Vestido Da Sorte
8 Caso dos sapatos desaparecidos: Solucionado!
Notas iniciais
Então, aqui está mais um capítulo para vocês! Eu gosto dele, mas não está cheio de intrigas, e essas coisas. Mas ele tem quase três mil palavras (yeah!) e está no mesmo estilo que utilizo na história!
Ah, está sem título porque não consegui pensar em nenhum que fosse a cara do capítulo, alguém quer me ajudar? Falarei mais sobre isso nas notas finais, então leem!
Boa Leitura, e qualquer erro, comunique-me!
– Você sabe do que eu estou falando. — Meu pai fala suspirando dramaticamente. — Você e sua mãe tem que parar de brigar, já faz três dias que não se falam.
– Eu não estou ignorando ela, ela que está me ignorando. — Explico colocando mais uma bolacha na boca. — Não tenho culpa se eu não a deixo controlar minha vida.
– Sua mãe queria uma mulher de personalidade, e ela teve uma. — Meu pai comenta abrindo um sorriso gentil para mim. — Eu quero ver vocês duas se falando novamente.
– Então diga isso para ela pai. — Rebato dando mais uma mordida no biscoito. — A propósito foi ela que começou todas as brigas nessa casa desde que eu cheguei aqui... Até parece que ela não ficou feliz em me ver.
– Não diga uma coisa dessas Madalene, sua mãe está feliz com você aqui em casa. É apenas difícil ver que sua filha cresceu e não precisa mais de cuidados e nem acata mais suas regras. — Meu pai explica encolhendo os ombros.
– Eu já tenho 21 anos seguir as regras da mamãe já não é exatamente a coisa esperada, não acha? — Indago arquejando uma sobrancelha, hábito que havia roubado de meu pai quando criança.
– Madalene... — Suspira meu pai.
– Pai, por favor, não se meta nos meus assuntos com a mamãe. — Digo tentando não ser rude, já que não era minha intenção. — Você sabe que eu e ela vivemos em pé de guerra não adianta se estressar.
– Está bem, irei deixar seus assuntos com sua mãe para lá. — Meu pai aceitando que ele havia sido derrotado nessa conversa. — Agora, se eu ver mais alguém brigando nessa casa irei tomar providências e você não irá gostar. — Ameaça.
Assenti com a cabeça. Sabia que se meu pai quisesse colocar um fim naquela briga com minha mãe ele colocaria rapidamente. Mas meu pai era um homem bom, e apesar de aceitar o que minha mãe dizia e ter um jeito meio rústico de viver ele sabia como ninguém resolver problemas dos diversos tipos e graus.
– Agora Mada, eu tenho algo para te perguntar. — Meu pai fala pegando um biscoito do pacote e mordendo.
– Pois pergunte. — O incentivo comendo mais uma dos deliciosos biscoitos da tia Meg.
– Quando suas férias acabam? — Questiona meu pai sério.
Eu o encaro por alguns segundos processando sua pergunta e tentando encontrar uma resposta plausivel para sustentar as férias inventadas.
Meus pais ainda não sabiam que eu havia sido contratada como jornalista na revista — e só começaria a trabalhar quando a revista realmente inaugurasse daqui a algumas semanas — e minhas "férias" estavam durando mais de um mês, eu sabia que meu pai começaria a desconfiar. Ele não é idiota, é esperto, observador e esperaria o momento certo para fazer a tão temida pergunta.
– Quer se livrar de mim é Senhor Gregory? — Respondo com uma falsa ofensa.
– Eu estou adorando os dias que tem passado aqui minha filha. — Meu pai fala com sinceridade. — Mas é estranho a Agencia te dar mais de quinze dias de férias, quem dirá um mês.
– Papai, não se preocupe. — Digo tentando o tranquilizar. — Eu trabalhei para eles três anos sem parar, o mínimo que eles poderiam me dar é mais de um mês de férias não concorda? — Minto na cara dura. — Além do mais, logo eu estarei trabalhando novamente.
– É, você tem razão Madalene. — Meu pai fala com um suspiro demorado. — Estou feliz que esteja em casa. — Fala me puxando para um abraço carinhoso.
Sinto-me ainda pior por ter mentido para ele. Sabia que não era certo, devia ser corajosa e contar a verdade. Mas eu sabia que ele não entenderia minha mãe nunca mais olharia para mim e eu não queria mais problemas. Eu o abraço forte e depois de alguns segundos ele me solta para atender ao telefone que acabará de tocar.
Aproveito o momento e subo para o meu quarto rapidamente. Cris não estava em casa, voltaria apenas à noite junto com minha mãe. Escuto meu pai sair pela porta após alguns segundos e fico sozinha em casa. Vejo meu celular e constato que tenho uma mensagem.
"Venha me encontrar em minha loja, tenho uma surpresa para você. N.".
Eu fico olhando a mensagem por alguns segundos assimilando o que eu estava lendo. Noah havia dito que tinha uma surpresa para mim? E que era para eu encontrar com ele em sua loja? Não sabia se respondia, aparecia na loja ou simplesmente o ignorava. Porém, minha curiosidade era tanta que quando percebi já estava no meio do percurso para a loja de vinhos.
Noah e eu não nos falamos mais do que o necessário desde que acordei em sua casa e quase nos beijamos. Sempre que ele tentava ficar sozinha comigo eu fugia, ou algo/alguém nos atrapalhava. Minha relação com Noah que já era nada normal ficou mais estranha ainda depois do quase acontecido beijo, e agora ele diz que tem uma surpresa para mim. É algo estranho!
Abro a porta de sua loja de vinhos e escuto o sininho irritante tocar. Não sabia qual a necessidade de ter um sininho na porta em pleno Séc. XXI, mas a loja não era minha. Não havia mais ninguém no lugar, exceto o vendedor, mas ele estava dormindo então não contava como alguém. Penso em dar meia volta e ir embora já que Noah não estava ali pelo que parecia.
– Você veio. – Escuto alguém falar saindo de uma porta despercebida até então por mim. Noah parecia um pouco surpreso por me ver aqui. – Achei que você não iria vir.
Demoro alguns segundos para responder. Cavalcanti estava usando uma camisa polo de cor azul clara e calças jeans. Seu cabelo estava no costumeiro e seu rosto já havia saído de surpresa indo para seu costumeiro sorriso sedutor. Embora ele não estivesse mais do que normal, eu ainda o achei bonito e sexy.
– Hm, você disse que tinha uma surpresa. – Respondo-o por fim tirando minha atenção de seu corpo.
– Ah, sim, a surpresa... Espere um minutinho. – Noah responde olhando para os lados em busca de algo. – Onde foi que eu coloquei? – Indaga-se para si mesmo.
Enquanto ele procurava sabe-se lá o que, olhei para os vinhos. Nenhum deles me chamou a atenção. Eu não era uma expert em vinhos, nem havia feito uma faculdade para adquirir esses conhecimentos, a única coisa que eu sabia era que para eles serem bons tinham que ser velhos!
– Aqui! – Noah exclama satisfeito por ter encontrado o que procurava.
Ando para mais perto dele e o vejo segurando uma sacola em sua mão. Eu o olho arquejando minha sobrancelha mostrando que eu não estava entendo nada.
– Tome. – Diz com um sorriso satisfeito me alcançado a sacola.
Pego-a rapidamente. Estava curiosa para saber o que havia dentro, afinal não é todos os dias em que um cara lindo (e perigoso) como Noah dizia que havia uma surpresa para você. Dentro da sacola havia meu vestido e meus sapatos, aqueles que eu usei na festa que fiquei bêbada.
– Você encontrou meus sapatos! – Exclamo alegre.
Estava sentindo falta dos meus saltos fabulosos. Não é todo o dia em que temos um sapato extremamente confortável e ainda por cima exclusivo e maravilhoso!
– Sim, Laurene me encontrou esses dias na rua e pediu para te entregar os sapatos já que somos vizinhos. – Noah informa apoiando os cotovelos no balcão que nos separava.
– Ah, Laurene. – Solto sem perceber com um tom que não gostou.
Não que eu tenha ciúmes de Noah com Laurene, longe de mim. Laurene e Noah eram livres para fazerem o que quiser de suas vidas e eu não estragaria o começo de um romance tão prospero daqueles dois.
(Eca!)
– Não precisa ficar com ciúmes Mada, eu não pego mulher dos outros. – Cavalcanti diz dando uma piscadela para mim.
Reviro os olhos e pego o vestido.
– Achei que você tinha colocado fora, tinha até desistido dele. – Admito olhando para meu vestido que antes parecia que havia sido atropelado por um ônibus. Agora ele estava sem amasso, parecia que eu havia comprado novamente da loja. – Como conseguiu deixa-lo... assim?
– Limpo? – Indaga Noah rindo, eu reviro os olhos dando um sorriso. – Eu ia coloca-lo fora, mas pensei que poderia ser seu vestido da sorte ou qualquer frescura dessas. Vocês mulheres, não dá para entender. Então, mandei para a lavanderia e tive que pagar um adicional para aquela golpista deixar o vestido apresentável novamente. Você fez um belo trabalho nele.
– Não é meu vestido da sorte, mas obrigada. – Agradeço com sinceridade. – Você não é tão ruim quanto pensei. – Admito em tom de brincadeira.
– E você não é a chata, metida, fresca que eu pensei.
– Essa magoou! – Finjo estar magoada. – Mas é sério, obrigada. Quanto eu te devo pela lavagem? – Indago por educação.
– É por conta da casa. – Noah fala, e não aceita meus argumentos para pagar a lavagem do vestido nem nada do que aconteceu, em vez disso recebo um convite. – Mas se quer tanto me agradecer, vá comigo naquela festa que eu te falei.
– Noah, é sério? – Indago guardando minhas coisas na sacola.
– Estou falando sério, e não aceito não como resposta.
– Se eu disser sim, você para de encher? – Questiono arquejando, novamente, minha sobrancelha.
– Sim senhorita Gregory.
– Tudo bem, eu serei sua acompanhante.
Não sabia o porquê de Noah querer me levar àquela festa da caridade. Fazia alguns anos que eu não ia a uma festa desse tipo que eu nem havia pensado na ideia de ir a essa festa até Noah me lembrar nesse momento do evento. Eu também não fazia a menor ideia do porque ele quer levar a mim sendo que tinha várias mulheres interessadas nele.
Antes que meu novo acompanhante para a festa falasse alguma coisa, a porta é aberta e o sininho é tocado anunciado um comprador. Era uma senhora de seus 70 anos bem vestida e com um sorriso nos lábios quando viu Noah.
– Depois eu te ligo. – Diz Noah beijando minha bochecha e se dirigindo até sua cliente. – Senhora Maxon, no que posso ajudar?
Aproveito o momento e saiu da loja rapidamente levando minha “surpresa”. Quando estava começando a fazer o caminho para casa recebo uma mensagem de Max avisando que enfim minhas coisas haviam chegado a sua casa e que eu precisava comprar creme de leite para Sophia.
Passo no mercado e pego o bendito creme de leite e sigo para casa de Max. Agradeci pelas minhas coisas terem chegado enfim na casa de meu irmão, havia achado que eles tinham jogado tudo pela janela do meu ex-apartamento-coletivo. Meia hora depois estava subindo as escadas para ir ao andar onde eles moravam. Toco a campainha e Max atende a porta enquanto falava ao telefone.
– Tudo bem Senhor Fígaro, tudo estará pronto o mais rápido que imaginar e na maior discrição possível, fique tranquilo. – Diz Max fechando a porta após eu ter passado por ela. – Passar bem Senhor. – E desliga o telefone. – Trouxe o creme de leite?
– Oi para você também. – Digo revirando os olhos e balançando a pequena sacola plástica. – Para que precisam do creme? – Questiono curiosa.
– Sua amiga está tentando fazer uma sobremesa. – Suspira Max puxando a sacola de minha mão. – Reze para que não aconteça um acidente!
Eu dou uma risada e sigo para a sala colocando minha bolsa no sofá. Sophia nunca foi uma boa cozinheira para sobremesas, sempre dava alguma coisa errada e isso quer dizer que acidentes envolvendo farrinha no seu cabelo até ovos quebrados no seu pé. Era algo extraordinário de se ver!
Sigo até a cozinha e vejo minha amiga dando um leve beijo em meu irmão. Eu havia me acostumado com a cena, porém isso não significava que era nojento. Ele era meu irmão, isso explica tudo!
– Mada! – Sophia grita quando me vê. – Obrigada pelo creme de leite.
– O que você está fazendo? – Indago olhando para a bancada coberta pelos ingredientes, tudo derramado.
– Algo que envolva creme de leite, chocolate e morangos. – Responde minha amiga contando nos dedos os ingredientes.
Aquilo não parecia ser algo bom, na verdade eu me perguntava se alguém teria coragem de comer alguma coisa feita pelas mãos nada habilidosas por Sophia.
– Venha Mada, vou te mostrar suas coisas. – Max fala me puxando pelo braço cozinha a fora. – E eu preciso conversar com você. – Murmura apenas para mim ouvir.
Meu irmão me leva até o quarto que servia como depósito da casa. Minhas coisas estavam lá, seis caixas ao total. Era triste ver que tudo o que sobrará só estavam nessas seis caixas e que eu nunca mais voltaria para Nova Iorque, ou pelo menos por enquanto. Max encostou a porta e puxou um banquinho para se sentar.
– Suas coisas chegaram agora a pouco, pode deixar aqui em casa. – Anuncia.
– Obrigada, mas prometo que assim que conseguir um apartamento irei tirar tudo daqui. – Agradeço.
Todos ali naquela casa sabiam que eu não poderia levar as caixas para a casa de minha mãe. Seria como levar sua corda para o enforcamento e eu não queria morrer tão jovem. Puxo um banquinho e sento ao lado de Max.
– Do que queria conversar? – Questiono por fim.
– Madalene, eu acho que você deveria contar que você foi demitida. – Max começa, eu fico quieta apenas o escutando. – Eu sei que a reação deles não será a melhor de todas, na verdade, sei que eles irão te caçar seja lá onde você estiver e vão de esfolar vivo, mas você sabe que a mentira tem perna curta e uma hora eles vão descobrir e será pior.
– Max, eu sei que devia ter contado a verdade desde o começo. – Admito. – Mas... Você sabe como é a mamãe, qualquer coisa ela surta. Ela está sem falar comigo alguns dias porque eu apareci em casa de manhã e não falei onde eu estava.
– Quando você apareceu de manhã? E onde você estava? – Indaga Max se virando para mim e me olhando nos olhos.
– Max, não fuja do assunto! – Digo revirando os olhos.
– Não estou fugindo, estou apenas querendo saber com quem minha irmãzinha anda por ai.
– Ei, ei, ei. A culpa foi sua por ter me deixado naquela festa e só ter levado Sophia. Isso é algo que se faz com uma irmã por acaso? – O acuso na cara dura. Era a única coisa que eu lembrava o que havia acontecido naquela festa, essa e algumas imagens sem muito foco deu olhando os meus pés, falando com Sophia e com Noah.
– Ah, aquela festa. – Max diz parecendo irritado. – Eu queria mesmo falar sobre a festa, Sophia estava bêbada quando a encontrei e você tinha sumido, achei que tivesse abandonado sua amiga. Eu achei que vocês duas fossem mais responsáveis.
– Não venha falar de responsabilidade para mim Maximiliano Gregory, você mesmo é um poço de irresponsabilidade então não tem direito de julgar os outros. – Falo estressada com aquilo.
Max sempre teve uma postura protetora comigo, às vezes chegava a ser pior do que minha mãe. Porém com Max era mais suportável de se conviver, além do mais meu irmão não é do tipo que fica sem falar contigo do nada. Agora me chamar de irresponsável era algo irônico vindo dele.
– Tudo bem, tudo bem. – Max fala adotando seu sorriso brincalhão nos lábios e erguendo seus braços em rendição. – Tudo bem Senhorita Madalene, não está aqui quem falou.
– Idiota! – Xingo rindo um pouco.
– Vamos, quero ver o que minha noiva preparou para nós. – Max fala levantando e me ajudando a ficar em pé. – Eu mal posso esperar. – Ironiza com uma careta de desgosto.
– Ainda tem chance de deixa-la, fugir para Las Vegas e vivar um apostador perdedor. – Anuncio com animação falsa essa proposta. – Você se chamaria “El Apostador” e usaria um bigode falso.
– Cala a boca Mada. – Max fala bagunçando meu cabelo apenas para me irritar e sai do quarto. – Você vem?
– Já estou indo. – Digo com um sorriso.
Quando o vejo desaparecer do corredor entrando na cozinha, eu fico de joelhos e abro a primeira caixa procurando nada em especial. Na primeira caixa que abri encontrei minhas roupas e sapatos que eu jurava ter sido jogado fora, afinal é uma regra da agência e do apartamento. Acho que eles tiveram pena de mim por ter engordado dois quilos e queria mostrar que eu não cabia mais nas roupas, eles são malvados!
Na segunda caixa, e as demais, havia as coisas que ficavam em meu quarto e em minhas prateleiras como: o resto de minhas maquiagens, joias, fotografias, objetos decorativos e mandaram até um presentinho de agradecimento pelos serviços prestados: Um abajur lava de cor vermelha, com um cartãozinho que rasguei em pedaços após lê-lo.
– Madalene! – Escuto gritarem da cozinha.
Levanto do chão fechando as caixas e sigo para a cozinha torcendo para que o doce maluco de Sophia tenha ficado bom e não me dê dor de barriga como a última vez.
Notas finais
Alguém teve alguma ideia sobre o título do capítulo? Quem escolher um e eu gostar ganha metade do próximo capítulo, só para vocês verem como eu estou sem criatividade para um título adequado a essa capítulo. Então, vamos lá minha gente, ajudem-me!
Aaah, antes que eu esqueça os review's serão respondidos até amanhã, desculpa por não ter respondido antes :c Espero que isso não aconteça novamente, porque né?
E gente, eu quero comentários, opiniões, críticas e perguntas se quiserem! Eu estou sentindo falta de algumas pessoas e não quero desanimar com a história por falta dos meus leitores hein? Então, por favor, comentem! O próximo capítulo só sairá com mais de dez review's e isso é o minimo que eu estou pedindo com a quantidade de leitores que tenho, poxa :c
Enfim, tenham uma boa sexta feira!
E não se esqueçam dos títulos valendo um capítulo sahushua
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