


O tempo voltou a passar normalmente e os dois ainda se beijavam. Não pareciam eles mesmos, ou talvez fossem apenas eles mesmos desprovidos de todos os paradigmas, morais, valores, impedimentos, dores, responsabilidades.... só havia os dois, e nada mais.


Aoi levou as mãos às coxas do outro, retirando as adagas rapidamente e jogando-as para o lado, voltou-as, pousando-as na cintura fina sem jamais liberar sua boca, e o shaman de Uruha agiu sozinho ao usar tudo que tinha para curar suas marcas vermelhas. Assim que pode se mover, seus braços enlaçaram os ombros do moreno e este lhe deu uma leve estocada, fazendo seus lábios abrirem em um gemido e apartar o ósculo.


Os orbes se encararam por um segundo, sem nada dizer, e voltaram a se fechar. Aoi indo atacar o pescoço fino do ameniano com seus dentes enquanto voltava a estocar o interior quente do companheiro... os gemidos que saiam pela garganta de Uruha não eram mais de dor, e sim de prazer.


Os corpos de arremetiam com vontade por ambas as partes, Kouyou também mordia e lambia o pescoço, ombros, peito... qualquer parte do moreno que conseguisse alcançar enquanto suas unhas curtas e finas arranhavam as costas largas. Aoi se servia do pescoço, ombros, orelha, braços... qualquer coisa que encontrava ... não estavam apenas copulando... e talvez tivessem consciência disso, mas apenas naquele momento.


Uruha soltou-se do corpo acima de si e deixou suas mãos despencarem no futon, seu corpo se arremetendo ao ritmo frenético dos movimentos de sexo, os fios loiros derramados pelo chão e então sentiu que explodiria, não antes do moreno lhe tomar a boca mais uma vez em um beijo. Se liberara entre seus corpos enquanto a semente do companheiro o preenchia ao som de um gemido longo e rouco seu.


Yuu despencara por cima do corpo levemente maior, suas arfadas se sincronizando as do outro ...e o mundo voltava a existir novamente... cheio de paradigmas, morais, valores, impedimentos, dores, responsabilidades....


Se retirou do ameniano e rolou para o lado, encarando o teto, tentando se organizar ... se lembrando de quem era...e quando olhou para o lado viu os orbes chocolates o encarando em um expressão estranha...


–Não olhe para mim rameira – cuspiu em escárnio, usando as mãos para empurrar o corpo cansado do loiro, fazendo este se deitar de bruços e com o rosto virado para o lado oposto a si.


Uruha começou a chorar novamente... aquilo não podia ser real... aquilo não era o que tinha sonhado... aquele não podia ser o seu companheiro...



Alguns minutos depois e o loiro sentiu as mãos do outro lhe tocarem novamente, o corpo moreno montando em cima de si e o tomando mais uma vez, sem permitir que se olhassem, sem permitir qualquer alivio ... machucando as feridas ainda não cicatrizadas... não podia resistir... era seu companheiro... aquele maldito era seu companheiro...


“Não...”



Notas finais
Então... estou morta?
*foge*
Eu falei que seria de um jeito singular não disse?
*-*
Bem... qualquer revolta, critica, surto, elogios, desabafos, ameaças, amor e carinhos serão muito bem vindos em um lindo review! *_*
Me gusta....
temos 37 leitores... onde estão todos vcs? *0*
Sabe, usar da estratégia da minha anjinha e falar q eu poderia ou não postar o próximo no domingo.... "¬¬
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pra quem ler a fic RxR "Depois Da Aula" quinta feira ( amanhã) ela vai ser atualizada... e com capinha nova feita e enviada pela leitora teten_f !
beijooooooooooooooo
Azumi-Chan:óhhh vejo minha estratégia ali em cima G.G kkk é eu posso não betar o cap de domingo ai não poder ser postado -q kkkkkkkkkk Ahh o que acharam da Maya-chan?Linda ela né?*-*
Ownt amores deixem reviews pra minha flor sim?Até porque ela merece né,ela sempre faz caps grandes e perfos!^^
O que acharam do Lemoon Aoiha?Eu ameeeeeei,maldoso mas ameeei *-*
Beijosss anjinhos e até o próximo cap porque eu vou invadir aqui denovo sim G.G kkk ♥