Vermelho

1 Vermelho #1


Notas iniciais
Boa leitura!! ^^

Eu corria o máximo que minhas pernas permitiam. As lágrimas se misturavam com o suor e de tantas vezes que cai meu rosto estava coberto de areia. Eu não sabia onde estava muito menos como fui parar ali. Apenas sei que alguém corria atrás de mim, como se eu fosse à presa e ele, logicamente, o caçador.

Estava exausta, mas mesmo assim meu corpo se recusava a parar. Meu instinto de sobrevivência gritava alto, clamando para que minhas pernas não parassem. De repente meus ouvidos captaram algo que parecia um uivo de um lobo. Aquele som fez meu coração acelerar ainda mais.

Corra Sakura. Corra pela sua própria vida.

Tentei entrar em uma das casas que havia no local. Não sei o porquê, mas havia muitas casas. Pensei estarem desabitadas, já que em nenhum momento nenhum som era ouvido além daqueles que eram produzidos pela besta e por mim.

Forcei a tranca da porta, já que estava trancada. Qual foi a minha surpresa quando vi um casal e uma criança encolhidos no sofá. Assim que me viram entrar na casa, o homem levantou e com a voz tremendo gritou comigo.

-Saia daqui. SAIA! – gritou assustado. Veio até mim e tentou me empurrar para fora da sua casa.

-Me ajude, por favor! Há algo me perseguindo. E não sei o que é, mas ele quer me matar. – era a verdade. Eu em nenhum momento havia visto o ser que me perseguia, apenas meu instinto que dizia que eu deveria fugir. Fugir de algo que eu não sei.

-Saia logo. Caso fique a besta virar para aqui. Ela matará a mim e minha família. Eu não me importo se você morrer. – os olhos daquele homem estavam arregalados, sua voz assustada, seu corpo tremendo e lágrimas percorriam incansavelmente o rosto amedrontado daquele homem que nunca vi, mas que com certeza nunca esqueceria.

Pensei realmente em sair no instante que olhei para mulher agarrada com a filha. Seus corpos tremiam, lágrimas desesperadas saiam por seus olhos. Eram como se ao me ver ali suas sentenças de morte fossem assinadas.

Ouvi um grunhido medonho atrás de mim e não precisei olhar para trás para ter certeza que a besta estava ali. O homem a minha frente correu com a família para o interior da casa, enquanto eu, sem olhar para trás subi as escadas.

O que eu estava fazendo? Subir essas escadas era como seu eu estivesse me auto encurralando. Mas meu ser gritava que eu não podia ir por onde aquela família tinha indo.

A besta queria a mim e eu não poderia sacrificar as pessoas para me salvar. Senti os passos pesados atrás de mim, mas o medo impedia meu corpo de olhar para trás. Continuei correndo, mas mesmo assim aquele animal atingiu minhas costas, fazendo com que eu caísse no chão e pela primeira vez eu olhei aquele ser.

O corpo peludo, aparentando ter mais de dois metros, os dentes afiados possuíam um aspecto esbranquiçado e por a boca a saliva transbordava em raiva e obsessão. Não sabia o porque, mas aquele ser errônea me passava algum tipo de sentimento que naquele momento eu não conseguia decifrar.

Levantei o mais rápido que puder, mas não antes de olhar profundamente naqueles olhos.

Vermelho. Vermelho como fogo. Vermelho como pecado. Vermelho como ódio. O mais puro vermelho. Assim como o vermelho do meu sangue.

Seu eu tinha medo daquele ser? Sim, eu tinha. Mas ao mesmo tempo algo indecifrável fazia meu coração bater acelerado. Talvez fosse por causa do medo que isso aconteceu, mas aquele não era nem a hora nem o lugar para pensar nisso. Pela minha vida eu tinha que correr.

Entrei dentro de um dos quarto e tentei fichar a porta, coisa que óbvio não surtiu efeito. Como um ser daquele tamanho seria impedido de entrar por causa de uma mísera porta?

Suas garras iriam me atingir novamente quando mãos brancas enlaçaram minha cintura me puxando dali. De alguma maneira eu estava nos braços de alguém. Alguém que eu não conhecia e que acabará de me salvar.

O homem loiro jogou algo na fera a minha frente, fazendo com que ela gritasse de dor ao mesmo momento que fui puxada pela janela. O ser gritava enraivecido por ter tido sua presa roubada.

-Um dia você ainda vai me agradecer Teme. – falou o loiro olhando pela janela que a gente havia saído. Fixado naquele homem, meus olhos estavam curiosos. – Parece que você realmente esqueceu tudo, né Sakura-chan?

-Do que esta falando? Como sabe o meu nome? – perguntei atormentada. Eu não sabia quem eu era, apenas me lembrava de acordar nesse lugar que estou. E de correr; correr para sobreviver. Apenas lembrava meu nome, pois na minha cabeça uma voz me chamava assim. Sakura... Uma voz masculina falava meu nome, uma voz agradável e que me trazia conforto.

- Como sei é uma longa história. Mas não se preocupe, irei lhe contar. Mas antes precisamos sair daqui. Logo ele vai se recuperar e virar atrás de você.

-Por que ele está atrás de mim? – minha voz estava trêmula. O medo corroia minha alma, que tentava se manter forte, mas que estava perdendo suas forças.

-Como assim por quê? É claro que é por causa que é você. – falou com se fosse óbvio. Iria revidar quando ele me pegou nos braços e começou a correr. O que ele havia dito não ajudou em nada. Pelo contrário, agora que minha curiosidade estava maior.

Notas finais
O que acharam?
Já estou o capítulo 2 quase pronto, mas acho que só vou postar quando terminar o terceiro.
Obrigado por lerem!! Comentem, por favor!!! Estou ansiosa para saber o que você acharam!!
Beijões!!!!