Viagem Pela Highland

2 Highlander Presunçoso


Notas iniciais
Heey mina! Mais um cap quentinho que acabei de preparar só pra vocês! >.

Espero que gostem!

E... Comentem! Isso me deixa inspirada! =P

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(Hey pessoas, essa é a representação do Naruto, em vida real, é claro. rsrs. É basicamente isso que ele veste quando eu me refiro ao Kilt e tartán. >.<. Bjs bjs)

Hinata chegou em seu apartamento mais rápido do que imaginava ser possível. Estava tão nervosa por alguém descobrir o que havia feito que nem ao menos se importou com a velocidade que tinha dirigido. Graças a Deus, não levou nenhuma multa. Não queria ter que explicar pra ninguém o porquê de toda sua pressa e afobação.

Não que fossem levar isso muito bem.

Ficou imaginando se um policial a interrogasse sobre o motivo de ir tão de pressa à ponto de infringir a lei.

“Não é nada demais, seu policial. Eu só tenho muito que ler o livro que eu acabei de roubar da zona restrita da biblioteca, que aliás, não foi bem um roubo. Sabe como é? É o livro já era meu. Então tecnicamente eles roubaram de mim. Só o peguei de volta”

Bufou com esse pensamento. Seria engraçado se isso realmente tivesse acontecido. Mas logo depois se arrependeu. Se tivesse se concretizado, teriam levado o livro dela de volta, e ela jamais se permitiria estar longe do livro novamente.

Agarrou sua bolsa com força enquanto andava rapidamente para o elevador. Logo quando tinha entrado no carro, escondeu seu precioso livro no local mais fundo de sua bolsa. Não queria correr nenhum risco desnecessário em relação a ele.

Entrou no elevador e suspirou agradecida por não haver ninguém junto dela.

Ela provavelmente iria assustar quem quer que estivesse próximo o suficiente a ponto de ver o seu rosto e perceber as linhas de suor causadas pelo nervosismo.

Iria, sem sombra de dúvidas, parecer suspeita.

– Oh Deus... – Gemeu baixo – No que estou pensando?

Suspeita? Sério? Desde quando era suspeita de algo? A resposta lhe veio como uma bolada de golfe no estômago.

Desde o momento que você roubou o livro. Safada!

Sua menina má interior acenava levemente com a cabeça, aprovando o furto.

Mal o elevador tinha aberto as portas, e ela já estava do lado de fora, andando apressadamente para sua porta com o alto ecoar dos seus saltos pelo corredor. Revirou a bolsa por alguns segundos a procura de sua chave, abafando um palavrão quando não conseguiu encontrá-la exatamente onde tinha a posto. Com a mão tremente, abriu a porta de seu apartamento e quase no mesmo instante, a trancou atrás de si.

Apoiou-se por um instante na porta e respirou no intuito de se estabilizar.

Estava parecendo uma maluca com toda sua estranha resposta à segurança do livro. Essa não era ela! Ela era uma mulher centrada, que fazia uma coisa de cada vez, que não se deixava levar pelas emoções! Mal o livro reapareceu em sua vida e ela quase não conseguia se reconhecer. Estava toda suada. Sentia os fios de seus cabelos grudando na testa e em parte do seu rosto. Seu corpo ainda estava trêmulo e se sentia fatigada. Queria tanto começar a ler o livro, mas sabia que tinha que se acalmar primeiro. Tinha que voltar à normalidade antes de qualquer coisa.

Olhou para a bolsa que estava espremida contra seus seios pelos seus braços.

O que estava fazendo? Era só um livro! Só é um maldito...

Seus pensamentos foram interrompidos por um doloroso soluço. Olhou para os lados de seu apartamento, assustada pelo repentino som quando o ouviu novamente. Demorou menos de um segundo para perceber que o barulho não provinha de nenhum lugar a não ser dela mesma. Grossas gotas de lágrimas escorriam pelos seus olhos deixando um rastro por onde haviam passado. Hinata mordeu seu lábio inferior para reprimir outro soluço, mas foi em vão.

Deixou-se cair apoiada na porta até que estava com a bolsa em torno de si abraçando-a com tanta força como se fosse sua própria vida ali dentro.

Não conseguia conter o choro ou os exagerados soluços e acabou deixando-se levar. Só havia chorado assim uma vez na vida, que foi quando soube que haviam roubado o livro dela. Tinha sentido tanta dor naquele momento, que não queria mais saber de nada. Só se afundar em sua tristonha agonia.

Mas ali, naquele momento, era diferente.

Estava tão malditamente aliviada que todo o seu corpo respondia a isso. O livro tinha voltado ao seu devido lugar, que era ao lado dela, então por que continuava chorando? Porque não conseguia se conter?


– Idiota – Fungou baixo entre o tecido da bolsa que escondia seu rosto. – Já pode parar com o show. – Até mesmo sua respiração tremia. Estava fazendo o ridículo ali. E tinha que parar. Agora mesmo!

Fungou o nariz mais uma vez e retirou seus saltos em um chute exagerado os enviando para longe.

Queria muito descobrir o que fazia o livro ser tão especial para ela, mas estava um desastre. Podia apostar uma boa grana que se sua amiga a visse assim, iria tomar o maior susto de sua vida.

Provavelmente estava parecendo um espantalho de batom e maquiagem feitos pela mão do Chucky, o boneco assassino.

Levantou pesadamente, ainda com sua bolsa, e foi ao banheiro.

Tinha que tomar um banho ates de tudo.

Caminhou para o quarto e pegou seu pijama.

Era um absurdo que ainda usasse pijama, e não algo mais sexy, mas adorava aquela coisa horrorosa.

Voltou para o banheiro e percebeu que ainda tinha a bolsa agarrada. Colocou-a cuidadosamente sobre o banco e afastou-se receosa.

Não era como se alguém fosse roubá-lo, disse a si mesma.

Mas cada vez que aumentava a distância, sentia uma pontada de amargura.

Seu banho, como já sabia, foi rápido. Passou o sabonete pelo corpo, shampoo e condicionador pelos cabelos e saiu do banho. Estava tão ansiosa que sabia que a toalha tinha feito um mísero trabalho em secá-la adequadamente.

Não era culpa da toalha a não ser dela, é claro.

Colocou sua calcinha e pijama, passando o fino tecido da calça escura de algodão pelas suas pernas e mal registrou o momento em que tinha posto a blusa lilás e o casaco verde musgo. Agarrou sua bolsa do banquinho e teria saído do banheiro se seu reflexo não a tivesse feito parar.

Olhou ao seu rosto e não se surpreendeu com o que estava vendo: Uma Hinata completamente descabelada e com hímel que sujava tudo em torno dos seus olhos. Abafou um gemido frustrado. Tinha que remover isso, mas sua paciência estava totalmente esgotada, de modo que só ignorou seu estado atual e se jogou no sofá com sua bolsa.

Abriu-a rapidamente e apanhou ao seu livro com tanta delicadeza que parecia impossível para uma pessoa brusca como ela. Tinha chegado o momento... Seu coração fez aquela coisa novamente de errar a batida e sua respiração ia pondo-se irregular. Passeou os dedos suavemente pela capa, levando seu tempo para acostumar-se com a sensação da textura antiga do livro. Sua cor marrom escuro, estava muito desbotada e o pobre livro estava cheio de orelhas.

Hinata levemente abriu-o, mas parou antes que o tivesse completamente escancarado. Tinha feito tanto alarde por essa simples coisa, agora estava hesitante em relação ao que iria vir pela frente. Sentiria-se decepcionada se a história que continha o livro não correspondesse às suas expectativas.

Decidida dessa vez, Hinata abriu-o por completo, para encontrar...

O que diabos era aquilo?

Dentro do livro, fixado na primeira página, jazia uma delicada e fina gargantilha de ouro. Não era escandalosa. Pelo contrário. A minúscula pedra turquesa pendurada ao cordão assimilava evidentemente sua discrição.

Hinata estava maravilhada pela pequena pedra. Como podia haver uma coisinha tão linda como aquela em um livro velho e surrado? Por um momento, pensou que ninguém o tinha tirado dali pois estava preso, mas logo essa ideia morreu quando a gargantilha desprendeu-se da folha e caiu sobre seus dedos. Hinata cruzou as pernas em cima do sofá e apoiou seu livro ali. Sua bolsa estava quase caindo das almofadas, de modo que também a colocou em seu colo.

Examinava a pedra quando se deu conta que não era uma pedra comum e sim uma safira quase transparente e muito bem ornamentada. Girou a pequena peça com cuidado e prendeu a respiração quando se deu conta que ela estava partida ao meio. Era como se o corte tivesse sido planejado, mas nem sequer isso tirava sua beleza. A peça parecia ser retangular, com suas pontas cortadas em forma de v.

Estava tão encantada com a gargantilha, que não pôde evitar de pô-la em seu pescoço. O material se ajustou perfeitamente a ela e ao tom de sua pele.

Parecia que havia sido feita especialmente para ela.

O que era idiotice.

Era mais que provável que alguém que tivesse pego o livro da biblioteca antes dela tivesse deixado cair ali dentro sem querer.

Uma sensação ruim se instalou ao pé do seu estomago. Não gostava de pensar que mais alguém tivesse tocado no livro. Era irracional, mas só o pensamento de outra pessoa lendo o seu livro a deixava com raiva.

Hinata voltou ao livro momentaneamente desconcertada pela sua crise possessiva. Virou a primeira página e prendeu a respiração.

“A partir de agora, tudo o que você conheceu, deixará de existir.”


Mas que diabos era aquilo? Era assim que um bom livro começava? Tudo bem que era antigo mas, qual é?

Leu novamente a passagem, com cuidado dessa vez, e sentiu um pequeno arrepio subindo pela sua coluna.

Oh, sim... Esse deve ser um ótimo livro!

Virou a página novamente e franziu o cenho com o outro aviso que encontrou.


“Não vire a página se não estiver disposta a aceitar as consequências.”


Não precisou ler mais uma vez a mensagem para dar-se conta que alguma coisa estava muito errada ali. Sua respiração estava muito apertada, e por algum motivo, não conseguia parar de olhar o aviso. Toda sua mente dizia que aquilo era um absurdo, que um livro jamais poderia causar-lhe tais efeitos, mas ela se conhecia melhor que isso. Seu senso de perigo nunca havia errado quando a questão era séria e naquele momento ele estava aos berros lhe dizendo para jogar ao livro mais longe o possível e sair correndo.

Mas isso era loucura! Era só um...

Não. Não era só um livro. Não podia dizer, por mais que quisesse que o livro era algo sem importância. Porque não era.

Respirou profundamente. Esperou tanto tempo por esse momento... Um simples aviso não iria parar-lhe.

Folheou a página.


“Última chance.”

Pausou o olhar sobre as duas palavras. Seja o que for que estivesse acontecendo ali, não era bom. Para que tantos avisos assim em uma simples história? Para que tanto mistério por um livro? Por mais importante que ele possa parecer, ainda era um livro.

Hinata estava cansada de tantas perguntas. De algum modo, sabia que iria encontrar todas as suas respostas se folheasse mais uma vez a página. Mas tinha medo.

Nunca havia se considerado uma covarde, pode até ser que alguns anos atrás tenha sido tão tímida a ponto de gaguejar. Mas naquele momento sentia medo e odiava a sensação.

Foi o bastante para decidir o que devia fazer. Fez um desajeitado rabo de cavalo em seu cabelo e ergueu a coluna. Não era uma covarde. E iria provar isso pra si mesma.

Com esse pensamento, virou a página mais rápido do que pretendia, e encontrou...

Nada.

Encontrou completamente nada. A página estava em branco.

Hinata folheou a página novamente.

Nada.

Fez o movimento mais alguma vezes e continuou encontrando um monte de nada.

Apoiou o livro aberto em cima da bolsa que estava em seu colo e encarou o pequeno sacana.

Então era isso? Tanto mistério para nada?

Hinata não pode se conter e riu.

Que piada que era! O livro era como se fosse parte de sua alma, tinha até mesmo adoecido por ele, e agora descobria que esteve mal esse tempo todo por páginas em branco.

Por um lado estava aliviada. Não sabia o que esperar. O livro deixava-a inquieta desde o primeiro momento, não tinha nem ideia do que esperar de um livro assim.

Do outro lado, a frustação a corroía. Não poderia ser só isso! Era seu livro! Era tão importante como... como... Não sabia o quanto era importante, mas sabia que o era. Não queria acreditar que tinha se decepcionado assim.

Estava pronta para sair do sofá quando percebeu que engenhosas letras negras apareciam na página do livro.


– Oh, caramba... – Arfou emocionada.


Aproximou-se da página e pôde ler o que as palavras haviam lhe proporcionado


"1578 – Escócia. Highlander’s"


Não sabia que que tipo de tinta era aquela, mas era um bom truque. Seu coração batia aceleradamente ecoando por seus ouvidos. Estava tão malditamente extasiada com as simples letras que a próxima coisa que percebeu, é que havia folheado mais uma página. Alguns segundos depois outras formosas letras foram se revelando. O mesmo arrepio de antes subiu pela sua espinha, só que dessa vez, mais forte. Todo o seu corpo tremeu com a repentina sensação. Hinata leu as próximas palavras que apareceu no livro.

"Boa Sorte"


– Boa... – Mal deu tempo de ela completar a fala pois uma incandescente luz era emitida das páginas. Era bonito de se ver, mas a medida que se passavam os segundos a luz se fortalecia mais e mais.


Hinata jurou que podia sentir o calor das páginas em suas pernas através da bolsa. Não conseguia mas manter os olhos abertos.

Uma onda de pânico se instalou em seu cérebro. Queria fechar ao livro, mas não conseguia se mover. Era como se todo o seu corpo estivesse dormente.

Sentia o clarão através das pálpebras e o iniciar de um barulho fino e ensurdecedor que cada vez ficava mais insuportável. Sua cabeça zunia pelo efeito do barulho e seus tímpanos clamavam por piedade.

Hinata reuniu um bocado de força de seus braços e tampou os ouvidos. Sentiu a morna umidade e escapavam de suas orelhas e sabia naquele momento que estava sangrando.

Ela gritou pela dor insuportável de sua cabeça, mas parecia que ninguém podia ouvi-la. O fino som que emitia o livro era alto demais e anulava todo barulho que ela fazia.

Sentiu quando o mundo inteiro tremia ao seu redor. O clarão havia ficado mais intenso do que pensou ser possível impedindo-a de abrir os olhos.

Em milésimos de segundos, redemoinhos de luz a cercava. Tudo estava tremendo. Parecia que o mundo iria desabar.

E de repente...

Nada.

Tudo estava em silêncio novamente. Só que alguma coisa parecia diferente. Hinata tinha medo de abrir os olhos, então só pôde sentir as coisas ao redor.

Passou a mão pelo chão e gemeu baixinho quando não encontrou a macies do seu sofá e sim terra coberta por folhas e musgos.

Não estava em casa.

Ouviu o cantarolar de uma cigarra e alguns pássaros distantes. Ouvia também o som das folhas das árvores batendo uma contra outra na suave brisa.

Hinata apoiou as mãos no chão e respirou fundo. Com certeza não estava em casa. Seu apartamento era cercado de vários outros prédios e o único som que provinha de fora eram os dos carros.

Abriu os olhos lentamente um de cada vez e percebeu uma escuridão descomunal. Piscou algumas vezes até que pôde finalmente ajustar sua visão.

Seu coração continuava batendo aceleradamente fazendo-a ficar estática.

Estava em uma floresta. Em uma densa e escura floresta.

Levantou-se lentamente testando seu equilíbrio e olhou ao redor. Não havia nada de conhecido no lugar. Estava frio. Escuro. E tinha certeza que o que ouvia era o sussurrar de uma cobra mais perto do que ela gostava de pensar.

Olhou para o chão tentando encontrar o animal peçonhento e deu de cara com sua bolsa.

Jogou uma rápida oração à Jesus e a agarrou. Olhou ao chão novamente por algum sinal da cobra, mas não a encontrou. Revirou sua bolsa por um momento até que encontrou seu celular.

Não fazia a mínima ideia de onde estava, mas com certeza não iria ficar ali.

Ligou seu celular e discou o número de Sakura.

Sakura poderia ajudá-la a sair de onde quer que tenha parado, mas bastou meio segundo para perceber que o celular estava sem área de serviço.


– Ah, qual é! – Gritou. – Não faz isso comigo! – Elevou o celular mais alto – Vamos! Vamos! – Disse impaciente.


Depois de vinte minutos tentando buscar uma rede e sem sucesso, Hinata desistiu.

Mas que porra de fim de mundo era aquele que não tinha nem área?

Respirou pesado e pensou nos próximos passos. Não tinha sinal no celular. Estava em um lugar completamente desconhecido e tinha uma cobra em algum lugar muito próximo dela.

Não teve que pensar duas vezes.

Começou a caminhar para nenhum lugar em particular.

Estava tentando manter o pânico e o medo longe dela, mas era muito difícil. Momentos atrás, estava em seu apartamento, no conforto de seu sofá, lendo aquele livro. E agora, simplesmente estava aqui.

Espera, o livro! É isso! Ele tinha começado a brilhar do nada, e agora estava nesse inferno!

Hinata caçou desesperadamente o livro dentro de sua bolsa, mas logo se deu conta que ele não estava ali. Soltou um pequeno gemido ao pensar no que iria fazer.

Se continuasse andando poderia chegar em alguma estrada e pedir carona, certo?

Ou, você poderia se perder e ser devorada por um tigre, sua vaca interior pensou.


– Droga, você não está me ajudando. – Murmurou pra si mesma.


Sua única chance era continuar andando e ver no que iria dar.

A cada quinze minutos, olhava seu celular. Não tinha conseguido rede e já estava a quase duas horas andando. Estava cansada. Estava escuro. Só não estava um completo breu pois a luz da lua não permitia. Os sons dos animais ficavam cada vez mais difícil de ignorar juntamente com o frio que fazia, seu pijama não era o suficiente para aplaca-lo e esquentá-la. Estava com tanta fome que poderia comer duas pizzas tamanho família inteiras!

O som de um galho quebrando a fez sair de seus devaneios. Tinha certeza que não havia imaginado. Alguns segundos depois, um gemido, seguido de outro estalo de galho.

Hinata pegou um firme pedaço de madeira do chão e seguiu para o som inquietante. Era burrice seguir pelo caminho suspeito, mas ela tinha que saber o que era. Continuou seguindo o som até que esteve de frente para uma grande moita meio marrom que ficava logo atrás de uma gigantesca árvore.

Mais um estalo.

Hinata respirou fundo e abriu passagem pela moita. Os galhos arranhavam sua pele mas ela mal se dava conta. Estava nervosa demais para se preocupar com isso.

Ao final da moita havia um volume suspeito. Hinata cutucou-o com a madeira e levou um susto quando percebeu que era uma pessoa.


– Oh meu Deus. – Disse jogando amadeira de lado e agachando para o estranho. – Você está bem? – Perguntou temorosa pelas manchas de sangue que estavam aparente pelo chão.


O estranho pulou ante o som de sua voz. Puxou algo que instantes atrás ela não havia percebido dentre a roupa e apontou para ela. Um segundo mais tarde ela reconheceu que aquilo era uma espada.

– Puta que pariu – Xingou ela enquanto tropeçava para trás. – Isso é uma espada?


– Quem é você? – Questionou o homem. – A que clã pertence? – Emendou levantando-se do chão com sua espada erguida ameaçadoramente pelo braço direito.


Hinata reconheceu que o homem, não era bem um homem e sim um menino de treze ou quatorze anos de idade. E... Que roupas eram aquelas? Ele estava usando um kilt e tartán?

Sua voz estava cansada e ele mal podia se manter de pé. Possuía um grande corte no ombro esquerdo que sangrava muito. Deus, nunca tinha visto tanto sangue em toda sua vida!


– Oh minha santa mãe da merda! – Disse Hinata aproximando-se do menino. – Está sangrando, deixe-me ajudá-lo! – Declarou Hinata.


O garoto a observou por um momento, depois olhou as suas roupas. Franziu as sobrancelhas e ainda assim não abaixou sua espada.


– Responda-me maldito, quem é! – Grunhiu o garoto apertando mais ainda sua arma.

– Oh, pelo amor de Deus! – Criticou Hinata. – Não tem vergonha de apontar essa coisa pra uma mulher?


– Mulher? – O garoto ficou momentaneamente pálido. Logo depois, abaixou sua espada e inclinou a cabeça. – Perdoe-me senhorita. – Desculpou-se – Eu pensei que...


Mal pôde completar a fala e havia caído no chão.

Hinata correu para o seu lado e o deitou mais comodamente. Sua ferida era enorme e por mais que tivesse vontade de sair correndo diante de tanto sangue, Hinata retirou seu casaco e o pressionou contra a ferida do garoto.


– O que está fazendo? – Gemeu dolorosamente o menino.

– Tentando salvar a sua vida – Respondeu Hinata arrancando uma manga do tecido.

– Tem que ir-se daqui, moça! – Exclamou preocupado...


– Não mesmo. – Disse Hinata amarrando a manga em seu ombro. – Vai morrer se eu for. – Disse-lhe olhando nos olhos.

– Irá morrer se ficar. – Resmungou tentando se levantar.


Hinata o deitou novamente e continuou fazendo o melhor que podia para estancar o sangramento. O garoto estava delirando. Estava queimando em febre e não havia dúvidas que se não fosse tratado imediatamente iria morrer.

Depois de alguns minutos que pareciam uma eternidade, o sangramento parou. Hinata suspirou aliviada e olhou ao menino. Ele estava a encarando. Hinata pensou em perguntar um “o quê?” mas parou quando ouviu o barulho da moita se mexendo.


– Oh Deus. – Gemeu o menino.


– O que foi? – Hinata perguntou preocupada.


– Ele está aqui. – Disse o garoto na inútil tentativa de se levantar.


Ela estava a ponto de perguntar quem era ele quando o rosto do garoto perdeu totalmente a sua cor ao olhar alguma coisa atrás dela.


– Olha só o que encontrei. – Soou a voz brutal atrás de si. – Dois a preço de um.


Hinata pulou ao ouvir a voz e rapidamente se voltou para o dono da mesma.

Bom. Ela tinha certeza de duas coisas:

A primeira era que nunca havia visto um homem endemoniadamente tão lindo em toda sua vida. Nem mesmo em seus melhores sonhos eróticos.

A segunda coisa e que era a mais triste, era que duvidava que iria viver o bastante para continuar apreciando a vista.

Notas finais
Hey mina! Gostaram??? Espero que sim! Acabei de escrevê-lo hoje e fiquei com uma vontade louca de publicar!

Se gostaram, comentem. Como eu disse, isso não só dá inspiração, como também me estimula a continuar escrevendo sabendo que eu estou fazendo um trabalho legal pra vocês!

Vou demorar um pouquinho para fazer o outro, porque vou tentar fazê-lo bem empolgante!