Viagem Pela Highland

3 Highlander Provocado


Notas iniciais
Heey pessoas! Mais um cap quentinho aqui exclusivamente pra vcs! >,
Espero que gostem!

\"\"

Naruto estava surpreso pelo garoto inglês ter se afastado tanto do campo de batalha. Quando o deixou sair pela floresta não imaginou que pudesse levar quase meio dia para encontra-lo novamente. Tinha confiado que o menino estava extremamente debilitado para ir muito longe, mas havia se enganado.

O garoto, como desconfiava, era muito esperto. Fingiu incapacidade quando estava dentro do seu campo de visão mas logo que se via distante o suficiente, correu até que o tinha perdido de vista. Quando Naruto finamente resolveu que já estava a uma distância considerável em relação ao tempo em que o tinha deixado fugir, infiltrou-se na floresta já um tanto entediado com a presa que supostamente seria fácil. Ficou surpreso ao descobrir que o garoto não estava em nenhum lugar facilmente alcançável, e sim que tinha sumido quase sem deixar nenhum rastro sequer.

A não ser, é claro, pelo quase oculto rastro de sangue deixado para trás.

Naruto seguiu a mórbida trilha durante toda a tarde. Estava espantado que o menino tivesse sobrevivido todo esse tempo levando em consideração que a cada hora o rastro de sangue se fazia mais forte. Logo, já era tarde o suficiente que podia ver a lua através das carregadas nuvens de chuva.

Tinha estado andando por tanto tempo que estava ficando entediado pela caminhada. Só não tinha desistido do garoto, pois não queria voltar de mãos abanando. Infelizmente, tinha o pressentimento de que quando se encontrassem não iriam ter uma boa luta. Durante mais algumas horas andou e percorreu a trilha como se fossem migalhas que levassem ao grande prêmio final. Pensava que não era possível, mas a linha de sangue pelo chão havia ficado mais forte ainda, de modo que não teve dificuldade em achá-lo escondido atrás de uma árvore.

O que mais havia lhe surpreendido, foi dar-se conta que o menino não estava sozinho.

Ao seu lado, um e magro homem que levava estranhas vestimentas estava enfaixando ao ombro do moribundo e falando-lhe algo que não podia ouvir bem. Por um momento, escondeu-se para averiguar se o homem era perigoso.

Não levava espada nem nenhuma outra arma que pudesse considerar como ameaça.

Não que pudesse vê-lo muito bem.

Estava muito escuro e a luz do luar não o ajudava exatamente a distinguir objetos. Pelo pouco que pôde perceber, o homem não apresentava perigo.

Era muito magro e sua altura muito mediana.

Parecia ser jovem, mas estava de costas pra ele, assim podia somente distinguir a extensa cabeleira que tinha-se amarrada em sua cabeça.

Não sabia que tipo de homem levava os cabelos daquele tamanho, mas com certeza não era forte o suficiente para apresentar uma real ameaça. Só era a mais um inglês que também teria o mesmo trágico destino do outro.

Saiu das sombras e revelou-se ante seus inimigos. A surpresa de ambos os jovens era evidente, principalmente o de estranhos trajes, que ao som de sua voz, pulou tão exageradamente a ponto de ter graça.

O jovem girou bruscamente a cabeça ante a ameaça e no momento em que seus olhos cruzaram-se, Naruto sentiu como se tivesse levado uma forte bofetada.

O rosto do menino era impreciso pela quantidade de barro que se alastrava sobre as bochechas e testa fazendo um ótimo trabalho em deformá-lo, mas não foi isso que o assombrou. Seus olhos eram do mais claros e assombrosos que já havia visto em toda sua vida. Grandes pérolas ofuscantes o olhavam perfurando no mais profundo de sua alma, expondo toda sua inocência e ferocidade.

Instantaneamente, sentiu-se vulnerável. Como um simples olhar poderia fazer aquilo? Sentiu sua alma ameaçada pelo penetrante olhar dele. Nunca havia se sentido tão exposto em toda a sua vida. Odiava a ideia de começar agora por causa de um simples olhar.

Naruto arrumou sua faceta de guerreiro e recolocou sua máscara fria e impenetrável o mais rápido que pode. Não importava o que achava dos impactantes olhos do garoto. Era só mais um inglês.

Deu um passo ameaçador em direção aos seus inimigos.

Estudou rapidamente ao fugitivo ferido e ao segundo homem. Como havia imaginado, não era uma ameaça. Seus olhos podiam ser impressionantes, mas estavam claramente vidrados de medo ante a sua visão.

Mais um passo.

Iria ser uma morte rápida para os dois. Antes, tinha estado ansioso por esse momento. Matar seus inimigos sempre lhe fazia bem. Mas naquele momento não sentia mais aquela vontade.

Iria matar mais dois ingleses. Por mais jovens que fossem, mereciam aquilo. Mas por que será que se sentia enjoado ao pensar na morte do homem de olhos claros?

Tolo! Isso o que era. Não deveria estar pensando em coisas assim. Não podia hesitar. Se estivesse em situação contrária, com certeza não hesitariam em matá-lo.

Antes que pudesse dar o terceiro passo, o garoto ferido interpôs-se entre ele e o outro jovem.

Não compreendia o significado daquele gesto.

Ou o menino era muito ingênuo ou muito corajoso. Será que ele não conhecia sua fama?

Duvidava.

Podia perceber o grande esforço que o custava ao erguer sua espada. Suas pernas tremiam e o menino estava pálido. O fato era que estava muito débil para lutar, mas também tinha muito medo para não fazê-lo.

- Luta comigo! – Disse estre suas débeis arfadas. – Ou é que não pode? – Zombou com um ligeiro sorriso.

Naruto elevou inconscientemente uma sobrancelha. Estava estupefato por tamanho atrevimento. Como uma simples criança podia ofendê-lo desse jeito?

- Venha! – Disse o menino se afastando. – O desafio. – Falava aumentando a distância enquanto dava leves tropeções sobre seus pés.

Naruto seguiu ao jovem guerreiro com afiados olhos analisadores.

Estava armando alguma coisa.

Ninguém nunca o havia desafiado assim tão abertamente. Tinham medo.

Desde que se reconhecia como guerreiro, era o Highlander mais temido de todo clã. A maldição da bruxa só incrementou mais seu nome. O rumor de seus feitios chegavam a todos os cantos, até aos mais escondidos clãs por toda Escócia, nenhum homem em sã consciência se punha assim tão livremente ao desafio com ele. Até mesmo pessoas do seu clã o temiam. Em rara ocasião conversava com alguém normalmente. A não ser, com Sasuke.

- Ficará parado? – Gritou o garoto. – Será que tem medo de um garoto? – Burlou-se com a espada erguida, afastando mais um passo.

Uma faísca de fúria acendeu em seu corpo.

Ninguém zombava dele daquela maneira. Por mais que tenha percebido que o infeliz estava querendo afastá-lo do outro inglês que ainda o olhava paralisado, estava-o insultando abertamente. E isso não permitiria.

Afastou-se do inglês de vestimentas estranhas e seguiu com passos que prometiam vingança em direção à escória que o insultava.

Duvidava que o homem de trajes estranhos se movesse. Estava apavorado.

Se antes pensava que já não queria matá-los lentamente, todas as suas dúvidas se extinguiram.

Tirou sua espada da bainha e encarou ao menino.

Iria esquartejar ao garoto que o desafiara lenta e dolorosamente. Depois, arrumaria de matar o outro.

*****

Hinata havia ficado completamente petrificada ao encarar aqueles profundos olhos azul mar. Mesmo que a escuridão não a ajudasse muito, poderia ter se perdido naquele momento tão intenso em que o homem a sua frente a analisava tão meticulosamente.

Rezou a Deus que o homem estivesse gostando do que via, mas tinhas suas fortes dúvidas em relação a isso.

Provavelmente estava toda descabelada e suja pelo tempo que tinha ficado no chão.

Examinou-o mais detalhadamente e por um momento ficou sem ar.

Por mais que o homem fosse lindo de morrer, emanava uma áurea negra alarmante.

Quase no mesmo instante, Hinata esqueceu-se de como ele parecia sombrio e perigoso e voltou ao exame.

Suas vísceras se agitaram e seu coração arrumou de errar uma batida. Como podia existir um homem daquele porte no mundo? E o pior, como ela nunca tinha ouvido falar dele?

Porque, Oh, pelo amor de Deus, o que era aquela boca tão totalmente beijável que ele tinha e aquele lindo corpo de Deus grego?

Tudo bem que suas roupas estavam um completo farrapo, mas até mesmo isso reembolsava sua beleza.

Devia ser algum tipo de modelo que a mídia tratou de esconder.

Aqueles abutres.

Escondendo uma preciosidade dessas de mulheres como ela que queriam mais um motivo pra comprar revistas eróticas.

Não que fosse admitir isso pra alguém. Só de pensar que podiam descobrir que ela guardava certas revistas escondidas em uma de suas caixas de sapato a fazia corar. Se arriscava a dizer que o homem a sua frente daria de dez a zero naqueles magros e musculosos modelos de revista.

Perdida em seus pensamentos, não percebeu o momento em que a criança havia se posto entre ela e o homem.

Lhe veio a mente que eles poderia estar saindo de uma festa a fantasia, isso explicaria a escolha de roupa feita por ele e pelo garoto.

Mas sabia que não era bem assim. A tensão no ar estava muito sobrecarrega e a espada que o garoto carregava não era de brinquedo. Tinha certeza.

Além do mais, não explicava como ela havia parado na floresta. Nem sequer sabia onde estava.

Podia pensar que isso era um reality de tv, mas novamente, duvidava.

Nenhum tipo de tecnologia poderia fazer com que o livro brilhasse daquela maneira e fazê-la pensar que estava caindo em uma espiral de luz. Era loucura!

Mal tinha se dado conta e o garoto já não estava mais na sua frente.

Bom. Pelo menos ele não ficava na frente atrapalhando sua satisfatória visão.

Hinata percebeu que o homem era alto. Não só alto. Era gigantesco. Até mesmo para o um metro e setenta e quatro dela.

Suaves fios de seu cabelo loiro agitavam-se levemente com a brisa da noite juntamente com duas tranças bem moldadas que faziam um ótimo trabalho destacando a sua masculinidade.

Moveu seus olhos para o corpo dele e engoliu seco. Se dissesse que o homem era meramente musculoso, estaria mentindo.

Ele não era só musculoso.

Era perfeitamente delineado.

Seus volumosos músculos não eram aquela coisa monstruosa que você vê quando uma pessoa abusa da academia. Tudo nele era perfeitamente moderado e viril.

Desceu o olhar pelas suas fortes coxas e percebeu o horroroso corte ali.

Tinha muito sangue, igual ao corte do garoto.

Hinata sentiu-se mal por um instante ao pensar na ferida do homem.

Seria um desperdício se sua linda pele ficasse marcada por uma cicatriz.

Então, para sua total frustração, o homem virou de costas e começou a se afastar.

Hinata teve que abafar um gemido quando percebeu o movimento que a deliciosa bunda do homem fazia através do Kilt.

Era um pecado que um homem tivesse uma bunda tão durinha quanto aquela.

Tarde demais percebeu que ele estava afastando-se dela.

Hinata estava agradecida pela distância que o homem pôs sobre os dois.

Não conseguia pensar claramente com toda aquela demonstração de gostosura, uma prova eram suas mãos que estavam tremendo e suadas.

O que diabos estava acontecendo com ela?

Repentinamente, ouviu o forte som do tinido a distância.

Estava tão perdida em seus pensamentos que não tinha percebido o que acontecia em volta.

Há alguns metros dela, o homem e o garoto encaravam-se mutualmente com suas espadas erguidas. Suas posturas de pernas separadas e o modo como se rodeavam deixava claro a impressão que iriam brigar.

Hinata ofegou aturdida demais para se mover.

Eles iriam lutar? Com espadas?

Ela tentou achar uma resposta racional para aquelas questões, mas só conseguiu chegar à conclusão que aqueles dois estavam encenando para impressioná-la.

Hinata não estava segura que fosse encenação, além do mais, ela tinha certeza que as armas eram reais.

Levantou silenciosamente das folhas amassadas e aproximou-se da luta. Seu senso de perigo estava começando a pinicar sua mente dizendo que não era uma boa ideia, mas ela não podia deter-se. Tinha impressão que aquilo estava sério demais pra uma encenação ensaiada.

O próximo movimento brusco de ataque do garoto confirmou suas suspeitas.

Aquilo não era nenhum tipo de brincadeira a não ser um jogo se vida ou morte.

O homem desviou habilmente do ataque desgovernado do garoto fazendo-o tropeçar, enquanto a fina folha de sua espada passava roçando pela perna do menino. O garoto gritou de dor e virou-se arrumando sua postura para enfrenta-lo novamente.

Hinata ouviu o ressoar do grito em sua alma e sentiu como se apertassem seu coração.

Com certeza aquilo não era nenhuma encenação.

Alarmou-se quando o homem atacou ao garoto e o mesmo tentou se defender com a espada.

Se não fizesse alguma coisa, o garoto iria morrer.

Olhou ao chão na esperança de encontrar algum tipo de arma que pudesse lhe dar vantagem.

Não tinha nada de útil lá, a não ser um pedaço de madeira pesado e algumas folhas mortas.

Ouviu o som abafado seguido por um gemido de dor e deu-se conta que não iria arrumar nada melhor até que fosse tarde demais.

O menino estava no chão agora e sua espada estava longe o suficiente para saber que jazia em completa desvantagem.

O forte guerreiro, em questão de segundos estava em cima dele com sua arma pronta para degolá-lo.

Uma explosão de adrenalina se espalhou pelo corpo de Hinata.

Por mais desejoso que o homem pudesse parecer, não iria deixar que matasse uma criança a sangue frio sem fazer nada.

Agarrou ao pedaço de tronco do chão e correu para o homem que elevava sua espada para dar o golpe final.

Ele estava de costas pra ela lhe dando uma grande chance de incapacita-lo.

Por um momento Hinata achou que não conseguiria chegar a tempo considerando a distância entre eles, mas o homem parou seu brusco movimento em direção ao garoto quando ouviu as rápidas passadas de Hinata em direção à ele.

Claramente tinha ficado mais que surpreso ao dar-se conta que ela iria o atacar, e hesitou sua reação.

Essa hesitação lhe custou um tempo precioso e já era muito tarde para fazer algo.

Com mais força do que ela imaginou que tinha, deu uma forte tacada acertando-lhe na nuca, destroçando a madeira e fazendo-o girar sobre seu corpo inerte.

Hinata estava tão assombrada com o que tinha acabado de fazer que só olhava ao homem que não se mexia.

Seu corpo ainda estava vibrando pela adrenalina e não conseguia ficar parada.

Correu para o garoto e o ajudou a ficar de pé.

- Meu Deus – Indagou o jovem. – Como a Dama conseguiu...

- Agora não! – Interrompeu Hinata – Temos que ir. – Completou enquanto agachava para pegar a espada do menino.

Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas Hinata o apoiou em seu ombro e o arrastou. Queria saber o que estava acontecendo e por que eles estavam brigando, mas o tempo para explicações ficaria para depois. Tinha que afastar o menino daquele homem, pois desconfiava que a qualquer momento fosse acordar.

Sentiu um forte mal estar ao pensar que poderia ter matado o homem com a pancada. Não queria lhe fazer mal, somente que ele parasse.

Mas tinha certeza que nada que dissesse poderia pará-lo.

Correu o mais rápido que pode com o garoto por alguns minutos.

Queria saber se o homem estava bem ou se o tinha matado mas não ia correr o risco de voltar lá para comprovar nada.

Um forte grunhido de raiva ressonou por toda a floresta, fazendo com que os pássaros que ali residiam, voarem assustados.

Ele estava vivo.

Graças à Deus.

Não poderia suportar ter uma morte em sua consciência, ainda mais daquele cara. Seria um grande desperdício mundial.

- Moça! – Gemeu o garoto, chamando-lhe a atenção. – Temos que correr. – Arfou tentando lhe puxar. – Virá atrás de nós. – Explicou com seus olhos suplicantes.

- Nós? – Questionou Hinata.

- Viu-te comigo, moça. A matará se não corremos! – Disse enquanto descia da ajuda de seu ombro e a puxava pelo braço.

Hinata deixou que a levasse durante um tempo, mas sabia que não iriam muito longe antes que o homem os alcançassem.

O menino estava muito fraco e cada passo que dava era acompanhado por um tropeção e ela não tinha forças o suficiente para leva-lo na corcunda ou coisa parecida.

O garoto podia parecer jovem, mas era corpulento e ainda tinha quase o mesmo tamanho dela.

Hinata apertou com mais força a espada em sua mão.

Era tolice fazer o que supostamente estava pensando em fazer, mas tinha certeza que se não o fizesse, o menino ao seu lado iria morrer.

- Vai por aquele lado – Apontou para direita. — Eu vou por esse. – Sinalizou com a cabeça.

- Do que está falando? – Parou sua caminhada e girou seu corpo a questionando.

Hinata respirou profundamente e olhou nos olhos do menino. Sentia-se mal por se separar assim dele, ainda mais por estar tão fraco, mas não tinha outra escolha.

- Vai ser melhor assim. Você vai por um lado, e eu vou pelo outro. Qualquer um dos dois que ele encontrar vai dar a chance para o outro, não é assim? – Perguntou ela observando sua reação.

O menino só pode a encarar por alguns segundos. Seus cabelos castanho escuro caíam nos olhos negros quando suas grandes mãos os jogava para trás.

- Não vou deixar uma mulher sozinha! – Disse firmemente.

- Ele vai matar a nós dois se nos pegar juntos. Se pagar a só um, o outro terá chance de fugir. – Explicou impaciente.

- Entendi onde quer chegar, moça. Mas se ele for atrás da dama primeiro? Não posso deixar isso. – Disse referindo-se a ela.

Hinata estava desconcertada ante a demonstração de cavalheirismo de alguém tão jovem. Por mais que fosse meigo, o garoto iria morrer se fosse pego. Pensou rapidamente em algo que fizesse o menino desistir da ideia de acompanha-la quando lhe veio algo a mente.

- Mesmo se eu for sua inimiga? – Questionou Hinata em sua jogada de mestre. Não entendia bem o que estava acontecendo, mas sabia que ele não tinha o mesmo costume que o dela.

Viu como o garoto empalidecia através de sua pele e como seus olhos arregalavam diante da revelação.

- É uma escocesa! – Acusou-lhe apoiando-se na arvore, abalado.

Seja o que fosse, sabia agora que os inimigos desse menino eram os escoceses.

- Sim. – Confirmou mentindo. – E aquele lá atrás é meu... uh... parceiro. – Explicou fingindo não dar importância, mas só na menção de ter alguma relação com o homem, lhe fazia tremer. E estava certa que não era de medo. – Então, se quiser sobreviver, te aconselho a ir embora enquanto eu o seguro. – Disse lhe dando uma piscadela.

O garoto obviamente entendeu o significado de sua piscada.

- Pro inferno com isso, moça. Morrerá se ficar. – Explodiu o garoto antes de correr debilmente em direção oposta a dela.

Era triste que se separassem assim, mas era o único jeito.

Depois de uns passos ele girou e a questionou de longe.

– Por que me salvou? Poderia ter me deixado morrer. – Disse com sua voz baixa.

Hinata olhou para o menino e respondeu dando de ombro como se não se importasse.

- Não gosto de sangue. – Respondeu engolindo um caroço. O menino lembrava sua irmã mais nova Hanabi. Mesmo não tendo nenhum traço evidente para comparação.

O garoto olhou a Hinata por alguns segundos e franziu o cenho. Abriu a boca para dizer alguma coisa mas logo a fechou novamente. Sacudiu a cabeça e começou a se afastar.

- Espera. – Hinata o interrompeu. – Não sei o seu nome. – Explicou, curiosa.

O garoto hesitou de início, mas logo coçou a cabeça desconcertado e lhe respondeu.

- É Sarutobi. Konohamaru Sarutobi. – Disse. Olhou-a mais uma vez nos olhos receoso. Mas antes de pensar em fazer alguma coisa, ele respirou profundamente e virou indo em direção a densa floresta até que sumiu nela.

Hinata sorriu ao pensar no nome.

Em Konoha havia um menino chamado Konohamaru. Era tão hiperativo que todos da vila tinham cabelos brancos por suas traquinagens, e mesmo assim, todos o amavam.

Tudo estava tão confuso. Estava com tanta fome agora que se castigou mentalmente por não ter comido nada hoje de manhã. Mas também, quem iria imaginar que ela viesse parar nesse estranho lugar depois de abrir e ler o livro mágico.

Espera. Livro mágico?

Hinata pensou no estranho livro e deu-se conta que tinha lido alguma coisa antes de parar onde estava agora.

Sua cabeça estava muito confusa e uma dor descomunal começava a ser criada através de suas pálpebras. Estava morrendo de sono.

Não sabia quanto tempo tinha ficado perdida novamente em pensamentos mas acordou ao sentir-se observada.

Ouviu o estalo de um galho e o som do assobio da espada no ar.

Girou bruscamente com a espada acima de sua cabeça em forma de defesa, em seguida, sentiu o forte impacto de metal contra metal proporcionado pelas armas ao seu encontro.

Hinata deu um pulo para trás afastando-se da ameaça.

- Finalmente... Encontrei a um de vocês. – Grunhiu o guerreiro loiro inclinando sua cabeça como se avaliasse uma presa.

Hinata engoliu seco e ergueu sua espada. A coisa era bem mais pesada que sua espada de esgrima, e com certeza não lhe proporcionava muita segurança.

Tinha que estar muito concentrada para o próximo ataque porque se não, tinha certeza que iria perder a cabeça.

- Como se eu estivesse me escondendo. – Zombou Hinata inconsciente do perigo.

O modo que a ira nos olhos no homem se acendeu lhe disse que não tinha sido uma boa ideia provocá-lo.

Idiota! O que você tá fazendo? Quer morrer mais rápido?

Mas a vadia interior dela dava pulinhos e gritinhos de alegria lhe dizendo para olhar como o homem ficava sexy com raiva.

Hinata gemeu frustrada.

Sua vaca interior sempre aparecia nas horas mais inconvenientes.

- Não terá tanta sorte dessa vez. – Disse enquanto giravam um ao redor do outro. – Não me pegará de surpresa. – Completou com um sinistro sorriso bestial.

Hinata podia jurar que via indícios de uma cor vermelha dentro das orbes de seus olhos e tremeu com a ideia.

Não estava tão escuro agora e parecia que a qualquer momento fosse amanhecer, mas não era motivo para ficar imaginando coisas.

Olha como é alto! Disse sua vaca interior lhe chamando a atenção.

Eu queria tanto um pra mim... Choramingou irritantemente.

- Cala a boca, idiota! – Sussurrou Hinata para si mesma. – Não é hora pra isso.

- O que disse? – Perguntou o homem aproximando ameaçadoramente com sua espada.

- Nada. – Hinata replicou rapidamente.

Estava surpresa por tê-la ouvido.

- Não importa. – Disse enquanto dava um gracioso giro com sua espada em direção a garganta de Hinata.

Hinata teve que pensar rápido e o único que pôde fazer foi abaixar para esquivar-se da lâmina.

Mas o homem já esperava isso.

No mesmo giro de espada, desceu em direção a ela até que a afiada folha esteve mortalmente perto de seu peito.

Hinata jogou seu corpo fortemente de lado e rolou até que se afastou da arma escapando por pouco da morte.

Levantou-se rapidamente e colocou distância entre ela e o guerreiro.

Não acreditava que o muito filho da puta a tinha atacado.

Tudo bem que já era uma coisa de se esperar, mesmo assim, estava tão surpresa que até suas mãos tremiam.

Você viu como ele estava quente em cima de nós? Interviu sua vaca.

Oh, cala a boca! Ele quase nos matou!

- Parece que não é tão fraco guerreiro como supus. – Disse o bruto com o cínico sorriso estampado na cara.

Aquele sorriso foi a gota d’agua para Hinata. Por mais quente o gostoso que fosse o canalha, não iria deixar que debochasse dela.

- E o que tá esperando? – Gritou Hinata enquanto girava em torno dele com sua espada ameaçadoramente erguida. – Bundão! – Completou sorrindo sarcasticamente.

- Bun... O que disse? – Perguntou franzindo o cenho como se não entendesse o significado da palavra.

- Eu disse... – Hinata parou por um momento. Será que esse homem não sabia o que era uma bunda? Isso estava ficando cada vez pior. – Eu ofendi o seu traseiro. –Explicou Hinata. – Mas não é nada que você vá entender.

E com uma explosão de raiva, principalmente por ele não ter entendido a ofensa, correu rapidamente ao encontro do homem com outra explosão de adrenalina.

O guerreiro preparou-se para o ataque e desviou de sua espada, tentando acertá-la lateralmente.

Hinata já esperava o movimento, de modo que esquivou-se engenhosamente da folha afiada e o atacou mais uma vez.

O homem era rápido.

Saiu de seu alcance e pulou quando ela tentou acerta-lhe as pernas, mesmo assim, não era tão rápido quanto ela.

Ele poderia ser alto, mas ela tinha a vantagem de altura ali.

Quando mais baixa, mais veloz.

Com um habilidoso salto, ela ameaçou de atacar-lhe no ombro, e como o esperado, ele armou-se para anular o ataque.

Hinata sorriu ante a brecha e esmurrou o punho de sua espada a fazendo descansar no chão.

Apontou a espada para garganta do homem antes que o mesmo pudesse reagir e pensar em pegar a arma caída. Hinata sorriu convencida quando erguia a cabeça do homem ao controle de sua espada.

- Quem é o papai agora? – Perguntou com um sorriso cínico que ia de orelha dando-se conta que tinha ganho a batalha.

O resultado já era esperado. Por mais que o homem fosse habilidoso, ela era mais. Não tinha como ela perder em relação à isso.

Ou isso era o que pensava...

Notas finais
E aí gente?? O que acharam??? >.
Comentem bastante e mandem suas opiniões que talvez eu seja boazinha o suficiente e poste daqui a quatro dias um novo cap, e não só daqui a uma semana. lalalala... rs
Bjs bjs até a próximo.