Vida De Monstro - Livro Dois - A Magia
21 XXI - Michael
Notas iniciais
XXI – Michael
-Poderia repetir mais uma vez Michael?!
Droga odiava quando ele falava naquele tom de raiva, pensei que com minhas excelentes notas finalmente iria conseguir ouvir um parabéns daquele homem, mas então descobrimos que Amy sumiu e então ele ficou irado como nunca antes eu vi:
-Foi isso que você escutou John, parece que a Amy conheceu a mãe dela e tem praticado magia escondido de todos
-E então ela desapareceu?!!! – gritou John, eu odiava quando ele gritava, me fazia parecer um inútil – Você deixou sua irmã fazer algo proibido e ainda deixou a guarda tão aberta que ela já está desaparecida a quase doze dias!
-Ela não é minha irmã! – tive que gritar de volta, não estava mais agüentando aquela pressão – Ela é minha prima, Morgana e meu pai são irmãos e você sempre soube disso
-Aquela mulher não é mãe dela! Uma mãe nunca abandonaria sua própria filha do jeito que ela fez e então colocaria a filha em um mundo proibido! – me senti ainda menor do que antes e quando percebi estava encolhido na cadeira, nunca vi John daquele jeito – Onde ela está Johann? E nem me venha com besteiras, eu sei que você sabe onde minha filha está
-Ela está a salvo John – o diretor disse fitando a janela e em momento algum se virando na direção de John
-A salvo? Ela está sumida com um bando de magos com ela e um demônio!
-Os magos são amigos de confiança dela John e o demônio é o seu namorado
-Nunca vi tamanha idiotice Johann, desde quando humanos namoram com demônios? Desde quando uma caçadora pratica magia escondida de todo mundo? Ou pelo menos escondida de mim já que pelo que parece algumas pessoas aqui presentes sabiam disso
-O demônio que você tanto ofendeu a pouco tempo atrás é mais digno de confiança do que qualquer outro que já encontrei John
-Não me interessa, uma Winchester jamais vai sair com um monstro, e muito menos um demônio, nos somos os maiores exorcistas da historia, ter qualquer relação com um demônio chega a ser a maior ofensa possível a nossa família, depois é claro de praticar magia
-E enquanto a ter um filho adotivo lobisomem John? – falei erguendo da cadeira, não podia deixar ele me derrubar daquele jeito – Você sabia o que eu era e mesmo assim me salvou, por que?
-Você não tinha nada a ver com a caçada Michael, você não era nosso alvo e sua mãe também não, pensei que os lobisomens já tivessem te contado isso
-E por que os lobisomens saberiam disso?
-Sua raça ainda não te falou? Eles ainda não te contaram nada sobre o que aconteceu no dia em que sua mãe morreu? Isso só mostra o quanto os monstros não são dignos de confiança
-Você também não me contou nada, e se você acha monstros detestáveis deve achar magos mais detestáveis ainda não é? Então por que não me responde o que acha de pessoas que tem filhos com magos sabendo que eles são magos?
Eu esperava tomar um soco depois de dizer aquilo, ou então tomar um tiro, John já estava maluco de raiva e eu pressionei ainda mais, depois de dizer aquilo eu realmente pensei na probabilidade de ser morto, mas ele não fez nada, só fechou o punho com tanta força que vi sangue escorrendo pelos dedos:
-Você não sabe nada pirralho – disse o grande exterminador que por um segundo me pareceu um garotinho e não o cara de todas as grandes histórias
-Tem razão John, nas ultimas semana eu realmente aprendi que eu não sei nada, nada sobre mim, sobre a minha família e sobre todos que me rodeiam
-Agora que tal pai e filho pararem de brigar – disse o diretor finalmente se virando na nossa direção – E que nenhum dos dois ouse dizer que não são pai e filho porque são como também Morgana é mãe de Amy você querendo ou não John, outra coisa, Amy que escolheu praticar magia, Morgana jamais a forçou a nada
-Que tal parar de dizer o nome daquela mulher Johann e começar a me falar onde posso encontrar minha filha?
-Eu até gostaria, mas se dissesse não ia mudar nada, ela está em Arcádia nesse momento John
-Arcádia? Me diga que não é a Arcádia das fadas?
-Se você não quer que eu diga eu não digo
-Como ela foi parar em Arcádia? Aquele lugar deveria ser inacessível para qualquer homem
-E é, pelo menos sem magia – disse uma voz vindo das minhas costas e quando me virei vi Morgana nas minhas costas
-Alguém me diga que o que eu estou vendo é uma ilusão
-Quem dera John, mas se quiser posso te lançar uma – disse Morgana
-Se fizer isso dou um tiro na sua testa – John andou até Morgana e ficou a poucos centímetros dela – Não ti vejo a quase dez anos e quando vejo é porque a MINHA filha desapareceu por sua culpa
-Ela precisou ir, e sim foi indiretamente pela minha culpa já que fui eu que a ensinei, mas saiba que o primeiro feitiço dela foi feito sem professor algum, por estudo e habilidade própria, ela tem jeito pra coisa
-Como também tem jeito para as caçadas, e diferente da magia as caçadas não são proibidas
-Isso é muito divergente John, nós dois sabemos o real motivo pelo qual a magia foi proibida e sabemos que não tem nada a ver com o que eu pratico, não contesto o fato dela continuar proibida, mas sua filha contestou, ela duvidou, ela me lembra muito você nisso quando era mais novo
-Aquela época morreu a muito tempo
-Eu não consigo acreditar nisso
-Acredite, é bom acreditar e trazer minha filha de volta
-Você acha que eu não estou tentando? Ela é tanto minha filha quanto sua, eu amo ela tanto quanto você e estou me esforçando mais do que jamais me esforcei para trazê-la de volta, mas não consigo, algo está bloqueando o portal
-Que algo?
-Eu gostaria muito de saber também, mas até do que você, esse algo é muito poderoso, muito mesmo
-Talvez seja um dos magos que ressuscitou
-Você já encontrou um deles?
-Não, mas ouvi falar, os mortos estão voltando
-E são só os melhores – falei, eu havia luta contra dois deles e sabia disso muito bem, principalmente pela ultima luta
-Como assim Michael?
-É quase como se só os melhores da história estivessem voltando, Joana D’Arc e aquele tal de Harald Hardrada
-Harald? O ultimo viking?
-Sei lá, você sabe que eu não sou bom em historia
-Então como tirou esse dez aqui?
-Bem eu estava inspirado nas provas pode-se dizer
-Inspirado? Eu até perguntaria pra você o que isso significa, mas agora no momento eu quero que fale o máximo possível sobre eles
-O que tenho a dizer? Eles são todos fortes
-E não apenas isso – disse Morgana – Eles realmente esta trazendo os melhores e não apenas os mais fortes, eles também trouxeram os melhores magos da historia, é possível que eles sejam que estão nos impedindo de abrir o portal
-Então vamos matá-los, você pode encontrá-los bruxa?
-Não me chame assim John e não eu não posso encontrá-los, eles lançaram feitiços de proteção incríveis, não consigo ver uma única gota do poder deles, mas eles devem estar na base dos the killers
-Ótimo você ajudou muito, ninguém sabe onde fica a base mesmo procurando a décadas
-Então a culpa não é só minha caçador
-Foi só impressão minha ou sua voz saiu arrogante demais bruxa?
-Os dois fiquem quietos! – gritou o diretor e eu senti o ar tremer – Vocês dois discutindo não vão ajudar a filha de vocês a voltar para cá e algo me diz que não vamos precisar
-Onde quer chegar Johann?
-Ela vai voltar mais cedo ou mais tarde e vai chegar quando mais precisarmos, ou é isso que eu sinto, e você verá que o fato dela namorar um demônio não é tão ruim assim, mas no momento o que realmente importante é como está o andamento do conflito entre vampiros e lobisomens
-Terrível – falou Drake entrando na sala acompanhado de Hector que estava com o corpo todo enfaixado – Acabei de receber uma mensagem vinda de Harris e meu pai está furioso, mais dois vampiros foram mortos pelas mãos de lobisomens e até onde eu sei parece que os outros senhores vampiros querem a guerra imediatamente
-Os lobisomens querem o mesmo – falou Hector – Eles não engolem esse negocio de guerra, mas com a situação como está eles vêem essa como a única opção
-Nem por cima do meu cadáver – disse John – O mundo já esta enlouquecendo e não quero ter que lidar com uma guerra agora, quero que ambos levem uma mensagem para seus respectivos líderes e que me mandem a resposta o mais urgente possível
-Certo então exterminador – disse Hector – Mas o que você está pensando?
-Você ira saber lobisomem, você e todos iram saber, mas não agora
-Irei partir assim que me curar totalmente dos ferimentos de batalha e lembre-se filhote – Hector disse apontando para mim – Você ainda vira conosco
-Eu sei – por mais que não quisesse ir eu precisava agora, eu precisava saber a verdade sobre tudo que estava acontecendo comigo principalmente depois da luta passada
O grupo se dispersou e apenas Morgana, John e o diretor ficaram na sala. Hector andou para fora do colégio sem ser visto enquanto eu e Drake andávamos pelo campus:
-O que aconteceu com você caçador? – perguntou Drake – Parece assustado
-Demais, e é comigo mesmo
-Eu não te entendo
-Nem eu me entendo
Entrei no dormitório e tentei dormir um pouco, já eram quatro da tarde e eu estava cansado demais para fazer qualquer outra coisa, mas o sono não vinha então recorri aos desenhos. Comecei a rabiscar um pedaço de papel e só terminei quando a noite já havia caído a tempos e meu jantar já estava no quarto. Comi lentamente o jantar enquanto observava o desenho, um bando de lobos brigando entre si, garras e mordidas voando por todo o campo de batalha, uma floresta obscura, e a lua brilhava no céu iluminando os corpos.
Depois de ler o desenho e continuar a comer o sono veio facilmente, tão facilmente que eu nem percebi e acabei dormindo em cima da mesa do quarto. Quando acordei estava com o rosto cheio de uma mistura de purê de batata e arroz, limpei o rosto com a maior preguiça do mundo e depois fui tomar um banho.
Enquanto a água descia do chuveiro eu senti meu corpo ficando mais leve, mais calmo, desde que as transformações começaram cada minuto de paz valia muito enquanto antigamente eu ignorava isso. Depois que me vesti comecei a andar pelo campus, podia escutar melhor, farejar melhor e também enxergar melhor mesmo fora da minha transformação e isso me fazia ver o mundo de um jeito completamente diferente, parecia até mais bonito:
-Como está irmão Michael? – perguntou o lobisomem chamado de Peter, ele não era meu irmão, nem ele nem o outro lobisomem chamado Carl
-Muito bem irmão Peter – falei virando para ele, a pouco tempo havia cravado um tiro nele, mas agora não sei se seria capaz de machucá-lo, nos literalmente estávamos nos tornando irmãos, eu não fazia parte da alcatéia oficialmente, mas depois de salvar ele, Carl e Hector eles já me consideravam seus irmãos
-Logo logo nos iremos partir e você finalmente será incluindo oficialmente na nossa alcatéia mesmo que nosso líder já o tenha feito nosso irmão
-Sim eu sei, e assim eu finalmente poderei saber sobre meu passado, sobre minha mãe Luna
-Você vai saber irmão, e garanto que não vai se decepcionar
-Por que não me fala logo?
-Conhecimento deve ser conquistado e não entregue assim tão fácil – o lobisomem piscou o olho e andou para longe
Continuei a andar e cheguei a sala de aula, Ella estava parada ali e virou o rosto quando me viu, eu não queria ir embora ainda estando com meus problemas com ela:
-Oi – falei me aproximando dela e Ella só me encarou com raiva – Eu queria conversar com você, posso?
-Você já está falando mesmo
-Olha eu vou embora daqui a alguns dias e não queria ir sem acertar nossos problemas
-Droga Michael acha que pode simplesmente chegar, falar um pouco e ajeitar tudo?
-Na verdade não, falando serio eu nem sei o que falar nesse momento então eu queria pelo menos te entregar isso – peguei um desenho da minha mochila e entreguei pra ela
-Você acha que um desenho vai acertar tudo?
-Não sei, eu na verdade não to mais sabendo de nada e por isso eu vou viajar, espero nessa viagem saber mais sobre mim mesmo e assim poder voltar e ver se já virei homem suficiente para conversar com você, mas por hora o melhor que posso fazer é te dar isso
Andei até minha cadeira e me sentia, o plano tinha ido melhor do que eu pensei já que pensei muito nas probabilidades, em uma delas Ella não queria falar comigo, na outra eu vomitava ou desmaiava de tensão, ai ela não falava comigo, ou então ela me dava um soco ou um chute e não falava comigo, por pior que isso tenha sido pelo menos dessa vez ela falou alguma coisa.
Os lobisomens chegaram e se sentaram ao meu lado, se fosse a alguns dias atrás eu nunca acreditaria nisso, mas agora isso estava toa comum, eu finalmente tinha um grupo de pessoas que falava comigo perfeitamente, que tinha uma visão pelo menos um pouco parecida com a minha, um grupo de pessoas que eu podia chamar de amigos:
-Olá queridos alunos e alunas – falou o professor Klaus ao entrar na sala, como sempre as meninas suspiraram ao virem aquele cara e eu ainda não entendia o que ele tinha de tão bom assim – Hoje nos teremos uma rápida revisão de um assunto que muitos de vocês devem gostar, a Revolução Francesa
Muitos alunos agradeceram, parecia que as pessoas aprendiam com mais facilidade matérias envolvendo guerras e revoluções armadas, menos eu, pra mim tanto faz qual era o tipo de matéria, eu nunca aprendia:
-Senhor Winchester – falou Klaus olhando na minha direção – Já que o senhor obteve as melhores notas na minha matéria nas provas passadas que tal me citar um nome importante da revolução francesa
-Bem – fiquei encarando o chão, droga eu não sabia dessas coisas, tentei pensar eu algum nome, mas era difícil de lembrar de algo que eu nunca aprendi então peguei o lápis e comecei a riscar a cadeira em busca de luz – Talvez Napoleão Bonaparte – falei e então o professor sorriu
-Bem ele realmente foi o mais marcante sem sombra de duvidas – o professor parecia decepcionado com a resposta, mas pelo menos eu acertei não foi?
A aula continuou e por sorte o professor não me fez mais nenhuma pergunta. Encarei a cadeira e reli o nome que minha mão havia escrito, obrigado mão mágica, eu até deixaria você me bater como fazia antes de tanta felicidade que senti agora.
Depois do toque para o fim das aulas eu e minha “alcatéia” começamos a andar por ai sem destino pelo campus, era bom fazer isso de vez em quando, pelo menos foi isso que eu aprendi também nesses últimos dias, todo o mundo parecia estar indo de mal a pior, mas o meu mundo só melhorava. Eu conhecia aquela academia de cima a baixo, mas andando por ela daquela maneira eu descobri ainda mais coisas novas incluindo uma batida que me fez cair no chão:
-Qual é o seu problema grandão? – perguntou a pessoa com quem eu tinha batido, cá entre nos eu acho que qualquer um teria batido nele se também andasse sem rumo, o cara bem baixo, um metro e quinze no máximo, ele devia ser um dos três anões que estudavam no terceiro ano do colégio
-Desculpe “grandão” – quando falei o anão me encarou com raiva, droga eu havia esquecido os conselhos do diretor, nunca tente discutir ou bater com um anão, você pode acabar bem machucado
-Do que você me chamou pirralho? – bem ele realmente era mais velho do que eu, mas apenas um ano e eu era maior, mesmo ele tendo um físico bem maior e mais detalhado que o meu
-De “grandão”, por que?
-Por que? – ele me acertou um chute tão forte na minha perna que eu cai no chão, aquele desgraçado era forte demais, não tanto quanto Ferdinand ou Harald, mas forte
-Ora seu baixinho, quem você pensa que é?
-Quem eu penso que sou? Eu não penso que sou pirralho, eu sou! – o anão se aproximou ainda mais – Eu sou Deive, filho de Kili, chamado por meu povo como pé-de-ferro
-Eu acho que entendo o porque desse nome – falei levantando, se ainda tivesse o corpo de antes eu teria perdido a perna naquele chute, mas agora a historia era outra
-Você levantou? – ele me encarava e cá entre no eu tinha vontade de rir vendo ele me olhando daquele jeito
-Sim, por que?
-Interessante, outro dia irei testar sua perna de novo pirralho
O anão então virou as costas e começou a andar, mas que droga era aquela? Minha vontade foi de gritar perguntando o que ele queria dizer com testar minha perna de novo, mas eu não queria saber nem agora e nem depois:
-Você levantou mesmo? – perguntou Carl
-O que isso tem de especial?
-O que tem? Você ta brincando não está? A fama de Deive é única no terceiro ano, ninguém luta ou zoa com a altura dele e dos outros dois anões pelo fato dele ser capaz de vencer qualquer com um chute e você se levantou sem nenhum pedaço quebrado
-Talvez eu tenha quebrado algo, talvez não – falei coçando a perna, ela estava doendo, mas não quebrada
-Como esperando de alguém de puro sangue, mesmo não estando transformado seu corpo já está evoluindo aos poucos, bem mais rápido que o normal, mas evoluindo
-Se você diz
Continuamos a andar pelo lugar até que o sol começou a descer no horizonte e voltamos para nossos dormitórios, eu ainda era considerado um humano mesmo já me transformando em lobisomem “normalmente”. Peguei um caderno e comecei a rabiscar, quando terminei a lua já estava brilhando no céu, ela já estava quase cheia novamente, faltava muito pouco e então eu irei me transformar de novo, e seria também nesse dia que iríamos embora já que na lua cheia Hector estaria com sua regeneração no máximo.
Encarei o desenho na luz da lua, ele não tinha nada demais, era só um círculo com uns riscos ao redor, era estranho, mas na luz da lua parecia muito especial, até poderoso, mas era só um círculo e apenas isso, ou será que não. Algo me dizia que não era só isso, como todos os desenhos aquele ali também devia ter um significado e eu já sabia quem era a pessoa que poderia me dizer se era ou não.
Saí do dormitório e fui em direção a floresta, Amy sempre ia naquela direção quando precisava se encontrar com essa pessoa, eu só não sabia como, mas ela ia por ali então era mina única chance:
-O que anda fazendo aqui a essa hora Michael? – perguntou a voz e eu percebi na hora de quem era
-Atrás de você Morgana – a maga me olhou com um sorriso no rosto – O que você faz aqui?
-Eu estava indo para um certo local e a melhor maneira de ir para ele é aqui na floresta já que as árvores impedem da luz sair para o colégio e poucas pessoas vem nessa parte da floresta
-Certo então eu vim pro lugar certo mesmo, eu preciso da sua ajuda com algo – tirei o desenho todo amassado do bolso e mostrei para ela
-O que é isso?
-Pensei que você pudesse saber, algo me diz que tem a ver com Amy
-Isso daí, esse círculo, esses símbolos, talvez seja isso que tenha faltado naquele dia
-Faltado?
-Sim, quando abri o portal para Arcádia o portal ficou instável de um momento para o outro, talvez tivesse faltado isso, eu não sei o que significa essa escritura, mas talvez William soubesse, isso daqui é runa draconiana com toda a certeza
-Runa draconiana?
-Sim, as runas dos dragões, estudei isso feito louca nos últimos dias, mas ainda não sei falar a língua deles mesmo sabendo transcrever para nossas letras comuns essas runas, essa língua tem poder e quando usada da maneira correta transformar um simples feitiço em algo inacreditável, o demônio foi a prova que eu precisava para confirmar isso, uma simples palavra e ele destruía tudo no caminho
-Então isso pode ser a chave para trazê-la de volta
-Sim, mas ainda vai demorar, e preciso da lua nova para usar o feitiço e ainda faltam quinze dias até ela
-Por que não faz isso durante a lua cheia?
-Ela não é a lua certa, eu preciso da lua negra para manipular o espaço, por isso magos das sombras dominam tão bem feitiços de aberturas de portais, mesmo que precisemos mais do que sombras para abrir portais, você precisa de fogo, água, terra e outros elementos como a luz, mas a escuridão é a mais necessária, você precisa da lua negra ou de um eclipse para abrir um portal e cá entre nos um eclipse viria bem a calhar
-Então por hora isso foi inútil?
-Só por hora querido, logo isso daqui poderá aumentar nossas chances de trazer todos de volta como jamais pude imaginar, eu garanto que a sua ajuda foi e ainda vai ser mais do que necessária para trazê-la de volta
Senti um vento gelado passando pelo meu corpo e olhei para a lua, logo seria lua cheia e minha transformação estava vindo também.
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