Vida de colegial
7 Parque de diversões
Mais um dia de aula, estamos todos meio entediados e cansados por que até ontem estávamos fazendo prova, e só tínhamos fórmulas de física, química, matemática e um monte de nomes e fatos históricos na cabeça.
Mi) – Emi.
E) – Oi... – Respondi desanimada –
Mi) – Esse desanimo... eu te entendo. – Ela respondeu suspirando – ficamos conversando durante um tempo quando meu telefone vibrou, avisando que eu tinha recebido uma mensagem –
Mi) – Quem mandou mensagem?
E) – A Nao.
Mi) – O que diz? – Ela arrastou sua cadeira para perto da minha e se sentou –
E) – Parece que o namorado dela conseguiu uns ingressos para um parque de diversões e ela está perguntando se a gente pode ir, ela quer que a gente conheça ele.
Mi) – Pode ser, essa será minha chance de avalia-lo, até por que não quero que Nao namore um panaca!
E) – O melhor disso é a gente vai poder relaxar um pouco a cabeça, ainda mais depois de uma semana de provas tão cansativa.
Mi) – É, tem isso aí também.
Respondi a Nao confirmando nossa ida e ela respondeu de volta dizendo o horário e o local de encontro, quando as aulas estavam acabando a Mei perguntou se poderia ir se trocar na casa minha casa e eu disse que sim.
...MAIS TARDE, NA CASA DA EMI...
Mi) – Emi, estou subindo!!! – Ouvi a Mei gritando, eu estava sem roupa por que tinha acabado de tomar banho e saí correndo do banheiro pra pegar minha toalha, que eu tinha esquecido no quarto, quando consegui pegar e colocar a toalha, que eu tinha deixado em cima da minha mesa, a Mei abriu a porta do meu quarto esbarrando em mim, nós caímos e a Mei derrubou sua bolsa no chão.
E) – Desculpa Mei... você acabou derrubando tudo no chão por minha culpa...
Mi) – Não, eu que te devo desculpas, abri a porta do seu quarto de repente! – Me levantei, coloquei uma roupa qualquer e ajudei a Mei a pegar suas coisas. –
Mi) – Acho que está tudo aqui.
E) – Ok.
Mi) – Emi, a gente vai se arrumar agora?
E) – A gente pode esperar um pouco, até porque ainda está cedo.
Mi) – Ta ok.
Ficamos tentando decidir o que eu ia vestir, demorou um bom tempo por que eu e Mei temos gostos diferentes para roupa, enquanto a Mei é toda cheia de estilo eu sou do tipo que escolhe uma roupa que eu ache fofa e que imagino que não vá chamar atenção. No fim, acabei escolhendo minha jardineira branca. – Começamos a nos arrumar, a Mei foi no banheiro para colocar um batom, sentei na minha cama para colocar o sapato e quando abaixei a cabeça, vi uma caixinha de presente com um lacinho vermelho, peguei a caixinha e logo em seguida a Mei entrou no quarto –
E) – Mei, essa caixinha é sua?
Mi) – É sim. – Ela olhou para a caixinha e depois olhou bem séria para mim –
Mi) – Emi, esse é um presente que ganhei de aniversário do Akira e do Luke... você acha que devo usá-lo? –
E) – Ué, por que não o usar? – Abri a caixinha, dentro tinham duas presilhas, uma delas tinha uma florzinha que tinha uma rendinha.
E) – Tem certeza de que não foi só o Akira-kun que te deu?
Mi) – Por isso que fiquei com receio de te perguntar!! Sabia que você ia ficar fazendo piadinha... – Ela fez cara de criança emburrada, eu ri. –
E) – Eu acho que você deve usar!
Mi) – Não sei não...
E) – E se eu fizer uma de minhas tranças?
Mi) – Hum... pode ser...
E) – Ok!
Fiz uma trança que aprendi na internet, a Mei tem o cabelo de tamanho médio e a trança que fiz ficou perfeita no cabelo dela, na franja eu coloquei as presilhas, uma cruzada com a outra. Depois de terminarmos de nos arrumar partimos da minha casa para o parque.
...NA FRENTE DO PARQUE...
N) – Mei! Emi!
E, Mi) – Nao!!! – Corremos uma da direção da outra, igual naquelas cenas de filmes, mas logo parei de correr e comecei a andar por que percebi que se continuasse iria ser empurrada para longe por conta da comissão de frente das duas. —
N) – Que saudades das duas!!
E) – Também estávamos com muita saudade de você!
Mi) – Isso mesmo!
E) – Então, Nao, cadê seu namorado? – Ela sorriu –
N) – Kazumi-kun! – Ele veio andando até nós. –
Ki) – Oi gente, tudo bem? Me chamo Tanaka Kazumi.
E) – Oi, sou Mizuki Emi, amiga da Nao.
Mi) – Hum, é educado, ganhou um ponto.
Ki) – O-o que?
N) – Você está sendo avaliado, toma cuidado!
Ki) – Não sabia que seria avaliado, mas tudo bem.
Mi) – Me chamo Sasaki Mei.
Entramos no parque, tinham várias atrações, algumas eu nunca tinha visto antes, decidimos ir numa montanha russa, quase morri, mas gostei, depois fomos numa atração chamada casa do terror, só que ao invés da gente ir andando nos carrinhos e vários monstros e coisas esquisitas aparecerem para te assustar você vai andando pela casa, no carrinho, e você decide para onde ir na casa, e enquanto você anda tem que usar umas armas, de brinquedo, que atiram uma espécie de tinta ou algo assim, para evitar que os monstros cheguem até você, eu admito que fiquei meio assustada, mas foi muito legal.
N) – Que tal se tomarmos um sorvete?
E, Mi, Ki) – Pode ser!
Ki) – Onde querem ir depois?
N) – Vamos na roda gigante!
E, Mi) – Nem ferrando!
N) – Ué, por que não??
E, Mi) – Vocês vão ficar se agarrando!
N) – Mas as cabines são separadas!
Ki) – Olha, pequena, não são não...
N) – Não?!
Ki) – Não, as cabines foram feitas para caber cinco pessoas e mesmo que pedíssemos para irmos separados não daria por que a fila está grande...
N) – Meu desejo foi por agua a baixo...
E, Mi) – VOCE SÓ QUERIA VIR PARA IR NA RODA GIGANTE?!?!
N) – É claro que não! Eu queria que vocês conhecessem o Kazumi-kun, queria que passeássemos e queria matar a saudade, até porque estudar em escolas diferentes é muito chato... – Ela disse com uma carinha de tristeza –
E, Mi) – NAOO!!! NÓS NÃO IMAGINAVAMOS QUE ESTAVA COM TANTA SAUDADE! – Corremos na direção dela e a abraçamos. –
Ki) – Que coisa feia pequena, você está se aproveitando da situação... – Ela sorriu e deu uma linguinha pra ele –
Fomos em várias outras atrações, comemos alguns doces e ganhamos vários brindes que o Tanaka-kun e a Mei conseguiram no jogo de tiro. Depois do jogo de tiro enquanto procurávamos por outras atrações para ganhar brinde, a Mei descobriu que teria um show de fogos de artificio, que o parque iria fazer para comemorar a grande quantidade de visitantes.
Mi) – Não acredito que vou ver um show de fogos de artificio!
E) – Nem eu!
N) – Quem bom que estão gostando do passeio!
Mi) – Olha! – A Mei apontou para um estande que tinha uma montanha de brindes –
Mi) – Eu quero jogar esse jogo! – Nos aproximamos do estande, o jogo era de acertar o bichinho dentro da máquina, precisava de força. –
Mi) – Eba! Nesse eu vou ganhar todos os prêmios!
Eu queria tentar jogar esse também, então compramos dois tickets. – Estávamos pegando os martelinhos do jogo quando ouvi uma voz familiar.
A) – Emi? Mei?
E, Mi) – Akira-kun?!
E) – Espera, se você está aqui... quer dizer que o Luke veio também?!
A) – Não, dessa vez eu vim sozinho... por que, está com saudades? – Ele fez uma cara de malicioso –
E) – Bela tentativa, mas não vou cair na sua brincadeirinha!
A) – Huum...
Mi) – Mas dessa vez até eu pensei que vocês estivessem juntos...
N) – Oi Takahashi-kun! Tudo bem?
A) – Oi! Estou bem sim Hayashi-san, e você é? – Ele falou olhando para o Tanaka-kun. –
Ki) – Oi, me chamo Tanaka Kazumi.
A) – Takahashi Akira.
E) – Ele é o namorado da Nao.
A) – Aaah...entendi.
Mi) – Bom, vamos jogar!
A) – Sabe que você vai perder, né?
Mi) – É o que veremos!
ALGUNS MINUTOS DEPOIS....
Mi) – EU PERDI!!! BUAAA
A) – Eu te avisei não foi?
Mi) -Isso não é justo, eu acertei todos os bichos!
E) – Mas Mei, você acertou todos que a máquina te indicou?
Mi) – Espera... A MAQUINA AVISAVA QUAIS ERAM PARA ACERTAR?!
E) – Avisava... – O Akira-kun começou a rir –
A) – Não acredito que você não leu as regras! Hahahaha
Mi) – Seu ridículo!
E) – Hum...
A) – O que foi, Emi-san?
E) – Dessa vez eu vou jogar, e vamos ver quem vai ficar rindo!
Mi) – Emi, eu te amo! – Ela colocou a mão nos meus ombros, como se estivesse passando sua força para mim –
E) – Está pronto Akira-kun?
A) – Pode começar!
ALGUNS MINUTOS DEPOIS....
A) — Como você venceu?!
E) – É simples e.. – A mei me interrompeu -
Mi) – Ela é viciada nesse jogo.
E) – É por aí...
A) – Ficava o dia todo jogando?
E) – Tinha uma maquininha dessa perto da minha casa...
A) – Menina solitária!
E) – Nem tanto... é que nessa época eu não tinha muito o que fazer mesmo.
Mi) – BOM, mudando de assunto, cadê a Nao e o Tanaka-kun? – Meu telefone vibrou, mensagem da Nao –
E) – Eles foram para o local dos fogos de artificio...
Mi) – Poxa, deixaram a gente aqui!
E) – Tem mais uma mensagem...
NO CELULAR:
Nao: Emi, acho que você deveria deixar a Mei e o Takahashi-kun a sós. ^^
Eu: Tem certeza?
Nao: Vamos ver no que vai dar!
Eu: Então ta.
Nao: Vem pra cá, onde vão lançar os fogos, aí a gente vê junto!
Eu: Não, vou deixar os dois a sós, afinal vocês são um casal e não quero ficar segurando vela.
Nao: Claro que você não vai ficar segurando vela!
Eu: Vou sim! Fica tranquila, vou ficar legal.
Nao: Ainda não concordo, mas se você diz...
Eu: Aproveita! Bjs
FIM DA MENSAGEM...
Mi) – Então, o que mais ela escreveu?
E) – Ah, não era nada, ela só mandou vários emoticons de coração.
Mi) – Ah, então vamos indo para o local dos fogos de artificio?
A) — Claro.
E) – Eh... vão indo na frente, eu vou passar no banheiro e depois vou comprar um doce para levar pra Anna.
Mi, A) — Tudo bem! — Saí de perto deles e fui andando em direção ao local dos fogos de artificio, mas é claro que não vou ficar com a Nao e o Tanaka-kun, vou para um lugar diferente!
Mi) – Será que a Emi vai conseguir nos encontrar depois?
A) – Não sei, mas caso qualquer coisa você manda uma mensagem.
Mi) – Mas e se ela não nos encontrar, será que ela vai ficar bem sozinha?
A) – Ela não é criança... Mei por que está tão preocupada?
Mi) – Ah, não é nada...
AKIRA NARRANDO:
Será que não é nada mesmo? Ela me parece preocupada... mas acho que se for algo, é pessoal e eu sou uma pessoa de fora... – Olhei para a Mei, vi as presilhas que dei para ela no seu cabelo, olhei para frente e comecei a sorrir, ela percebeu... –
Mi) – Do que você está rindo aí?
A) – Seu cabelo.
Mi) – O que que tem?
A) – As presilhas combinaram com a trança, no seu cabelo, ficou bem em você.
Mi) – Ah, obrigada... – Caminhamos até o local dos fogos de artifício, mas não conseguimos encontrar a Nao e o Tanaka, nem a Emi. –
Mi) – Olha! Começou! – Virei meu rosto e vi vários fogos de artificio, cada um com uma cor diferente – eu gostei — olhei para a Mei ela parecia feliz...
A) – Até que não é tão ruim ficar contigo... — Falei baixo –
FIM DA NARRAÇÃO DO AKIRA...
...EMI NARRANDO....
E) – Bom, não estou vendo nem a Mei e o Akira-kun, nem a Nao e o Tanaka-kun – ainda bem –
Acabei ficando sozinha. Apesar de ter tanta gente, não tem ninguém, afinal não conheço ninguém que está aqui....
Eu estava num lugar mais alto, então dava para ver o pessoal lá embaixo. – Me aproximei da beirada da cerca, olhei para o céu, depois olhei lá para baixo. — (Parecem formiguinhas) – Eu estava tranquila, mas não durou muito tempo essa tranquilidade.... Comecei a sentir minha garganta fechar, botei a mão no pescoço e comecei a fazer a respiração que a minha psicóloga tinha me indicado, não funcionou, então procurei meu remédio, mas quando o peguei vi que já estava vazio. –
E) – Não acredito que isso está voltando, mas que droga! – Falei baixinho –
E) – Eu estava bem... – Comecei a andar rápido, saí do lugar onde estava, então caminhei em direção a saída, procurei por uma farmácia, mas não encontrei nenhuma.
E) — Eu não queria ter que ir embora, mas não estou conseguindo controlar...
....
E) – Me desculpe pessoal... – Chamei um taxi, dei meu endereço e fui para casa. –
Talvez se o Luke estivesse aqui, eu teria conseguido me acalmar, nao[i]... ou não. Eu já tinha passado dessa fase... e fiz isso sozinha! Então, por que está voltando...? Não entendo... – Assim que cheguei em casa corri para a cozinha, peguei meu remédio e tomei, logo depois tomei um banho e fui para o meu quarto, me enrolei no cobertor, peguei meu celular e mandei uma mensagem para o grupo que tenho com as meninas. Na mensagem, eu disse que tinha visto uma parte do show de fogos de artificio, mas que precisei ir embora, agradeci pelos momentos legais que tivemos e disse que a Mei poderia ficar com todos os prêmios. –
E) – Esse dia podia ter durado mais... que saco... – Peguei no sono. -
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