Vermelho Sangue
17 As Mudanças.
Notas iniciais
CAPÍTULO 17 – As Mudanças.
Loki acordou estonteado. Olhou para Thor e sorriu, vendo o marido adormecido. Acariciou a tatuagem e levantou-se lentamente, tentando não acordá-lo. Deu-lhe um beijo suave na testa e saiu da cama, cobrindo o corpo desnudo com um roupão dourado. Andou silenciosamente até a varanda, o vento forte bagunçava seus cabelos negros e Loki sentiu suas lágrimas gelarem no rosto. O coração repentinamente encheu-se de adrenalina e ele sorriu de extrema felicidade. Delineou seu juramento suavemente com a ponta dos dedos e enxugou as lágrimas.
Uma leve batida na porta o assustou por um momento e Loki correu silenciosamente para atende-la, não queria que o barulho perturbasse o sono do marido. Abriu a porta e uma criada pequena e tímida estava lá. Os olhos azuis reluziam, os cabelos loiros pareciam fios de ouro. Por alguns momentos, a criada lembrava Thor. Com uma enorme bandeja de prata nas mãos, ela assustou-se e imediatamente olhou para baixo, fazendo uma reverência.
– B-Bom dia, vossa alteza. – ela falava, trêmula. – Trouxe seu café da manhã.
Loki sentiu o coração apertar. A criada estava com medo dele?
– Hey... Pode me chamar de Loki. Thor ainda está dormindo, então você pode deixar a bandeja em cima da mesa.
A criada confirmou com um aceno de cabeça e adentrou o quarto. Ela corou quando viu Thor ainda dormindo em volta de lençóis, seminu. Virou-se rapidamente para ir embora, e Loki não pode deixar uma grave queimadura nas mãos pequenas e delicadas da criada. Pegou-a gentilmente pelo braço antes que ela fosse embora.
– Sua mão está machucada... O que aconteceu? – o jotun analisava suavemente a queimadura. – Parece doer muito.
– Em seu casamento... Uma bandeja estava muito quente... Não se preocupe vossa alteza, não é nada, não quero atrapa...
– Você não está me atrapalhando, e eu me chamo Loki. – o jotun deu um meio sorriso a ela. – Você se machucou em meu casamento para atender os convidados... Nada mais justo que eu agradeça. Se me permite...
Das mãos de Loki surgiram auras azuis, que encobriram a mão da pequena criada. Lentamente toda a dor e vermelhidão desaparecia a pele dela regenerava-se. Ela parecia maravilhada, e seus olhos azuis enchiam-se de lágrimas.
– Muito obrigada, senhor... Loki. Eu lhe serei eternamente grata. – ela abaixou-se, fazendo uma reverência. Loki pegou-a suavemente pelos pulsos, fazendo-a com que se levantasse.
– Estas formalidades não são necessárias. A partir de hoje, nada de reverências! – ele sorriu. – Pode ir e obrigado pelos seus serviços...
– Com licença. – a criada retirou-se, ainda tocando as próprias mãos, incrédula e feliz.
Loki sorriu, pensativo, enquanto fechava a porta.
– Já está fazendo novos amigos, Loki? – o loiro espreguiçava-se na cama, sorrindo.
– Você ouviu tudo? – Loki caminhou até a cama.
– Não pude evitar. – Thor puxou Loki de volta para a cama. Beijou-o, olhando nos olhos. – É incrível como você é gentil com pessoas que nem conhece.
Loki sorriu.
– Bem, no nosso primeiro encontro eu não fui tão gentil... – Loki sorria, entrelaçando os braços em volta do pescoço de Thor.
Thor sorriu alto e o beijou novamente.
– O que você está fazendo fora da cama a essa hora? Vem dormir. – o loiro abraçou-o, envolvendo o grande corpo no de Loki.
O jotun tentou argumentar com o marido, entre beijos, enquanto este parecia preguiçoso e sonolento, resmungando.
– Está tarde e o café está na mesa. – Loki quase não conseguia se mover.
– Eu posso estar com fome de outra coisa... – Thor deu um sorriso e beijou o marido, abraçando –o mais forte.
Uma batida na porta assustou-os. Loki se sentou na cama, arrumando os cabelos e as roupas apressadamente e gritou um “pode entrar”. Enquanto isso, Thor apenas cobrira a parte de baixo do corpo nas cobertas e não pode deixar de rir do jeito desajeitado do marido
– Bom dia amores. – Frigga entrou no quarto, sorridente. – Oh, eu não estava interrompendo nada, estava?
Loki encolheu os ombros de vergonha e Thor gargalhou.
– Não, não estava, mãe.
A loira aproximou-se da cama e sentou-se de frente aos “filhos”.
– Eu vou roubar um pouquinho o Loki de você, tudo bem? – Frigga sorriu. – Tem alguns assuntos que eu preciso conversar com o novo membro da família.
Loki apenas confirmou, ainda envergonhado.
– E você... Seu pai precisa falar com você. – Frigga apontou para Thor. – Tomem um banho, o café da manhã... Loki, eu espero você no salão principal.
A loira deixou o quarto e Loki olhou para o marido por um momento, sério. Thor começou a dar um meio sorriso e os dois gargalharam. Por fim, Loki deu um beijo em Thor e levantou-se.
– Vou tomar um banho... – Loki caminhou pelo quarto e desamarrou o roupão, deixando-o deslizar pelo corpo até cair no chão, ficando completamente nu, de costas a Thor. – Você quer se juntar a mim? – Loki sorriu, olhando para Thor.
O loiro sorriu e levantou-se da cama para alcançar Loki enquanto ele caminhava.
– Sempre.
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