Verdammt Glück

11 Capítulo 8 - Imprevistos Acontecem


Notas iniciais
Esse capítulo é muito importante. Espero que gostem s2

No outro dia eu acordei e procurei pelo meu celular na cabeceira da cama como de costume, mas não encontrei. Ainda sonolenta virei para o lado e vi o Tom ao meu lado. Levei um susto e quase gritei. Aquilo não podia ser verdade! Logo eu que sempre o detestei estava ali, do lado dele agora. Não, simplesmente não dava. A primeira coisa que eu fiz foi pegar as minhas roupas e me vesti e arrumar o cabelo. Na pressa peguei apenas a minha bolsa e saí do quarto, quase que correndo.

“Meu Deus! Isso não pode ter acontecido!”, pensei. Fui direto para o hotel. Ao chegar lá Kris e Ange já vieram com o interrogatório.

- Onde esteve essa noite, mocinha? – perguntou minha irmã. Eu gelei.

- Eu? Bom, eu fui ao cinema, passei a maior parte do tempo lá. Como vocês passaram a tarde fora e eu não sabia que horas vocês voltariam eu dormi em outro hotel, pois não queria acordar vocês quando eu chegasse altas horas da noite do cinema. – falei, torcendo para que elas acreditassem.

- Hum. – falou Kris – e porque a sua roupa está toda amaçada?

Droga. Olhei para a minha roupa. Nem tinha percebido que estava amaçada. Olhei para minha irmã novamente.

- Eu dormi de roupa. – respondi.

- Ah tá. Tudo bem. – disse Kris.

Nesse momento o telefone de Ange toca e ela vai atender. Eu e minha irmã continuamos conversando.

- E como foi o dia de vocês ontem? – perguntei, mudando logo de assunto.

- Ah, foi ótimo. Fizemos tantas compras! Sapatos e roupas, roupas e sapatos! Tantos que nem consegui contar ainda. – ela disse rindo.

- Gastadeira desse jeito duvido que arrume namorado. – falei rindo.

Minha irmã pegou um travesseiro e jogou em mim.

- Deus me Livre Zoe! Pare de jogar praga! Eu preciso de um namorado! – ela disse rindo e dando 3 batidas na madeira, seguindo a superstição. Nossa conversa foi interrompida pela volta de Ange ao quarto completamente aos prantos.

- Ai meu Deus! O que houve, Ange? – eu perguntei abraçando minha melhor amiga.

- O Y-Yoann, foi ele! – ela disse chorando em meio a soluços que nunca acabavam.

- O que aconteceu? – perguntou Kris.

Angelinna olhou pra gente com os olhos cheios de água e disse:

- Eu deveria ter ouvindo vocês quando me avisaram, deveria ter acreditado! – ela dizia em meio ao choro sem fim. Nós a abraçávamos enquanto ela chorava em nosso ombro.

- O que aquele idiota fez? – Kris perguntou enraivecida.

- Ele terminou comigo, por telefone! Disse que o foco dele era o futebol e que não podia se concentrar em relacionamentos agora. Ele disse isso e desligou, nada mais. – ela disse chorando ainda mais.

- Mentira?! Ele disse isso? Ah, mas se eu pego esse idiota de jeito, eu mato esse idiota! Ah, eu faço ele em pedacinhos! – disse Kristien completamente brava. Essa era uma das qualidades da minha irmã. Se uma amiga dela está sofrendo ela compra a briga como se fosse dela.

- Calma Ange. Não fica assim. Se ele fez isso ele não te merece. – eu disse.

- Mas não acredito que ele fez isso comigo Zoe! Ele disse que me amava! – ela disse chorando. Kris estava brava e foi ao banheiro lavar o rosto. Eu fiz com que a cabeça da minha melhor amiga repousasse sobre o meu ombro e enquanto eu afagava seus cabelos eu disse:

- Ange, presta atenção: se ele fez isso com você ele não te merece, ok? A pessoa que pode te fazer feliz é um homem que te dê carinho, que te dê atenção e pra começar, um homem de verdade não termina um relacionamento por telefone. Ele vem, enfrenta e diz cara-a-cara o que tem pra dizer, ou melhor, um homem de verdade nem começa um relacionamento de verdade se ele sabe que não gosta o suficiente da garota para isso. Isso prova pra mim que o Yoann não é um homem, é apenas um menino vestido de homem e que gosta de brincar de jogar bola.

- Mas porque ele fez isso comigo Zoe? – ela perguntou olhando para mim e parando um pouco de chorar.

- Ele fez isso porque é covarde. E covardes não merecem o nosso choro, porque homens não fazem uma mulher derramar lágrimas e quando o fazem, ao perceberem o seu erro eles fazem de tudo para ver a mulher amada sorrindo outra vez. Isso, é o que os homens de verdade fazem. – eu disse sorrindo.

- Ah, obrigada Zoe. Você me ajudou muito. Não vou mais chorar por causa dele. – ela disse me abraçando – você é a melhor amiga que alguém poderia ter.

- Ah, de nada. Só acho que você merece coisa melhor do que ele – eu disse abraçando minha amiga e dando risada. – aliás, eu sei de alguém que é apaixonado por você e que não é covarde.

- Ah Zoe, quem? – ela perguntou curiosa, mas também sem graça.

- O Georg. Ele é muito apaixonado por você Ange. Desde o primeiro momento em que a viu. – eu disse sorrindo.

- Sério? – ela perguntou. Seus olhos já voltavam a brilhar.

- Sério. E olha, eu sei que você acabou de terminar com o Yoann, mas você não precisa namorar o Ge, até porque eu acho que você não sente o mesmo por ele. Mas eu acho que vocês deveriam conversar e quem sabe ele consegue te conquistar, porque, cá entre nós, ele é bonito, fofo e toca bem pra caramba. – eu disse rindo.

- Bom, é muito cedo ainda pra já pensar em outro relacionamento, mas vou conversar com o Ge. Mas SÓ ISSO, dona Zoe Elisabeth Novacheck. – ela disse com as mãos na cintura.

- Yes! Isso aê! Você é demais! – eu disse dando pulinhos.

- Menos Zoe. – ela disse rindo. – você tem horas?

- Tenho, deixa eu só achar o meu celular. – eu disse procurando por ele nos bolsos da minha calça e na minha bolsa até que me toquei.

- Droga! – falei batendo a palma da mão na testa.

- O que aconteceu? Perdeu o celular, foi? – perguntou Kris. Droga, o que eu digo agora?

- Ah, eu devo ter esquecido no cinema. Preciso ir buscar. – eu disse pegando minha bolsa e me dirigindo a porta. Minha irmã pegou a dela também e disse:

- Depois você vai. Temos que encontrar Bill, Georg, Gust e Tom agora. – disse Kris. Ai pronto! Fudeu!

- O que? Não dá pra ser depois? – perguntei tentando disfarçar minha preocupação.

- Não dá. Bill chamou a gente pra almoçar no Rereviére. Vamos. – ela disse me puxando pra fora do quarto.

“Cacetada! Agora fudeu”, eu pensei.

Nós chamamos um táxi que nos levou até o Rereviére. Ao chegarmos lá os meninos já estavam na mesa e droga, o Tom também. Tentei disfarçar o meu desconforto e cumprimentei o Bill com um abraço e um beijo nas bochechas e depois fui cumprimentar Georg e Gust. Quando cheguei na frente do Tom.

- Oi Zoe. – ele disse sorrindo.

- Oi Tom, tudo bem? – eu disse, disfarçando o fato de estar completamente sem graça na frente dele.

- Poderia estar melhor. Porque você foi embora tão cedo? – ele perguntou. Ferrou.

- Por quê? Porque eu tinha um compromisso muito importante com o Stefano e que não podia ser adiado, me desculpe.

- Ah, tudo bem. Mas você esqueceu seu celular no meu quarto. – ele disse me entregando meu celular com um sorriso. Eu peguei o celular de suas mãos e disse, meio sem graça:

- Obrigada, Tom

- De nada. – ele falou sorrindo.

- Bom, acho que vou lá sentar com o pessoal. – eu disse me virando e indo sentar ao lado de Kristien. Ai meu Deus, eu estava frita.

Conversamos bastante e pedimos a comida. O garçom logo trouxe e todos nós começamos a comer. Enquanto eu comia, de repente me veio um enjoo sem tamanho e, sem pensar duas vezes, me levantei e fui correndo ao banheiro e vomitei. Ai meu Deus. Será que naquela comida tinha camarão? Sou alérgica a camarão. Bom, recomposta, voltei à mesa e disse estava tudo bem. Chamei o garçom e perguntei se havia camarão. “Não, senhora. Não tem camarão no prato que a senhora pediu” ele disse. “Tem certeza?” perguntei. “Absoluta” ele respondeu. “Não pode ser” pensei. Me virei para todos da mesa e disse:

- Houve um imprevisto. Tenho que ir me encontrar com Stefano com urgência. – eu falei me levantando.

- Poxa Zoe. Que pena. Você não pode ficar. – perguntou Bill.

- Sinto muito Bill, mas não posso. Bom gente, já vou indo. – eu falei me levantando.

- Tá Zoe. A gente se vê no hotel, tá? – disse Ange.

- Tá bom! – eu disse e me virei rapidamente e saí do restaurante quase que correndo.

Fui direto para o hotel e corri para o meu quarto o mais depressa que pude e logo me deu uma vontade enorme de vomitar. Fui correndo para o banheiro e vomitei. E foi assim durante quase toda a tarde. De 30 em 30 minutos mais ou menos eu sentia vontade de vomitar. Isso não estava certo. Eu estava atordoada e comecei a ficar desesperada, até em que numa última tentativa eu decidi fazer algo que poderia mudar minha vida para sempre, e mudou. Peguei meu celular e liguei para a farmácia.

- Alô? – eu disse.

- Boa tarde, moça. O que a senhora deseja?

- É, vocês tem testes de gravidez aí? – eu perguntei gaguejando.

- Temos sim. De quantos você vai precisar?

- Só um, eu acho. – respondi.

- Hum. Vai querer que entreguemos em um lugar específico?

- Sim. No hotel Hampton. Quarto 315. – eu disse.

- Tudo bem. Entregaremos em 5 minutos.

- Obrigada. – respondi desligando o telefone.

Não podia ser verdade, não podia ser sério. Isso não podia estar acontecendo comigo, não. Eu não podia estar grávida, ainda mais do Tom. Isso não entrava na minha cabeça. 5 minutos depois eu escuto batidas na porta. Eu entro em pânico, começo a suar e a tremer e penso “é agora”. Pego a minha carteira e vou em direção à porta e a abro.

- Pois não? – falei

- Foi daqui que ligaram para a farmácia Delouis e pediram um teste de gravidez? – perguntou o motoboy.

- Sim, foi aqui sim. – respondi tremendo de nervoso.

- Bom moça, vai custar 12 euros.

Eu abri a carteira e peguei o dinheiro.

- Aqui está – eu disse enquanto entregava a ele o dinheiro com um sorriso.

- Obrigado, moça. – ele disse saindo.

- Eu que agradeço – respondi fechando a porta.

Eu segurava o teste em minhas mãos enquanto eu ia para o banheiro. Não sei porque, mas ao chegar lá eu fechei a porta e a tranquei. Minhas mãos tremiam enquanto eu abria aquela pequena caixa. Depois de aberta, eu peguei o teste e segurei-o em minhas mãos. Lí a bula e as recomendações e fiz tudo o que tinha de ser feito. Ao final aquele troço que parecia uma varinha transparente de prender o cabelo tinha uma cor meio rosada. Peguei a bula e procurei a indicação das cores. Corri meu dedo indicador sobre aonde mostrava a com rosa e li: “positivo”.

Nesse momento eu gelei. Eu gelei e olhei para o teto. Eu comecei a tremer ainda mais e um pânico sem tamanho me inundou. Eu não podia acreditar que isso estava acontecendo! Não podia mesmo! Eu não podia acreditar nisso! Estou grávida, e ainda por cima do Tom! Ai Meu Deus, agora já era!