Vermelho Sangue
22 O Medo.
Notas iniciais
CAPÍTULO 23 – O Medo.
Loki acordou sozinho na cama. Acariciou devagar sua barriga e teve um arrepio com o próprio pensamento.
Era aquela noite. O herdeiro de Asgard seria gerado aquela noite.
Loki bocejou e teve preguiça para se levantar, mas por fim, espreguiçou-se e saiu da cama, agora mais animado.
Por onde estaria seu marido? Thor nunca acordava cedo, mas talvez fosse uma ocasião especial. Não se preocupou: Ran trouxe seu café e preparou seu banho, os quais Loki pacientemente realizou. Depois de uma longa conversa com sua amiga, Loki terminou seu café e andou por Asgard, como sempre fazia. Ao chegar no salão principal do palácio, uma voz familiar soou:
– Loki, meu amor! Bela manhã, não? – a bela Frigga o acolheu, abraçando-lhe com carinho.
– Sim, mãe. – ele sorriu. – Senhora, por um acaso... Você teria visto meu marido por aí? – Loki indagou.
– Mas ué, pensei que ele ainda estivesse dormindo! – a loira riu.
– Também pensei o mesmo... Será que ele está resolvendo alguma coisa com o pai de todos?
– Acho que você deve perguntar ao meu marido... Se bem que não consigo lembrar de nada que mereça a atenção de Thor. – Frigga respondeu.
Loki confirmou com um leve aceno de cabeça e despediu-se da mãe. Foi até a área de treino, onde ele provavelmente estaria. Porém apenas Odin estava lá, observando seus jovens guerreiros.
– Vossa Alteza, desculpe atrapalhá-lo... – Loki falou, timidamente. – o senhor sabe por onde estaria meu marido?
Odin riu. Respondeu:
– Pensei que ele estivesse com você, Loki! Não o chamei hoje, o reino está tranquilo. Não é necessária sua presença.
O jotun agradeceu a atenção do rei. O pânico começava a se instalar em sua mente.
Thor não costumava sumir assim, pelo contrário... Seu marido adorava permanecer com ele por horas, conversando, contando histórias antigas de Asgard, até mesmo treinando com ele. E Loki começou a sentir medo.
Loki raciocinou. Heimdall! Quem melhor para encontrar pessoas do que aquele que tudo vê? O jotun desintegrou-se em éter, chegando à Bifrost.
∞
Loki caminhou até o guardião da ponte, e ele virou-se para recebê-lo.
– Vossa Alteza... Você precisa parar de fazer isso. Não consigo vê-lo quando se teletransporta.
O jotun sorriu, sem graça.
– Desculpe... Faço isso por mais tempo do que consigo imaginar. Maus hábitos permanecem, eu acho.
Heimdall deu um meio sorriso, apreciando a presença de Loki. O Guardião o havia observado por muito tempo, observava seus sofrimentos.... Ele simpatizava-se com Loki.
– Enfim, creio que não veio me fazer uma visita. Em que posso ajudá-lo, Alteza?
– Oh, Heimdall, eu sinto muito... – Loki se desculpou. – Mas eu realmente preciso de sua ajuda. Você pode encontrar Thor pra mim? Eu simplesmente não consigo achá-lo.
Heimdall imediatamente concentrou-se na tarefa, e seus olhos dourados começaram a brilhar com mais intensidade. Porém, sua expressão tornou-se de preocupação. O coração de Loki acelerou.
– Heimdall... Heimdall? O que foi? – Loki perguntou, tremendo de preocupação.
– Loki... Eu não consigo vê-lo.
∞
Loki apertou as mãos enquanto corria para o corredor do quarto de Sif. Era seu último recurso, e se fosse por Thor, confrontaria ela.
Mas de repente, um grito horrorizado de Ran congelou sua espinha. A criada estava pálida, no meio do corredor. Chorava sem parar.
– Ran? Ran, o que foi? Ran? – Loki agarrava-a pelos ombros, olhando em seus olhos, a criada sequer conseguia formar palavras, o desespero havia tomado todo o seu pequeno corpo.
Loki então quis ir pro quarto. Ran o segurou com força pelo pulso, chorando.
– Senhor! Não! Senhor, por favor não entre! Loki!
Mas era tarde demais. Loki já havia abrido a porta do quarto.
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