Vestido Da Sorte

7 De quem são essas roupas?


Notas iniciais
Oi minha gente, antes de mais nada...
FRAAN SUA LINDA, DIVA, MARAVILHOSA... OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA... JURO PARA VOCÊ, QUE EU PIREI QUANDO VI SUA RECOMENDAÇÃO, NÃO IMAGINAVA QUE EU RECEBERIA UMA... AIN GENTE, EU LI E RELI ELA MILHARES DE VEZES... #morri.
Tudo bem, depois do meu ataque de histeria, quero convidar a todos para lerem a recomendação diva que a Fraan fez, porque ficou maravilhosa ♥
Entonces, a cá mais um capítulo e eu amo ele... Está pequeno, eu sei, mas mesmo assim eu amo, amo de paixão o capítulo... É melhor vocês amarem também.
Boa Leitura!

- Cap. revisado, mais ou menos.

7. De quem são essas roupas?

Abro a porta sem nenhum ruído, entro em casa rapidamente e tranco a porta. Ao me virar, encontro minha mãe no topo da escada com sua marcara de pele verde e rolos nos cabelos. Preciso segurar um grito em minha garganta com o susto que havia me levado, ela estava parecendo um monstro verde e gosmento.

- Por onde esteve? – Indaga com aquele ar de desaprovação.

Eu demoro alguns segundos para responder. Abro a boca apenas quando tenho certeza de que minha voz iria sair convincente e firme, diferentemente da cena anterior.

- Hm, estive por ai. – Falo começando a subir as escadas com dificuldade.

Meu corpo parecia que pesava meia tonelada, meus movimentos estavam fracos e lentos. Minha cabeça latejava, e tudo rodava a minha volta. Ainda estava sem sapatos, o que piorava já que meus pés estavam congelados depois de passar de um gramado coberto por neve para o outro.

- Estive por ai não é uma resposta. – Minha mãe constata autoritária. – Por onde esteve Madalene Gregory?

Subo todos os degraus, ficando a sua frente. E por fim, respondo.

- Eu estive por ai. – Respondo novamente cansada.

- Madalene, que roupas são essas? – Minha mãe indaga olhando para o que eu vestia com um tom de repulsa.

Inconscientemente olho para meu próprio corpo para lembrar o que estava usando. Aquilo claramente não era meu, eu sabia disso e minha mãe sabia disso também. Podia sentir sua mente funcionando e ligando as peças do que cabeça.

- Madalene, não me diga... – Minha mãe não completa sua frase, pois tapa sua boca com a mão como se aquilo fosse algo proibido.

Reviro os olhos, o que não foi uma decisão sabia. Sinto minha cabeça latejar com força, e eu precisava ir dormir. Mas minha mãe não estava propensa a me deixar ir depois de ter notado minha roupa.

- Não pense besteiras Sarah. – Repreendo-a.

- Isso é jeito de tratar sua mãe? – Pergunta.

- Tudo bem, tudo bem... Desculpa. – Peço suspirando pesadamente. – O interrogatório acabou ou tem mais alguma coisa que precisa saber? – Indago sarcasticamente.

Mas minha mãe não conhecia essa palavra, pelo menos quando os outros utilizavam esse artificio. Então, ela trata de soltar perguntas e eu trato de fazer cara de paisagem enquanto a escuto.

- Pode onde esteve? Com quem esteve? E de quem são essas roupas? E cadê seus sapatos?

Eu não estava propensa a responder as perguntas dela naquele momento então depois de alguns segundos de silêncio, sua expressão torna-se de impaciência.

- Vou para o meu quarto. – Afirmo para a infelicidade de minha mãe.

Com isso, ando até meu quarto o mais rápido que consigo. Minha mãe me chamou algumas vezes, mas não respondi nenhuma delas. Tranco a porta do quarto, fecho as cortinas do quarto e me jogo na cama tapando-me até a cabeça.

Estava com uma ressaca insuportável. Qualquer movimento do corpo fazia com que tudo doesse. Tudo o que eu queria era dormir, mas era óbvio que isso não aconteceu. Além da dor de cabeça gigantesca, minhas lembranças ousaram a me perturbar e eu não conseguia esquece-las.

***

Acordo com o sol batendo em meu rosto. Demoro a abrir os olhos completamente e me acostumar com a claridade do quarto. Quando faço isso, fecho e abro meus olhos algumas vezes para ver se não estava sonhando.

Aquele quarto não era meu. Aquela cama não era minha. Aquelas roupas não eram as minhas. Nada ali era meu. Forcei minha mente a processar o que estava acontecendo, mas não obtive nenhuma resposta. Tudo na noite passada parecia um borrão, nenhumas das imagens eram confiáveis.

Sinto algo de mexer perto de mim. Viro-me e deparo-me com Noah dormindo ao meu lado. Ele se vira, ficando com sua cabeça para o lado que eu estava deitada. Então, passa sua mão na minha cintura e me puxa rapidamente aconchegando seu rosto em meu pescoço.

Fico parada por alguns instantes, pensando se aquilo era um sonho ou era a realidade. Não que eu tenha sonhado com Noah alguma vez, mas, ei, aquilo parecia mais um sonho, ou melhor, um pesadelo do que a realidade. Após me beliscar duas vezes e encarar o fato de que tudo aquilo era real, tento me desvencilhar de Noah, porém, ele está me abraçando forte.

Olho para minhas roupas, pelo menos estava usando alguma coisa. Poderia ser pior, por exemplo, se eu não tivesse usando nada e não me lembrar do que aconteceu na noite passada. Dou uma pequena espiada para ver se Noah usava alguma roupa e percebo que ele estava com seu peito nu. Aquilo me causou arrepios, sem motivos explicáveis. Estava com um sentimento estranho, como se eu o desejasse... Sei que não faz sentido nenhum, por isso coloco a culpa inteira na bebida e na maldita ressaca. E antes que eu acabasse cometendo alguma loucura, bato na coxa de Noah com minha perna.

- Que? Que foi? – Escuto Cavalcanti perguntar grogue sentando-se na cama em um movimento rápido.

Quando me vejo livro de seu abraço, sento-me na cama fechando os olhos em busca de foco. Minha cabeça havia rodado legal. Quando volto a abrir os olhos, vejo que Noah estava me encarando parecendo preocupado. Como visto anteriormente, seu peito estava descoberto mostrando suas linhas definidas. Usava apenas uma calça de moletom. Seus cabelos estavam desgrenhados e lembro que os meus deveriam estar parecendo um ninho de rato.

- Não está com frio? – Pergunto idiotamente, depois de alguns minutos em silêncio.

- Não, estou bem. – Respondo bocejando. – Porque me acordou tão cedo? – Indaga engatinhando sob a cama e sentando-se ao meu lado.

- Foi mal. – Desculpo-me.

Ei, ele que deveria pedir desculpas... Não era?

- O que estou fazendo aqui? – Pergunto me concentrando na “questão maior”.

- Ontem à noite você pediu para virmos para minha casa e foi o que fizemos. – Noah fala se espreguiçando.

- Eu não pedi para virmos para sua casa.

- Claro que pediu. – Noah fala com um sorriso conhecido no rosto. – Na verdade, você praticamente implorou e eu não iria dizer não para uma dama.

Eu o olho sem acreditar.

Eu nunca pediria para vir para casa de Noah, ainda mais dele. Porém, tenho a impressão de que não havia sido forçada a vir para cá e muito menos ter dormido na cama com ele.

- Hm. – Apenas exclamo fazendo minhas lembranças aparecerem, mas elas não colaboravam. Algo passou pela minha mente. Não, eu não tinha feito isso... Não, é claro que não. Mas e se... Não, claro que não.

– A gente, hm, você sabe. – Indago envergonhada.

Noah riu de mim. Eu fiquei vermelha que nem um tomate e me senti estupida. Levanto da cama em um pulo, apoio-me em qualquer coisa para não cair no chão e quando consigo me manter em pé, começo a procurar meus sapatos e meu vestido – se é que eu estava usando um — para ira embora daquele lugar.

- Não seja idiota Madalene. – Noah fala ainda rindo. – Não aconteceu nada entre a gente, mas não foi por vontade. – Comenta com aquele sorriso presunçoso no rosto. – Eu tive que te convencer que você não estava em condições para transar, sem falar que você não se lembraria de nada e isso me faria muito triste. – Noah fala fazendo uma carinha de tristeza fingida.

Meu querido vizinho levanta da cama espreguiçando-se enquanto eu procurava minhas roupas e tentava me convencer de que tudo aquilo não passava de uma brincadeira do idiota. É claro que eu nunca pensaria em transar com ele, ainda mais com ele. Quando minhas lembranças voltassem, eu confirmaria tudo aquilo e provaria que Noah Cavalcanti era um idiota.

- Onde estão meus sapatos? – Indago desistindo de procurar. – E minha roupa? – Acrescento rapidamente.

- Quer saber de algo engraçado Madalene? – Pergunta Noah vindo em minha direção. – Ontem você disse que não gostava que as pessoas perguntassem onde estavam seus sapatos, preferia que as perguntassem onde está sua calcinha... Bem, onde está sua calcinha? – Indaga Noah no meu ouvido fazendo-me arrepiar, de novo.

Eu estava de calcinha. É claro que sim. Porque ele estava falando aquilo? Eu perdi meus sapatos? Eu perdi minha roupa? Eu saio de casa sem calcinha? Ou será que Noah as... Afasto os pensamentos da minha mente.

- Onde está minha roupa? – Pergunto pela segunda vez.

- Hm, que eu me lembre, você as tirou no chuveiro. – Noah fala afastando-se de mim. – Ainda devem estar lá, se quiser, depois eu te mando seu vestido... Mas acho que o estrago de ontem foi demais para ele, à solução será coloca-lo fora.

- Meu vestido está destruído?

- Não diria destruído, diria amassado, sujo e provavelmente rasgado.

- Isso é destruído, caso não saiba.

- Vai querer remédio para ressaca? – Pergunta Noah mudando de assunto.

- Não estou de ressaca. – Minto.

- E eu sou virgem. – Noah afirma revirando os olhos. – Vai querer ou não?

- Vou sim. – Murmuro irritada.

- Fique quieta no quarto, e se for vomitar vá para o banheiro, por favor. Volto em um minuto. – Diz saindo do quarto.

É claro que eu não o obedeço – pelo menos a parte de ficar no quarto. Saiu do quarto de Noah, em busca de um banheiro. O encontro e me olho no espelho. Eu estava destruída. Parecia que um caminhão havia me atropelado. Estava sem minha maquiagem, então não teria muito que fazer por ora. Escovo os dentes com o dedo, lavo meu rosto e acho meu vestido jogado no chão do chuveiro. Ele estava realmente destruído.

- Ai está você. – Escuto Noah fala irritado atrás de mim.

Largo o vestido no chão onde havia encontrado e ando até ele pegando o remédio e engolindo rapidamente com ajuda do copo de água. Agradeço e ele me leva de volta ao quarto.

- Você tem algum compromisso para agora? – Pergunta Noah.

- Não que eu lembre, por quê?

- Ótimo. – Noah fala abrindo um sorriso e vindo em minha direção.

Antes que eu pudesse revidar, ele havia colocado suas mãos em minha cintura e me puxado para mais perto de seu corpo. Seus olhos vão diretos para o meu. E eu vejo desejo neles, e eu vejo meus próprios olhos com aquela emoção. Nada estava fazendo sentido desde que eu havia acordado. Então, porque não fazer algo que não faz sentido naquele momento?

Adivinhando o que eu queria, Noah aproxima seu rosto para mais perto do meu. Eu podia sentir sua respiração em meu rosto, tudo o que eu queria era que ele me beijasse naquele momento, eu queria sentir seu gosto, queria saciar aquele desejo que me consumia desde que eu havia acordado ao seu lado.

Vendo que o idiota estava esperando que eu o beijasse, estava prestes a acabar com a pouca distancia entre nós quando o telefone toca. Tiro meus olhos de sua boca e os levo até o celular que tocava em cima da cama. Noah não havia afrouxado seu aperto em minha cintura, eu o olho e percebo o que ele ia fazer.

- Hm, eu acho que você precisa atender. – Sussurrando sem firmeza na voz.

Noah me avalia por dois segundos.

- Tem certeza? – Pergunta com a voz rouca.

- Sim, hm, claro. – Afirmo ainda sem firmeza.

Não queria que ele me largasse, mas não conseguia ficar mais um segundo sem o olhar e não quer o beijar. Eu o desejo com uma força que eu não conhecia, eu o queria como há tempos não quero alguém. Porém, sabia que aquilo não era o certo. Não para mim, pelo menos.

Noah, parecendo contrariado, solta minha cintura e pega seu celular em um movimento rápido e brusco. Murmura algo do tipo “fica ai” para mim e o vejo desaparecer pela porta do quarto. Mordo meu lábio e decido que deveria ir embora daquele lugar antes que ele voltasse.

Saiu do quarto rápido e desço as escadas o mais rápido que consigo sem fazer barulho. Quando chego à porta da frente de Noah, destranco e escuto Noah gritar meu nome com raiva. Sai da casa e enfrento o frio até chegar a minha porta. Vejo que Noah estava parado em sua porta parecendo bastante aborrecido.

***

Havia rejeitado Noah Cavalcanti por duas vezes.

E algo me dizia que isso não é um bom sinal.

Notas finais
Aaaaha, alguém gostou? Diz que sim, por favoor!
Eu amo esse capítulo, mesmo pequeno :c E espero que gostem também.
Ah, eu estarei respondendo os review's agora mesmo, então não se preocupem. Outra, mandem recomendações, elas são legais e favoritem, pq sim. Mentira, só mandem review's que está de bom tamanho.
Ah, e pelo jeito ninguém gostou do novo estilo do Nyah!, bem, eu não gostei também... Quero meus review's de volta, em vez de favoritos... ficou tão chato, bleh!
Okay. Caso não tenham nada para mandar, perguntem algo para Tia Bells aqui que eu irei responde, okay? Ok. Ah, e apareçam todos, por favor né?
Dependendo da quantidade de review's, o próximo cap sai semana que vem kkk
Beijos e boa semana!