Notas iniciais
OBA! Muito bom mesmo saber que te fiz chegar até aqui, espero que esteja gostando. Boa leitura!

Continuamos conversando e cada vez mais eu ia descobrindo o que acontecia na presidência, já que clover deixou escapar que toda sexta feira o Chuck saia direto para um flet particular, onde levava uma amiga para desfrutar dos desejos carnais e que morria de vergonha ao ter que organizar este tipo de coisa.

Conversa vai e conversa vem acabamos por nos despedir e cada uma foi para a sua casa, estava exausta, porém feliz, agora tinha duas aliadas que me informariam de tudo o que preciso saber. Um bom início para me vingar de Chuck Maldito Bass.

Três semanas se passaram rapidamente e eu nada avançava. Era sexta-feira, o trabalho me consumia por inteiro, eu já estava surtando por que não conseguia mudar nada a não ser a pilha de papeis de lugar, acabei chamando a Clover para um café rápido antes de ir embora, mas a idiota esqueceu o celular comigo depois de ter saído correndo por lembrar que havia esquecido algo para o chefe, novidade não é mesmo. Subi até o andar da presidência e me deparei com ele aos gritos, seus olhos me encaravam com certa fúria.

— Quem você acha que é para me deixar esperando? – Chuck me olhava com uma intensidade voraz.

— O que? – O questionei sem entender que a sorte estava jogando ao meu favor.

— Senhor Bass ... – Clover tentou dizer algo, sem sucesso.

— Calada! – Disse Chuck a clover, logo depois se direcionando a mim. – E você, me acompanhe, de preferência calada!

O acompanhei sem entender nada, porém eu estava próxima a ele seja lá por qual motivo, mas certamente eu deveria me aproveitar dessa chance. O caminho para a sala presidencial era extremo bom gosto arquitetônico, me deixou um pouco deslumbrada, sentimento este que logo mudou quando fui surpreendida com um beijo nada delicado, com direito a mão na coxa e encostada na porta sem nenhum pudor ou resistência. Quando o ar já me faltava ele me largou e deu dois tapinhas leves em meu resto, que por sinal eu deveria estar extremamente ruborizada, pegou uma pasta e foi saindo da sala.

— O que foi idiota, vai ficar parada aí? Me siga. – Esbravejou Chuck.

O segui sem entender nada do que estava acontecendo, passando pela recepção a cara da Clover era de confusa. Fomos até o estacionamento em silencio e assim permanecemos o trajeto todo até um flet. Eu queria muito entender o motivo de estar ali, de ter sido beijada e por que eu? Justamente eu. Me lembra de te agradecer depois Jesus.

— Eu tenho que...- Fui interrompida antes mesmo de terminar com um selinho.

— Shiiii. – Ele tocou meus lábios de forma sensual.- Calada!

Bass me rodeava me analisando da cabeça aos pés, meus sentidos ficaram mais aguçados e um arrepio me tomou por inteira, senti suas mãos me tocando novamente e abrindo o zíper do meu vestido clássico p&b, já entendia o que se passava naquele recinto e eu estava gostando as proporções que estava tomando, intimidade era o que eu precisava. Quando me dei conta eu apenas usava minhas peças intimas e graças a Deus eu tinha colocado uma bonita.

— Me siga. – Ele ordenou retirando o blazer, a gravata e desabotoando a camisa social.

Fiz o que o “mestre” mandou e o segui, adentramos num quarto luxuoso com decoração toda em carmesim, novamente surpreendida fui ao ser jogada na cama sem a menor delicadeza, Bass me possuía com voracidade, neste momento eu havia entendido o que a Kate queria dizer com o sorriso de molhar a calcinha, de fato aconteceu comigo. Ele foi realizando uma trilha de beijinhos até chegar na mini blair, me encarando com um sorriso sarcástico na cara.

— Sua vadia, eu nem te toquei e já está assim? – Ele riu como um anjo, mas eu sabia que estava deitando com o demônio.

Era nítida a sua excitação, ficava até em maior evidência do que a minha. Deixei a timidez de lado assim que eu gozei em seus dedos mágicos e parti para cima, caprichei no oral e o tempo todo mantive meu olhar fixo ao rosto dele, enquanto ele tinha aquela expressão de prazer que EU estava o permitindo sentir. Ele me colocou de quatro e não me penetrou, um fogo me consumia por dentro e eu estava ansiando aquilo mais do que o normal, só que nada acontecia e eu já estava impaciente.

— O que foi? – Me virei encarando uma face totalmente irônica.

— Pede. – Ordenou Bass.

— O que? – Questionei sem entender o joguinho,

— Implora para eu te fuder. – Bass ordenou com mais clareza.

Toda aquela vergonha que o orgasmo havia levado num primeiro momento retornou, meu rosto instantaneamente ruborizou e eu havia me lembrado do motivo de estar ali e não era sentir prazer. Engoli seco e tentei balbuciar aquelas malditas palavras, que meu corpo me traia ao expor suas vontades.

— Eu não te escuto senhorita. – Bass indagou.

— Me fode. – Disse lentamente quase implorando. – Por favor!

O final de semana passou voando, coloquei um vestido mais discreto e que cobria boa parte daqueles roxos, o resto escondi com maquiagem, peguei minha bolsa da channel e fui trabalhar naquela segunda mais do que aguardada.

— Bom dia Kate. – Sorri amigavelmente. – Me passe a agenda do dia por favor!

— Bom dia Blair. – Kate me devolveu o sorriso. – Você tem uma reunião com os criadores as 10h am, uma apresentação ás 13h daquele produto e uma reunião na presidência com as gerencias para planejamento anual ás 14h30.

— Obrigada Kate, pode ir. – A dispensei e o sorriso brotou no meu rosto. — Thanks god!

O dia se arrastou, entre uma reunião e outra eu imaginava o sorrisinho cínico do intocável Chuck Bass se desmanchar, seria um imenso prazer. Finalmente a hora da reunião havia chegado e eu fui uma das primeiras a chegar e me acomodar do lado oposto ao do nosso “querido” presidente, logo todos os outros gerentes se juntaram a mim na mesa.

— Vamos logo com isso, eu não tenho tempo. – Bass disse já se sentando sem nem olhar direito para os funcionários.

— Boa tarde senhor Bass.- Chamei sua atenção para mim, e o mesmo me olhou intrigado. – Aqui está o balanço do ano passado do setor que eu gerencio, e na tabela seguinte contém os planos de meta para este ano.

— Me perdoe senhor Bass. – Jason se pronunciou. – Essa é Blair Waldorf, nossa mais nova gerente de criação!

— A reunião está encerrada todos fora, exceto a senhorita Waldorf. – Bass disse calmamente me encarando, enquanto todos o obedeciam.

— Surpreso senhor Bass? – Dei o meu melhor sorriso cínico da história.

— Não imagina o quanto senhorita Waldorf. – Ele sorriu, puta que pariu, ele sorriu. – Por que não disse nada?

— Eu tentei, mas o senhor não me permitiu. – Respondi rapidamente.

— Então você transou comigo assim, por livre espontânea vontade sem nem questionar. – Ele debochou. – Agora eu entendi tudo, quanto você quer?

— Me ofende a tua pergunta! – Me aproximei lentamente e parei na sua frente enquanto o mesmo tentava me dar uma caneta e um post it.

— Escreva um preço, não tenho tempo para chantagens senhorita Waldorf. – Bass tentava me intimidar.

Joguei a caneta juntamente do bloquinho de post it para bem longe, sentei em seu colo segurando sua gravata o trazendo para mais perto enquanto o mesmo me observava atentamente, talvez surpreso com a minha iniciativa de rebolar em cima dele sem o menor pudor, já sentindo a excitação do intocável que já havia sido muito tocado por mim em todos os sentidos.

— Para você a partir deste momento é Blair. – Dei um selinho demorado e a incógnita ainda permanecia na face do homem que eu tentava seduzir. – Eu quero você, todas as sextas, sábados e domingos!

— Me desculpa, não tenho interesse em relacionamento sério. – Bass me retirou de seu colo e foi caminhando até a saída da sala de reuniões.

— Quem falou em relacionamento sério, eu estou falando de sexo senhor Bass. – Parei na sua frente e entreguei o meu cartão. – Se mudar de ideia, este é o meu número, me liga!

Notas finais
AH! FEEDBACK, PLEASE!