Viagem Pela Highland
5 Highlander Insano.
Notas iniciais
Sem muito enrolação hj! rs
Aí está mais um cap prontinho pra vcs! >,<
Espero que gostem, queria escrever mais coisa... Maas aí eu tiraria a "graça" do próx cap.
rsrs
Boa leitura!
Hinata levantou de dentro da água desajeitadamente tentando se equilibrar. Tinha escorregado num monte de terra e acabou caindo desajeitadamente no rio. Seu corpo todo doía e tinha uma ardência muito incômoda nas costas.
Provavelmente tinha batido em uma pedra em sua desastrosa fuga.
Pelo menos o homem que estava correndo atrás dela tinha sumido de vista.
Graças a Deus.
A água do rio estava forte e como se não fosse suficiente, sentia a pressão do rio um pouco a baixo de sua cintura. Jogou os cabelos, que agora soltos, para trás mas não conseguiu impedir que alguns fios rebeldes de sua franja ficassem grudados em sua testa. Separou as pernas dentro d’agua e procurou estabilizar-se.
Sabia que se bobeasse seria levada para onde só Deus sabia pela correnteza. Equilibrou-se sobre suas pernas doloridas e tremeu ao sentir uma leve brisa passando pelo seu corpo. A água estava congelando, se não saísse dali iria pegar um terrível resfriado.
O barulho do salpicar da água a tirou de seus pensamentos.
Girou sua cabeça, e um pouco do seu corpo em direção ao barulho com cuidado para não cair tombar dentro da água.
Prendeu o ar quando comprovou que o homem tinha a encontrado e estava mais próximo do que ela gostaria.
Tinha pensado que o havia despistado mas se enganou redondamente porque a não mais de oito metros, ele estava lá, parado como se fosse um Deus do sexo selvagem a olhando como se fosse comer viva.
Yu-hum... Eu gostaria disso. Disse sua vaca interior lambendo os lábios vermelho puta. Tãããão bom! Gracejou ela piscando descontroladamente.
Não está ajudando! Repreendeu Hinata mentalmente. Esqueceu que ele tentou nos matar! Agora cala a boca e deixa eu tentar salvar o nosso traseiro!
Sua personalidade safada encolheu os ombros e sentou quietinha no interior de sua mente. Hinata sabia bem que a luta ainda não havia acabado.
Voltou sua atenção novamente para o grande homem que estava a sua frente. Ele estava totalmente petrificado em seu lugar e sua boca estava levemente escancarada. Hinata olhou nos olhos do homem e contemplou com alegria momentânea que não via só a intenção de assassinato naqueles lindos olhos azul mar. Via outra coisa também...
Hinata via...
Desejo?
Todo sangue do corpo de Hinata entrou em combustão por alguns segundos. Será que aquele modelo muito mortal e sexy a desejava?
Imagens dos dois abraçados, sentindo pele contra pele e ouvindo gemidos de prazer percorreu pela mente de Hinata.
Sua vadia gemeu em antecipação.
Jesus! Há alguns momentos, estava tremendo de frio, mas só com o olhar o homem a lançava numa espiral de prazer e calor. Mas que diabos?
Tarde demais, o homem fechou sua boca e apertou os punhos. Hinata percebeu que seu maxilar estava rigidamente tenso, e seus olhos que antes queimavam de desejo, agora só estavam frios e prometendo vingança.
Tão rápido como o desejo veio para Hinata, a abandonou. Seu coração agora pesava uma pedra e seu corpo estava mais tenso que chumbo. Qual era o problema daquele miserável? Distúrbio de personalidade múltipla? Era a única explicação! Como podia que em um momento a desejasse, e ela poderia jurar que viu desejo ali, e no outro, a espancar com seu olhar de ódio?
Você vê o que eu quis dizer? Ela questionou sua pervertida mental.
A muito safada dó jogou os ombros para o alto e se encolheu em outro canto de sua mente.
Hinata respirou profundamente quando o homem apertou mais a espada em sua mão e tencionou os músculos. Parecia um Deus da guerra que prometia vingança.
– Não se aproxime! – Gritou Hinata, usando da coragem que ela não sabia que ainda tinha. Por Deus! O homem era medonho! Muito sexy. Mas medonho.
Por instantes se esqueceu onde se encontrava e deu um passo involuntário para trás. Suas pernas bateram uma na outra no desajeitado movimento Hinata se desequilibrou. Tentou fixar o pé direito no chão do rio, mas pisou em uma pedra escorregadia e coberta de lodo.
A próxima coisa que soube, era que estava caindo de encontro à forte correnteza.
Prendeu rapidamente a respiração e segundos depois afundou sobre a água sentindo quando a correnteza a levava.
Suas mãos tatearam o chão a procurara de algo para segurar.
Sentia as pedras correndo pelos seus dedos e escorregando sempre que ela tentava as agarrar para conseguir manter-se no lugar. Toda sua luta parecia em vão.
Alguns segundos, que pareciam dias depois, sentiu seu corpo batendo fortemente contra uma grande pedra e soltou um gemido de desconforto em protesto. A dor em suas costas tinha ficado pior e se não conseguisse subir a superfície iria acabar engolindo água. Soltou o pouco de ar que tinha e arrumou de conseguir plantar seus pés no chão. Seus pulmões queimavam suplicando oxigênio e ela estava começando a sentir-se tonta pela falta de ar.
Alguns segundos depois, sentiu que seus pés descalços tocaram o chão rio e sem pensar duas vezes impulsionou-se para cima. Sua cabeça cortou a superfície da água e Hinata abriu a boca com desespero a procura de ar. Logo em sua primeira baforada, foi coberta por um grande volume de água. Sentiu a água do rio entrar por sua garganta. Tossiu dentro da água e subiu novamente a superfície.
Seus pés não tocavam o fundo do rio e Hinata estava prestes a entrar em pânico.
A água a cobria completamente e a correnteza não parava de leva-la cada vez mais a frente.
Hinata girou seu corpo e começou a nadar contra a correnteza.
Parecia que cada tentativa de suas braçadas a levavam mais para trás. A cada momento, mais ela era carregada pela água e parecia que nada podia ser feito.
Não queria morrer. Ainda tinha tanta coisa que precisava viver!
Pelo amor de Deus, ela nem sequer beijou o moço muito bonito que a queria morta! Um pensamento coerente no fundo de sua mente a perguntou o por que dela querer beijar um cara que supostamente a queria morta, mas Hinata ignorou a pergunta.
Um flash de alguma coisa capturou sua atenção. Virou seu rosto entre as braçadas e conseguiu distinguir a linda cabeleira dourada não muito longe dela.
Hinata desviou seu olhar e continuou a nadar. Seus braços queimavam pelo esforço e a cada três respirações que ela dava, em duas engolia água.
Não podia parar de nadar, mas queria desistir. Sua cabeça estava ficando nublada pela água que ela tinha ingerido e seu corpo ficava cada vez mais pesado. Não conseguia sair do lugar, por mais que nadasse.
Simplesmente o contrário acontecia. A água era muito forte para ela.
– Segure! – Ouviu o grito não muito longe dela.
Hinata sentiu algo salpicar ao seu lado e ficou desnorteada.
Aquilo era um peixe?
Logo em seguida, percebeu que era um pedaço de tronco. Olhou por cima dos ombros e percebeu que o homem que queria matá-la segurava a outra ponta da madeira firmemente. Seu olhar passava confiança e algo mais. Raiva talvez?
O longo tronco estava se afastando rápido dela e Hinata não consegui pensar no que fazer.
O que? O homem tinha lhe jogado o tronco para salvar sua vida?
Uma reconfortante sensação se instalou pelo seu corpo. Parecia que ela não era tão mau.
Mas e se... Ele a salvasse só para matá-la depois?
O pensamento ruim fez seu corpo todo tremer. Ele seria tão cruel a esse ponto? Bom... Não duvidava. Afinal, ele iria matar aquela criança, Konohamaru.
Mas se ele a salvasse agora, poderia ter uma chance de escapar dele novamente mais tarde, certo?
A menos que ele a mate assim que te salvar. Lhe surgiu o sombrio pensamento
Oh, cala a maldita boca! Disse pra si mesma.
Hinata estendeu o braço para pegar o tronco e subitamente sentiu seu corpo todo afundar na água.
Estúpida, idiota!
Vaaaai... Pega o tronco... Aproveita e esquece de nadar! Disse sarcasticamente pra si mesma. Burra, burra, burra!
Com rápidas braçadas que acompanhavam o ritmo de suas pernas, chegou a superfície novamente. Respirou profundamente e caçou ao tronco.
Estava longe demais!
Olhou para o homem bonito só para captar seu olhar de... Medo? O homem estava pálido e seu cenho franzido. Tinha soltado a madeira e agora tentava acompanha-la pela terra enquanto Hinata ia junto com a correnteza. Estava gritando alguma coisa que ela não entendia.
Mas era aparente a preocupação em seu olhar.
Por que infernos o homem...
Antes que conseguisse completar seu pensamento, não sentia mais nada a baixo dela. Nem pedra, nem rio, nem grandes volumes de água tentando afogá-la, nada.
Queria rir da sensação.
Será que tinha morrido? Cairia bem. Levando em conta que parecia que estava voando. Por alguns segundos parecia que tinha grandes borboletas no estômago.
Olhou ao redor esperando encontrar nuvens e anjinhos pelados com bubum de bêbe de fora e percebeu tristemente que não estava voando.
Gemeu rezando para que aquilo fosse um maldito sonho e que acordasse naquele momento.
Porque naquela hora, ela deu-se conta que não tinha morrido ou tinha aprendido a voar.
E sim, que estava caindo.
Estava em queda livre não sabia quantos metros a baixo de uma alta... Bem alta cachoeira.
Abriu a boca e gritou.
Por que... oh, bem... Era isso o que se fazia quando via que a morte vinha por você.
***
Sasuke cerrou mais uma vez seus dentes um contra o outro de preocupação. Seu mais valioso comandante e querido amigo havia desaparecido novamente.
A interminável batalha contra os ingleses teve seu fim ao início da tarde, assim, todos os guerreiros já haviam voltado para suas casas e seus clãs. Exceto Naruto.
Seu amigo tinha desaparecido dentro da densa floresta ao perseguir um jovem inglês que tinha se rendido antes mesmo da guerra começar. Era muito claro para Sasuke que o menino não queria lutar, assim, resolveu leva-lo como prisioneiro para decidir o que fazer com ele depois.
Disse para ninguém tentar mata-lo.
Tinha planejado conseguir informações do moço para seu clã sobre as táticas de guerra dos ingleses. O garoto era jovem, iria ceder uma hora ou outra, seja por tortura física ou psicológica.
Estava certo de que todos o obedeceriam, afinal, era o Lorde do castelo e de seu clã. Mas devia ter sabido melhor.
Deveria ter sabido que Naruto não iria se contentar até que todos os ingleses estivessem tão mortos até que não restassem dúvidas.
Chutou fortemente outra cadeira que estava ao seu lado.
Parecia que a maldita pedia a gritos para ser chutada.
O objeto voou por alguns instantes até que se estraçalhou na parede de pedra. Sua raiva era tanta que parecia que ia explodir a qualquer momento.
Olhou para a grande sala de reunião e tentou controlar sua frustração. Não podia quebrar todas as cadeiras do cômodo, por mais que elas merecessem serem quebradas.
Infernos!
Por que descontava nas cadeiras? Elas não tinham nada a ver com seu estado atual de violência.
Naruto não podia ter desobedecido uma ordem direta dele, seu Lorde! Principalmente na frente de seus homens!
Rugiu entre os dentes e levantou a perna pronto para estraçalhar outra infeliz cadeira que estava a alguns centímetros distante, quando ouviu fortes batidas através da porta.
– Senhor? – Disse uma voz abafada de trás da porta.
Sasuke respirou fundo e lutou internamente para recuperar a compostura. Estava tão furioso consigo mesmo e com Naruto que estava perdendo sua lendária inabalável calma.
Abaixou sua perna que estava elevada ameaçadoramente para inocente cadeira. Ergueu os ombros e passou a mão por sua calça para retirar o rastro de fiapos de madeira. Caminhou calmamente para cadeira principal da sala de reuniões e sentou-se comodamente. Pôs seus cotovelos apoiados na grande mesa e cruzou seus dedos a frente de seu rosto.
Naruto havia saído aquela tarde e não tinha voltado a noite. Tinha amanhecido e novamente, nenhuma notícia de seu amigo. Agora, já podia se ver a lua da noite que ameaçava indicar que Naruto estava fora por um dia e algumas horas.
Cerrou os dentes novamente.
Ouviu mais três batidas na porta e deu-se conta que havia esquecido do homem lá fora.
Respirou profundamente enquanto interiormente desejasse que o homem trouxesse notícias de seu comandante.
– Entre – Disse em alto e bom som controlado. Ninguém diria que estava furioso a momentos atrás. A não ser, é claro, pelas torpes cadeiras esquartejadas.
Sua voz ecoou por todo o local até que a porta foi aberta levemente. Alguns segundos depois, Inuzuka Kiba, seu segundo no comando depois de Naruto, entrava no local.
Ao seu lado, seu grande lobo, Akamaru, acompanhava-lhe majestosamente.
Sasuke respirou derrotado por um instante.
Quantas vezes tinha dito a Kiba que não queria animais em seu castelo?
Muitas, para contar. Mas parecia que a grande besta recusava-se a sair do lado de seu mestre. Logo, Sasuke viu que era inútil tentar separar esses dois e cedeu.
Kiba jogou seu olhar por todo o lugar coletando informações do que tinha acontecido ali. Franziu o cenho por alguns segundos e continuou a caminhar em direção a Sasuke.
Parou alguns metros a sua frente e inclinou sua cabeça em saudação
– Mi Lorde – Encontrou o olhar de Sasuke.
– Alguma notícia dele? – Perguntou sem dar indício nenhum de suas emoções.
– Não, Mi Lorde. – Respondeu Kiba – Ninguém mais o viu depois que correu para o inglês. – Completou com um tom de irritação.
Sasuke soltou uma baforada de ar que não sabia que tinha prendido.
– Temos que encontra-lo. – Disse para ninguém em particular.
– Com todo o respeito, Mi Lorde, Naruto sabe se cuidar bem sozinho.
– Sei disso. – Disse Sasuke cerrando os dentes novamente.
Sabia muito bem que Naruto podia dar conta de si mesmo.
Não temia por ele.
Entendia bem que Naruto era o maior e mais mortífero guerreiro de toda Highland.
Temia pelos outros pelos inocentes que entravam em seu caminho quando a maldade de Naruto o assumia por completo.
Sasuke descobriu que Naruto levava a um grande mal dentro de si quando seu amigo tinha ficado incontrolável durante antiga batalha contra os ingleses. Sasuke nunca tinha visto alguém tão mortal em toda sua vida. Podia até admitir para si mesmo que Naruto dava-lhe medo daquele modo. Seus olhos pareciam acender com um brilho inconfundível de vermelho para matança quando entrava em algum combate.
Parecia demoníaco o modo como sorria de alegria quando matava algum inglês.
Só ficava pior quando encontrava-se com mulheres que ele considerava bruxa.
O ódio dele era implacavelmente irredutível pelas feiticeiras. Disse que tinha sido uma bruxa inglesa quem tinha lhe colocado a terrível maldição há anos atrás.
Sasuke no início não acreditou. Mas logo depois de contemplar o ódio que cada dia crescia incontrolavelmente em seu amigo, começou aceitar que a cada momento que passava, Naruto perdia-se para a escuridão dentro de si.
– Está ficando pior. – Disse Kiba interrompendo seus pensamentos.
– O que disse? – Perguntou Sasuke incômodo.
As vezes esquecia que Kiba também sabia do fardo que carregava Naruto.
– Está piorando. – Respondeu Kiba inflexível. – Ele está ficando cada vez pior. – Reafirmou olhando firmemente para Sasuke.
Sasuke respirou profundamente algumas vezes. Naruto estava ficando tão corrompido que era tão aparente assim?
– Eu sei. – Disse depois de algum tempo. – Realmente, não quero fazer aquilo. – Disse com um tom amargo em sua boca.
– Terá que fazer. Não conseguirá controla-lo como da última vez. – Aumentou a voz. – Quase acabou morto!
Sasuke enrugou a testa com a infeliz lembrança.
Os guerreiros estavam no pátio praticando suas habilidades de espadas, um contra o outro.
Faziam isso sempre. Só que naquele dia foi diferente.
Sasuke estava praticando contra um de seus guerreiros, ensinando-lhe e dando algumas dicas para pôr em prática durante uma luta quando ouviu a massa inquieta de vozes de seus guerreiros. Parou de lutar, escutou e observou durante alguns instantes e logo percebeu que um uma grande parte de seus guerreiros faziam uma roda em torno de uma suposta dupla de treino. Sasuke escutava alguns grunhidos e gritos de seus guerreiros quando estes diziam para alguém parar.
Sasuke logo entendeu que estava acontecendo uma luta.
Adentrou no meio da multidão, passando por seus guerreiros rapidamente até que chegou ao centro de toda confusão.
A sua frente, Naruto e outro guerreiro, Nara Shikamaru, se não se enganava, estavam lutando.
Shikamaru lutava por sua vida e Naruto...
Naquele momento Sasuke não pode reconhecer seu amigo.
Naruto se movia tão rápido que ficava difícil de acompanhar. Até mesmo para os olhos muito perceptíveis que Sasuke tinha. Naruto sorria friamente para o outro guerreiro enquanto inclinava sua cabeça pro lado e elevava sua espada apontando para seu oponente.
– O que está acontecendo? – Perguntou Sasuke exigentemente ao guerreiro que estava ao seu lado, assistindo a luta.
– Eles estavam simplesmente praticando. Então Naruto começou a golpeá-lo cada vez mais forte com sua espada. Não consigo entender o que aconteceu. Ele só ficou assim! Agora o outro guerreiro está lutando pela vida! – Exclamou fazendo um gesto com a mão.
Sasuke já tinha ouvido suficiente.
Naruto estava se descontrolando pela maldição que albergava e tinha que pará-lo ates que acontecesse um acidente.
Retirou sua espada da bainha e correu em direção à luta.
Naruto tinha conseguido derrubar a espada de Shikamaru mas mesmo assim, não parou.
Elevou sua espada e com certeza teria matado ao guerreiro se Sasuke não tivesse o intervindo.
– Naruto! – Gritou enquanto andava em direção aos dois guerreiros. – O que está fazendo? Controle-se! – Exigiu firmemente.
Naruto olhou para Sasuke e novamente inclinou sua cabeça.
Era como se Naruto não pudesse vê-lo.
Sasuke deu-se conta que a cor de seus olhos tinha se esvaído. Sua tonalidade era uma mistura de azul com abóbora. Era aterrador.
Naruto abaixou sua espada e caminhou lentamente em direção à Sasuke.
Parecia que todo o lugar tinha prendido a respiração esperando o próximo movimento de Naruto.
A cada passada que Naruto dava em direção a seu Lorde, seus guerreiros queriam intervir.
Sasuke negou com a cabeça qualquer interrupção e continuou a fitar seu amigo que ainda o encarava com frios olhos desumanos.
Naruto parou a dois metros de distância de Sasuke e o observou por um instante.
Seu olhar caiu na arma que Sasuke segurava ao seu lado e apareceu o um pequeno indício de sorriso sinistro sobre os lábios de Naruto.
Foi todo o aviso que Sasuke obteve.
Em um instante, Naruto estava lá, e no outro não estava mais.
Sasuke ouviu o zunido da espada ao lado de sua cabeça agiu por instinto. Ergueu sua arma em forma de proteção e escutou quando o grito das espadas quando se encontravam no ar. Saltou para trás e ergueu sua arma. Seu braço tremia pela tremenda força que teve do impacto, mas manteve-se em guarda.
Naruto também se afastou e sorriu bestialmente.
Sasuke nunca o tinha visto assim antes.
– Naruto! Acorde! Maldito seja! – Gritou Sasuke tentando chamar sua atenção.
Seu amigo só sorriu e correu para atacá-lo novamente.
Mas dessa vez, Sasuke estava atento. Viu quando Naruto fez seu rápido movimento para esquerda logo depois a direita.
Um segundo mais tarde as espadas se encontraram novamente. Alegres faíscas saíram do encontro de ambas as armas.
Sasuke chutou a barriga de Naruto para afastá-lo e quase no mesmo instante, o seu amigo estava em cima dele novamente, com a fina folha de sua espada agarrada em seu punho direito vindo ao encontro à centímetros de sua cabeça.
Sasuke esquivou-se rapidamente, jogando sua cabeça para trás.
Antes que pudesse perceber, Naruto com uma desumana velocidade, levantou seu braço esquerdo e lhe cortou o peito profundamente, fazendo Sasuke cair no chão.
Sasuke sentiu a terrível ardência em seu peito e tinha certeza que sangrava, mas mesmo assim, se pôs de pé. Era como se sentisse vários cortes no local machucado. De onde diabos Naruto havia tirado outra lâmina?
Ergueu sua espada e apontou para Naruto.
Seu amigo estava congelado no lugar olhando com completo horror para suas mãos e animalescas unhas ensanguentadas. Todo o corpo de Naruto tremia e sua boca estava levemente aberta como se tivesse querendo falar alguma coisa.
Sasuke olhou nos olhos de seu amigo e percebeu aliviado que a cor azul dos seus olhos estavam voltando ao normal.
– Ele mesmo pediu para fazê-lo. – Disse Kiba, interrompendo seu devaneio.
Sasuke concordou tristemente com a cabeça.
Ele ainda levava as terríveis cicatrizes causadas pelas unhas de Naruto.
Logo depois que seu amigo conseguiu reestabelecer seu controle, ele basicamente suplicou para que Sasuke o matasse.
É claro que ele não fez.
Naruto sempre foi seu mais fiel amigo. Desde bebê, quando tinha sido deixado em frente aos portões da aldeia, se davam bem.
Ele havia salvado a vida de Sasuke tantas vezes que era impossível de contar.
Nunca iria mata-lo.
Mas logo depois, Naruto o fez prometer que se passasse por algo parecido novamente, o encarceraria.
E ele o prometeu.
Nunca pensou que chegaria a hora de cumprir com a promessa.
Uma batida frenética na porta chamou sua atenção
– Entre – Disse levantando-se de sua cadeira. Sua voz era neutra e controlada, como sempre.
– Com licença, Mi Lorde. – Disse o guerreiro ao entrar na sala. – É o Naruto senhor. Ele chegou. – Completou o guerreiro enquanto respirava forte.
– Me leve até ele. – Disse Sasuke rapidamente. – Kiba, terminamos essa conversa depois. – Completou enquanto seguia o homem para fora da sala de reunião junto de Kiba.
Sasuke estava malditamente aliviado que finalmente Naruto estava em casa. Mas alguma coisa no modo em que o guerreiro lhe entregou a notícia o incomodava.
Será que Naruto estava bem?
Ele rezava para que seu amigo não tivesse perdido o controle machucado a algum inocente, mas duvidava que fosse assim.
Naruto perdia facilmente o controle quando se tratava dos ingleses.
Logo pensou no garoto que Naruto perseguiu.
Estava morto, tinha certeza disso. Mas será que tinha sido o único a ser morto?
– Mais depressa! – Grunhiu Sasuke acompanhando os rápidos passos do homem.
Estava ansioso para encontrar seu amigo e lhe dar uma bronca por tê-lo desobedecido. Por mais que gostasse de Naruto, ainda era o seu Lorde.
Acelerou seus passos em direção ao grande salão mais preocupado do que gostaria de pensar e logo percebeu a aglomeração de guerreiros em volta de uma pessoa que estava sentado no chão, apoiando-se na parede.
Naruto.
– Abram caminho! – Exigiu Sasuke.
Um por um, os guerreiros foram abrindo caminho. A cada maldito segundo, Sasuke tinha a incômoda sensação de que alguma coisa não ia bem.
Andou rapidamente para seu amigo, quase correndo, e quando chegou perto suficiente dele, Sasuke prendeu a respiração.
Naruto estava de cabeça baixa e completamente encharcado. Seu Kilt, estava insanamente maltratado e ensanguentado, grudado ao corpo dele. Seus cabelos estavam desgrenhados, com vários fios colados na testa.
Olhado mais atentamente, Sasuke percebeu um perigoso corte na perna esquerda de Naruto. A ferida emanava muito sangue e isso o assustou. Mas o que mais ele estranhava, foi em que nenhum momento Naruto levantou a cabeça.
– Naruto. – Disse Sasuke receoso. – Está tudo bem, meu amigo? – Disse esquecendo-se de sua raiva e frustação. Estava tão malditamente feliz de vê-lo em casa novamente.
Naruto continuou em sua posição e sussurrou algo que foi impossível de Sasuke entender.
– Não entendo. – Disse Sasuke depois de um momento. Seu amigo estava agindo muito estranho.
– Eu... A matei... – Sasuke quase não conseguiu ouvir as palavras de tão baixas que foram.
– Do que está falando? Matou a um inocente? – Disse Sasuke preocupado. – Deus Naruto, perdeu o controle novamente? – Questionou Sasuke indignado. Não sabia por que ainda se surpreendia.
– Eu... Ela... – Ele parou de falar e respirou profundamente por alguns segundos. Sasuke não gostava do rumo que a história estava tomando.
Naruto levantou sua cabeça lentamente e encontrou com seu olhar.
Sasuke por segundos teve sua alma congelada.
Sabia que tinha alguma coisa errada. Mesmo quando não podia imaginar o que.
Olhou profundamente aos olhos do seu amigo e confirmou sua suspeita.
Os orbes de Naruto que alguns anos atrás era azul tão vívido e cheio de alegria e ferocidade, agora era um mar de opacidade sem graça e desânimo. Não havia brilho ali. Nem alegria. Nem... Vida.
Naruto sorriu fracamente, seu sorriso nunca chegando aos olhos.
– Tão bonita. – Disse Naruto apoiando a parte de trás de sua cabeça na parede. – A bruxa... – Riu baixo e colocou uma de suas mãos sobre o rosto. – Então caiu... Ela... ela... – Gaguejava em tom baixo. Todos no salão haviam feito um silêncio mortal para escutar sua voz. – Pulei... Eu... Não consegui... Encontrar.
Sasuke escutava em silencio tentando entender o que Naruto queria lhe dizer. Seu amigo estava em um estado deplorável. Seu rosto era uma máscara inexpressiva, mas sua atitude era parecida como a de alguém que não tivesse mais esperança.
Abaixou seu olhar para seus olhos novamente.
Ainda sem reação.
Analisou a esclera de seus olhos. Estavam preocupantemente avermelhadas.
Sasuke aproximou-se de Naruto e colocou a mão sobre sua testa, medindo sua temperatura.
– Infernos! – Praguejou ao comprovar suas suspeitas. – Tragam uma curandeira! Está ardendo em febre! – Exigiu. Não olhou para saber se alguém tinha ido obedecer suas ordens.
Agachou próximo à Naruto e sustentou seu peso em um dos ombros. Logo Kiba estava do outro lado o ajudando também.
– O levaremos para o quarto. – Disse Sasuke.
– A matei...Ela caiu... – Disse Naruto entre sussurros e grunhidos de dor. – Tinha uma espada e oh... Um anjo... Minha culpa... Morta...
– Do que ele está falando? – Perguntou Kiba franzindo o cenho.
– Está delirando pela febre. Ignore-o – Respondeu Sasuke enquanto subia rapidamente pelas escadas de seu castelo.
– Não é para pouco. Sua perna está duas vezes o tamanho normal. Terá sorte se não perdê-la.
Sasuke não respondeu ao seu comentário. Um guerreiro era inútil desmembrado. Naruto nunca ia permitir-se ser um fardo para ninguém.
Se sobrevivesse.
O inquietante pensamento o assombrou.
Subiu as escadas rapidamente carregando Naruto com a ajuda de Kiba.
Um de seus servos abriu a porta do espaçoso quarto para que pudessem entrar. Sasuke passou primeiro, com cuidado para não bater a cabeça de Naruto na porta. Seu amigo ainda sussurrava algumas insanidades quando o colocaram cuidadosamente na cama.
Naruto gemeu em protesto pela dor e disse mais alguma coisa que Sasuke não entendeu.
Olhou para seu amigo e percebeu as linhas de suor que corriam pelo seu rosto. Sua respiração era forte e ele tinha sua boca levemente aberta, como se não conseguisse respirar ao suficiente.
Sasuke e Kiba esticaram a perna ferida de Naruto sobre a cama e afastaram-se.
– Maldito seja, onde está a curandeira! – Gritou para ninguém em particular. Nunca tinha visto seu amigo sofrer tanto por uma maldita febre.
Alguns minutos depois, uma de suas servas apareceu na porta do quarto.
– Meu senhor. – Disse a mulher.
– Você é a curandeira? – Perguntou Sasuke indo direto ao ponto.
A mulher pareceu desconcertada e deu um passo hesitante para trás.
– Senhor... As duas únicas curandeiras da aldeia tem medo do Senhor Naruto. – Disse com cuidado.
– Mas o que infernos! – Praguejou Sasuke saindo de seu controle. – Traga-as aqui imediatamente!
A garota pulou assustada pelo seu tom. Abaixou a cabeça temerosa e saiu rapidamente.
Sasuke sabia que as pessoas da aldeia tinham medo de Naruto, mas, por Deus, iria salvá-lo. Nem que tivesse que forçar uma das curandeiras a fazer isso.
– Sasu...ke... – Ouviu o sussurro fraco de Naruto.
Sasuke girou a cabeça instantaneamente para Naruto e aproximou-se de sua cama.
– Sim, meu amigo. – Disse com sua voz controlada. Não ajudaria em nada que soubessem que estava com medo por Naruto.
Naruto tentou se levantar da cama apoiando os braços no travesseiro. Grunhiu de dor algumas vezes mas não desistiu. Sasuke queria pedir para que ficasse deitado, mas sabia que Naruto iria recusar.
Alguns instantes depois, Naruto estava sentado na cama, ainda com seus olhos febris.
– Se trouxer a uma mulher aqui. – Disse lentamente. Seus olhos destacavam fúria, determinação e um pouco de debilidade. – Eu a matarei. – Disse por fim enquanto encarava profundamente Sasuke.
Sasuke cerrou os dentes em resposta. Já tinha visto aquele tipo de olhar em Naruto. Era o tipo de olhar que era inflexível sobre suas ideias e atos.
Maldito seja! Praguejou ao dar-se conta das intenções de Naruto.
Seu amigo por acaso queria morrer?
Notas finais
Please comentem!
Adoro comentários, e se tem algo que eu ame mais, são indicações...
u.u lálálá... kkkk
Beijo beijo.
É sério. Comentem. -.- =P ushuahsuahus
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