Vestido Da Sorte

12 Conversa de caçadores de vampiros.


Notas iniciais
Hey people, eu estou de volta com mais um capítulo pronto (e o próximo também). Quero agradecer as pessoas que comentaram no capítulo passado, ainda não respondi nenhum dos review's, mas até segunda eu estarei com tudo organizado já que recuperei minha internet ontem. Se puderem esperar só mais um pouquinho, prometo que tudo estará aos conformes novamente. Eu gosto desse capítulo, de um jeito estranho. Não gosto muito do inicio, mas amo o final! Sem mais delongas, porque eu não vejo a hora de postar ele, boa leitura.

12. Conversa de caçadores de vampiros.

Abro os meus olhos lentamente acostumando com a claridade do quarto. Quando me acostumo com a luz, solto um suspiro cansado. Havia dois dias que não dormia em casa, e nem na de meu irmão. Havia dois dias que eu ignorava a existência de uma vida lá fora, e passava os dias na cama do quarto de hospedes da casa de Noah.

Ah, Noah!

Ele havia sido um cavalheiro completo, deixando eu me afundar em uma depressão na casa dele. Aparecendo depois do trabalho e passando quantas horas fossem precisas comigo até eu adormecer. Um simples “obrigado” não era nem de longe o bastante para agradecê-lo.

Levanto da cama e sigo até o banheiro do corredor para tomar um banho e fazer minha higiene matinal. Sabia que Noah não estava em casa, já que ele saia cedo para trabalhar em sua loja de vinhos e só voltava na hora do jantar com sacolas de um restaurante recheadas de comidas gostosas.

Amarro o meu cabelo após sair do banho, e olho-me no espelho. Meu rosto estava inchado, e pálido. Havia dois dias que ele não via maquiagem ou recebia qualquer tratamento que estava acostumado. Minhas unhas estavam com o esmalte descascado e eu sentia falta de minhas joias.

Escovo os dentes decidindo o que fazer para mudar minha situação.

Sabia que não podia mais me esconder do mundo, e sabia que minha mãe não merecia que eu demonstrasse que estava abalada. Devia recomeçar minha vida, como deveria ter feito assim que coloquei os pés na cidade. Embora, desta vez, não houvesse mentiras para sustentar minha vergonha de ser demitida.

E para começar o dia, decidi de colocar um dos meus vestidos favoritos de cor azul marinho, tomara que caia e com uma faixa abaixo do busto que tinha um laço pequeno na lateral. Havia colocado também meias-calças grossas devido ao frio e pegado um casaco de couro de cor clara. E pego minhas botas marrons de cano alto calçando-as nos pés. Andei em direção ao banheiro com meu nécessaire com algumas das minhas maquiagens e comecei a dar um trato na minha aparecia por fim.

Não poderia deixar me terminar porque minha família ao lado havia se decepcionado comigo. Não podia também, deixar com que toda a energia negativa me consumisse daquele jeito e pior, não poderia perder meu emprego.

George havia sido compreensivo comigo, me dando uma semana de folga devido ao meu trabalho duro para que tudo desse certo para o lançamento da revista, além das matérias extras que havia preparado anteriormente para a próxima edição. E conforme ele, o escândalo que eu havia protagonizado, não poderia ter sido uma publicidade melhor para a revista como aquela.

– Olho por Olho, não poderia estar mais badalada! – Exclamou feliz no telefone.

Após terminar de me maquiar, sinto como se tivesse voltado ao normal. Coloco de volta meu nécessaire no quarto que estava ocupando e pego um colar simples com um pingente de sapato com um rubi na ponta e coloco em meu pescoço e termino colocando meus brincos. Solto meu cabelo e me olho no espelho.

– Agora pareço eu! – Exclamo para o meu próprio reflexo.

Pego meu celular e marco manicure/pedicura para aquela tarde. Desço as escadas indo para a cozinha e pegando uma das frutas da cesta que Noah mantinha bastecida sempre. Pego um papel e escrevo um bilhete dizendo que voltaria apenas na hora do jantar, para caso ele aparecer antes do previsto. Pego minha bolsa marrom cheia de franjas e saiu de casa sem rumo certo, ainda.

Para a minha felicidade não havia topado com minha mãe e nem com meu pai quando sai da casa de Noah e preferia que continuasse assim. Não estava preparada para enfrenta-los, não estava a fim de brigar mais uma vez. Dizem que o tempo cura até os piores machucados na alma, então eu torcia para que o tempo amenizasse tudo.

Sigo em direção ao apartamento de Sophia e Max, mesmo que sem perceber. O porteiro dá um sorriso abrindo a porta para mim, e eu agradeço retribuindo seu sorriso. Subo as escadas e toco a campainha. Poucos minutos depois, a porta é aberta revelando minha amiga um pouco surpresa e com a maquiagem em apenas um dos olhos.

– Agora a moda é andar com um olho só maquiado? – Pergunto em tom de brincadeira entrando na casa assim que Sophia dá espaço. – Espero não estar atrapalhando.

– Besta! – Me xinga fechando a porta. – E você nunca atrapalha, mas não apareça aqui na madrugada, daí sim você estará atrapalhando. – Sophia diz soltando uma piscadela para mim. – E como você está amiga?

– Estou me sentindo gente, acho que isso é alguma coisa. – Falo jogando minha bolsa em seu sofá e indo para a cozinha. – Sinto cheiro de queimado. – Anuncio ignorando a expressão preocupada de Sophia.

– Max! – Minha amiga grita após regalar os olhos. – Max, os bolinhos. – Grita de novo passando por mim correndo.

Meu irmão aparece do nada e corre para a cozinha para ajudar sua noiva. Eu fiquei apenas olhando, já que não sabia o que exatamente estava queimando e o que fazer naquela situação.

– Max, você queimou os bolinhos. – Sophia ralha com meu irmão.

– A culpa foi toda sua, mandei você não tirar os olhos deles enquanto ia me vestir. – Meu irmão retruca tirando a forma cheia de bolinhos do forno e colocando em cima da bancada. – Minha obra de arte destruída.

– A culpa foi toda de Madalena, por ter tocado a campainha. – Sophia diz lançando um olhar irritado para mim. – Agora eu não vou poder comer os famosos bolinhos do Max. – Anuncia triste.

– Ei, ei, não me coloque no meio. – Defendo-me descruzando os braços e andando em suas direções. – E desde quando você sabe fazer bolinhos? – Pergunto olhando para Max.

– Desde que eu vi no programa da televisão. – Ele anuncia. – Eu tinha certeza de que esses ficariam bons, mas agora estão queimados.

– Eu estava torcendo para que ficassem bons mesmo, as últimas três fornadas ficaram horríveis. – Sophia informa pegando a forma e indo em direção ao lixo colocando os bolinhos na lata.

– Estavam horríveis mesmo, parecia até que Sophia havia os cozinhado. – Max diz em tom baixo para mim.

– Eu ouvi isso. – Minha amiga diz colocando a forma na bancada outra vez e depois batendo em Max com o guardanapo. – Eu tento agradar e assim que me agradecem.

– Sua comida é horrível amiga, desculpa dizer a verdade. – Concordo com Max e Sophia revira os olhos.

– Eu sou obrigada a te aturar e olha como você me agradece, ficando no lado de Max. – Finge estar ofendida colocando a mão em seu coração como se doesse. – Os dois são irmãos mesmo, eu não mereço esse carma!

– Hm, amor... – Max chama. – Porque você está apenas com um olho maquiado e o outro não?

– Culpe sua irmã, ela disse que era moda em Paris. – Sophia diz dando uma risada. – Vou terminar de me arrumar, e você mocinha, não saia dessa casa sem conversar comigo.

– Nem pensaria numa coisas dessas. – Afirmo erguendo minhas mãos como forma de rendição.

Sophia sai da cozinha e me deixa sozinha com Max. Ele estava usando apenas uma calça jeans clara. Max começou a comer as migalhas dos bolinhos, e eu comecei a mesma coisa.

Bolos queimados não são tão gostosos, mas as migalhas deixadas são deliciosas.

– Então, como anda na casa do Conde Drácula?

– Normais, eu acho. – Respondo dando de ombros.

– Ele não está te fazendo nenhum mal, né? – Max pergunta e eu reviro os olhos. – Tipo, fazendo de você a escrava, bebendo seu sangue ou qualquer coisa de vampiros.

– Fique tranquilo Max, Noah não está fazendo nada disso. – Afirmo com um sorriso. – Acha que eu o deixaria beber meu sangue?

– Não, mas se ele tentasse, o mataria com minha estaca de madeira e meu colar de alho, embora eu tenha quase certeza de que você o mataria antes de eu ter a oportunidade.

– Muito corajoso da sua parte, mas tudo está sobe controle. – Afirmo dando uma risada com nossa conversa. Quem ouvia, pensava que éramos doidos.

– Do que estão falando? – Sophia pergunta entrando na cozinha maquiada e com um vestido.

– Conversa de caçadores de vampiros. – Informo.

– Conversa de gente normal, claro. – Sophia ironiza parando na frente de Max. – Amor, me ajuda a fechar, por favor?

Meu irmão fecha o vestido e coloca os cabelos dela para o lado beijando o seu pescoço e depois fecha em volta do pescoço de sua amiga o colar que ela havia trazido também.

– Obrigada. – Sophia agradece.

– Disponha.

– Madalene, agora nos diga como é estar na casa do gostosão? – Minha amiga diz enquanto Max solta um barulho de indignação. – Calme amor, você sabe que eu só tenho olhos para você. – Sophia diz mandando um beijo para Max que revira os olhos.

– Normal, eu acho. – Respondo, novamente.

– Não seja tímida Mada, conte-me todos os detalhes. Vocês estão dormindo na mesma cama? – Pergunta abrindo um sorriso safado.

– Não, eu estou no quarto de hospedes. – Conto, omitindo a parte em que Noah fica comigo nela até eu pegar no sono. – E ele está dormindo no quarto dele. – Deixo claro, e vejo o sorriso de Sophia desaparecer.

– Nossa, e eu achando que você era mais para frente e não uma puritana.

– É você anda safada demais Sophia. – Replico com um sorriso.

– Você não imagina o quanto. – Murmura Max.

– Por favor, poupe-me desses comentários, você é meu irmão. – Afirmo fingindo que ia vomitar. – Tem coisas que eu prefiro não saber, obrigada.

– Até parece que você não sabe que transamos. – Sophia diz revirando os olhos e pegando uma garrafinha d’agua da geladeira e depois guardando de volta, assim que terminou de beber.

– Sei, mas prefiro ignorar.

– Mas enfim Mada, você vem comigo, tenho uma surpresa para você. – Sophia diz puxando-me pela mão para levantar do banquinho que havia sentado alguns segundos antes.

– Você vai adorar a surpresa, tenho certeza. – Max diz com um sorriso alegre.

– O que os dois aprontaram dessa vez? – Pergunto.

– Você vai ver. – Responde minha amiga, que anda até seu noivo e o beija rapidamente. – Não se esqueça de limpar a cozinha, e trazer o jantar essa noite.

– Sim senhora. – Max diz revirando os olhos. – Quer que eu engraxe os seus sapatos também?

– Eu não faço questão, mas se quiser. – Sophia responde dando-lhe as costas e indo para a sala buscar sua bolsa. – Vamos Madalene.

– ‘tou indo. – Respondo acenando para Max. – Só vou pegar minha bolsa, e podemos ir.

– Ótimo! – Sophia diz abrindo a porta.

Pego minha bolsa do sofá e coloco novamente em meu ombro passando pela porta já aberta indo para o corredor do apartamento. Minha amiga fecha a porta e descemos as escadas. E eu não poderia negar que estava ansiosa para saber o que Sophia e Max haviam preparado dessa vez, eu só torcia para que a surpresa fosse boa.

***

– Eu não sou a melhor amiga do mundo? – Sophia sorrindo animada.

– Sophia! – Digo animada puxando-a para um abraço. – Você é a melhor amiga do mundo, sem dúvidas! – Afirmo ainda a abraçando.

– Eu sei, eu sei. – Ela diz rindo. – Agora, o que achou afinal?

– Simplesmente... Perfeito! – Digo separando-me dela e olhando em volta.

Sophia havia me levado para um apartamento perto do prédio que eu estava trabalhando, e não muito longe de onde ela mesma morava. A princípio minha amiga havia me dito que iriamos apenas ver um apartamento que tinha sido recém-desocupado pelo antigo dono, mas quando chegamos lá, ela me disse que se eu quisesse, ele seria meu em menos de dez minutos!

– Ainda bem que gostou, porque eu e Max ficamos meio assim quando o vimos. – Sophia diz fechando a porta do apartamento enquanto eu olhava em volta. – Agora ele está decente, quando o proprietário saiu dele deixou até barata de brinde, tivemos que pagar uma fortuna para uma das faxineiras do prédio.

– Eu ainda não acredito que você me trouxe aqui. – Digo ainda maravilhada. – É tudo o que eu preciso para esse momento, nem sei como agradecer.

– Eu iria te trazer aqui alguns dias atrás, mas se você visse o estado da casa ia começar a chorar e nunca mais ia querer falar comigo. – Informa com uma cara de desgosto se lembrando de como estava o apartamento. – Mas agora ele está pronto para se habitado, e eu ainda nem o coloquei para alugar, você está vendo em primeira mão.

O apartamento era pequeno, mas bem aconchegante e ótimo para mim. Tinha quatro peças ao todo, só que bem amplas. A sala – onde estávamos agora – tinha janelas amplas que dava vista para boa parte da cidade; uma parede baixa separava a sala da cozinha e sobe essa pequena parede havia sido instalada uma bancada de mármore com uma pia branca em cima. No lado esquerdo da sala havia uma porta de correr de vidro esfumaçado, que levava ao terceiro cômodo que era o quarto e dentro dele havia mais duas portas: Uma destinada ao closet e a outra levava ao banheiro.

– Então, você vai querer ficar com ele? – Minha amiga pergunta por fim.

– Onde eu assino? – Pergunto por fim abrindo um sorriso animado. – Essa foi a melhor noticia que alguém poderia me dar nesses últimos dias! – Digo seguindo Sophia até próxima a bancada enquanto ela tirou alguns papeis de sua bolsa. – Você veio preparada já?

– Amiga este apartamento só não é seu porque eu não posso assinar no seu lugar. – Chase informa passando as folhas até chegar à última. – Bem, você vai querer ler o contrato agora?

– Hm, tem alguma cláusula que eu precise me preocupar? – Pergunto por fim.

– Não, estão todas conforme a senhorita irá querer. – Chase afirma pegando uma caneta de sua bolsa e me entregando. – E o aluguel é esse aqui. – Aponta para um valor na folha. – Não é muito caro, mas também não é tão barato por causa da localização aqui no centro.

Dou uma rápida olhada no contrato a minha frente, mesmo sabendo que eu iria assina-lo de qualquer jeito. Sophia era minha melhor amiga, ela não me colocaria numa fria. Além do mais, eu precisava de uma casa urgentemente e não acharia um apartamento por aquele valor no centro tão fácil assim.

– Assino aqui apenas? – Pergunto assinando na linha.

– E aqui, por favor. – Ela pede mostrando uma nova linha que eu assino. – Então é isso Madalene Gregory, bem vinda a sua nova casa! – Ela diz com um sorriso.

– É, bem vinda a nova casa! – Repito olhado em volta. – É ótimo ter uma amiga que seja corretora de imóveis. – Afirmo dando uma piscada para Sophia que retribuiu sorrindo.

Notas finais
Então, o que acharam do capítulo? A ideia incial era parar aonde estava os asteriscos, já que o capítulo passado foi enorme, but, eu não consegui e deixei ele assim. Espero que tenham gostado, já que Madalene está se tornando mulher (escuto um coro de aleluia?). O próximom capítulo já está escrito, e vamos saber um pouco mais sobre Noah, o misterioso. E para a ser bem chatinha, o nome do capítulo é "Atendentes de pizzaria não são confiaveis.", então deixe sua imaginação fluir e me diga o que acha que eu preparei para o próximo. Well, espero receber muitos review's porque ando inspirada esses tempos haha que estou pensando em fazer um bônus, mas só postar no final da fic para todos verem e algumas pessoas selecionadas para lerem antes (ainda não sei como vou fazer o sorteio), mas isso eu deixo para depois. Aah, para aqueles que queiram ler sobre as one que e havia comentado no capítulo passado aqui está o link "http://fanfiction.com.br/historia/452347/Historias_De_Fim_De_Ano/" com apenas uma one postada, porque irei postar a próxima amanhã. Espero que tenham gostado do capítulo, e até mais.