Vida De Monstro - Livro Dois - A Magia
22 XXII - Arvedui
Notas iniciais
XXII – Arvedui
Peguei a espada em mãos e retirei ela da bainha, a lâmina brilhou refletindo a luz do luar duplo que tínhamos em Arcádia, aquela espada era a ultima lembrança que tinha de meu pai, a ultima lembrança da época que os efós eram grandes guerreiros, aquela espada foi forjada ao mesmo tempo de outra espada e ambas ficaram conhecidas como “As Gêmeas”, dizem que aquelas duas armas foram as forjas mais bonitas já feitas por um anão, elas foram feitas como uma forma de selar a paz entre Oberon I e o grande Thorin, o grande mestre anão daquela época. Cada uma de “As Gêmeas” recebeu um nome em homenagem a cada um dos lideres, uma teve na sua lâmina escrito o nome Oberon na língua dos elfos e na outra teve o nome Thorin escrito na língua dos anões. As duas espadas foram forjadas com um metal até hoje desconhecido, mas seus cabos e bainhas foram feitos do próprio Carvalho Real, a árvore que faz os tronos reais dos elfos e das fadas e que agora vivi no grande salão real do palácio. As duas espadas eram tão poderosas que dizem que Oberon I obliterou exércitos inteiros com aquelas armas, mas um dia durante um combate a espada chamada de Thorin foi destruída e seus pedaços foram perdidos, agora somente Oberon existia perdendo para sempre o títulos de “As Gemeas”, mas mesmo assim elas continuaram a ser passadas de pais para filhos e agora estavam nas minhas mãos e depois de séculos sem serem usadas elas finalmente sentiriam o gosto de sangue novamente, sangue da rainha das fadas.
Guardei a espada, ainda não era o momento, devíamos esperar até o eclipse se iniciar, era obvio que a rainha perceberia nossa manobra e tentaria nos impedir, e seria ai que eu iria realmente usar a espada. Guardei a espada no lugar mais seguro do meu quarto e saí dali.
Os últimos dois dias foram apenas de festa como sempre, bebedeiras e gigantescos banquetes, só que agora tudo isso ia além do castelo, o eclipse estava vindo e a rainha estava comemorando, é claro que ela estava, tanto nós quanto ela precisamos do poder que o eclipse vai conferir:
-O que está achando de tudo meu amado rei? – perguntou a rainha Titânia bebendo um longo gole de vinho
-Magnífico minha rainha, não tão magnífico quanto a sua beleza, mas ainda assim magnífico
-Por isso você é o melhor entre todos os Oberon Arvedui – a rainha começou a passar o braço pelo meu corpo, se naquele momento eu tivesse a espada tudo teria acabado ali – Você não é bruto como seu avô, você é gentil e sabe como usar belas palavras quando quer, além disso é o mais belo elfo que já vi em toda a minha existência, e me faz sentir prazer como nenhum outro jamais fez
-Eu que agradeço os elogios minha amada rainha, mas tudo que digo é a apenas a verdade
A rainha me deu um beijo que tinha um gosto de vinho muito forte e se retirou, ela era uma boa pessoa, ela só pensava no meu bem do seu povo, era uma ótima rainha e uma ótima esposa, ou foi que pensei minha vida toda até perceber a verdade por trás de tudo, agora tudo aquilo que um dia foi amor e admiração se converteu no mais profundo ódio.
Tomei um gole de água, jamais deveria beber perto de uma guerra determinante, e depois peguei um pedaço de tofu, sempre me sentai ruim ao comer carne de animais e era assim com todos os elfos, mas o resto dos seres dali não pareciam se importar enquanto se banqueteavam comendo dezenas de carneiros e três mamutes em poucas horas.
Comia pequenos pedaços de tofu enquanto observava o povo se divertir e lembrei de uma frase “A ignorância é uma bênção”, naquele momento ela realmente parecia ser, o povo festejava e brincava enquanto eu me preparava para a provável maior guerra que os elfos já entraram desde a luta entre Oberon I e os elfos da noite, foi uma batalha sangrenta e dizem que foi nela que a espada Thorin foi quebrada, malditos elfos da noite, eles eram nosso piores inimigos desde os tempos antigos e agora que eles sumiram a rainha das fadas pegou o lugar deles:
-Não vai curtir a festa senhor Oberon? – perguntou uma voz vinda das minhas costas, me virei para dar de cara com a jovem maga
-Não senhorita maga, e você também não parece curtir tanto assim, nem chegou a beber o vinho
-Não sou de comer muito, e não bebo
-Faz bem senhorita maga, faz bem, mas me diga uma coisa, como faz isso?
-Faço o que?
-Anda desse jeito, nem mesmo minha audição percebe seus passos, você deve ser uma adversária memorável em um combate noturno
-Não sou tão boa assim
-Garanto que alguém que consegue andar dessa maneira é muito boa
-Você falou como o meu namorado agora
-O demônio que ouvi falar?
-Sim o próprio, ele diz a mesma coisa, que eu sou muito boa, mas não gosto de assumir
-Acho que eu e ele concordamos em algo então, se não achasse você boa o suficiente não teria a chamado para ingressar no meu conselho Amy Winchester
-Digo de novo que não sou tão boa assim, se me der licença vou atrás dos outros para ver se não vão fazer alguma besteira
-Pode ir
Aos poucos a garota sumiu no meio da multidão de ninfas e sátiros bêbados e dançantes. Encarei aquele céu azul cintilante e suas nuvens brancas cruzando lentamente aquela imensidão, aquele mundo era realmente belo, o mais belo talvez, mas não era o meu mundo, não podemos mais usufruir deste belíssimo lugar.
A noite caiu e as duas luas foram as primeiras coisas a surgir no céu, elas estavam próximas de um jeito como nunca estiveram antes, logo viria o eclipse, poucas horas após a alvorada e a escuridão voltaria a cobrir o mundo novamente por algum tempo, eu ainda não sabia o quanto, mas seria mais do que o suficiente para abrir o portal e sair daqui.
Andei pelos longos corredores do castelo sozinho, meu avô havia construído aquele lugar e meu pai o tornou ainda mais grandioso, tudo para que no fim eu abandonasse aquele lugar, mas era por uma causa maior.
Dormi terrivelmente mal apenas pensando na luta que se seguiria daqui a alguns minutos. Peguei a espada e retirei-a da sua bainha, havia chegado a hora de Oberon voltar a derramar o sangue dos inimigos dos elfos se assim fosse necessário.
Vesti apenas uma calça folgada marrom e uma camisa branca, depois peguei a armadura real dos reis élficos, uma bela peça feita em um aço belíssimo e adornada de vários traços feitos com ouro. Vesti a armadura e comecei a andar pelo castelo, todas as criaturas que estavam ali estavam tão bêbadas que estavam dormindo no chão, do lado de fora a cena era semelhante, mas em uma proporção muito maior, droga eles tinham que acordar logo, pois faltavam menos de quinze minutos para o eclipse:
-Não se preocupe com eles – falou uma voz vindo do castelo, era Titânia – Eles não são meus alvos Arvedui, mas você é
-Como assim minha amada rainha?
-A querido não precisa mais fingir, o eclipse já vai acontecer e nenhum de nós mais precisa usar essas máscaras e esses elogios vazios
-Entendo, desde quando sabe de meus planos?
-Nunca soube, apenas desconfiei, mas vendo você agora vestindo a armadura real e portando a espada Oberon então não a dúvidas disso, você realmente vai querer lutar comigo?
-Sim, você enganou nosso povo Titânia, você os hipnotizou e os forçou a se retirar quando eles deveriam lutar, pensei que tinha feito isso pelo nosso bem e admirei-a ainda mais do que um dia tinha feito isso, mas depois de descobrir a verdade, descobrir sobre sua aliança com os the killers, não vejo outra opção além de matá-la rainha das fadas
-Uma pena Oberon III, eu havia escolhido você para ser meu parceiro quando o mundo entrasse na nova era, para que nós juntos descemos inicio aquela que seria a raça suprema, mas vejo que isso será impossível já que você morrera hoje
-Sua presunção é gigantesca rainha das fadas, eu não luto sozinho – aos poucos vi surgindo vindo das florestas um grupo de ents, ainda era pequeno, mas logo viriam os outros, logo atrás deles vinham várias salamandras e náiades
-Mas eu também não luto sozinha rei dos elfos – ao lado da rainha se materializaram um total de quinhentos daqueles cinzas malditos – Os the killers me enviaram um bom grupo de auxilio
-Acha que esses tolos serão capazes de impedir meu grupo de avançar?
-Se não forem então eu tenho mais – um grupo de fadas apareceu voando na direção da rainha, eram em torno de trezentas delas – Nem todas as fadas foram enganadas Oberob III, muitas concordaram comigo e aqui estão elas, enquanto seu exercito não chega nem aos cem ainda o meu já totaliza oitocentos, pretende mesmo continuar?
-Não nos subestime rainha, eu tenho uma carta na manga
-E o que seria? Ents? Salamandras? Náiades? Eles não serão o suficiente e você sabe disso, as ninfas, os sátiros e as dríades não virão, todos beberam do vinho que foi misturado a um poderoso sonífero sintetizado pelos meus bons cinzas, vão ficar apenas dormindo por pelo menos doze horas ainda, e se ainda pensa em recorrer aqueles jovens magos devo dizer que será mesmo que nada, eles não como os magos lendários das historias, eles ainda são um bando de iniciantes que nem sabem abrir um misero portal
-Eu não gostei desse comentário rainha – disse Amy surgindo nas minhas costas acompanhada dos outros magos, um grupo de trinta ents e mais cinqüenta salamandras – Agora eu mesma vou ter que lhe dar uma surra
-Você? Uma pirralha humana pensa que pode me vencer?
-Prepare-se então rainha porque eu já to a um tempo querendo testar meus poderes que voltaram
A rainha não falou mais nada e então suas tropas avançaram, os cinzas por terra e as fadas pelo céu. Os cinzas não eram guerreiros, eram cientistas e usaram isso contra nos, suas armas atiravam alguns feixes de um tipo de luz vermelha que derrubou um ent facilmente, ele não parecia morto, mas sim paralisado. Em pouco tempo metade do nosso grupo estava desmaiado, até mesmo as salamandras com seus corpos flamejantes eram afetados:
-Se continuarmos nesse ritmo eu vou ganhar facilmente – disse Titânia se aproximando de mim enquanto cortava a cabeça de um cinza e a sua arma
-Você me subestima rainha
Avancei na direção dela, mas antes de me aproximar uma fada se meteu no caminho e ma acertou no rosto com algo que parecia uma pedra, senti a cabeça tremer e sangue escorrer, recebi um golpe ridículo e me machuquei por isso, eu carregava a espada de um rei guerreiro, mas eu não era isso, por mais que quisesse eu não era. A fada veio na minha direção algo que parecia uma espada, mas no lugar de uma lâmina de metal aquela era feita de luz:
-Prepare-se para morrer rei inútil – mas antes que ela pudesse fazer algo uma bola de fogo acertou as suas costas fazendo-a queimar como se fosse uma folha seca
-Caramba eu to melhor do que eu pensava – falou Amy se aproximando – Que tipo de rei cai por qualquer coisinha?
-Calada maga, eu só estava pensando caído no chão, apenas isso
Avancei e cortei duas cabeças com um único movimento, os corpos dos cinzas eram fáceis de cortar, mas eram tantos que pareciam não ter fim, mais deles surgiam aos poucos mesmo cortando-os aos montes enquanto meu grupo só diminuía, não haviam mais ents em pé e as poucas salamandras que sobraram lutavam com pelo cinco adversários ao mesmo tempo.
Tentava abrir caminho no campo de batalha e me esquivar daqueles tiros, mas era cada vez mais difícil, cortava cabeças fora e corpos ao meio, mas nada de avançar ali, quem diria que um dia a frente daquele castelo que viu tantas festas estaria se tornando um campo de batalha, um campo de batalha que parecia ser a nossa ruína, todas as salamandras caíram e apenas eu e mais quatro magos estávamos de pé cercados por cerca de cem fadas e centenas de cinzas:
-Desisti rei Oberon III? – perguntou Titânia – O eclipse vai começar logo e você não vai chegar até lá
-Eu nunca vou desistir, eu já lhe disse que não estou sozinho rainha – eles estavam ali, dava para ver suas sombras cruzando as árvores, o reforço principal havia chegado – Existem fadas que concordam com seus atos egoístas, como também existem elfos que concordam com os meus
Das árvores sugiram dezenas de dezenas de flechas que não pararam por dois minutos e quando pararam todas as fadas e cinzas estavam mortos. Das árvores surgiram meu grupo de elite, aqueles a quem confiei a verdade e que treinaram em segredo todos esses anos:
-Estamos atrasados rei Oberon? – perguntou meu soldado mais fiel, Atavarno
-Não meu querido amigo, e onde estão os outros? – vários seres começaram a aparecer, seres gigantescos de pedra, terra, água, neve e árvores, eram os espíritos da natureza e enquanto andavam eles acordavam a todos – Agora que tal você desistir rainha? Mas não importa, você desistindo ou não eu matá-la
-Pobre criança, você acha que meus súditos se resumem a cabeçudos estúpidos e essas fadas inúteis, somente vocês elfos conseguem ser mais inúteis que essas idiotas, aprenda uma coisa jovem rei, meus aliados são os the killers e ninguém menos
O eclipse começou, a estrela começou a ficar escura e a luz começou a desaparecer, mas então uma nova luz surgiu, um grande portal se abriu no meio dos corpos e dali surgiram mais de três centenas de goblins, mais de quinhentos ogros, trezentos orcs e um humano, o humano vestia uma longa túnica branca e coçava sua barba:
-O mestre Zan e a senhora Lilian Loust mandam condolências um olá e desejaram boa a sorte a nossa equipe, se é que precisamos – disse o humano
-Seja bem vindo Merlin, vejo que não veio só
-Eu sei, disse ao mestre Zan que seria capaz de enfrentar todos esses moleques sozinhos, mas ele disse que eu tinha que vir com esse grupo, um desperdício, mas se era para virem então que lutem
Todos aqueles monstros grotescos vieram na nossa direção, os espíritos da floresta avançaram junto de um grupo de furiosos ents que destruíam tudo no seu caminho, você jamais vai querer ficar no caminho de um ent furioso e muito menos de uma salamandra furiosa.
Enquanto eu partia um orc ao meio e tomava um soco em troca vi vários feixes de luz e fogo voando pelo céu, eram os magos se confrontando. Desviei a atenção daquele combate e fui atrás do meu, por mais que os reforços da rainha tenham chegado o meu grupo agora era maior, mais habilidoso, disciplinado e forte do que o dela, em menos de meia hora de batalha dezenas de novos corpos estavam caídos, nem mesmo dava para ver o chão de tantos cadáveres e sangue que haviam ali, e o campo de batalha já havia se estendido até a floresta já que aquele local não era grande o suficiente para agüentar aquele maluco combate que já estava alcançando proporções que ninguém ali jamais deveria ter visto:
-Parabéns rei – disse Titânia se aproximando e ergui a espada na direção dela, finalmente a hora havia chegado – Você chegou mais longe do que eu pensava, treinou esses elfos idiotas e os fez chegar aos pés do que foram no passado, alem disso recrutou esses espíritos irritantes que nunca me deram ouvidos direito, mas nem isso vai fazê-lo ganhar, logo o eclipse vai sumir e você não vai poder ir para a Terra e além disso eu tenho Merlin do meu lado
-E o que importa se você tem esse velho com você? Logo meu exército vai obliterar o seu e então vai sobrar só ele
-O velho ao qual você se refere foi um dos maiores magos da historia, tão forte que você jamais poderia imaginar, entenda criança, os the killers nunca vão perder, sempre que vocês tiverem uma carta na manga nós teremos uma para derrubá-la
Olhei na direção do mago e vi ele falando algo, não sabia o que ele dizia, mas entendi segundos depois, uma grande explosão de luz tomou conta de tudo e quando pude enxergar novamente estava no chão cheio de sangue ao meu redor, mas por sorte o sangue não era meu. Minha armadura estava reduzida a pequenos pedaços e a minha espada Oberon estava a poucos metros do meu braço que eu não podia mover:
-Eu disse não disse Oberon III, você nunca teve chances – a rainha estava me observando em pé enquanto eu estava imóvel no chão junto de todos os meus aliados, com exceção de Amy, ela continuava em pé – Você podia ter ficado comigo, vendo este belo eclipse ao meu lado me recitando poemas de amor como fizemos um dia, eu quero que você saiba antes deu matá-lo que você foi o único que amei jovem rei
-Acredito nessas suas palavras rainha – disse, ela realmente não mentia ou tentava me hipnotizar – Eu também um dia a amei, mas agora só sinto nojo da sua pessoa
-Eu já sabia disso, espero que encontre no outro mundo alguém que o ame como eu o amei um dia Arvedui
-Eu não vou morrer rainha
-Você ainda pensa assim? – a rainha andou até Oberon e pegou a espada em mãos – Eu vi quando ela foi forjada, simplesmente linda e continua bela mesmo depois de tantos séculos, uma lastima Thorin ter sido destruída, mas isso não importa, o importante é que a dinastia dos Oberon morre pela espada de mesmo nome
A rainha ergue a espada, mas antes de descer com ela no meu peito algo a acertou e a fez cambalear para o lado largando Oberon:
-Acertei em cheio – disse Amy se aproximando, olhei para onde antes ela estava e vi um velho desmaiado
-Como fez aquilo com o homem que derrubou todo o meu exercito?
-Vocês não foram derrubados – a maga tocou minha testa com seu dedo que brilhava com uma luz dourada e me fez poder mover meu corpo – Isso é só um feitiço paralisante básico que bloqueia os músculos, os cinzas replicaram os efeitos e criaram as armas que usaram a pouco tempo atrás, o processo é fácil de reverter contando que saiba o que fazer
Os outros magos não estavam caídos, pelo contrario, eles andavam pelo campo de batalha fazendo os outros se moverem:
-Mas como venceu o velho?
-Agradeça o Feé – a maga me mostrou seu bolso que ainda tinha um pouco daquele pó dentro – Meu poder mágico é grande, muito grande mesmo, então eu posso enfrentar magos mais fortes do que eu contanto que eu esteja disposta a receber as seqüelas dos feitiços, e como eu não estou doida eu andava com Feé que recolhi nesses dois dias, assim que meu corpo sofria as conseqüências dos feitiços eu me curava instantaneamente, isso é incrível
-Não jovem maga, você é que é incrível
-Certo rei, mas é melhor sairmos daqui logo, logo o eclipse vai sumir e mesmo com o Feé e com os poderes dos outros eu posso não ser capaz de abrir o portal para a Terra
-Acha mesmo que vou permitir isso? – perguntou Titânia com o rosto cheio de raiva
-E o que vai fazer rainha das fadas? – perguntou a maga andando até Titânia e aquilo não era bom – Seu trunfo ta caído ali sem poder se mover e todo osso exercito está se erguendo aos poucos, me mostre o que você tem rainha
-Você quer mesmo ver? Não me diga que já se esqueceu que eu sou a rainha das fadas? Não sou a rainha só por ser a primeira fada, mas também por ser a mais forte sua tola, meus poderes são de Classe S, próxima de SS, você realmente achou em algum momento que eu precisava de um exercito para lutar? Eles só serviram para cansar vocês para que eu desse o golpe final
A rainha estalou os dedos e Amy voou vários metros:
-Você é muito tola por carregar Feé enquanto me enfrentar garota, eu produzi o primeiro Feé, eu o controlo, seja para produzir vida ou para produzir morte
Todas as fadas começaram a brilhar e então seus corpos se dissolveram formando mais Feé que começou a rodear a rainha:
-Você nunca deveria ter ousado me desafiar seu tolo reizinho, eu fui aquela que dominou este maldito mundo, eu abri um portal para cá sozinha, eu quebrei a barreira mágica que uma dragão-rainha criou, eu! Vocês pirralhos realmente pensaram que podiam enfrentar alguém capaz de quebrar um feitiço de uma dragão-rainha e que é uma das criaturas mais velhas do mundo? Eu tenho milhões de anos, milhões! Eu já vi de tudo e sei de tudo, eu sou invencível e junto comigo os the killers iram triunfar, pois nada nem ninguém pode me vencer, ninguém, seja ele elfo, humano, espíritos ou um cinza, ninguém
Ela não estava usando seus poderes, mas a confiança que ela usava ao falar me fazia quase querer desistir, mas eu não podia, eu tinha que tirar o meu povo dali, cumprir a missão que antes fora do meu pai. Peguei Oberon e apertei mais forte do que nunca, eu não me importava em viver, eu só devia cumprir minha missão, morrer no processo não alteraria nada já que os outros membros do conselho abririam o portal de qualquer forma:
-Eu não posso acreditar nas suas palavras rainha, eu tenho que ter esperança, você não é invencível e eu irei prová-la isso
-Tolo, você não entende mesmo não é, não importa se tem um exercito enorme e mais forte, o meu é imortal – a rainha ergueu a mão e então todos os mortos começaram a se erguer e o mago Merlin voltou a se mover
-Isso é impossível
-Nada é impossível para alguém no meu nível Arvedui, presencie o inicio do fim
Todos recuaram, cada um deles havia escutado as palavras dela, todos sabiam que ela poderia trazer o exercito dela de volta quantas vezes quisesse e aquilo não era uma mentira, nos não tínhamos mais chance e a prova disso era que meu exercito recuava aos poucos, eles estavam com medo.
Mas então, quando todas as esperanças haviam morrido, a esperança de vencer a guerra e a de ir para casa estavam mortas um gigantesco rugido ecoou por todo o lugar, o ar e o chão tremeram com tamanha voz. Todos olharam para cima e vi o rosto da rainha preocupado, e tinha um motivo, do céu emergia um dragão vermelho com pelo menos dois metro de tamanho, suas asas batiam lentamente enquanto a criatura desciam triunfante do céu:
-Um dragão vermelho aqui? – Titânia parecia agora preocupada – O que você faz aqui criatura maldita? Veio reivindicar as terras de Galadriel?
Se o dragão entendeu o que ela disse então ele simplesmente ignorou, o dragão andou calmamente até Amy e lambeu seu rosto, ela estava do lado dos outros três magos que haviam se reunido ao verem a amiga ser jogada:
-É você Rubys? – falou a maga – Meu deus como você cresceu tanto em tão pouco tempo? – o dragão só soltou fumaça pelo nariz e andou até o meu lado
-O que um dragão faz aqui? – falei, mas o ser simplesmente me ignorou e ergue a pata, depois desceu sua enorme garra rasgando o ar, literalmente rasgando o ar já que um portal se abriu onde ele passou a garra – Como você fez isso?
Mas antes que o dragão pudesse fazer algo um grupo de criaturas apareceu ali, um grupo com mais de mil elfos da noite e na frente deles um homem sem camisa encarava o campo de batalha:
-Bem acho que chegamos na hora certa – ele disse com uma voz tão confiante e forte que me fez recuperar o espírito de luta
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