Viagem Pela Highland

11 Highlander Tentado


Notas iniciais
Hey pessoas... Er... Uh... Desculpas?
É sério, sinto muito pelo atraso de uma semana, mas como eu expliquei para algumas pessoas e no meu perfil, estou completamente atolada de cursos e raramente tenho tempo de escrever.
Enfim, espero que entendam.
Bah, vamos deixar de nhe nhe nhe e ler o cap, sim?? ^^
hehehe
Me senti um pouquinho pervertida escrevendo esse cap.
E olha que nem foi lá essas coisas hein! hahaha
Aaah sim! Quero agradecer a todas as pessoas queridas do meu s2 que comentaram no cap anterior.
Eu não respondi quase nada dos reviews, mas saibam que eu li todos, e amei cada um! xD
Boa leitura!

\"\"

Era impossível para Hinata contar a quantidade de vezes que havia prendido a respiração naquele pequeno espaço que era o quarto de Naruto. Pela enésima vez, soltou tremulamente o ar preso em seus pulmões quando o loiro finalmente lhe soltara. É claro que ele não fez por boa vontade. E sim por ela ameaçar retalhar sua garganta com a afiada lamina prateada quando pousou-a em seu pescoço.

Tinha se esquecido que a adaga estava em seu poder, dentro de sua bolsa de couro. Só lembrou dela quando tinha concordado com Kiba e Sasuke de ajudar Naruto a se recuperar da ferida que o idiota tinha aberto.

Grande ideia! Gênio! Pensava sarcasticamente enquanto lembrava da estranha conversa que teve com Kiba um pouco antes de Sasuke chegar...

Ela tinha voltado para seu quarto, o que Sasuke tinha disponibilizado para ela, seguida por Kiba logo atrás. Devia se sentir desconfortável por entrar sozinha em um quarto com alguém do sexo oposto sozinha e que era o dobro de sua altura, mas não se sentia assim. Estava estressada, com raiva e frustrada. Não conseguia tirar de sua cabeça o modo como Naruto reagiu com ela, a chamando de bruxa e depois de homem. Com certeza era um bastardo insensível, mas de algum modo esse pensamento não parecia correto. Naruto parecia estar a ponto de explodir e talvez não a tivesse insultado por mal.

Vah, babaca. Não defenda o imbeciu! Repreendeu-se.

Sentou na larga cama com sua bolsa ao lado da perna. Ainda a agarrava firmemente com o ligeiro pensamento que se tivesse um oportunidade de correr dali, iria fazer sem hesitar.

Kiba olhou para o corredor duas vezes, para ter certeza que não havia ninguém próximo o bastante para ouvir a conversa. Fechou a porta calmamente e permaneceu de costas para a madeira, encarando-a com o cenho franzido. Parecia estar se discutindo internamente sobre o que devia revelar para ela e o que não podia.

Fala sério. Pra que todo o drama?

Ele agarrou uma cadeira que tinha próximo a janela e a arrastou até que estivesse de frente para ela. Rodeou a cadeira com audíveis passos até inclinar e se sentar não mais de meio metro de distância dela. Logo que ele se acomodou no acento, Hinata ergueu sua coluna rigidamente na cama pela preciosa visão que o guerreiro tinha lhe concedido de todo o seu corpo.

Nham nham... Ele está quente! A comentário de sua vadia interior encheu sua mente no instante em que Hinata levou seu olhar para as firmes e grossas pernas abertas e mal cobertas pelo tecido do kilt de Kiba.

Não olhe... Não olhe... Murmurou quase que freneticamente para a maldita pervertida.

Só um pouquinho...

Cale-se. Grunhiu com o pensamento autoritário.

Sem graça. Lhe sem vontade.

- Hinata – Kiba interrompeu seus pensamentos a fazendo dar um leve pulo pela inesperada intromissão.

- Eu. Oi. – Emendou as duas palavras quase soando como uma só.

- Parecia perdida em sua cabeça... – Comentou com tom de curiosidade.

- Er... – Hinata chutou-se mentalmente por permitir pensar em coisas tão insignificantes quando estava querendo mesmo era sair dali. – Não é nada. Só... Imaginando o que você vai me contar.

Kiba coçou a cabeça e fez uma careta em claro gesto de desconforto. Olhou distraidamente para janela enquanto soltava o ar em seus pulmões.

- Primeiro... – Voltou seu olhar para ela. – Me diga. Naruto disse alguma coisa quando... Avançou pra cima de você? – Perguntou hesitante.

- Além daquele filho da puta me chamar de bruxa e depois de macho? – Começou, não podendo evitar o estresse. — Ah, qual é! Eu não sou tão mal assim. Não sou uma obsessiva por espelho e maquiagem mas sei que eu dou pro gasto – Sua resposta saia sarcástica e estressada. – Até mesmo quando eu passava pela rua sempre surgia um caminhoneiro barrigudo e banguela do inferno pra falar: “Ôôh gostosa” ou “ Vem docinho” e até mesmo ficavam dizendo aquela frase ridícula de “Ô lá em casa!” O que me leva a questionar seriamente se seu amigo loiro é cego ou tem olho no c... Nuca. – Completou rapidamente quando viu a expressão cada vez mais chocada de Kiba.

Uh... Empolgação dez!

- Mas o que... – eu semblante chocado deu espaço para uma careta incrédula. – Tenho certeza que ele não quis chama-la de homem. – Fez outra careta. – O que é um caminhão? – Emendou.

Hinata respirou profundamente ao lembrar que ela não estava em seu século. As vezes a ignorância desses guerreiros a irritava. Tudo bem que eles era de cinco séculos atrás, mas ela não conseguia lembrar disso quando estava estressada.

Naquele momento, pela primeira vez se deu conta que suas ações e palavras eram completamente diferentes do comportamento das mulheres daquela época.

Caramba... O que ele deve estar pensando?

Uma mulher respeitável do século dezesseis não agia tão impulsivamente como ela, mas, diabos! Ela não era do século dezesseis!

Arfou cansada.

Parecia que tinha um grande peso em seus ombros.

- Não importa. – Dispensou a pergunta com um gesto de mão.

Kiba olhou para Hinata de modo analisador, tentando encontrar algo em seu rosto.

O que? Seu rosto estava sujo de comida?

- Não é uma, não é mesmo? – Questionou depois de um tempo.

- Uma o que? – Inclinou a cabeça confusa.

- Bruxa. – Respondeu de modo natural.

— Oh, pelo amor de Deus! – Levantou-se em um pulo de frustração. – Você não tá falando sério!

- Desculpe, mas eu tive que perguntar. – Respondeu sério.

- Teve que perguntar!? – Aumentou o tom se sua voz. – Você sabe o quanto essa merda de bruxa fere com a vaidade de uma mulher? – Fez a pergunta retrógrada. — O quão insensíveis vocês são afinal? Por que, fala sério. Vocês, bando de bruta montes entupidos de testosterona, não são mais que uns cavalos que não medem as palavras quando falam com uma mulher! E quando reconhecem quando veem uma! – Adicionou, lembrando do menino que tinha encontrado ferido e de Naruto quando a confundiram com homem. – Uns Cegos! Isso que são! – Exclamava sem parar. – Tá vendo isso? – Apontou para os próprios seios. – São peitos! Entendeu? Sou uma mulher! Mulher! – Virou-se de costas para Kiba e andou para perto da janela. – Maldito guerreiro do inferno! – Grunhiu lembrando do momento em que Naruto disse:

“Não pode se ofender quando nem mesmo uma mulher é”

Cerrou os dentes outra vez frustrada. Nunca tinha se sentido tão feia e masculinizada em toda sua vida.

Mas não devia se importar com o que os outros pensavam, não é?

Mas o fazia. Principalmente porque esse “outro” era o estupido loiro que não conseguia tirar da cabeça.

Concentre-se, droga! Ele chamou-a de bruxa, lembra? Ele não deve nem mesmo se sentir atraído por você, idiota. Pensou ela pra si mesma.

Mas sabia que não era só isso.

Ela tinha sentido a ereção de Naruto por cima dela. Sabia que ele tinha ficado excitado, talvez tanto quanto ela.

Voltou seu olhar para Kiba e percebeu que ele não tinha movido seu corpo um centímetro da cadeira, mas sua cabeça tinha acompanhado cada movimento dela, encarando-a como se tivesse crescido um par de chifres em sua cabeça. Estava claramente mais que espantado com sua explosão de raiva e frustração e Hinata se chutou mentalmente, repreendendo-se.

As vezes era difícil de lembrar o quanto as mulheres daquela época eram submissas e diáfanas*(*Que não tem essência; impreciso ou vago.). Sempre abaixando a cabeça para alguém, aceitando ordem que lhe eram dadas por seus companheiros sem nem mesmo pernear. Parecia que não tinham vontade própria.

Era detestável.

Era horrível o pensamento de ser tão sem sal. Podia ser que algum tempo atrás fosse tão encabulada pela timidez que sempre concordava com que seus amigos falavam para não chamar atenção para cima de si, mas era quando ainda tinha quatorze anos.

Respirou profundamente, sentindo como o ar entrava e saia com dificuldade de seus pulmões.

Novamente, olhou para Kiba e percebeu que ele ainda tinha aquela expressão de incredibilidade e confusão estampada em cada poro de sua face.

Acabou por sentir-se culpada.

Naruto era um completo grosso e sem noção, mas não podia descontar sua frustração em Kiba.

- Sinto muito... – Odiou o tom inseguro em sua voz.

Não era um pessoa que se desculpasse com frequência.

- Eu... – Hesitou por um instante franzindo o cenho. – Não entendi quase nada do que disse. – Completou finalmente, inclinando levemente a cabeça para o lado.

- É claro que não entendeu... – Murmurou baixo, se sentindo derrotada.

- O que disse? – Perguntou curioso com expectativa.

- Nada. – Respondeu tentando dar fim ao assunto.

Ele fez uma careta de frustrada decepção. No mesmo instante Hinata percebeu que o magoou pela ligeira linha teimosa que seus lábios formava. Lhe deu uma sensação incômoda e sentiu vontade de dar alguma justificativa.

Ah, qual é! Não é sempre que você pode apreciar o rosto de um lindo, grande forte e delicioso guerreiro quase fazer um biquinho!

- Eu... Uh... É que... – Amaldiçoou mentalmente sua capacidade de mentir. Ela nunca se achou uma boa mentirosa, apresar de sempre acreditarem em algumas inocentes mentiras que ela soltava de vez em quando. – Do lugar de onde venho, nós temos... costumes diferentes. Não só cultura, mas também algumas palavras... Ficaríamos uma eternidade enfurnados nesse quarto se eu fosse te explicar melhor... – Não era uma mentira, certo?

- Entendo. – Fez um gesto de compreensão com a cabeça, evidentemente quase conformado.

- Bom. – Sorriu aliviada. – Agora, me conte. Qual o problema do Naruto? – Lutou para não revirar os olhos.

- Não me respondeu. – Mudou ele de assunto rapidamente. — Realmente não é uma bruxa, não é mesmo? – A pergunta saiu séria e direta.

Não bastava o loiro bonito chama-la de bruxa, agora Kiba também?

Queria se enterrar em baixo da terra pra ninguém nunca mais chama-la assim.

Respirou forte uma sequência de vezes, logo depois deixou-se cair pesadamente com o traseiro na cama. Seus ombros tinham cedido um pouco da rigidez e ela se sentia um pouco depressiva.

Malditos guerreiros idiotas! Eles não podiam acha-la tão feia assim. Ela não era!

Ou era?

Uma ligeira vontade de chorar e bater o pé como se fosse uma garota mimada a invadiu.

Agrh! Malditos insensíveis!

- Sou tão repulsiva assim? – Perguntou quase inaldívelmente enquanto olhava para o chão.

- O Que!? — Seu tom consternado deixou Hinata confusa. – Do que está falando? Jamais poderia ser uma mulher repulsiva! – A forte exclamação fez Hinata virar seu olhar para o dele.

- Mas perguntou se eu era uma...

- Bruxa. Sim. Nunca disse que se tinha feia ou indesejada. – Afirmou firmemente. – Se me permite dizer, é exatamente o oposto disso.

- Oh... Você... Quero dizer, então estava dizendo... Bruxa no sentido literal? – Perguntou incrédula.

- Mas é claro! – Declarou como se fosse óbvio.

-Oh, meu Deus! É claro que não sou! Eu não saio voando por aí com uma vassoura! – Exclamou estupefata.

- O que...? – Começou ele, mas Hinata parou sua pergunta com um movimento de sua mão.

- Esquece. – Disse por fim, com o tom fatigado. – É só... Outra coisa do lugar de onde venho.

- Ah... – Mas estava claro que ele ainda não fazia ideia do que queria dizer.

- Não quero falar sobre isso. Fale-me sobre ele. – Disse, referindo-se à Naruto.

- Sim. – Respirou profundamente. — Ele está se... perdendo... – Hesitou na palavra.

- Perdendo? – Perguntou sarcástica. – Ele tem problema de memória?

- É mais parecido com uma grave enfermidade. Que a cada dia o consome mais e mais.

No mesmo instante o coração de Hinata gelou, e todo seu sarcasmo morreu.

- Está doente? – Perguntou lentamente. Odiava pensar no guerreiro com alguma enfermidade. – É grave?

Ela olhou nos olhos de Kiba e viu incerteza durante um momento. Parecia que Kiba estava prestes a lhe contar um grande segredo, quanto batidas na porta desviaram toda a atenção dele. No mesmo instante, ele se levantou e foi de encontro com o dono das batidas.

Ela olhou por cima dos ombros dele quando abria a porta e murmurava alguma coisa com alguém. Não demorou para perceber que a outra pessoa era Sasuke.

Ótimo. Mais um para tentar mantê-la naquele lugar insano.

Os dois trocaram rápidas palavras que beiravam o sussurro, fazendo impossível de ela ouvir o falavam.

- Hinata. – Disse Sasuke em forma de saudação entrando no quarto. – Espero que se encontre bem.

Ela bufou e levantou-se da cama.

- É verdade isso? – Questionou, sem mais delongas. – Naruto está... doente?

Sasuke olhou para Kiba com uma sobrancelha levantada e o guerreiro fez um leve aceno de cabeça.

O moreno voltou seu olhar para ela e fechou os olhos por um instante respirando cansado. Logo os abriu e a encarou.

- Sim. Está se perdendo. – Concordou usando as mesmas palavra de Kiba.

- Como assim, se perdendo? – Trocou seu olhar com os dois.

- Ele... – Sasuke hesitou, parecendo escolher palavras certas. – O seu mal.... Está o consumindo. – Completou ainda hesitante, cabisbaixo e misterioso.

Hinata desconfiava que estivesse mentindo, mas definitivamente não tinha certeza. A dor nos olhos do moreno era muito real para não ser verdade.

Ela engoliu seco e sentiu uma forte pontada de dor no estômago.

- Oh, Deus... – Gemeu sentindo um nó na garganta. – Está... morrendo? – Sua voz saiu mais fraca e triste do que tinha percebido.

-Está-o. Mas não percebe. – Sasuke cerrou os dentes – É muito árduo e teimoso. E não gosta que preocupem-se com ele. Odeia, principalmente, sentir-se fraco e indefeso como está agora. – Firmou mais ainda sua mandíbula, com expressão impenetrável. – São alguns dos motivos pelo qual não gosta que cuidem dele.

- Mas... Isso não tem sentido algum! – Rebateu frustrada. – Eu não estava fazendo nada com ele!

Tirando a parte do beijo, é claro. Pensou no calor daquele momento e sentiu a estranha e reconhecível queimação nas bochechas.

Deus! Estava corando! A quanto tempo isso não acontecia?

E olha que só foi um beijo! Provocou sua vaca interior erguendo para cima e para baixo as sobrancelhas sugestivamente.

Mas foi ele quem começou! Adicionou Hinata tentando se justificar.

Você quase devorou a boca dele! Até eu me assustei. Respondeu esfregando uma mão no queixo de modo apreciativo. Uma boa pupila, isso sim.

Oh, cale-se!

- Não posso explicar muita coisa agora. Naruto está ficando sem tempo. Precisa ajudá-lo. – Sasuke cortou seus pensamentos.

- O que... ele tem? – Perguntou saindo de seus devaneios.

- Não importa. – Cortou Sasuke em tom seco. – Mas não está na hora de sua alma partir. – Completou ainda inexpressivo.

Hinata passou uma mão pelo rosto se sentindo agoniada. Sentou-se na cama enquanto a fraqueza a invadia e levou uma mão pelo pescoço. Sentiu a umidade por todo aquele local e percebeu que suava como uma porca.

Nojento.

Agrh! Por que ele tinha que estar doente?! Droga, droga, droga! E por que se preocupava tanto com isso? Era tão irracional.

- Não posso ajudá-lo. – Percebeu como sua voz saia tremente e grossa e pigarreou. – Eu... Não sei o que fazer em relação à essa doença. E também... — Estendeu a frase. – Eu já fiz minha parte, certo? Ajudei com sua ferida na perna

E aque o maldito filho de uma cadela ruim fez questão de abrir.

- Sim. Sei disso. Fez um ótimo trabalho com a perna dele. Não precisa fazer nada em relação à doença. Mas a ferida está aberta novamente pelo excesso de peso que Naruto pôs sobre ela. – Reclamou de modo enfadonho.

- Aquele desnaturado... – Balbuciou de modo cansado. – Ele acabou com todo o trabalho que fiz.

- Sim. – Concordou o moreno. – E está muito ruim novamente. – Adicionou mais tarde.

- Ruim... Como... – Hesitou temendo a resposta.

- Realmente ruim. Seus olhos estavam mais febris do que antes. – Encarou-a profundamente, não dando opção a Hinata do que responder seu olhar à altura, mantendo os olhos fixos nos dele.

— Ele está... – Um caroço formou-se em sua garganta, impedindo-a de completar a frase.

- Creio que ainda não corre perigo de vida. Mas receio que esteja perigosamente perto. – Deu um passo em sua direção e respirou fundo, piscando uma vez. – Sei que é pedir demais, Hinata, mas não o abandone. – Pediu, implorando silenciosamente com os olhos.

Sua boca tinha se aberto para recusar, mas simplesmente não conseguia fazer aquilo. Só de pensar no loiro sofrendo, o caroço em sua garganta ficava maior dificultando a passagem de ar.

O que era aquilo? Queria correr, certo? Fugir daquele lugar e voltar para sua época. Seu apartamento. Sua vida.

Mas...

Não parecia certo.

Ela só não podia deixa-lo assim.

Por mais que Naruto não quisesse aceitar a ajuda dela, não podia fugir dali sabendo que ele poderia morrer se não ajudasse.

- Ele não vai aceitar minha ajuda... – Tentou inutilmente argumentar.

- Irá. – Afirmou confiante.

- Mas se ele não...

- Então o amarro à cama. – Concluiu brilhantemente, deixando Hinata atônita.

- Faria isso? – Perguntou ainda surpresa, mas um pouco divertida.

Sasuke bufou, em um claro gesto que não deixava dúvidas que seria exatamente isso que iria fazer se Naruto se recusasse a ser tratado.

Hinata respirou derrotada e passou uma das mãos pelo cabelo com um nó em formato de coque.

Então ela iria fazer?

- Curara-o? – Perguntou Sasuke, refletindo seus pensamentos.

Ela olhou para os dois guerreiros que esperavam sua resposta de modo tenso. Seus rostos eram uma perfeita máscara de preocupação, mesmo quando Sasuke tentava disfarçar com o semblante frio e neutro, seus olhos o desmentia.

Francamente... Devia ser mais forte em relação aos homens bonitos e preocupados.

Concordou com a cabeça solenemente, e sentiu uma gota de suor descer de sua cabeça, traçando caminho ao lado de sua testa e pousando-se em sua bochecha.

Não tinha percebido que tinha tanto calor.

Os dois homens respiraram audivelmente aliviados. A tensão ainda estava lá, mas era quase nula em comparação à antes.

- Antes, tome um banho. Mandarei que uma das servas traga comida. – Sasuke anunciou.

- Mas já comi...

- Sim, mas está muito pálida. – Interrompeu-a. – Não quero que adoeça. Ficou muito tempo naquele quarto e não se alimentou adequadamente hoje.

Hinata franziu o cenho, mas concordou com a cabeça. Ela realmente não tinha se alimentado bem e precisava de um outro banho.

Ouviu Kiba saindo do quarto e acompanhou-o com os olhos enquanto partia. Parecia cansado.

- Hinata. – Chamou-a Sasuke antes de sair do quarto.

- Sim?

- Estou acostumado a ordenar as pessoas, mas de algum jeito, sinto que não tolera bem ordens. – Enrugou a testa tentando entender o porquê.

- Bom... É que... Eu fui criada junto com um primo bundão que gostava de me mandar. – Pensou no arrogante mas preocupado primo Neji, que sempre lhe mandava quando tinha a oportunidade.

Sasuke fez um “o que?” com os olhos e Hinata lembrou-se tardiamente que ele não entendia a palavra “bundão”. Exatamente como Naruto.

- Digamos que eu só não gosto que tentem me mandar. – Explicou Hinata. – Principalmente se for um homem... – Machista. Será que ele entenderia? – Que tem fortes tendências a achar que sua masculinidade se sobrepõe à capacidade de uma mulher. – Completou de última hora.

Sasuke elevou uma sobrancelha, pensando sobre suas palavras. Logo piscou uma vez e soltou um riso baixo.

- Realmente... Nunca pensei sobre isso antes. – Comentou ainda divertido. – Mas, como disse, tenho o costume de dar ordens. – Voltou ao seu tom sério, deixando-a confusa.

O cara tinha distúrbio de personalidade múltipla?

- E como sei que não tolera bem esses tipos de ações, far-lhe-ei um pedido. – Esperou por sua confirmação de cabeça para continuar. – Por favor, não o provoque. – Disse logo depois.

- Mas eu...

- Naruto está instável por causa da dor e seria perigosamente descuidado provoca-lo com palavras. – Argumentou à um passo da porta.

Hinata bufou consternada com o pedido.

Ela não tinha feito nada até agora! Sempre tinha sido o loiro que a provocara e atacara!

- Hinata? – Perguntou Sasuke, esperando por sua confirmação.

Ela franziu o cenho, mas finalmente concordou com um aceno de cabeça.

Faria o máximo pra não responder com umas boas palavras espertas o loiro turrão.

Sasuke logo se despediu com uma leve inclinação de cabeça e se afastou, dizendo que voltaria quando ela tivesse banhada e alimentada.

Deixou-a sozinha com seus pensamentos no quarto e a próxima coisa que ela fez foi se jogar na cama. Estava tão cansada e sonolenta. Tomaria um rápido banho e se alimentaria. Depois tiraria um cochilo e cuidaria de Naruto.

Ela fez tudo isso alguns minutos depois do banho e da refeição que foi entregue em seu quarto. Devorou-a por completo e deitou-se na cama mais sonolenta que antes.

Sentiu algo picar sua perna e gemeu dolorosamente. Recolheu o culpado pela dor e percebeu que tinha sido sua bolsa de couro.

Franziu o cenho e abriu-a, se perguntando o que teria a machucado. Um segundo mais tarde, tirou dali de dentro a charmosa e letal adaga que tinha esquecido.

Lembrava que tinha aparecido com ela quando tinha acordado na floresta. Somente tinha guardado a lâmina na bolsa e negligenciado sua existência.

Mas parecia ter vindo em uma boa hora.

De jeito nenhum iria encarar Naruto indefesa.

Tratou de esconder a arma entre o pano do vestido e adormeceu ali mesmo.

Algumas horas depois, Sasuke tinha despertado-a dizendo que havia deixado que dormisse demais e que Naruto precisava de sua ajuda.

Agora ela estava ali, novamente. Presa naquele pequeno espaço, lado a lado com um homem nu somente coberto com lençol, que, só pra constatar, não ia com a cara dela.

Maldita sorte que tinha.

Logo que Naruto soltou seu braço depois da ameaça que ela lhe lançou, Hinata deixou seu aperto menos tenso da adaga, afastando-a dois milímetros do pescoço do Guerreiro, mas ainda representando ameaça. Ele media sinuosamente cada segundo de seu movimento, parecendo um caçador espreitando sua presa até que baixasse a guarda para lhe dar o bote.

Ah... Mas eu quero ser sua presa... Sorriu maliciosamente sua vadia interior.

Um calafrio desceu por sua coluna ao pensar em como tudo aquilo ela louco e excitante.

Oh, Deus. Estava pirando! Só pode.

Ele provavelmente ia matá-la assim que tivesse a oportunidade, e ela insanamente não conseguia parar de pensar na incrível e sexy cena desse grande guerreiro correndo atrás dela.

Pelado! Exclamou vadia.

Bem pelado. Hinata concordou. Montando a cena em sua mente, onde ele a perseguia com seus olhos famintos direcionados à ela. Ele estaria bem nu e completamente comestível.

Ah...

Detectou o indício de um suspiro sonhador sair de sua boca e rapidamente se recompôs.

Agrh! Malditos sejam os hormônios!

- Afastarei a adaga... – Comunicou lentamente. – Se prometer não me atacar. – Impôs a promessa rezando silenciosamente para que o loiro aceitasse.

Ele ergueu uma sobrancelha parecendo divertido com sua condição.

- Não sou um animal... Bru...

- E também não me chamará de bruxa! – voltou a aproximar a lâmina letal e afiada ao seu pescoço, para enfatizar.

Ele não se moveu um centímetro com o movimento. Parecia que a todo o momento em que olhava para ela, fosse como um desafio silencioso.

Ele sorriu descaradamente e bufou algo que parecia uma piada. Mas todo o gesto foi substituído por uma palidez assustadora que seu rosto adquiriu acompanhado por uma forte sucção de ar.

Naruto prendeu seus dentes um contra o outro controlando a dor e Hinata mentalmente chutou seu próprio traseiro pela enésima vez.

Ele devia estar sentido uma dor do inferno!

Rapidamente, afastou a arma de seu pescoço e a prendeu na fita da cintura de seu vestido, em suas costas.

Afastou-se da cama com apressados passos e foi direto ao caldeirão que era esquentado pela chama luminescente da lareira. Graças à Deus o chá para dor ainda não tinha acabado.

Apanhou um pote limpo que estava ao lado da lareira e encheu-o com o líquido amargo que era o chá, percebendo que estava levemente quente.

Ela mesma tinha provado alguns dias antes para ver se era suportável de se beber e no mesmo instante que fizera, tinha cuspido todo o líquido.

Era horrível. Mas fazia milagres em relação à dor e febre.

Voltou para cama com cuidado para não derramar o chá nos lençóis.

Sentou-se ao lado de Naruto e direcionou o horrendo líquido à sua boca.

- Beba. – Incitou-o encostando a vasilha de seus lábios.

- Não deixarei que me envenene! – Grunhiu em um gemido doloroso de agonia afastando sua cabeça.

- Oh, pelo amor de Deus! Não é veneno, idiota! – Irritou-se tentando fazê-lo abrir a boca com a outra mão. – É para dor! – Explicou derramando um pouco da bebida ao lado de sua bochecha. – Merda!

Naruto deu um forte tapa em sua mão e o pote voou longe, espalhando o líquido por toda a cama e sujando seu vestido.

- O que tá fazendo?! – Gritou frustrada, pondo-se em pé.

- Não vai me dopar! – Outro grunhido furioso veio de sua boca, enquanto o loiro fazia uma profunda careta de agonia.

“É muito árduo e teimoso. E não gosta que preocupem-se com ele. Odeia, principalmente, sentir-se fraco e indefeso, como está agora.”

Lembrou-se das palavras de Sasuke e passou a mão pelo rosto irritada.

Com certeza ele não iria beber. Naruto era desconfiado feito uma mula e não restava dúvidas de que não confiasse nela.

- Se não beber o chá, vai sentir muita dor! – Tentou explica-lo mais uma vez. – Irá ser insuportável!

- É uma ameaça? – Apertou seu olhar azul frio sobre ela.

- Não. Não é uma ameaça. É um fato! – Recolheu o pote do chão e voltou-se para ele. — Do jeito que está agora não vai durar muito. Deve estar sentindo uma dor dilacerante para qualquer um aguentar, então crie juízo e beba um pouco daquela coisa! – Apontou para o caldeirão no mesmo instante que ouvia um sutil barulho vindo do lado de fora.

Ele só continuou a fita-la do seu modo frio e perturbador. Seus olhos era duas frestas de desconfiança que a deixavam louca para dar um bom pontapé em sua bunda e dizer: Se manca imbecil! Mas ele somente continuava observando-a, esperando que ela fizesse o próximo movimento.

Ela respirou fundo mais uma vez.

- Sabe que se não deixar que eu cuide de você, morrerá, não sabe? – Perguntou mantendo o tom neutro.

Viu como um músculo da mandíbula do loiro se tencionava, como se ele estivesse pressionando fortemente os dentes contra o outro.

- Seu amigo... – Voltou a falar enquanto afastava-se da cama e caminhava novamente em direção ao caldeirão. – Sasuke... – Mergulhou o pote dentro do recipiente enchendo-o com o líquido. – Se preocupa muito com você. Para falar a verdade, eu nunca tinha visto ninguém mais atencioso em toda minha vida. – Retirou o pote do caldeirão e voltou-se para perto do loiro. – Iria sofrer muito se morresse. – Soou mais sincera que pôde.

- Não é da sua conta. – Murmurou Naruto contra vontade.

Podia parecer frio, mas ela claramente podia perceber que o tinha abalado.

- Não acho que seja tão egoísta assim. – Falou aproximando-se da cama. – Não faço a mínima ideia do por que me odeia, mas não pense sobre isso agora. Pense no guerreiro, seu Lorde, que eu não tenho dúvidas que esteja ouvindo atrás da porta, no quanto ele está lutando para que você viva. – No mesmo momento em que falava, uma exclamação surpresa foi ouvida através da madeira da porta. Logo passadas se afastando, lhe dando a certeza de que ela estava certa e que Sasuke estava ouvindo atrás da porta.

Naruto olhou a grossa madeira que separava o cômodo do corredor e fez uma careta. Ele definitivamente tinha ouvido Sasuke se afastar.

Voltou seu olhar para ela, muito sério e irritado lhe de dando um fraco aceno de cabeça.

Yeah! Progresso com o bonitão!

Hinata aproximou-se dele, sentando novamente ao seu lado e elevando a vasilha ao nível de sua boca.

- Posso fazer isso. – Reclamou ele, levando sua mão em direção ao chá.

Hinata no mesmo instante, segurou o forte braço do guerreiro com a mão contrária, impedindo que reivindicasse o líquido.

- A cada movimento que faz, fica mais pálido como a morte. – Disse, mantendo o tom neutro. – Então, deixe que eu faço isso antes que desmaie. – Abaixou o braço do guerreiro, sentindo-o ceder hesitantemente.

— Quero que engula-o de uma vez, e não tente... apreciar o gosto do líquido. – Quase fez uma careta ao imaginar no sabor do chá.

Ele abriu a boca provavelmente para reclamar, e Hinata aproveitou o momento para derramar o líquido dentro dela.

Naruto assim que tentou falar, engasgou-se e abriu a boca mais ainda. Hinata virou o pote nesse mesmo instante acabando com o chá que tinha dentro dele, o fazendo beber até a última gota.

Ele novamente lhe deu um tapa na mão e derrubou a vasilha vazia sobre a cama, fazendo a pior careta depreciativa que ela já tinha visto.

- Mas o que infernos era isso!?... – Tentou pergunta-la, mas parecia que o gosto amargo do chá ainda estava por toda sua boca, dificultando as palavras de fluírem normalmente.

- Eu recentemente o apelidei como “cuspe do diabo” – Brincou ela, tentando amenizar a situação.

Naruto arregalou os olhos e adquiriu uma palidez pior que a de antes, e Hinata logo percebeu que ele tinha levado o nome ao pé da letra.

- O que... – Tentou se levantar.

- É brincadeira! – Disse no mesmo instante, empurrando o peito nu e febril do guerreiro para os travesseiros. – Só disse aquilo por causa do gosto ruim que tem. – Explicou tentando fazê-lo se acalmar. – Eu mesma experimentei e sei que é horrível, mas venho te dando isso durante toda a semana e sei que aliviou bastante sua dor. – Andou em direção à um pote de água que tinha em um copo e deu ao loiro para que enxaguasse a boca.

Logo que o fez, cuspiu o restante do sabor amago no chão, junto com o copo.

- Também o bebeu? – Questionou, ainda em seu tom brutal parecendo não acreditar.

- Sim. – Concordou. – Tinha que saber se você conseguiria beber. – Jogou os ombros, tentando não dar importância. – Agora... Temos que aplacar sua febre...

Só nesse momento percebeu que suas mãos ainda pousavam sobre o peitoral extenso e musculoso do guerreiro. Elas formigavam não só pela quente temperatura do corpo dele, como também pela estática do roce que as peles faziam entre si.

Sentiu seu peito dele vibrar com o que parecia ser um grunhido sobre suas mãos e afastou-a rapidamente dali, pensando que provavelmente deveria tê-lo irritado.

Voltou seu olhar para seu rosto esperando aquele olhar de ódio e recriminação, mas se surpreendeu ao encontra-lo de olhos fechados e com sua boca levemente aberta de prazer, como se tivesse apreciado tanto o toque quanto ela.

Impossível!

Oh, ele quer! Ele quer! Cantarolou sua a vadia batendo palmas excitada.

Silêncio! Ele não quer, okay? Só está... Sentindo dor. Concluiu finalmente, mesmo sabendo que aquela não era a cara de alguém que sentia dor.

Ele abriu os olhos naquele instante e Hinata percebeu que o azul de seus olhos tinham ficado intenso e desejosos.

Oh caramba. Ele quer!

Naruto fechou os olhos fortemente e sacudiu a cabeça, como se tentasse acordar de um sonho.

Logo seus olhos tinham voltado para cor normal, fria e calculista.

Ele não quer? Choramingou a vadia decepcionada.

Puta que pariu, mas que homem bipolar da porra!

- O que me deu...? – Perguntou ele com a voz fraca, mas ainda sombria.

- Era só... chá de salgueiro... – Tentou se recompor. – Triturei as folhas e as cozinhei. Foi isso que bebeu. – Explicou pigarreando a garganta.

Ele fez uma careta confuso. Parecia estar questionando-se internamente sobre suas ações.

Hinata engoliu seco e clareou sua mente. Não devia ficar pensando em coisas desse tipo, quando ele precisava de sua ajuda.

Ergueu uma mão e aproximou de sua testa lentamente, mostrando sua intenção. Ele afastou sua cabeça um pouco, mas deixou que ela lhe tocasse a testa com a mão.

Hinata encostou em sua pele separando alguns fios loiros que se tinham grudado naquele local e sentiu sua temperatura. Assustou-se por estar tão mais elevada do que estava antes. Ele parecia brasa!

- Tá queimando de febre. – Murmurou pra si mesma, preocupada.

Ele somente a observava intensamente enquanto ela afastava sua mão e andava em direção ao armário onde tinham várias toalhas.

Ela tinha que diminuir a febre! Por mais que o chá de salgueiro fosse bom, tanto pra dor quando para febre, ele estava muito mal para ela esperar pelos resultados do líquido.

Recolheu duas toalhas brancas e mergulhou-as no mesmo instante na grande tina de água da noite anterior.

Umedeceu bem um dos tecidos. Depois, espremeu-o e o dobrou, pousando na testa de Naruto.

Queria esfriar o seu corpo também, mas sabia que tinha que cuidar da ferida o quanto antes. Pela grande mancha vermelha que podia ver sobre o pano branco que cobria Naruto, percebia que estava perdendo muito sangue.

- Tenho que ver sua perna agora. – Anunciou para o guerreiro, esperando até que ele consentisse com a cabeça para direcionar sua atenção para a lesão.

Segurou uma das pontas do lençol que mal cobria a perna ferida e o descobriu até a extremidade de onde começava sua perna.

Tentou não pensar muito no que veria se subisse o lençol mais alguns centímetros “acidentalmente”, e soltou o pano.

O grande e monstruoso corte estava pior do que tinha pensado. Engoliu seco várias vezes ao perceber vários sulcos de sangue descendo por muitos lugares de sua perna, formando uma pequena poça no lençol de baixo.

Diante disso, não era surpresa que ele estivesse tão pálido quanto a morte.

A ferida era profunda, depositada um pouco a cima do meio da coxa de sua perna. Seu tamanho era quase três palmos de sua mão, deixando-a assustada. Não estava tão grande e irritada da última vez. Com certeza não iria conseguir parar o sangramento com ervas e unguentos como tinha feito antes.

Nada bom.

O que lhe restavam suas opções: Ou costurava ou suturava.

Com certeza a última ideia estava fora de questão! Só de pensar no cheiro da carne queimada de Naruto lhe causava arrepios. Além do mais, ela não teria estômago para esquentar a adaga até que tivesse no ponto e juntar os lábios da ferida, ouvindo o som da carne sendo queimada enquanto subia a fumaça com o cheiro de carne fritando.

Então teria que costurar.

Outra ideia que lhe revirava o estômago, mas não tanto quando a primeira.

- O que foi? – Perguntou Naruto, tirando se seus desgostosos pensamentos.

- Foi que você ferrou com sua perna – Reclamou irritada. – Está muito pior do que estava! Grande irresponsável você é! – Repreendeu com o cenho franzido.

Naruto enrugou a testa, evidentemente surpreso por sua intromissão.

- Sua culpa. – Respondeu depois de um tempo.

- Minha culpa? – A resposta saiu sarcástica. – Você está me dizendo que... – Respirou profundamente e sacudiu a cabeça. – Olha, não vou brigar com você agora, até porque seria injusto... com você – Completou, não resistindo em provocá-lo. – Tenho que pegar uma agulha e linha para costurar isso aqui, então, seja um bom menino e não se mova, sim?

- Não sou um menino. – Grunhiu irritado.

Hinata rolou os olhos e bufou.

- Claro que não. – Murmurou levantando-se da cama e andando em direção à porta.

Mal dera um passo e Naruto tinha segurado seu braço, impedindo-a de se mover.

- Não vai fugir.

- Eu não vou fugir! – Reclamou olhando para onde a mão dele agarrava seu pulso. – Mas tenho que buscar agulha e...

- Linha. Sei disso. Não sou surdo. – Respondeu seco. – Mas não vai sair do quarto.

- Mas eu tenho que... – Tentou argumentar.

- Grite por alguém. – Interrompeu-a no mesmo tom frio e seco de antes.

Agrh! Isso era irritante!

Sabia que se quisesse fugir do aperto de Naruto conseguiria, dado que não se tinha tão firme ao redor de seus braços, mas preferiu não tentar nada. Não queria dar motivo para ele levantar da cama e foder mais ainda a perna.

Assim, lhe gritou o primeiro nome que lhe veio à cabeça e cinco segundos mais tarde, Kiba explodia através da porta, com sua longa espada depositada em uma das mãos.

Uou! Bem rápido! Queria que suas compras na internet chegassem assim! E de preferência com um guerreiro de brinde.

- Solte-a, Naruto! – Comunicou Kiba, aproximando-se ameaçadoramente perto dela de Naruto.

Sentiu o aperto em seu pulso ficar mais forte juntamente com um grunhido estranhamente brutal sair da boca de Naruto e pensou que talvez devesse ter chamado Sasuke.

Viu como Kiba tinha ficado pálido de uma hora para a outra ao ouvir o som bestial do loiro direcionando suas olhos para Naruto, com a espada mais elevada ainda.

Porra, estava farta das explosões de testosterona perto dela!

****

Logo que ouvira o grito de Hinata chamando por seu nome correu a toda velocidade até que tinha atravessado a porta do quarto, encontrando-a sendo mantida pelo aperto de Naruto. Tinha decidido a si mesmo logo depois de Sasuke sair da porta do quarto de seu amigo que não se afastaria muito de lá, caso Hinata precisasse de ajuda. E, por Deus, estava feliz por ter tomado essa decisão.

Por todos os infernos! Afaste-se dele, Hinata!

Tentava enviar a mensagem silenciosamente através do olhar para a morena, mas ela não parecia entender. Hinata tinha uma expressão entediada e furiosa em seu rosto e não conseguia perceber que logo atrás dela, Naruto tinha adquirido a áurea assustadora da medonha maldição que carregava.

Só bastou para ele ouvir o grunhido animalesco que brotara dos lábios de Naruto para direcionar sua atenção para o loiro e perceber que seus olhos já não eram mais azul, a não ser o forte tom furioso de escarlate ameaçador.

Levantou sua espada e deu mais um passo em direção aos dois.

Sentia muito pelo grande guerreiro que era Naruto, seria uma grande perda, mas não deixaria que matasse à mulher.

O loiro o encarava furiosamente através do olhar, tanto que Kiba podia sentir os pelos dos braços arrepiarem-se diante da maldade.

Estava perdido. Não tinha mais jeito. Sasuke o odiaria pelo que tinha que fazer, mas acabaria entendendo. Naruto não tinha mais salvação.

- Falha-me Deus! – Hinata reclamou irritada e deslocou seu corpo para o lado erguendo os braços abertos na frente de Naruto, tampando a visão dele de Kiba. – Para Kiba! Não precisa disso!

Kiba parou no mesmo instante e olhou chocado para Hinata. Deus, a mulher não tinha ideia do perigo que estava correndo!

- Hinata, tome cuidado, não...

- Okay! – Gritou interrompendo Kiba. – Você já pode parar! Abaixa essa coisa... – Apontou para a perigosa espada, entediada.

- Hinata... – Kiba tentou argumentar.

- A.G.O.R.A! – Falou lentamente encarando-o. – Não vou deixar que ataque Naruto, então, afaste-se. – Hinata era inflexível sobre isso.

Kiba cerrou os dentes sem saber o que fazer. Não podia atacar Naruto com Hinata em sua frente. Mas também não podia simplesmente abaixar a espada.

- Está correndo perigo, Hinata...

- Ah... Cara... – Sua voz saiu cansada enquanto ela coçava a cabeça em um gesto de frustração. – Fala sério... Vocês tem que parar com essa coisa de “eu sou macho pra caralho e vou defender a princesa com minha espada brilhante”, porque enche o saco.

Kiba abriu a boca ignorando o qeu quer que Hinata tivesse dito para tentar fazêo-la mais uma vez, perceber o perigo em que se encontrava, mas ela o interrompeu novamente.

- Eu só o chamei aqui para perguntar se você poderia arrumar alguma agulha e linha. – Explicou Hinata suspirando cansada. – Não para atacar meu paciente. – Repreendeu negando com a cabeça. – Ele até wue está se comportando! – Adicionou, deixando Kiba confuso.

- Mas ele... – Kiba moveu seu corpo para o lado e teve o vislumbre dos olhos vermelho sangue de Naruto.

Identificou o desafiador vislumbre de um sorriso que fazia seus lábios quando apareceu uma... Infernos, aquilo era uma presa?

Ele engoliu seco.

Naruto piscou uma vez e seu sorriso foi desaparecendo, juntamente com a coloração avermelhada da íris de seus olhos até que estavam o mesmo azul irritadiço e frio de sempre.

Kiba prendeu a respiração no mesmo momento. O que tinha acabado de presenciar ali?

A maldição de Naruto tinha recuado? Como? Por quê?

- Ela não vai sair. – Anunciou o guerreiro com o forte traço raivoso em sua voz. – Não vai deixar o quarto.

Mas o que diabos tinha acontecido? Agora ele somente era o Naruto de sempre?

Não. Não o era. Ele ainda tinha muita raiva dentro se si. Por mais que a maldição tivesse recuado, ele ainda sofria com seus efeitos, como o ódio e a raiva.

E... Mas o que...?

Era impressão sua. Ou toda aquela raiva estava sendo direcionada completamente à ele?

Kiba percebeu que Naruto ainda segurava o braço de Hinata com um aperto firme, mas sabia que não estava machucando-a. Percebeu como o corpo do guerreiro estava voltado para ela, mesmo deitado na cama, de modo... Possessivo?

A palavra surgiu em sua mente como um estalo de surpresa revelador.

Pelos céus!

Hinata não estava em perigo. O único quem tinha que temer pela vida ali, era ele!

****

Hinata deu um audível “graças à Deus” quando Kiba finalmente partira do quarto à procura de agulha e linha. A reação dele para Naruto tinha sido totalmente desnecessária e havia torrado sua paciência.

Onde já se viu? Qualquer coisinha que acontecia era motivo de “vou proteger a dama e matar o cara mal”.

Era irritante.

Principalmente porque achava os caras malvados o melhores que tinham. Sempre eram mais misteriosos e interessantes nos livros que ela lia.

Girou seu corpo, voltando a atenção para Naruto se perguntado e se ele era um bom garoto malvado.

Bem... Ele tinha um humor do cão... Tinha tentado matá-la várias vezes... Falava grosseiramente com ela, como um filho da mãe sem educação... E com sorte, provavelmente a desejasse.

Sim... Daria um delicioso vilão.

Observou sua enorme mão em volta de seu pulso, que parecia que a qualquer aperto mais forte se romperia. Mas Naruto se mantinha sempre na mesma intensidade de agarre. Nem frouxo nem apertado. Parecia até mesmo que estava sendo delicado.

Putz... Impossível. Lhe veio o pensamento desagradável.

- Não vai fugir. – Anunciou ele, mais uma vez, fazendo-a sair de seus pensamentos e desviar o olhar de sua mão para seu rosto.

- Disse que não iria fugir. – Comentou, mesmo sabendo que ele não tinha feito uma pergunta e sim uma declaração.

- Não acredito. – Disse, de alguma forma, soando menos tenso.

- Acredito que não acredita. – Murmurou ela sentando na cama ao seu lado enquanto esperava Kiba chegar com o material.

Como não queria pensar no que tinha que fazer à perna do loiro, direcionou seu foco no local em que ele a tocava.

Sua mão estava tão quente que parecia que podia queimar, mas não a machucava.

Olhou nos olhos de Naruto e quase levou um susto ao perceber que também a encarava.

Girou a cabeça rapidamente, sentindo todo o rosto ficar em chamas e sentindo o retumbar barulhento do seu coração em seus ouvidos.

Maldito inferno! Parecia que tinha voltado aos seus tempos de timidez!

- Você... – Engoliu o caroço de sua garganta. – Está muito quente.

Oh, sim.... Muito quente! Sua menina pervertida concordou lambendo os lábios.

- Febre! – Quase gritou, tentando substituir as palavras anteriores. – Está com muita febre. – Respirou tentando acalmar-se. – Tenho que... – Engoliu novamente seco. – Uh... Molhar... Abaixar a febre... – Fechou os olhos nervosa com seu falatório estúpido. – Eu tenho que esfriar seu corpo com a toalha úmida.

Naruto somente a olhava estudando-a e a deixando mais nervosa ainda. Estranhamente queria muito ficar batendo os dedos indicadores um nos outros.

Oh não! Ela não iria voltar à esses tempos ridículos!

- Tem que me soltar para que eu possa...

Mal terminou a frase e sentiu Naruto soltar seu braço como se ela estivesse em chamas. Parecia que só naquele momento tinha percebido que estava segurando-a pelo braço.

Ele virou o rosto de lado, como se não quisesse olhar para cara dela e Hinata se irritou.

Então, seu toque o desagradava?

Olhou para o rosto dele um pouco triste, mas logo todo o sentimento foi substituído por total perplexidade quando percebeu que as bochechas do loiro tinham adquirido uma tonalidade impossivelmente avermelhada por causa de toda sua palidez.

Oh Meu Fodido e Poderoso Deus! Ele estava corando! Por isso não queria olhar para ela!

Um sorriso prazeroso surgiu em seus lábios enquanto ela se inclinava para pegar o segundo pano dentro da terrina de água.

Quem iria imaginar que um guerreiro tão bruto e enorme como aquele também corava. E ainda por cima, com ela!

Espremeu o pano, dispensando o excesso de água e passou o tecido levemente pelo peito de Naruto.

Sentiu no mesmo instante todos os músculos do corpo do guerreiro se tencionarem e parou seu movimento. Esperou que Naruto virasse seu rosto e jogasse o pano longe, mas ele não moveu um centímetro de sua posição de lado. Só tinha fechado os olhos, e ela viu isso como um convite para continuar.

Respirou mais uma vez profundamente e sentiu como o ar parecia rarefeito. Os batidas do seu coração pareciam ficar cada vez mais alta sobre suas veias e ela podia sentir sua mão tremendo.

Não estava com medo.

Estava malditamente excitada. Já tinha feito aquilo antes, mas era muito diferente quando ela tinha plena consciência de que ele estava acordado.

Novamente, passou o pano pelo peito de Naruto, sentindo como ele ficava cada vez mais tenso a cada roçar do tecido. Se preocupou se ela poderia estar lhe causando alguma dor, mas tinha que continuar. A febre tinha que baixar um pouco!

Desceu o pano úmido pelo abdômen perfeitamente bronzeado e quadriculado, tentando não fazer caso do volume que via crescendo entre as pernas do guerreiro, acobertado pelo lençol, mas era tão difícil. Principalmente pelo fato de poder ouvir aquele grunhido estranhamente excitante novamente brotando de dentro do peito de Naruto.

Será que ele também podia estar excitado?

Só passando a mão pra saber. O pensamento puramente impuro surgiu em sua mente a fazendo engasgar e tossir descontroladamente.

Oh sim, baby. É disso que eu to falando! Riu sua vaca interior. E olha que eu nem sequer pensei nada hein! Isso foi “putamente” seu pensamento, safada! Gargalhava loucamente a muito sem vergonha em sua mente, enquanto ela ainda tossia como uma maluca.

Naruto voltou seu olhar para ela e por um micro segundo, ela pôde detectar preocupação nos olhos azuis.

- Você está be... – Ele arregalou os olhos e fechou a boca no final da palavra, como se se repreendesse por fazer a pergunta.

Ela tossiu mais duas vezes, mas acenou com a cabeça.

- Sim... Eu... – Olhou para o rosto do loiro – Estou. – Pigarreou arrumando a voz que tinha saído nada feminina. – Eu... ahn... Onde está o pano de sua testa? – Questionou tentando mudar de assunto. Não queira que ele perguntasse o porque de ela ter se engasgado.

Ele fez uma careta sem saber responder. Hinata procurou o pano pelo chão e aos lados de sua cabeça, e acabou encontrando-o na parte mais distante dela, ao lado esquerdo dele.

- Encontrei. – Inclinou seu corpo, pousando um joelho sobre a cama e estendendo seu braço na altura do pescoço de Naruto, enquanto apanhava o pano muito próxima dele.

Propositalmente, demorou um pouco mais para recolher o tecido, e se perguntou que porra estaria fazendo. Sentiu o cheiro de pinheiros misturado com suor e alguma coisa a mais que não conseguia detectar, que era exalado do corpo de Naruto o fazendo ficar terrivelmente irresistível.

No que ela estava pensando?

Eu quero... Pediu a vaca com seus olhos brilhantes.

Merda. É bom se afastar, Hinata! Pensou um segundo mais tarde de segurar o tecido e começar a se afastar.

Estranhamente, sentiu uma sutil tração em seu couro cabeludo e perguntou-se se ele tinha ficado preso em algum lugar.

Olhou para o local em que supostamente encontrá-lo-ia enrolado em alguma coisa, mas, para o seu total e completo orgasmo mental, encontrou-o segurado por longos dedos que tinham-se próximo do nariz do loiro.

Naruto tinha os olhos fechados, parecia estar apreciando o cheiro da mecha de seu cabelo.

Ela deu saltos e saltos de alegria por tê-los lavado hoje mais cedo.

Não queria se mover para não quebrar o momento de total perfeição, mas devia ter feito algum barulho, pois Naruto abriu seus olhos e encontrou diretamente com os dela.

Seus olhares se conectaram se uma forma assustadoramente tensa, e ela não conseguia desviar os olhos. Não conseguia mais sentir nem ouvir nada ao redor do quarto, somente se perder na profundidade daquele mar azul que eram os olhos dele. Só que não era sua habitual cor de íris. Essa tonalidade era mais forte, mais escura, selvagem e excitada. Banhado por desejo e luxúria.

Oh minha santa mãe da...

Antes mesmo de poder pensar racionalmente, o que não queria, sentiu a sutil pressão de uma das mãos de Naruto dentro de sua vasta cabeleira negra, em sua nuca aproximando seus rostos. Não tinha ideia de quando seus cabelos tinham sido soltos, mas não se importava.

Parecia certo, pois assim ela iria... Oh sim... Ela iria beijá-lo novamente!

Mas ele está mal! O pensamento quase a parou, mas não conseguiu argumentar nenhum motivo relacionado ao assunto um segundo mais tarde pois suas bocas já estavam conectadas.

Os lábios pressionaram-se convidativamente e logo depois abriram-se em perfeita sincronia. Não demorou muito para que suas línguas iniciassem a poderosa e viciante dança frenética uma na outra, enrolando e se apreciando avidamente...

Ela não conseguia se conter, era viciante demais o gosto de homem de Naruto. Ele profundou mais o beijo, chegando mais adentro com sua língua enquanto se entrelaçava com a dela. Hinata podia sentir o sangue nas veias arderem como lava. Seus lábios não se desgrudavam um segundo sequer o que deixava tudo muito mais tentador e excitante.

Inconscientemente, ela passou uma perna por cima da cintura do loiro e se acomodou ali. Ela se sobressaltou ao sentir o volume da avantajada ereção pressionada contra seu centro, através do tecido da roupa e do lençol que cobria a masculinidade do guerreiro. Ouviu Naruto gemer audivelmente e a próxima coisa que se deu conta, foi da enorme e hábil mão do guerreiro apertar um de seus seios, enquanto a outra ainda tinha segurando sua cabeça, mantendo-a no lugar.

Hinata sentiu uma explosão de lavas se incendiar exatamente no local em que ele a tocava e gemeu em resposta. O loiro amaciava e soltava seus seios sobre o tecido do vestido, trocando de um para o outro deixando-os tensos e prontos para o próximo toque.

Oh sim, oh sim, oh sim! Gritava sua vadia interior com um chicote na mão. Morde ele! Bem no pescoço! Eles adoram!

Silêncio!

Esqueceu-se de si mesma enquanto sentia todo o calor.

Ele desprendeu-se de sua boca e Hinata estava pronta para exigir que voltasse, mas a suave e provocadora mordida que ele lhe dera através do pano no bico do seio direito lhe fez perder o fôlego.

- Oh... Deus... Eu... – Ofegou emaranhando suas mãos sobre os longos fios de cabelo do loiro. – Não pare! – Gemeu mais uma vez enquanto ele repetia o processo de morder e massagear os seios.

Era muito ciente que a cada segundo sua virilidade ficava mais tensa e tentadora em baixo dela e o incitou ainda mais, rebolando suavemente sobre ele.

Naruto soltou um grunhido de contemplação, extasiado do mesmo modo que ela estava.

Suaves batidas na porta fizeram os dois pararem exatamente na mesma posição em que estavam. Ela podia ouvir as pesadas respirações dos dois e queria olhar para Naruto, mas não tinha coragem.

Nenhum dos dois se movia, só sentindo a tensão do quarto aumentar cada vez mais.

Ela tinha calor, muito calor, e queria mais.

Sim... mas!

Novamente a batida na porta ressonou pelo quarto e ela ficou tensa.

Oh Meu Deus! Mas merda ela estava fazendo?

Agarrando ao guerreiro ferido assim! Seu paciente! Porra, isso era assédio em sua época!

Sentiu como os músculos do guerreiros também se tencionavam com as batidas e antes que perdesse a coragem e mandasse tudo ao inferno voltando de onde tinha parado com Naruto, saiu de cima dele e rolou pela cama até que estava no chão.

Não olhou para o rosto do guerreiro enquanto se levantava.

Devia ter se controlado melhor.

Ele estava ferido e sofrendo e ela só pensava no próprio prazer!

Precisava de ar! Não conseguia pensar direito!

Andou rapidamente para a porta e a abriu encontrando com uma das servas do castelo com uma bolsa de linhas e agulhas.

- Senhora... Fui informada que precisava de agulha e linha. – Disse a mulher, quase senhora, que a olhava com os olhos meio confusos e assustado. – Está bem senhora...?

- Eu... er... sim. – Respondeu ela pegando a bolsa de agulha e linha, fechando a porta mal educadamente no rosto da mulher.

Não podia sair daquele jeito! Provavelmente estava toda descabelada e vermelha por toda a intensidade da excitação que sentira.

Mas não sabia se conseguiria ficar naquele quarto sem olhar para Naruto. Estava receosa de sua reação. Principalmente por ele não gostar dela.

Mas ele a tinha beijado, maldito inferno!

Se ele não gostasse, pelo menos um pouco, não teria feito aquilo.

Tinha que encará-lo e descobrir o que se passava ali.

Ainda tinha o coração palpitando forte e se sentia mole, mas ao mesmo tempo energizada. Possuía rastros de sua excitação que não queria a abandonar.

Respirou profundamente, tentando ignorar toda a sua afobação, e girou seu olhar para o loiro, somente para encontra-lo desmaiado sobre a cama que era uma bagunça de lençóis e sangue de sua perna mal tratada.

Notas finais
Então então??? Como eu fui nesse cap quase quente? hahaha
E... Tentarei postar o próx cap assim que eu conseguir tirar um tempo pra escrever, mas acho que tbm vai sair atrasado, infelizmente.
Mas enfim, ele vai sair, com certeza! hahaha
Please, comentem! >.
Queero muito ter tantos comentários como no cap anterior! o hahahaha
Beijão pessoas!