Vestido Da Sorte

5 Noite agradável.


Notas iniciais
Heeey. Desculpa a demora, mas tive alguns probleminhas, como por exemplo, fiquei sem criatividade, viajei e fiquei doente. É. Visa bandida. Masok. O capítulo não está perfeito, mas não está tão ruim. Ele foi um daqueles que é preciso para dar continuidade com o enredo e pá.
Boa Leitura!

5. Noite Agradável.

– A mamãe endoidou. — Digo me jogando na cama.

Estava na casa de Max. Sophia havia ido comprar uma pizza ali na esquina e logo voltaria, então, decidi que seria o melhor momento para contar toda a história da minha mãe e sua ideia de que os dois não eram perfeitos juntos.

Max me ouve e vira rapidamente para me encarar com uma sobrancelha erguida. Ele não sabia o que estava acontecendo.

– Sarah acha que você e Sophia não são perfeitos um para o outro. — Explico sentando-me na cama para melhor observa-lo. — Ela não engoliu o noivado de você, ainda por cima me chamou de traidora por apoiar totalmente você. Acredita que ela disse para Cris que eu tinha ido embora para sempre? — Falo irritada só de lembrar.

– Oi? — Max fala piscando os olhos como se tivesse assimilando o que eu havia dito. — Sarah endoidou porque vou me casar com Sophia?

Afirmo com a cabeça.

Max se senta ao meu lado e joga a cabeça para trás.

– Eu não acredito! — Exclama. — Achei que ela ia apoiar o meu noivado, achei que foi tudo o que ela sempre quis na vida... Me ver casando, tomando rumo na vida. Ainda mais com Sophia, que é praticamente filha dela. — Meu irmão fala ainda sem acreditar.

– Você sabe como é ela. — Digo com uma careta. — Ela nunca vai ficar feliz com as decisões que tomamos. — Digo revirando os olhos. — Aquela mulher é um tanto medieval. — Comento.

Eu amo minha mãe. Foi ela quem me ensinou a falar e a caminhar, ela quem esteve lá quando eu caio de bicicleta e quando eu comi sorvete pela primeira vez... Mas, ela é medieval. Sempre achou que eu e Max deveríamos ser "pau mandado" dela, como meu pai, e não aceita quando saímos da linha que ela traçou para nosso futuro.

E isso inclui Max se casar com Sophia.

Ouvimos um barulho na porta e depois uma batida. Sophia havia chegado a casa. Max me olhou e falou baixinho.

– Não fala nada sobre isso para Sophia. — Ele pediu. — Você sabe que ela não ficará nem um pouco feliz com isso e é capaz de desfazer o noivado para agradar minha mãe. — Max fala suspirando. — Deixa que esse assunto eu irei resolver.

– Ok.

Sabia que Sophia era capaz mesmo de desfazer o noivado com Max, não por não o amar o suficiente, mas porque ela acha que tem uma divida com minha mãe por tê-la acolhido tantos anos em casa. E ela gostaria realmente que Sarah aprovasse o seu noivado com seu filho, e não ficaria bem se soubesse que a minha mãe estava planejando os separar o mais rápido possível.

– Ai estão vocês. — Sophia fala com um sorriso entrando no quarto. — Vamos comer, a pizza vai esfriar. — Ela diz indo até meu irmão e o beijando.

– Estou aqui. — Falo levantando da cama e saindo pelo quarto. — Deixem suas safadezas para depois que eu for embora. — Digo com uma careta.

Escuto os dois rirem. Sigo até a cozinha morrendo de fome. Não havia comido nada desde o almoço, e só de sentir o cheiro da comida meu estomago fazia voltas. Pego três pratos e os distribuo pela bancada. Logo Sophia aparece e termina de colocar os garfos e copos. Sento-me no banquinho da bancada e pego meu primeiro pedaço de pizza, sem pensar duas vezes, começo a comer.

– Até parece que nunca viu comida Mada. — Max brinca depois de um tempo.

Já estava no meu segundo pedaço.

– Dê um desconto, não vejo comida desde o almoço. — Respondo mordendo mais um pedaço da pizza de quatro queijos.

– Madalene é uma mulher trabalhadeira agora amor. — Sophia provoca. — Ela agora tem que bater perna procurando emprego pela cidade. Ela não fica mais fazendo nada o dia todo.

– Ei. — Eu exclamo indignada. — Meu trabalho como modelo era cansativo, e eu fazia muitas coisas tá? — Retruco.

– Claro, claro. — Sophia concorda com ironia.

– Se quiser eu posso conversar com algumas pessoas. — Max oferece. — Conheço bastante gente, talvez eles tenham um emprego a te oferecer.

– Obrigada. — Agradeço com um sorriso.

Estava ficando cada vez mais difícil conseguir um emprego bom e que pagasse bem. Queria sair da casa de meus pais o mais rápido que conseguisse, e se ia ficar na cidade era melhor eu ter meu próprio cantinho longe da minha mãe.

– Vou tentar naquele jornal, sabe? — Anuncio por fim. — Disseram que estavam precisando de gente para ajudar, vai ver que eu consiga algo por lá. — Digo dando de ombros.

Sou formada em jornalismo. Sim, além de ser modelo era formada em uma universidade. Na agência que eu trabalhava, as modelos tinham que fazer algo além de desfilarem e fazerem tudo mais o que era proposto. Escolhi essa universidade porque era mais parecida comigo, e sempre gostei de escrever.

Mas nunca havia exercido a profissão para valer e muito menos procurando emprego nessa área. Estava mais difícil do que achei que seria... E estava frustrada, se eu tivesse feito medicina talvez eu me saísse melhor na vida.

– Já tentou naquela revista nova? — Sophia pergunta. — Aquela... Qual é o nome amor? — Ela pergunta se virando para Max.

– Olho no Olho. — Max responde.

– Isso. Mande seu currículo para essa revista, ela é nova e até onde eu sei estão precisando de pessoas para ajuda-los. — Minha amiga fala. — Vendi o andar do prédio que eles estão ocupando no momento.

– Oh, vou mandar então meu currículo para lá. — Digo voltando minha atenção para a pizza.

O restante da conversa foi focado no casamento dos dois. Sophia queria começar a procurar seu vestido de casamento ou mandar fazer, ela ainda não havia se decidido. Max estava vendo onde seria a cerimônia, já que poucos lugares aceitavam casamentos.

Não sei por que, todo mundo se casa nessa cidade!

Comecei a limpar os pratos enquanto os dois continuavam discutindo sobre o casamento, quando Sophia chama minha atenção.

– Mada, presta atenção. — Reclama.

– Estou prestando atenção. — Replico mentindo.

– Sei. — Ela diz, provavelmente revirando os olhos (estava de costas para ela). — Tá, Max quer saber quem é o Conde Drácula.

Viro para os dois fechando a torneira.

– Você sabe quem é o vampiro. — Digo sem entender.

– Não esse Mada, o seu vizinho. — Sophia fala como se fosse obvio, o que não era.

– Credo Sophia, você é pior do que as velhas fofoqueiras da praça. — Digo secando minhas mãos.

– Quem é o cara Madalene? — Max pergunta sério.

– Ok. Vamos deixar uma coisa bem clara... — Digo gesticulando com as mãos. — Em primeiro lugar, não venha com esse tom e com essa pergunta, não estamos mais no colegial. — Respondo. — E em segundo lugar, você sabe muito quem é o Noah Cavalcanti.

– Fique longe desse cara. — Max fala rapidamente ainda sério. — Não acho que ele seja alguém de confiança, escutei alguns boatos sobre ele e não quero descobrir se é verdade. — Meu irmão informa. — Apenas se afastei dele Madalene e isso vale para você também Sophia.

Olhei para Sophia sem entender. O que Noah tinha feito de tão errado? Porque meu irmão estava usando um tom sombrio em sua voz? Porque era para me manter afastada dele? Não que eu estivesse reclamando, não gostei daquele cara.

– Ok. — Respondo dando de ombros.

– Claro amor. — Sophia respondeu por fim dando um beijo na bochecha de Max que sorriu.

– Tá. Eu vou embora já. — Anuncio indo para a sala. — Não quero atrapalhar a noite do casal. — Digo com uma careta.

Pego minha bolsa em cima do sofá e ando até a porta onde Sophia me esperava junto com Max. Beijo cada um deles e saiu pela porta descendo as escadas do prédio que eles moravam.

A noite estava fria, como sempre. Apertei meu casaco contra o peito e comecei a andar apressadamente até minha casa. Meus pais deveriam estar dormindo, então não teria que responder perguntas... Embora eu já tivesse 21 anos.

Chego à rua de minha casa dez minutos depois. Estava deserta como sempre, e os pequenos flocos de neve começaram cair mais rapidamente anunciando que logo teríamos uma tempestade. Ou pelo menos, era o que eu havia deduzido.

Ando rapidamente até minha casa, não estava a fim de ficar no frio mais do que o necessário e estava morrendo de medo de estar na rua essa hora da noite. Passavam-se mais das onze horas, e conhecendo a cidade como conhecia, sabia que não era esperto ficar até tão tarde.

Passo pela frente da casa do Conde Drácula e não consigo evitar olha-la. As luzes estavam apagadas do andar de baixo, porém, as luzes do andar de cima estavam ligadas. Pergunto-me se ele estava com alguém e logo me repreendo por pensar nisso. É claro que ele estava com alguém. Passo pela casa e vou em direção a minha.

Ao entrar na cozinha, escuto vozes alegres.

"É, meus pais estão acordados.", penso trancando a porta.

Ando até a cozinha — lugar mais frequentado nessa casa — largando minha bolsa na mesinha do corredor. Ao entrar lá, não deixo de mostrar minha surpresa e indignação.

– Olá Madalene. — Minha mãe diz sorrindo enquanto come algum salgadinho que estava a sua frente. — Noite agradável, não? — Ela pergunta.

Eu a ignoro. Algo em suas palavras demonstrava claramente que a noite não seria mais agradável. Encaro a única pessoa que não deveria estar ali.

– Oi Mada. — Noah fala parecendo se divertir com a cena. — Estávamos te esperando.

– O que faz aqui? — Solto irritada.

– Não seja grossa Madalene. — Meu pai murmura. — Noah veio fazer uma visita, e acabamos jogando Pôquer... Ele é realmente bom. — Meu pai admite contrariado.

Pôquer era o jogo favorito de meu pai.

Reviro os olhos e abro um sorriso falso.

– Boa Noite Noah, como vai? — Digo sustentando o sorriso até terminar a frase, depois eu o apago e continuo falando. — O que faz aqui?

– Vim jogar pôquer com seu pai, trazer salgadinhos para sua mãe e vim falar com você. — Noah fala dando de ombros e comendo mais um salgado, parecia uma bolinha de queijo.

– O que quer falar comigo? — Pergunto curiosa.

Meu pai e minha mãe voltam sua atenção para nós imediatamente, como se tivessem assistindo a Copa do Mundo. Ando até Noah irritada e o puxo pelo casaco até a sala longe da cozinha e dos ouvidos curiosos de meus pais.

Após entrarmos na sala, fecho a porta. Ficamos sozinhos na sala, e embora meus pais provavelmente estiverem pensando coisas indecentes, eu queria terminar com aquela conversa o mais rápido possível.

– Sala agradável. — Noah elogia olhando para os lados.

Meus olhos continuam o encarando. Conhecia a sala perfeitamente, desde o sofá marrom até o tapete de felpo com uma parte queimada por causa de uma brincadeira minha com Max e Sophia. Noah olha para mim por fim.

– O que quer? — Pergunto por fim.

– Já te disse. — Ele responde com um sorriso divertido em seu rosto. — E você? Onde esteve? Não sabe que moças bonitas não deveriam estar fora de suas casas essa hora da noite? Existem muitos pervertidos por ai.

– O que quer falar comigo, então? — Ignoro sua pergunta.

– Você ficou sabendo que terá uma festa beneficente na cidade daqui a um mês, não sabe? — Ele pergunta e eu digo que sim. — Então, eu preciso levar uma acompanhante e pensei que você poderia ir comigo.

Eu o olho sem acreditar em suas palavras.

Ele queria me levar para uma festa como seu par? Era isso mesmo? Eu estava escutando certo ou será que estava tendo um pesadelo?

– Hm, você está me chamando para sair? — Falo idiotamente.

Noah me encara com seus olhos lindos e profundos.

– Sim. — Ele responde dando um sorriso safado.

– A resposta é não. — Digo rapidamente.

Não sairia com o Conde Drácula de jeito nenhum. Vai saber que tipo de homem ele é? E se ele fosse um ex presidiário que me confundiu com a mulher que destruí a vida dele? Ou se ele fosse o assassino da tesoura... Ou se ele fosse vampiro? Não arriscaria meu pescoço. Além do mais, Max havia pedido para que eu me distanciasse dele, e pelo seu tom de voz, a coisa devia ser séria.

– Você disse não? — Noah pergunta como se não acreditasse.

– Isso. — Afirmo.

5. Noite Agradável.

Viro-me e abro a porta para ir ao meu quarto. A conversa já havia terminado e eu precisava de uma cama quentinha. Passo pela porta, mas não posso prosseguir até as escadas porque Noah agarra meu pulso e me faz olha-lo.

– Você é difícil garota. — Noah fala com um tom divertido.

– Não sou difícil, apenas não sou burra. — Comento tentando soltar meu pulso de sua mão, sem sucesso é claro.

Noah me olhou novamente nos olhos aproximando seu rosto para mais perto de mim. Ele leva sua boca até minha orelha e sussurra as palavras de uma forma sexy, que me fazem arrepiar.

– As difíceis são as mais gostosas.

Escutamos um pirracei e olhamos para o lado onde meu pai estava com uma cara feia. Aproveito a oportunidade e me solto de Noah subindo as escadas correndo o deixando com meu pai. Vou até o quarto, tranco a porta e fecho as janelas. Tudo o que eu precisava naquele momento era dormir, amanhã eu entenderia o que havia acabado de acontecer. Agradável

Notas finais
Eu disse que estava ruim, masok. Então, o que será que Noah está aprontando? Será que Mada vai conseguir um emprego? Noah está sendo chato ou metido? Sarah vai aceitar o noivado de Sophia com Max? E Sophia vai descobrir que sua futura sogra não gosta de seu noivado? Tá. O que será que vai acontecer no futuro?
Tá. Mandem review's e me deixem felizes, pode ser? O próximo capítulo não irá demorar, juto juradinho. Beijooos e até mais!