Vestido Da Sorte

13 Atendentes de pizzarias não são confiáveis.


Notas iniciais
Olá pessoas, como estão? Então, estou postando o capítulo no prazo de uma semana (amém!) e espero que gostem desse capítulo porque eu amo ele e a nova personagem! Agradeço aos review's e as visualizações da história. Ah, troquei a capa da fanfic e quem fez ela foi a bitch da Bia Alves, 3bjs procê baby... O que vocês acharam? Preferem essa ou a antiga? (Eu tinha enjoado um pouco da outra, psé). Opiniões nos review's, please. Boa Leitura!

13. Atendentes de pizzarias não são confiáveis.

Lá por oito horas cheguei à casa de Noah com duas sacolas na mão esquerda e três na mão direita lutando para abrir a porta com a chave reserva que ele havia deixado para mim.

Depois que aluguei o meu mais novo apartamento, Sophia me levou para fazer compras e decidir algumas coisas para o casamento. A data do grande dia seria marcada amanhã, mas ela queria que tudo estivesse encaminhado para não ocorrer erros. E acabei aproveitando o momento com minha melhor amiga e fiz algumas compras básicas para minha nova casa, já que eu não tinha na mala cama, sofá ou televisão.

Tive que retirar uma grande quantia da minha poupança, mas valeu a pena.

Quando consegui abrir a porta, entrei rapidamente e a fechei novamente o mais rápido que consegui. Os dias de inverno estavam acabando, mas aquilo não significava que o frio dava algum desconto para aquela cidade.

– Noah? – Chamei subindo as escadas para o quarto de hóspedes.

Estava animada para contar a novidade para ele.

Chamei mais uma vez, mas não escutei nenhuma resposta. Deixei minhas mais novas compras em cima da cama e desci para a cozinha para ver se ele estava ali. Noah tinha o péssimo hábito de colocar fones de ouvido enquanto cozinhava alguma coisa, então ele provavelmente não tinha me escutado caso estivesse em casa.

Quando cheguei à cozinha, quis dar meia volta e sair pela porta da frente.

Noah realmente estava em casa, realmente estava na cozinha com seus fones de ouvido. Mas ele não estava sozinho. Encontrei uma mulher que parecia ser mais velha do que eu, com cabelos cacheados e cheios de cor castanha usando uma camisa de gatinhos pequenos por todo o tecido, uma calça justa e saltos altos nos pés. Ela estava sentada em um dos bancos de frente a bancada segurando uma taça de vinho enquanto olhava para Noah que mexia algo no fogão.

Quando eu ia dar meia volta e sair sem vista, a tal mulher virou-se e sorriu amigavelmente para mim enquanto descia de seu banquinho e vinha em minha direção.

– Olá. – Cumprimenta-me aproximando-se cada vez mais de mim. – Você deve ser Madalene, certo? – Pergunta com um tom amigável.

A desconhecida estava com um sorriso em seu rosto mostrando seus dentes que recém haviam passado por um tratamento de branqueamento (eu reconheço de longe, vivi no meio disso e de cirurgias mirabolantes, então me de um crédito). Seus olhos eram de cor âmbar, que combinavam com sua pele clara. Ela parecia realmente mais velha do que eu, só que não muito. Talvez dois anos no máximo.

– Sou eu mesma, como vai? – Digo tentando ser, o máximo, educada.

– Vou bem, obrigada. – Ela responde.

– Hm. Eu conheço você?

– Oh, não. Desculpe, sou Kimberley. – Responde estendendo sua mão.

Eu aperto mesmo que confusa com aquele gesto, e tento sorrir.

– Prazer em conhecê-la, Kimberley.

– O prazer é todo meu, acredite.

– Hm. – Olho rapidamente para Noah que ainda estava de costas para mim. – Eu não queria atrapalha-los, então, com licença.

Kimberley olhou para trás e deu uma risada.

– Oh não querida, não pense em uma bobagem dessas. – Diz puxando-me de volta para a cozinha. – Eu e Noah não temos nada ainda bem, ele é apenas um amigo de longa data. – Informa. – E eu sou noiva. – Diz mostrando a aliança.

– Parabéns. – Digo com um sorriso mais amigável. – Mesmo assim, não quero atrapalhar a noite de vocês. – Tento dizer novamente, mas Kimberley não estava prestando mais atenção em mim e sim para sua aliança.

Seu noivado devia ser recente, porque ela olhava para o objeto em seu dedo com certo carinho e sonhos. Lembro que tinha visto esse mesmo olhar em Sophia logo que ficou noiva, então não podia culpa-la, ficar noiva é algo mágico mesmo!

– Madalene, voltou para casa. – Noah diz com um sorriso tirando os fones de seus ouvidos. – E vejo que decidiu sair de casa, e está linda.

– Obrigada. – Agradeço sorrindo pelo elogio.

Noah também estava lindo, mas eu não diria aquilo na frente de Kimberley. Ele usava uma camisa com a manga dobrada até seus cotovelos de cor escura, uma calça jeans também escura. Seus cabelos estavam mais bagunçados que um dia já foram. Ele estava lindo, ele era lindo, mas não diria aquilo de qualquer jeito.

– Tsc, tsc, tsc. – Escuto Kimberley acenar negativamente com a cabeça.

– Oh, ao que parece você já conheceu Kim. – Noah diz parecendo se lembrar de sua amiga recém agora. – A propósito, quer uma taça de vinho? – Oferece.

– Não beba, a garrafa deve estar envenenada. – Kimberley aconselha com um sorriso de deboche para Noah que revirou os olhos com um sorriso.

– Você está bebendo dessa garrafa e ainda não morreu. – Noah observa.

– Porque sou vacinada contra seus venenos meu querido. – Kim fala erguendo sua taça e dando um longo gole depois.

– Não escute a Kim, ela normalmente é uma bêbada sem noção. – Noah fala e sua amiga mostra a língua para ele. – Ainda mais agora que ficou noiva. – Diz.

Eu ia dizer algo, mas sinto cheiro de algo queimando.

– Acho que tem algo queimando Noah. – Afirmo e meu amigo me olha alguns segundos como se não entendesse até arregalar seus olhos e virar-se para trás praguejando todos os palavrões possíveis.

– Não escute isso querida, Noah não é tão educado quanto parece. – Kim diz se divertindo com aquilo. – O super chef Cavalcanti queimou a comida? Que feio, vou ter que fazer uma queixa para o papaizinho. – Ela diz por fim sentando-se no mesmo banco de antes.

– Cala a boca Kimberley. – Noah fala ainda olhando para a comida.

– Ele é delicado quanto o assunto é a família, não repare. – Kim diz bebendo mais um gole e depois olhando para mim com interesse. – Sente-se aqui querida, não vai querer passar a noite toda em pé, é claro.

– Ok. – Falo apenas seguindo pela cozinha e sentando-se ao seu lado. – Quer ajuda Noah? A coisa ai parece feia. – Observo.

E parecia mesmo. Tinha fumaça saindo por todos os lados, e meu amigo tirava e colocava as panelas de um lado para o outro com pressa que eu não sabia se devia ficar tranquila com aquilo ou preocupada com um possível incêndio.

– Não, obrigada Madalene. – Noah diz depois de alguns segundos.

– Deixe que ele fazer isso sozinho Madalene, acredite em mim. – Kim afirma. – Então, há quanto tempo os dois se conhecem mesmo?

– Mais de um mês, eu acho. – Digo não sabendo ao certo.

Eu nem sabia quantos meses estava nessa cidade, como iria saber quantos meses ou dias eu conhecia Noah? Ela queria algo impossível, pelo menos da minha parte.

– Ah, pouco tempo. – Kim diz parando para pensar em algo depois estala sua língua na boca e me olha como se tivesse lembrado algo. – Eu conheço essa mala a doze anos, muito tempo né?

– Muito. – Afirmo.

– Noah nem era bonito na época que o conhecia, usava um cabelo comprido horrível e óculos de garrafa terríveis mesmo! Ah, sem falar que ele era o maior nerd da escola, meu Deus, como ele era irritante! – Kim começa a tagarelar e eu só escutava com interesse. – Na verdade, ele continua irritante.

Era a primeira vez que eu estava sabendo de alguma coisa da vida de Noah. Meu irmão não gostava de falar sobre ele, minha mãe não era uma opção para saber sobre seu passado e Sophia ainda não havia pesquisado sua vida na internet. E ele próprio deixava todo aquele mistério com seus joguinhos ocultar sua vida.

Era interessante e curioso saber mais sobre sua vida, mesmo que um pouco.

– Teve uma vez que Noah surtou por causa de uma prova que acionou o alarme de incêndio e saiu gritando como doido que havia fogo. – Kim começa a contar, mas Noah a corta na hora.

– Não comece a contar essas histórias Kimberley, ou serei obrigado a contar as suas histórias. – Ameaça com um tom de divertimento. – Lembra-se do Bob com seus cabelos de macarrão?

– Desculpa Madalene, mas ele está me ameaçando com algo sério. – Kim afirma tomando o último gole de vinho de sua taça. – Então, quando sai à comida?

– Devido à entrada triunfal de Madalene, ela queimou inteira. – Noah informa me olhando feio. – E só sobrou isso. – Diz colocando uma panela na nossa frente com um pedaço de carne totalmente preto. – Essas comidas não podem ficar descuidadas por um segundo que queimam tudo, meu Deus.

– Ei, você andou falando com meu irmão? – Pergunto revirando os olhos. – Max também colocou a culpa em cima de mim porque ele queimou os bolinhos.

– Pelo visto você faz muitas entradas triunfais que queimam as comidas. – Noah observa colocando a panela dentro da pia e abrindo a torneira. Quando a água toca no fundo da panela quente ocorre aquele vapor típico. – Alguém vai quer pizza?

– Portuguesa e quatro queijos, por favor. – Kim logo diz pegando a garrafa de vinho e servindo-se mais um pouco. – A propósito, quem é Max?

– Meu irmão. – Respondo.

– E ele é gato? – Ela pergunta colocando a garrafa em cima da bancada perto dela.

– Você não está noiva? – Pergunta Noah se divertindo.

– O que os olhos não veem o coração não sente. – Ela afirma dando de ombros.

– Quem escuta pensa. – Cavalcanti afirma. – Você não conseguiria ficar nem uma semana longe de Paul. – Murmura, mas Kim o ignora.

– Mas afinal, ele é gato? – Kim pergunta de novo olhando para mim.

– Hm, eu acho que sim... – Afirmo pensando sobre o assunto.

– Solteiro?

– Noivo.

– E a noiva dele é bem ciumenta, e o seu também. – Noah diz pegando a garrafa de vinho e guardando no armário. – E para você, acabou o vinho por hoje.

– Noah, seu grande pedaço de merda, não estrague minha noite.

– Amanhã você me agradecerá. – Noah diz apoiando suas mãos na bancada. – Mas então, será pizza mesmo?

– Por mim, sim. – Eu afirmo. – Estou com fome.

– Portuguesa e quatro queijos, eu já disse. – Kim fala revirando os olhos. – Dá aqui a droga do telefone que eu mesma faço o pedido. – Ela diz esticando impaciente a mão. Noah entrega o celular e ela sai da cozinha rebolando com seu copo de vinho. – E não se comem enquanto eu estiver fora. – Grita do corredor.

– Desculpa pela Kim, mas ela ficou noiva hoje e não está acreditando na noticia como eu já disse. – Noah tenta se desculpar.

– Não se preocupe, ela é divertida. – Eu afirmo sorrindo. – E é legal saber um pouco mais sobre sua vida, já que você não conta nada sobre ela.

– Deixarei você descobrir por conta própria minha história. – Cavalcanti fala piscando o seu olho para mim.

– Pode apostar que eu irei descobrir logo. – Afirmo com uma segurança que eu não tinha; como eu ia descobrir a vida daquele ser?

–Então, o que fez hoje? – Noah pergunta abrindo novamente o armário atrás dele.

Pegou duas taças e o vinho que antes tinha guardado. Serviu um pouco em cada copo e guardou novamente o vinho no armário. Depois me entregou uma das taças e deu um longo gole na sua própria.

– Nada demais. – Digo e ele me olha como se esperasse que eu contasse algo mais. – Eu acabei de alugar um apartamento perto do meu trabalho. – Conto-lhe.

– Mada, que fantástico isso. – Noah fala parecendo feliz. – Isso é maravilhoso!

– É, a Sophia me fez essa grande surpresa hoje. – Conto. – E eu acabei ficando o apartamento, ele é pequeno, mas eu gostei dele.

– E quando você se muda?

– Daqui a quatro dias, os moveis ainda não chegaram e a imobiliária ainda tem que rever algumas coisas no apartamento antes de eu poder mudar. – Conto.

– Então terei que te aturar por quatro dias ainda? – Noah pergunta bebendo um gole de seu vinho. – Acho que terei que planejar a festa desde hoje para depois que você ir embora. – Fala em tom de brincadeira.

– Isso magoa. – Eu digo colocando a mão sobre o coração e fazendo uma cara fingida de que fiquei magoada. – Eu é que tenho que fazer uma festa, eu vou estar livre de você que é extremamente chato.

– A propósito, quero que me convide para a primeira janta do seu apartamento. – Noah fala mudando de assunto rapidamente. – Prometo levar um vinho ótimo para a ocasião.

– Eu tenho certeza que sim. – Digo dando um gole no meu vinho.

– Já disse que essas mulheres de pizzarias são irritantes? – Kimberley entra na cozinha com o celular em uma mão e a taça vazia na outra. – Ela teve a audácia de perguntar onde eu morava, como se eu fosse dizer onde eu moro para ela me assaltar. – Kim fala como se fosse um absurdo. – Atendentes de pizzarias não são confiáveis, é o que eu sempre digo.

– Eu acho que você bebeu demais por hoje. – Observa Cavalcanti olhando para sua amiga. – Que horas Paul disse que vinha te buscar?

– Não disse, provavelmente foi jogar cartas com os amigos. – Kim informa. – Então vou dormir hoje aqui, caso não se importa Madalene.

– Nem um pouco. – Digo sorrindo.

– Não acha que deveria pedir permissão para mim, o dono da casa? – Noah fala apontando para si mesmo em um tom fingido de indignação.

– Não. – Kim responde simplesmente. – E quero mais vinho, por favor.

– Você já bebeu demais por hoje.

– Só foram seis taças, a velha Kimberley Tomaz aguenta muito mais.

– Não, ela não aguenta muito mais. – Noah afirma indo em direção e pegando sua taça. Ele estica o braço para que eu pegasse a taça, e é isso que faço depositando-a em cima do balcão. – E agora, você senta ai que eu vou ir lá pegar a pizza já que você não deu o endereço daqui.

– Quer que eu vá Noah? – Prontifico-me. – Kimberley deve precisar de você, eu vou e volto rapidinho.

– Não precisa Mada, Kimberley só precisa tagarelar com alguém. – Informa enquanto ajudou sua amiga a sentar na cadeira atrás dela. – E esse alguém é você, aproveite! – Noah fala pegando as chaves de seu carro e indo em direção à porta. – E a mantenha longe do vinho, para o seu próprio bem. – Afirma por fim e sai de casa.

– O chato já foi embora? – Kimberley, que estava de olhos fechados até aquele momento, pergunta.

– Já sim. – Tranquilizo sentando-me ao seu lado.

– Ainda bem, Noah sabe ser bem chato quando quer. – Observa. – Acredite, convivo com esse cara há doze anos, eu sei o quanto ele pode ser chato. Teve uma vez que ele me proibiu de sair de casa porque eu estava bêbada, uma grande mentira. – Conta indignada com aquilo. – Paul acha que Noah é um bom homem, só que solitário, eu acho isso também. – Fala deixando transparecer pena em sua voz enquanto olhava para a porta de onde ele havia saído de antes.

– Ele é sempre misterioso assim? – Indago subitamente.

– Sempre, desde que o conheci quando tinha treze anos. Ele nunca fala de si mesmo, apenas em raros momentos e isso requer uma dose forte de álcool... E foi o que fiz para conseguir saber sobre sua vida. – Responde com uma risada.

– Então terei que embebeda-lo para conseguir que ele fale?

– Eu não faria isso se eu fosse você, o cara fica uma fera! Ficou sem falar comigo por um mês, mas depois voltou a falar comigo como se nada tivesse acontecido. Eu sempre disse que ele era louco, mas ninguém nunca acreditou em mim. – Comenta balançando suas mãos enquanto falava.

– E o que ele esconde tanto? – Pergunto ainda mais curiosa.

Kimberley me avalia por alguns segundos e estala sua língua em sua boca.

– Isso é o que você deve descobrir. – Ela diz batendo em meu joelho. – Eu preciso dar um pulo no banheiro, acho que esse vinho não era de uma boa safra. – Informa levantando-se e seguindo pelo corredor.

Fico sentada na cadeira pensando no que Kim havia me dito.

Noah era misterioso com todo mundo, nunca fala de si mesmo o que era irritante ao extremo. Pelo visto o único jeito de saber qual seu mistério era o embebedando, mas não faria aquilo por razões óbvias. Com o surgimento de Kimberley parece que acabou baixando um pouco essa proteção que ele tinha com sua vida permitindo-me saber um pouco mais sobre o louco que eu estava vivendo.

E eu aproveitaria o máximo essa oportunidade, antes de voltar ao escuro mais uma vez.

Notas finais
Então, o que acharam? Digam que gostaram que eu piro u.u Eu amo a Kim, ela é daquelas personagens que me conquistam antes mesmo deu escreve-la, pois é. Então, já tem alguma ideia do passado do Noah? E acho que ninguém acertou o porque das atendentes não serem confiaveis haha. Well, tenho uma proposta para vocês: Eu tenho um bônus, narrado pelo Noah, que explica como ele foi parar na cidade e algumas coisas da sua vida e tals, além de como conhecerão a famíalia Gregory assim que chegou na cidade e blá. Eu pretendo postar ele no final da fanfic como bônus, mas eu tenho duas alternativas para liberar mais cedo: 1. Se eu conseguir pelo menos 15 review's nesse capítulo, eu libero ele na semana que vem; 2. Caso a primeira opções não de certo, eu irei deixar algumas pessoas lerem o bônus antes dele ser postado, já tenho os meus critérios e explicarei melhor no capítulo que vem... Então, a decisão é de vocês :3 Tenham um bom fim de semana, e aos leitores de MNM, não deixem de ler a segunda one postada! Beijos e até mais!