Verdammt Glück
10 Capítulo 7 - Fatídico part. 2
Notas iniciais
Esse é um dos capítulos mais importantes da história e está dividido em 2 partes. Espero que gostem s2
Saindo do hotel apenas chamei um táxi e pedi para que ele me levasse ao Epcenter Bar. Era uma noite escura e estava um pouco arejada pelo vento. A lua estava cheia e linda. Paguei o táxi e desci do carro. Entrei no Empcenter, “que lugar cheio!”, pensei. Me dirigi à bancada e me sentei no banco. O garçom veio até mim e perguntou:
- O que a senhorita deseja?- Vodca, por favor. – eu disse, sem graça e abaixando os olhos.- Pode deixar moça. – ele disse, se retirando e virando para trás. Ele pegou um copo e colocou na minha frente, então serviu-me e deixou a garrafa ao lado do copo.- Aqui está, moça. – obrigada, falei. Tomei um gole. A situação estava crítica. Eu nunca havia tomado um gole de bebida alcoólica na minha vida, sempre fui contra. Uma amiga da minha prima morreu em um acidente provocado por um motorista bêbado. Eu sempre achei que o álcool era um veneno, mas e daí? Havia coisas dentro de mim que eu precisava matar. Tudo o que estava acontecendo, a vinda de David e meu encontro acidental com ele, a entrada do Tom na minha vida, tudo isso me deixava atordoada. Eu não sabia o que fazer, o que pensar. Sem me dar conta, logo a garrafa de Vodca estava pela metade. Eu estava completamente envolta em meus pensamentos até que de repente fui tirada dos meus pensamentos quando reparei que alguém estava sentando ao meu lado.- Zoe Novacheck por aqui? Uau! – disse Tom surpreso.- Ah, oi Tom. – eu disse não muito animada. Definitivamente, meu dia podia ficar pior.- Tá aí uma coisa que eu achei que nunca ia ver: você sentada numa bancada de bar bebendo Vodca. – ele disse sorrindo.- Ai, cala a boca! – eu falei meio irritada.- Bom, ainda continua a mesma Zoe de sempre. – ele disse enquanto acenava para o garçom – pode me dar um Wíski, por farvor?- Claro! – disse o garçom.- Acho que é bom continuar a mesma pessoa, não? – respondi olhando para o meu copo.- Nossa, que baixo astral! Vou ser sincero, prefiro você sendo grossa comigo do que te ver assim, Zoe. – ele disse sorrindo. Não sei como, mas o que ele disse me arrancou um sorriso. Era estranho, esquisito, mas fazer o que.- Bom, acho que você vai se ver livre desse meu lado por enquanto. – eu disse sorrindo. Tom pegou o Wiski e colocou em seu como, depois tomou um gole.- O que houve? Tem homem no meio? – ele perguntou.- Uau! Como adivinhou? – perguntei fingindo espanto e deixando escapar um sorriso.- Bom, te conheço o suficiente pra saber que você não se deixa abalar por nada. Então quando te vi pra baixo imaginei que deveria ser por causa de homem. Sou bom nisso. – ele disse com um tom de metido, mas pela primeira vez eu sentia que ele estava brincando. Ele deu um sorriso.- Ah, claro. Tinha que ter o momento metido. – falei rindo – mas tem homem sim. Meu ex.- Ah, o que ele te fez? – ele perguntou se aproximando um pouco mais de mim e me olhando atentamente. Ele estava curioso e surpreso, era estranho ver isso nele.- Ah, é uma longa história. – eu disse meio que me debruçando sobre o balcão. - Eu tenho todo tempo do mundo para ouvir – ele disse com um sorriso, que confesso, era um dos mais lindos que eu já tinha visto.- Ah Tom, mas é muito grande mesmo. Vou resumir: eu namorei um cara por 2 anos. Quando começamos a namorar eu tinha 17 anos e ele ia fazer 20. Ele era muito fofo comigo e coisa e tal, mas com o passar do tempo eu fui achando ele meio esquisito – eu falei enquanto brincava com o copo com os dedos.- O que aconteceu?- Bom, pra encurtar a história: eu descobri que ele me traía. Eu o peguei com a Nina, mas eu não a culpo. Ela foi enganada por ele também. Mas tirando a Nina, todas as outras com quem ele me traiu, bem, elas merecem a morte. – falei esboçando um sorriso.- Nossa! E isso faz quanto tempo?- Bem, faz um ano. – respondi.- Então porque isso te incomoda tanto? – ele perguntou.- Ah, me incomoda porque eu vi ele hoje e quando o vi eu percebi que todo esse tempo ele viveu a vida dele lá, bem belo sem se importar com o que estava acontecendo comigo e enganando muitas outras e isso me revoltou. – eu disse um pouco enraivecida.- Já pensou em se vingar? – ele perguntou, com um olhar de malvado. Não me aguentei e ri.- Já, mas não me imagino fazendo isso. Apesar de saber exatamente o que fazer pra acabar com ele. – eu disse, sorrindo.- Ah, é? E o que é capaz de fazer ele pegar pelos pecados dele? – Tom perguntou rindo.- Ah, é simples. O sonho dele é comprar o carro mais caro do mundo. Uma mercedes azul. É um carro lindo, apesar de não ser da empresa do pai dele.- E qual é a empresa do pai dele? – Tom perguntou.- Ferrari. O nome do meu ex é David, David Ferrari. Ele é o filho mais novo de Haword Ferrari, o dono da Ferrari. – eu disse.- Uau! Agora fiquei surpreso. – ele disse rindo. Dei um leve empurrão nele com o meu ombro e sorri.- Cala a boca, Tom! Mas enfim, oque é preciso fazer é destruir aquele carro. A Kirs disse que viu na internet que ele comprou há 2 semanas. Está novinho. – eu disse tomando um gole de Vodca.- E você sabe onde ele está?- Eu o vi entrando naquela casa de festas onde fomos com a galera sábado. - Hum. – disse Tom com cara de pensativo. Ele se virou pra mim com uma cara do tipo, sei lá, mafioso, eu acho, e disse:- O que você acha de se vingar dele?- O-o que? – perguntei me virando para ele, assutada. Nunca tinha feito uma coisa dessas na vida.
- Isso Zoe, se vingar dele! Por tudo o que ele fez com você! – ele disse, segurando minhas mãos.- Eu não sei Tom. É muito arriscado e nunca fiz algo parecido antes. – eu disse olhando para ele. Tom parou e olhou fixamente dentro dos meus olhos e me disse:- Zoe, ele destruiu o seu coração, a coisa mais importante que você tem. Está na hora de você destruir o carro dele, a coisa mais importante pra ele. Nada mais justo. - Eu não sei Tom. – eu disse, meio confusa.- Zoe – ele disse e em seguida levantou meu queixo com a sua mão – se a coisa mais importante pra ele é um carro, então ele nunca te mereceu. E além do mais, está na hora de você correr um risco. Ele sorriu, e eu também. Mas eu ainda estava um pouco insegura.- Tudo bem Tom. Mas como vamos fazer isso? – perguntei, ainda com um pouco de receio.- Bom, o nosso agente tinha pedido pra gente comprou algumas tintas de várias cores sabe-se lá pra que e pediu pra guardar no meu carro. Elas ainda estão aí – ele disse com uma piscadinha.- Podemos riscar com alguma coisa também – eu disse sorrindo, entrando no jogo.- Isso aí. – Tom disse sorrindo – vamos! Nós nos levantamos, Tom pagou a conta e entramos no carro dele. Nós conversamos muito até que chegamos em frente a porta da casa de festas. Do lado de fora estava a Mercedes. Tom se virou pra mim.- Você sabe dirigir?- É claro que sei! – respondi.- Ótimo. Então você dirige o meu carro enquanto eu arrombo o dele e levo pra um lugar meio afastado da casa de festas. - Tudo bem. – eu disse sorrindo.- Então tá. Me segue. – ele disse.- Tudo bem.- Ah, e cuide muito bem do meu bebê. – ele disse rindo.- Pode deixar. Tom saiu do carro e se dirigiu a Mercedes de David. Não me pergunte como, mas Tom conseguiu arrombar a porta do carro sem que o alarme disparasse, o que eu achei incrível. Tom começou a dirigir e eu o segui. Não fomos pra muito longe, mas foi o suficiente para que ninguém visse a gente e o carro. Era uma rua pequena e não muito iluminada. Paramos os carros e descemos. Tom se aproximou de mim e disse:- Pronta?- Eu nasci pronta. – eu disse jogando o cabelo para trás e dando risada. - Ótimo. – ele disse enquanto abria o porta-malas do carro dele. Ele pegou as tintas e abriu quase todas. Eram bem coloridas. Tinha laranja, verde-limão, roxo, rosa, azul e branco. Dava pra fazer a festa. - Que maravilha! – eu disse rindo.- O bom é que as latas não são muito grandes, então eu acho que você vai conseguir segura-las sozinha. - Também acho que sim – eu disse enquanto pegava a lata com tinta laranja. – hora de fazer você pagar, David. Eu peguei a lata e joguei a tinta toda em cima do carro. Tom gritava “uhul! Arrebenta, Zoe!” e batia palmas, além de dar gargalhadas. Eu peguei a lata de tinta azul e joguei no carro também, depois a roxa, a verde-limão e assim foi indo até acabarem as tintas. Quando eu terminei a linda Mercedes havia se transformado no carro mais ridículo que eu já tinha visto na minha vida.- Uau! Belo trabalho! – disse Tom se aproximando de mim batendo palmas e dando gargalhadas.- É! Incrível! Nunca me senti tão bem. – respondi sorrindo e esticando meus braços para cima e girando o meu corpo até que Tom me parou e disse:- Você merece coisa melhor do que ele.- Eu sei – respondi. – mas acho melhor a gente ir embora logo. O David não pode nem suspeitar que estivemos aqui destruindo o carro dele. Tom deu gargalhadas e eu também. Ele jogou as latas fora e entramos dentro do carro do Tom e fomos andando pela cidade, até que paramos em frente ao hotel onde o Tom estava hospedado.- Bom Zoe, foi muito legal ver esse seu outro jeito. — ele disse sorrindo.- Bem, acho que você nunca mais vai ver ele – falei rindo.- Seria legal continuar vendo esse lado mais um pouco. Tem vinho no meu quarto, o que acha?- Bom, nunca bebi e comecei logo bebendo Vodca, então eu acho que vinho cairia bem. – eu disse rindo.- Ótimo. – ele disse. Saímos do carro e nos dirigimos para o hotel , depois fomos para o quarto do Tom. Nós entramos e eu me sentei no chão, perto da janela. Tom abriu a garrafa de vinho e colocou um pouco em cada um das 2 taças que ele havia pego. Ele se sentou ao meu lado e começamos a conversar.- Nossa, foi incrível ver aquele carro daquele jeito – eu falei rindo.- Eu quero ver a surpresa que ele vai ter quando encontrar aquela belezura toda deformada. – ele disse rindo – a única coisa ruim é que ele era um carro lindo.- Ai, me poupe Tom! – eu disse dando um tapinha no ombro dele.- Foi incrível Zoe. Você é incrível.- Obrigada Tom – eu disse, sorrindo.- Você merece coisa muito melhor do que ele, muito melhor mesmo. –e ele disse se aproximando de mim.- Obrigada Tom – eu disse olhando dentro dos olhos dele.- De nada – ele disse com um sorriso. Ele continuou se aproximando e foi chegando cada vez mais perto de mim. Ele parou por um segundo e ficou me olhando com um sorriso. Então ele começou a acariciar o meu rosto com a ponta dos dedos e depois os meus cabelos e então me beijou. Eu não consegui resistir e o beijei também. Coloquei meus ombros ao redor de seu pescoço e continuei a beija-lo e ficamos assim por um bom tempo, até que por um impulso eu o empurrei. Eu me levantei, peguei minha bolsa e fui saindo do quarto.- Acho melhor eu ir embora, Tom. Tenho muita coisa para fazer amanhã e já está tarde. – eu disse me dirigindo à porta.- Não Zoe, por favor. Fica aqui. – ele disse me puxando lentamente para perto dele.- Não Tom, não dá. – eu disse, tentando me afastar dele, mas ele não deixava.- Por favor Zoe, fica. – ele disse se aproximando de mim e disse no meu ouvido – por favor, fica aqui. Eu estremeci. Eu disse que não podia ficar, mas foi como se entrasse por um ouvido e saísse pelo outro ele começou a me beijar e eu o beijava também. Meus braços estavam em volta do seu pescoço enquanto uma mão dele estava na minha cintura e a outra na minha nuca, por baixo do meu cabelo. Depois ele começou a beijar o meu pescoço e eu não conseguia mais me esquivar dele. Bom, depois você sabe o que aconteceu, nem preciso comentar. Depois que tudo isso aconteceu ele me abraçou e depois ele ficou mexendo no meu cabelo. - Você tem um cabelo lindo. – ele disse sorrindo.- Obrigada. Herdei ele da minha mãe. – falei sorrindo também.- Você é maravilhosa Zoe, de verdade. – ele disse olhando nos meus olhos.- Obrigada – respondi sorrindo. Nós conversamos um pouco e depois fomos dormir.
Notas finais
Espero que gostem s2
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