Notas iniciais
É o ultimo, de verdade? eu estou muito feliz em finalmente terminar algo mesmo que seja pequeno e simples. Boa leitura!

Uma semana se passou e eu já estava a pensar que meu plano não havia dado certo, até que meu celular começou a tocar desesperadamente, logo depois foi a vez do meu coração acelerar por que poderia ser aquele maldito.

—Alô? — Atendi a ligação.

—Chuck Bass falando. -Ele suspirou. -Esteja no flat hoje as 19h, não se atrase senhorita Waldorf.

Antes mesmo de que eu pudesse dizer algo o cretino desligou, ponto para mim que estava no jogo novamente. Aproveitei meu horário de almoço e sai para fazer compras. Comprei uma lingerie vermelha que contrastava com a delicadeza da minha pele. A ideia de que eu poderia sentir prazer com aquele ser desprezível revirava meu estômago, mas ao mesmo tempo me deixava excitada com as lembranças da primeira transa. Quando enfim deu meu horário corri para casa, tomei um banho gostoso, coloquei a lingerie e um vestido preto discreto como quem não quer nada. Minha felicidade era tanta que até sozinha eu estava falando.

—Ah Chuck Bass, sua hora está chegando seu filho da puta! — Esbravejei.

Entrar naquele lugar novamente me deixou insegura, me trouxe lembranças prazeirosas demais e que poderiam me atrapalhar de alguma forma. Fui surpreendida por um toque nas minhas costas, sua mão me acariciava de uma maneira sútil e assim, sem nenhuma palavra ele me despiu e admirou-se com o meu corpo novamente, como se eu fosse um objeto de prazer exclusivo dele. E eu não posso negar, eu estava gostando disso. Ele me tocou intimamente, enquanto eu apoiava as minhas costas em seu peito, deixei escapar um gemido tímido, antes mesmo dele me tocar eu já o ansiava.

—Você é sempre assim? Molhada? — Bass riu ao me perguntar.

—Apenas contigo!- Respondi rebolando na sua frente.

— Hoje eu não irei ser bonzinho Srta.Waldorf. -Chuck me alertou enquanto me algemava nos quatro cantos da cama.

Ele mexeu em sua gaveta estranha e tirou um chicote bem fino de lá, no mesmo instante eu percebi na loucura que eu estava lidando. Ele começou a passear com aquilo no meu corpo, tocou no meu clitóris com a ponta do chicote e eu senti umas ondas estranhas, porém prazeirosas.

—A palavra de segurança é Laranja. -Chuck me encarou. — Você me entendeu? Então repita!

— A palavra de segurança é Laranja! -Eu repeti mantendo os olhos fixos aos dele.

Até o primeiro estalo do chicote soar no meio das minhas coxas e eu gritar muito mais de susto do que de dor propriamente. O encarei com medo de não estar mais no controle.

—O que você está fazendo, me solte agora! -Gritei totalmente assustada.

— Você sabe a palavra de segurança protegida e não pode gozar até eu dizer que sim. — Bass acariciou meu gosto. — Voce vai entender que pode sentir prazer dessa forma, vai gostar e vai pedir para apanhar toda vez que querer fuder.

Bass introduziu um vibrador na pequena Blair e novamente começou a depositar chicotadas nas minhas coxas, no meio delas, nos seios... Eu estava tendo um mix de sensações e que de fato eram gostosas demais, eu estava sentindo meu orgasmo crescer dentro de mim mas eu não podia.

— Goza para o seu homem. — Bass disse aquilo como se tivesse lido o meu pensamento. -Olha para mim que eu quero te ver!

— Oh Bass. — Eu dizia palavras desconexas de tamanho prazer que estava sentindo.

Transamos todos os dias naquela semana, de todos os jeitos imagináveis e inimagináveis possíveis. Oito meses se passaram eu estava claramente cada vez mais próxima da minha vingança, só que meu coração dizia que eu não deveria prosseguir com aquilo, porém meu cérebro era racional demais para me fazer lembrar toda a dor e sofrimento que passei por conta desse homem que me faz gozar como nenhum outro fez, mas que matou meu irmão. Nesses últimos meses eu já tinha me casado e me tornado a senhora Bass, havia me tornado dona de bilhões.

Mandei um SMS para o Chuck marcando o nosso último encontro no flat onde tudo começou, ele só não sabia que hoje seria a última foda dele. Acabei me lembrando de que tinha que dizer que era hoje que realizaria meu plano para meu amigo que me ajudou a entrar na empresa, o mesmo que era secretário oficial do Sr. Bass.

—Fala Waldorf. — Diego me atendeu bem humorado.

— Diego, é hoje no flat as 20h. — Disparei rapidamente. — Ok?

—Ok! Até mais. — Ele se despediu e desligou.

A arma já estava na gaveta carregada, eu só precisava deixar ele bem distraído e pronto. Meu coração doía muito, parecia que eu estava num conflito interno eu não queria mais fazer aquilo, porém eu havia usado todos os meus esforços nos últimos 10 anos para este momento, como não posso ter mais certeza?

Assim que o Chuck chegou fizemos um sexo amorzinho como nunca, foi extremamente carinhoso e zeloso em todos os momentos, o que fazia meu coração se partir mais ainda.

— Princesa, você está muito distante hoje em. — Chuck me fitou preocupado. — E por que aqui? Temos uma casa enorme sabia?

— Não é nada amor, eu só queria relembrar do nosso início! — Sorri sem mostrar os dentes, por dentro aflita eu estava.

— Tudo bem então, eu vou tomar um banho agora você vem? -Ele me perguntou.

—Pode ir que eu já vou. — Fingi o sorriso enquanto o observava pela última vez.

Assim que escutei o barulho do chuveiro eu abri a porta e o Diego estava a me esperar, corri e peguei a arma na gaveta, me sentei na cama e as lágrimas começaram a inundar meu rosto com todas as lembranças do meu irmão, da promessa que eu fiz a ele de vingar a sua morte.

—Diego? O que faz aqui? — Chuck disse me despertando dos meus pensamentos.

— Você não faz ideia não é? — Levantei e apontei a arma para o mesmo.

— Blair que porra é essa? — Chuck me olhou assustado.

— Você matou o Henri, ele era meu irmão sabia? — Eu disparei. — Eu estou te amando agora, mas amo ainda mais o meu irmão e nunca esqueci o mal que você me causou e a toda a minha família, eu não tenho escolha.

— Do que você está falando? Henri era meu melhor amigo, eu sofri muito com a perda dele. — Chuck me encarava incrédulo.

No meio daquela calorosa discussão eu escutei uma gargalhada infame vinda do Diego, que me tirou o foco.

— Não compreendo a sua risada, pode me explicar o deboche? — Encarei o Diego ainda com a arma apontada para o Chuck.

— Vocês são patéticos. — Diego riu. — Srta Blair, achou mesmo que eu iria estar contigo nessa? Você foi muito mais fácil de manipular do que eu pensava.

— Quem são vocês, vão me pagar caro por isso desgraçados. — Bass gritou.

— Do que está falando seu cretino? — Gritei nervosa mudando o alvo do meu revólver para o Diego.

— Eu tenho uma procuração assinada por você me passando todos os direitos da empresa caso venham faltar. -Diego riu também apontando uma pistola para mim. — Irei matar os dois, na investigação vão achar que você Blair tentou matar o Bass e se matou logo após, bem clichê.

Foi então que eu escutei o primeiro tiro e uma dor enorme. Logo percebi que o Chuck também havia sido atingido.

— Ah! Antes que eu me esqueça, fale com teu irmão que mandei um abraço! — Diego sorriu e completou. — Eu fiz questão de pessoalmente mandar ele pro inferno, só para ver o sofrimento desse bosta Bass.

Mesmo com tamanha dor, tanto física quanto emocional apontei minha arma para aquele verme vulgo Diego e descarreguei minha arma em cima dele, só parei quando vi seu corpo já sem vida no chão. Fiquei um bom tempo em estátua sem conseguir me mexer ou pedir ajuda. Quando enfim sai daquele transe fui ver como o Chuck estava e aos prantos vi que ele ainda respirava, mas tinha perdido muito sangue e eu estava com medo de perder o único homem que amei de verdade.

Logo o socorro médico chegou, junto também a polícia por conta do homicídio que havia ocorrido ali. Eu acabei perdendo a consciência naquele momento. Eu havia sido alvejada no tórax, passado por cirurgias complicadas e ficado em coma induzido por 3 meses. Quando eu finalmente acordei e comecei a interagir me deparei com um Chuck Bass totalmente diferente do que eu havia conhecido, seu rosto era abatido e parecia cansado, aos poucos as lembranças daquela noite começaram a retornar, logo os médicos me cercaram para retirar a mascada de O2 que me ajudava a respirar melhor. Balbuciei um “me perdoe” e recebi um beijo na testa como um sinal de carinho. Depois de algumas horas conversando ou pelo menos tentando, comecei a me notar estranha, eu havia engordado um pouco.

— Senhora Bass, pode parecer muita informação para você, mas se passaram 3 meses desde que a senhora foi induzida ao coma. — O meu médico tentava me explicar com cautela. — Também descobrimos que a senhora está grávida de 4 meses, parabéns!

Eu não sabia como reagir a toda aquela loucura. Demorou alguns dias para assimilar tudo que aconteceu nos últimos tempos e foi muita coisa. Eu e o Chuck conversamos e ele me perdoou mesmo depois que contei que só me aproximei para me vingar, confessei que de fato o amava mais do que a minha própria vida. Tivemos um filho lindo e ele se chama Henri, não é lindo o nome?

Eu não esperava que o mundo desse tanta volta, olha só como eu terminei? Felizmente muito bem. Encontrei o amor da minha vida, sou a mãe mais feliz do mundo e tenho uma família linda do jeitinho que sempre sonhei.

FIM.

Notas finais
THE END! E ai? Gostou? Espero do fundo do meu coração que sim, obrigada por ter disponibilizado seu tempo para ler meu pedacinho de estória que futuramente quem sabe receba uma atualização para acertar os erros de português (risos)... Beijos de luz... Gratidão!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!